Mostrar mensagens com a etiqueta Alemanha. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Alemanha. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Proposta para pescar no campo da esquerda

La propuesta de incrementar la imposición a los ricos, cae bien en la sociedad pero no en la prensa

Los más ricos, "pagarán alrededor de la mitad de sus ingresos en impuestos", advierte el "Frankfurter Allgemeine Zeitung". Las propuestas son "absurdas", dice "Die Welt", que denuncia una "estrategia para dar a los de abajo lo que se quita a los de arriba". Solo servirá para "incrementar el grupo de gente opuesta a la economía liberal de mercado alemana", señala el diario. El jefe de la patronal BDA, Dieter Hundt, y su colega de la Cámara de Industria y Comercio, Hans Dietrich Driftmann, han criticado el proyecto fiscal del SPD.

Curiosamente, la ciudadanía parece aprobar la tendencia sugerida, que es insignificante si se pone al lado de lo que se está regalando a bancos y empresas. Una encuesta de la televisión ARD, publicada el sábado, arroja un 59% de partidarios y un 28% de adversarios de la idea de incrementar la imposición a los ricos.


Numa clara proposta de marcar terreno na esquerda, em especial de obter mais apoios no eleitorado do Die Linke, Steinmeier propõe um aumento de impostos para os que mais recebem.
Veremos no que esta proposta dará em termos eleitorais. Pode cair bem no eleitorado do leste alemão, mas deve merecer pouco apoio no lado ocidental.
O SPD continua a correr contra o tempo, uma vez que a cinco meses das legislativas, CDU surge como a grande favorita.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Merkel de pedra e cal a caminho da reeleição




Sem qualquer mudança significativa, a CDU sobe um ponto e o SPD desce outro, a eleição legislativa alemã, de 27 de Setembro próximo deverá dar uma vitória folgada a Angela Merkel e aos democratas-cristãos, que já devem estar a preparar uma futura coligação, desta feita com os liberais do FDP.
Dificilmente Steinmeir, líder dos sociais-democratas e actual Ministro dos Negócios Estrangeiros, conseguirá inverter a actual tendência de vitória da CDU.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Liberais sobem e Merkel desce


Continua a verificar-se que o FDP é o partido político alemão que tem granjeado mais apoio nesres meses. A subida de 3%, nas intenções de votos, é mais uma consolidação dos liberais, que obtiveram excelentes resultados nos Lands da Baviera e Hessen, onde se revelaram determinantes para a CDU formar Governo a nível regional.
Merkel, e as suas hesitações nas respostas a dar à crise, paga a factura e desce dois pontos. Já os sociais-democratas, que têm tido um bom desempenho no Governo federal, não descolam. Pelo menos também não descem.
De registar, neste mês, a descida do Linke. Parece que na Alemanha se começa a perceber a irrealidade das suas bandeiras, de dar tudo a todos.
A perspectiva de um futuro Governo CDU/FDP ganha mais sentido. Resta saber se o partido de Guido Westerwelle terá condições de alcançar mais postos governativos. Com esta subida bem pode apresentar uma "factura" mais elevada a Angela Merkel.
Faltam oito meses para as eleições legislativas.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O egoísmo de alguns políticos europeus

Os partidos da coligação de governo na Alemanha envolveram-se hoje em polémica sobre o acolhimento de prisioneiros do campo norte-americano de Guantanamo, defendido pelo chefe da diplomacia, Frank-Walter Steinmeier, mas rejeitado pelo ministro do interior, Wolfgang Schaeuble.
O político democrata-cristão admitiu que "têm de ser os norte-americanos a arcar com as consequências de Guantanamo".


