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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Um momento de afirmação de Angola

Ontem, à chegada no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, os Palancas foram recebidos por familiares, amigos e adeptos, em representação das 18 províncias do país.

Começa no próximo domingo o CAN (campeonato de futebol africano de selecções), organizado por Angola.

O Estado angolano realizou, já, um grande investimento, com a construção de quatro estádios novos e o momento pode ser de afirmação do país no continente.

Se a organização for bem sucedida, como parece estar a ser em termos logísticos, e os triunfos desportivos aparecerem, Angola entra em 2010 com o pé direito.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A ler


O ex-primeiro-ministro Marcolino Moco considera que “as políticas em Angola estão a ser bem orientadas”, mas defende uma mais célere “abertura do país” em ideias, mentalidades e liberdade de expressão.

As palavras de Marcolino Moco são cuidadas, mas nem assim deixa de apresentar uma leitura muito própria da actualidade e do futuro de Angola.

Evidencia-se um desprendimento com o poder e percebe-se que o seu afastamento da política reinará enquanto José Eduardo dos Santos for o Presidente angolano.

(Publicado no Câmara de Comuns)

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Segurança militar para as eleições... em Cabinda?

O chefe do Estado-Maior da Marinha de Guerra, almirante Augusto da Silva Cunha, disse hoje, sexta-feira, no Soyo, província do Zaire, que este ramo das FAA vai reforçar o controlo da fronteira marítima para evitar a entrada ilegal de estrangeiros no período eleitoral.
O responsável, que falava à imprensa à margem dos segundos jogos militares da Marinha de Guerra de Angola, garantiu o reforço do patrulhamento com meios e efectivos antes e durante as eleições das águas territoriais do país, de forma que as eleições decorram num ambiente de paz e segurança.


A duas semanas do acto eleitoral, as Forças Armadas vão reforçar o controlo das fronteiras, em especial as marítimas, com a finalidade de assegurar o bom ambiente eleitoral. Algo pouco comum.
Pela província em que o Almirante Cunha proferiu a declaração, o Zaire, por sinal a que fica geograficamente mais perto do 'rebelde' enclave Cabinda, não me admiraria que tal medida tivesse em vista a manutenção da ordem neste território não contíguo ao angolano.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Uma boa medida que é eleitoralmente benéfica para o MPLA

O Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social (Mapess) e o Banco de Comércio e Indústria (BCI) procederam ontem, em Luanda, ao lançamento de um programa de empreededorismo na comunidade, denominado “Micro-Crédito-Amigo”.
Dirigido a pessoas de baixa renda, o produto financeiro destina-se a micro-empresas que, a nível das comunidades, produzem ou comercializam bens e serviços, bem como a jovens que pretendam criar pequenos negócios ou desenvolvam actividades geradoras de rendimento.


A proposta tem princípios originários na doutrina do economista do Bangladesh, e Prémio Nobel da Paz de 2006, Muhammad Yunus, e é uma boa medida para dinamizar a economia angolana e promover o emprego.
Mas, a poucas semanas do acto eleitoral, esta medida do Governo angolano tem tudo de eleitoralista.
O MPLA continua, assim, a beneficiar das condições de ser o partido do poder.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Uma proposta interessante para Angola

PRS defende implementação de federalismo

Uma proposta interessante para o desenvolvimento de Angola, apresentado pelo jovem Partido de Renovação Social (PRS), de federalizar o país.
Hoje, Angola conta com um sistema muito centralizado e ainda por democratizar. De facto, o estabelecimento de uma República Federal poderia dar vias de desenvolvimento regional que o actual modelo não dá.
Todavia, num universo eleitoral ainda a dar os primeiros passos, esta é uma proposta de vulto que deve ter pouco impacto junto da população.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

As vozes 'civis' do MPLA

Os tempos de antena do MPLA são de outro campeonato e nem sequer é legítimo estabelecer comparações, tal a discrepância de qualidade e de meios utilizados. Há partidos que se limitam a gravar um discurso e a apresentarem uma imagem estática. A qualidade da imagem é muito baixa e alguns programas apresentam uma séria discrepância entre o som e a imagem.

É sabido que o Jornal de Angola é próximo do MPLA, tão próximo que as suas notícias parecem pessas de campanha do partido que está no poder em Angola. Todavia, por maior proximidade e simpatia que este órgão de comunicação social tenha pelo MPLA, o JA devia moderar o tom, sob pena da sua função, de informar, perder sentido.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

A 'educar' o povo a votar no MPLA

Ontem mesmo, no largo dos Eucaliptos, foi afixado num painel a réplica da posição do partido no boletim de voto. Com 6.60 metros de largura contra 2 metros de comprimento, bem visível para as mais de 200 mil pessoas, a imagem continha o nome do partido, a bandeira e o espaço para votar.
No meio de canções sobre as especificações da bandeira, João Baptista Kussumua indicou à população como votar no MPLA


Mundo tão díspar o nosso. Enquanto nos EUA, a internet é uma peça de campanha chave, em Angola as campanhas têm outros formatos, adaptados à realidade local, como se verificou ontem no Bié, com um painel gigante a servir de quadro educativo.