Como seria de esperar, com o anunciado fecho de Guantanamo, os prisioneiros detidos em Cuba têm de sair da base norte-americana e ser transferidos para outros locais. Na maior parte, se regressarem aos seus países de origem, a sentença é conhecida: pena de morte.
Portugal foi o primeiro país europeu a mostrar disponibilidade para cooperar com Washington no encerramento de um dos capítulos mais vergonhosos dos EUA, seguido pela Alemanha, na voz do seu Ministro dos Negócios Estrangeiros, Frank-Walter Steinmeier.
Porém, a concordância no seio do Governo CDU/SPD não é consensual. O titular do Interior alemão, o democrata-cristão, Schäuble, diverge do social-democrata Steinmeier. Prenúncios das divergências inevitáveis entre os dois partidos, a poucos meses das eleições legislativas? Também, mas não só.
Enquanto Steinmeier assume uma postura altruísta, o seu colega de Governo demonstra o pior da postura política, como se o problema de Guantanamo fosse só dos EUA.
É interessante observar certos políticos europeus. Quando os EUA importam, Washington tem de estar presente. Quando os EUA precisam, eles que se safem.
Schäuble surge, assim, como o rosto do egoísmo e indiferença política.
Como alemão, que felizmente cresceu na RFA, devia dar o devido valor à solidariedade transatlântica, por que beneficiou, e muito, da ajuda e cooperação norte-americana no seu país.
Veremos o que diz a Chanceler Merkel.

(Publicado no Câmara de Comuns)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Mais um bom resultado dos liberais alemães

Tal como previsto, a CDU de Angela Mergel alcançou a vitória no land alemão de Hesse, um dos mais ricos do país.
Em Hesse, o líder dos democratas-cristãos, Roland Koch, ficou satisfeito com os 37,5% que a CDU recolheu, quase mais um por cento que no ultimo sufrágio regional.
Logo a seguir nas primeiras projecções surge o SPD, com pouco mais de 23 pontos percentuais, o valor mais baixo da história dos sociais democratas alemães.
Em terceiro lugar ficou o FDP, o partido liberal que conseguiu o melhor resultado de sempre, subiu mais sete pontos e chegou aos 17 por cento.


Os liberais alemães estão a obter excelentes resultados nas regionais. Há poucos meses subiram bastante na Baviera. Desta feita, o FDP tem um resultado bastante bom em Hessen. Melhor do que se previa.
Quanto à CDU, Merkel tem razões par descansar. Os democratas-cristãos aguentam-se e os sociais-democratas continuam a averbar pesadas derrotas. Steinmeier tem uma missão quase impossível de alcançar um bom resultado nas legislativas de Setembro.
Veremos o que se segue nas próximas eleições regionais, presidencial e europeias.
Recorde-se que esta eleição no land de Hessen decorre da instabilidade de governar o Estado, na sequência da eleição do ano passado, marcada pela campanha xenófoba de Roland Koch, que este ano deixou a campanha racista de parte. Tudo indica que CDU e FDP vão formar uma coligação.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Boas notícias para Merkel

A confortável vitória que a CDU obterá amanhã no land de Hessen, de acordo com as sondagens na ordem dos 42%, e o previsível resultado do SPD, abaixo dos 25%, são boas notícias para Merkel, que depois do fraco resultado do partido irmão da CDU, a CSU, na Baviera, podiam fazer melindrar a candidatura federal de Setembro próximo.
Os sociais-democratas, que apesar da boa prestação no Governo federal, bem melhor que Merkel, não conseguem melhorar a sua posição, de pouco apoio.
Por outro lado, importa verificar o resultado dos liberais do FDP. Prevê-se que alcancem um pouco mais de 12%, tal como os Verdes, e amanhã também será um dia de teste para os possíveis parceiros da CDU no Governo federal. Um bom resultado do FDP, como o obtido na Baviera, pode confirmar a perspectiva que se está a criar, de um futuro Governo CDU/FDP a nível federal, na sequência das legislativas de 27 de Setembro próximo.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

CDU continua a liderar de pedra e cal


Apesar de não ter apresentado ainda qualquer solução para a actual crise, e depois do seu congresso partidário, a CDU continua de pedra e cal.
O SPD sobe ligeiramente. Para observar até onde a liderança de Steinmeier consegue ir.
Nos mais pequenos, de registar a mudança de líder dos Verdes, agora comandados por um turco naturalizado alemão, Cem, e a primeira sondagem não foi a mais favorável.
No quadro actual, continua a prever-se uma futura coligação federal entre CDU e os liberais do FDP.
Faltam nove meses para as eleições legislativas.

domingo, 16 de novembro de 2008

Turco lidera Verdes alemães

Los verdes alemanes eligen a un líder turco
Cem Özdemir, diputado europeo de 43 años de edad, es hijo de emigrantes de Anatolia y obtuvo la nacional alemana en 1992


Confirmou-se a eleição de Özdemir como líder dos Verdes alemães. Nascido na Turquia e naturalizado alemão, o novo líder do partido que ascendeu há uma década ao poder federal, pela mão de Joschka Fischer, torna-se um novo modelo daquilo que acabará, mais cedo ou mais tarde, por consagrar-se na realidade política europeia, a participação e elevação a cargos liderança de cidadãos de outras proveniências que não as nacionais.
O espaço político europeu começa a representar a realidade social dos países que a compõe.
Veremos qual o resultado de Özdemir nas eleições legislativas do próximo mês de Setembro.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

A 11 meses das legislativas

Passada a eleição bávara, que abalou a direita alemã, pela queda significativa, e o período de crise financeira mundial, à qual Merkel respondeu mal, CDU e SPD perdem pontos.
Das restantes formações, só os liberais saem com um Outubro positivo. Subiram na eleição bávara e nas intenções nacionais.
A tendência de coligação federal CDU/FDP mantém-se.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Uma cidade dinamica

Longe vao os tempos da Berlim dividida. Hoje, a marca do Muro, apenas se apresenta, em muro, na 'area envolvente do checkpoint Charlie -autentica zona comercial alusiva aos tempos da Guerra-Fria, e, da restante marca, ha' uma linha, inscrita no chao, que atravessa toda a cidade, nao deixando esquecer o que ali estava ha' sensivelmente duas decadas.
De resto, Berlim surge como uma urbe pujante. Disposta a competir com Paris e Londres, como um dos grandes centros europeus. A diversidade urbana/cultural/social da cidade a isso ajudam e a sua Historia, a melhor e a pior, tambem contribui para a sua projeccao internacional.

domingo, 28 de setembro de 2008

A queda da direita bávara

Apesar de ganhar a eleição bávara, a CSU tem uma queda abissal. Pouco mais de 17%.
O SPD também não obteve melhor percentagem. Nem chega aos 20%.
De registar a subida, em mais de 5%, do FDP. Um resultado importante para os liberais, que no próximo ano podem alcançar condições para voltar a fazer parte do Governo federal, assim obtenham um resultado positivo nas legislativas de Setembro de 2009.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Os falsos liberalismos dos mercados

Intensifica-se o braço-de-ferro entre Volkswagen e Comissão Europeia. A companhia alemã beneficia de um forte apoio do executivo de Berlim. Esta terça-feira, Angela Merkel voltou a afirmar que está disposta a defender a “lei Volkswagen” junto de Bruxelas.
Perante os empregados da empresa, na sede em Wolfsburgo, a chanceler alemã defendeu que o seu executivo aplicou a sentença do Tribunal Europeu de Justiça, “a decisão foi tida em conta, mas considero que quando se trata de decisões importantes da empresa, a minoria de bloqueio deve persistir.”
O maior accionista da Volkswagen é a Porsche que defende a abolição da lei que protege a companhia de uma OPA hostil. No outro lado da barricada encontra-se o Estado da Baixa-Saxónia, segundo maior accionista e que pretende manter o mecanismo de bloqueio.
Em Maio, Berlim aprovou uma nova versão da chamada “lei Volkswagen” que até então protegia a companhia de uma OPA hostil, através da proibição de que um mesmo accionista pudesse ter mais de 20% de direitos de voto no conselho de administração. A nova versão da lei obriga a que haja pelo menos 80% de votos favoráveis a qualquer operação corporativa importante.
Ora esta alteração à lei continua a dar ao Estado da Baixa Saxónia o direito de veto já que detém uma fatia de 20,3% da Volkswagen.