Eleições angolanas

Começando a dar algum destaque às eleições angolanas, de realçar que dos 98 partidos angolanos, só 14 concorrem no próximo dia 5 de Setembro.
Pelo que é dado a ver, do boletim, MPLA e UNITA ficam juntos no papel que receberá a cruz.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

A um mês da eleição legislativa

Dentro de um mês, Angola vai a votos.
Os principais partidos, MPLA e UNITA, arrancam, hoje, com as campanhas oficiais.
Oxalá os partidos angolanos encarrilem, de vez, a potência africana nos carris da Democracia.

P.S.- É bem provável que o MPLA continue a dominar o poder do País, em termos legislativos. Duvido, no entanto, que alcance uma confortável maioria.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

O boom de Angola vai arrefecer

O Banco Mundial espera que a economia angolana cresça 20 por cento, em 2008, mas, em 2009 o crescimento deverá ficar nos 10 a 11 por cento

Depois de alguns anos com o maior crescimento mundial, devido ao aumento da produção de petróleo, Angola entra numa nova, mais estável e decisiva etapa económica, como política e social. De duas uma, ou o país aproveita a oportunidade para se consolidar como uma das grandes potências regionais ou sujeita-se a comprometer a sua credibilidade e desenvolvimento. O combate à corrupção é decisivo. Por isso, a Angola não basta livrar-se da reputação*, deve combater a praga. Assim o próximo Parlamento angolano se empenhe (tive oportunidade de abordar este assunto no primeiro número da revista digital lusófona Sem Correntes).

* O país africano juntou-se à OPEP em 2007, está a lutar para se livrar da reputação de ser um dos países mais corruptos do Mundo, enquanto se prepara para as primeiras eleições nacionais desde 1992, no próximo dia 05 de Setembro.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Eleições legislativas convocadas

O Presidente angolano, José Educardo dos Santos, marcou hoje a data das eleições legislativas no país, as primeiras em 16 anos, para 05 de Setembro próximo.

Parece que o Presidente de Angola acolheu a proposta da UNITA, de realizar a eleição num só dia, e não em dois como chegou a constar, e não num sábado, devido a questões religiosas, que poderia afastar muitas pessoas das urnas.
Assim, restam poucas semanas para os partidos prepararem a campanha. A eleição tem lugar de amanhã a três meses.
Para acompanhar.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Bom sinal do Governo angolano

Angola pede ajuda CPLP para eleições decorram sem problemas

O Ministro do Interior angolano deu um bom sinal ao apelar à CPLP para ajudar Angola no acto eleitoral que decorrerá no próximo mês de Setembro.
Algo inesperado, mas bastante relevante do interesse em querer uma eleição transparente.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Momentos de 2008

Angola
A marcação de eleições legislativas de Angola para Setembro de 2008 é uma boa notícia.
A grande potência lusófona africana pode, finalmente, entrar nos carris da Democracia, depois de quase três décadas de uma guerra civil, a juntar a pouco mais de uma década de guerra colonial, que martirizaram um povo há muito preso a um atraso que não merece, dada a fortuna que o país possui.
O MPLA, que deverá vencer a eleição com uma folgada margem, como o partido do poder desde a independência, desempenha um papel crucial. E no MPLA residirá a estabilidade do país, mais propriamente em José Eduardo dos Santos. Fará Eduardo dos Santos em Angola o que Chissano fez em Moçambique? Veremos, em 2009, aquando das presidenciais.
Para já, será um bom sinal se Angola passar a contar, no próximo ano, com um Parlamento democrático e contribuinte do desenvolvimento nacional.
Angola pode aproveitar o momento de crescimento económico que atravessa (um dos maiores do mundo, na ordem dos 20%) e recuperar o atraso de que o país padece.
A corrupção será um dos grandes desafios do país, em especial do poder legislativo e judicial. Nela reside o sucesso ou não de um país próspero e credível internacionalmente, com vantagens e densenvolvimento internos.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Entre o que anunciam e o que fazem

Nostalgia? Duvido que o Presidente angolano seja dado a tais sentimentos. Caso contrário, já não devia estar no poder.
Leal aos princípios que advoga? Um político comunista não faz o que a doutrina anuncia (alguém conhece algum regime comunista onde não haja exploração do homem? não só há como fazem questão de a exercer).
Não é, portanto, de estranhar que o ditador de Havana receba, sem quaisquer problemas, o Chefe de Estado angolano. O político outrora fidelíssimo de Moscovo e Havana, agora amigo de Washington.
Devia o ditador de Cuba, portanto, condenar de herege o seu homólogo de Cuba? Pela aliança com Washington, naturalmente. Por interesses, não.
Assim, Tiago, se percebe porque se dão tão bem.
Agora essa de debater os problemas que afectam a Humanidade, tem o seu quê de interessante.
Será que os dois não podem, por brevíssimos momentos, reconhecer que cometeram os seus nos países que comandam? Ou será que consideram a sua atitude um contributo positivo?
A miséria e a pobreza não valem como itens de qualidade de vida!