Quando convém, há que defender o funcionamento do mercado. Quando não interessa, importa protegê-lo.
Quem há pouco mais de um ano se sentia indignada pelas restrições do Governo espanhol à opa da empresa alemã E.on à espanhola Endesa, é a mesma pessoa que agora se opõe a uma OPA à Volkswagen.
Merkel não é uma excepção à regra, no quadro dos proteccionismos estatais.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

CSU com uma queda percentual acentuada mas que não lhe retira a vitória

De acordo com a sondagem do último dia 18, do Die Zeit, a CSU vencerá a eleição bávaro do próximo domingo.
Apesar da nítida queda, prevê-se superior a 10%, a formação irmã da CDU deve manter a maioria absoluta.
A confirmar no domingo.

domingo, 14 de setembro de 2008

A sombra de Schröder

Inteligente capa, a do Der Spiegel, aludindo à mudança de liderança no SPD, com a ascensão à liderança de pessoas que foram muito próximas de Schröder.
Que a sombra do ex-Chanceler está mais presente, é uma realidade, porém nem Steinmeier nem Müntenfering são uns acéfalos, que precisam de indicações do actual herr Gazprom germânico.
O primeiro teste da nova direcção tem lugar dentro de 15 dias, com a eleição do Governo bávaro.
Uma vitória é quase impensável, mas destronar a preponderância da liderança intocável da CSU nas últimas décadas seria um bom resultado.

domingo, 7 de setembro de 2008

Até que enfim, boas notícias da esquerda alemã

Ministro dos Negócios Estrangeiros substitui provisoriamente Kurt Beck no partido
Steinmeier candidato do SPD contra Merkel nas legislativas alemãs de 2009


Uma boa notícia da social-democracia alemã, depois de vários rumos desastrosos.
A escolha de Steinmeier é uma boa opção para defrontar Angela Merkel.
Não será fácil ao SPD bater a CDU, porém as possibilidades de isso suceder aumentam.
Por outro lado, será interessante acompanhar este último ano do Governo, em especial a convivência política entre a Chanceler Merkel e o Vice-Chanceler Steinmeier.

sábado, 6 de setembro de 2008

O rigor germânico

Quando ainda falta um ano para o actual Executivo federal alemão completar o seu mandato, o Ministro do Interior já agendou a data das próximas eleições legislativas, para 27 de Setembro de 2009.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Merkel reforça liderança




A um ano da eleição legislativa, a CDU reforça a liderança, enquanto o parceiro de coligação federal, o SPD, continua em recta descendente.
Merkel pode estar mais perto de renovar o poder.
Veremos se os democratas-cristãos não farão o esforço para alcançar a maioria absoluta.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Teste para a direita e esquerda alemãs

No próximo dia 28 de Setembro, em plena Oktoberfest, os bávaros são chamados a escolher o próximo Governo do Land.
O que parece uma eleição para cumprir calendário é, na realidade, algo que ultrapassa as fronteiras da Baviera, sendo um teste eleitoral importante para todas as forças políticas que dentro de um ano estarão a disputar a eleição legislativa.
Apesar de se poder antecipar o vencedor da disputa, os números a alcançar por cada partido indicarão uma tendência.
Devendo a CSU (irmã bávara da CDU) ganhar com alguma folga, resta saber qual a margem de vantagem em relação ao adversário directo, o SPD.
Assim, ao resultado da CSU, que apresentará um novo candidato, depois da saída da vida política do histórico Stoiber, importa apurar se mantém ou não a maioria absoluta.
Ao SPD, se o dano nacional não afecta o apoio local.
Ao Die Linke, quanto apoio terá. Não se prevendo resultados significativos, como noutros Lands, nos quais tem crescido, dado o posicionamento político bávaro ser pouco atreito a discursos nacionalizantes.
Não menos relevantes, até pelas conjecturas que já se fazem em termos de possíveis futuras coligações federais, os resultados dos Verdes e dos liberais do FDP também contam.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Putin não é um político da Guerra-Fria mas do século XXI

Através do target="_blank">Atlântico, chego a este artigo de João Marques de Almeida, no Diário Económico de hoje.
Do que se lê do texto do ex-Director do Instituto de Defesa Nacional constata-se um conjunto de argumentos válidos mas muitos deles desfasados no tempo. Mas muito predominante nas leituras que nestes tempos se fazem no Ocidente da Rússia de Putin, como se esta fosse a União Soviética. Que não é.
Há muito que a Rússia 'ultrapassou' várias das premissas apresentadas por Marques de Almeida, e que este vê como ameaça, como por exemplo a relação com a UE.
O caso da política energética é dos mais manifestos. À falta de uma (essencial) política comum, o Kremlin tem sido extremamente inteligente em manietar a UE. E está a realizar esta política há quase uma década. Em vez de negociar com Bruxelas, o que seria mais delicado, Putin dividiu para reinar, com vantagens para Moscovo e perdas, nítidas, a médio prazo, para os cerca de 500 milhões de consumidores europeus. Ou seja, negoceia individualmente.Primeiro, negociou com a Alemanha de Schröeder o pipeline que está a ser construído no mar Báltico, evitando ter intermediários, como os Estados Bálticos, a Ucrânia ou a Bielorrússia. Depois da Alemanha, foi o negócio energético com a Bulgária, porta de entrada europeu do Mar Negro, que receberá petróleo e gás russo. Após a Bulgária, foi o entendimento energético com o novo Governo de Berlusconi, que estava, entretanto a ser preparado pelo anterior Executivo de Prodi.
No que diz respeito à UE, os tentáculos energéticos russos estão a fortificar-se, e têm capacidade para asfixiar a Europa central de frio, no Inverno, se quiserem.
Em relação à Ucrânia, talvez o poder de influência de Moscovo sobre Kiev surja e o Kremlin nem precisa de se mexer muito, pois basta o frágil entendimento entre Yuschenko (Presidente da República) e Timoshenko (Primeira-Ministra) romper, para o partido pró-russo, de Yanukovich, neste momento o maior, mas não o maioritário, conquistar o poder ucraniano. E a eleição presidencial tem lugar no próximo ano. Moscovo pode acenar aos ucranianos boas recompensas energéticas, assim os rostos da revolução laranja, hoje no poder, sejam afastados.
Quanto à questão de Henrique Raposo, se depois de deixar "cair" Geórgia a Ucrânia e/ou a Polónia vão ser "deixadas cair". Tal leitura não se pode ter, como se fosse o império soviético a alastrar o poder. A Rússia de Putin nada tem a ver com a forma, muito menos métodos de conquista dos soviéticos. Se o caso ucraniano já foi referido, no polaco, os russos não querem um confronto directo com a NATO. Nem a NATO com os russos.
Os tempos são outros, e a UE e os EUA parecem que ainda estão a lidar com a URSS. Como nos enganamos com essa leitura. E nos prejudicamos.

(Publicado no Câmara de Comuns)

sábado, 9 de agosto de 2008

Merkel pode contribuir para o silêncio das armas na Geórgia

The Chancellor of Germany expressed profound concern over the situation, the hope for an accelerated and complete cessation of hostilities, the resumption of the negotiating contacts, and her willingness to contribute to this process by political-diplomatic means.
Dmitry Medvedev and Angela Merkel agreed to continue their discussion of this problem as well as a broad range of issues of mutual interest during the upcoming visit of the Federal Chancellor of Germany to Russia on 15 August 2008.
The conversation was held at German initiative.


A visita, na próxima sexta-feira, de Merkel à Rússia, pode ser determinante para o silêncio das armas no Cáucaso.
Berlim esteve bem, ao tomar a iniciativa de contactar directamente com Moscovo, transmitindo a Medvedev a preocupação com o que se está a passar na Geórgia. A situação, não sendo tão dramática em termos humanitários como é para a Geórgia, é bastante preocupante para a Europa.
A Alemanha é dos poucos parceiros europeus com influência na Rússia e Merkel está a fazer desse trunfo uma condição para travar as investidas russas. Veremos se a palavra alemã é suficiente para demover as armas russas.