Kirchner vuelve al ruedo político para apuntalar el Gobierno de su esposa
El ex presidente argentino encabeza la lista de Buenos Aires en las legislativas
La batalla de Buenos Aires se juega a una especie de todo o nada, en la que Néstor Kirchner pretende introducir el máximo de crispación posible. Aunque hasta ahora el ex presidente no ha dicho nada al respecto, en su entorno son frecuentes las alusiones a que una derrota en las elecciones de junio podrían llevar a Cristina Fernández a considerar una dimisión. La pérdida de las elecciones dificultaría extraordinariamente su mandato, teniendo que negociar día a día mayorías parlamentarias, pero aun así resulta difícil creer que esté dispuesta a abandonar el cargo sin dar la pelea y cuando falta realmente tanto tiempo para cumplir su periodo presidencial.
Como sempre, o sistema político argentino volta a ser fértil em candidaturas bizarras. Depois de cumprir dois mandatos presidenciais, de ter aberto a porta à sua mulher para suceder na Chefia de Estado, eis o regresso aos palcos principais da política Néstor Kirchner, para assumir a candidatura do Partido Justicialista nas legislativas de Junho próximo, pelo círculo de Buenos Aires.
A ter fé nas palavras do espanhol El País, prevê-se que as legislativas sejam um referendo ao mandato de Cristina Kirchner.
Para já, a Chefe de Estado tem vindo a perder força na confiança que os argentinos depositam na sua número um.
O regresso de Néstor é aquilo que popularmente se designa como: colocar a carne toda no assador. Veremos como se sai o casal mais poderoso da Argentina.
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terça-feira, 14 de abril de 2009
quinta-feira, 17 de julho de 2008
O revés para Cristina Kirchner
La votación terminó igualada en 36 votos. Y el vicepresidente tuvo que desempatar. "Voto en contra. Que la historia me juzgue", dijo en un mensaje dramático, a las 4.25. El debate en el Senado duró 18 horas. La decisión es un durísimo revés político para el Gobierno, que enfrenta disidencias en el peronismo y el alejamiento de algunos aliados. El campo y la oposición, los ganadores.
Ontem vi um pouco da emissão de um canal argentino, já a sessão do Senado durava há oito horas e não se perspectivava o fim da sessão, mas nunca esperei que tivesse a duração de 18 horas.
Ao contrário do que previ, e do que esperava a Presidente argentina, a sua proposta de aumentar os impostos das exportações agrícolas foi reprovada, e quem decidiu foi o Vice-Presidente, dado o empate de votos que se registava.
A crise institucional está instalada e a fragilidade da liderança de Kirchener está mais acentuada.
Com uma frase que faz lembrar a de Fidel, quando foi julgado em 1958, por tentativa de derrubar a ditadura de Fulgêncio Batista, de que a história o absolveria, Julio Cobos, o braço direito da Chefe de Estado vetou o aumento e expressou: "Que la historia me juzgue, pido perdón si me equivoco. Mi voto no es positivo, mi voto es en contra."
Para seguir e acompanhar esta derrota histórica do kirshnerismo e as suas consequências.
Ontem vi um pouco da emissão de um canal argentino, já a sessão do Senado durava há oito horas e não se perspectivava o fim da sessão, mas nunca esperei que tivesse a duração de 18 horas.
Ao contrário do que previ, e do que esperava a Presidente argentina, a sua proposta de aumentar os impostos das exportações agrícolas foi reprovada, e quem decidiu foi o Vice-Presidente, dado o empate de votos que se registava.
A crise institucional está instalada e a fragilidade da liderança de Kirchener está mais acentuada.
Com uma frase que faz lembrar a de Fidel, quando foi julgado em 1958, por tentativa de derrubar a ditadura de Fulgêncio Batista, de que a história o absolveria, Julio Cobos, o braço direito da Chefe de Estado vetou o aumento e expressou: "Que la historia me juzgue, pido perdón si me equivoco. Mi voto no es positivo, mi voto es en contra."
Para seguir e acompanhar esta derrota histórica do kirshnerismo e as suas consequências.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Argentina a ferro e fogo
Na véspera de uma decisiva votação no Senado argentino, sobre a aplicação de impostos aplicados às exportações agrícolas, patrocinado pela Presidente da República Cristina Kirchner, as ruas de Buenos Aires encheram-se de pessoas, uns bons milhares repudiando e outros tantos apoiando a medida.
Há mais de 100 dias que a polémica proposta tem deixado o país paralisado e a crise argentina volta a emergir.
E, não deixa de ser paradoxal, num momento em que a Argentina podia beneficiar com a crise mundial, pois é um dos maiores produtores mundiais de bens alimentares essenciais, o país está a ferro e fogo e afecta, directamente, a economia de países vizinhos.
Em suma, a votação desta quarta-feira torna-se um verdadeiro referendo à liderança de Cristina Kirchner. Por isso, é de antever que a sua proposta passe, porque a não passar, pode abrir-se uma crise institucional e a precipitação de eleições presidenciais.
A ler a interessante entrevista dada por um dos principais artífices da recuperação da Argentina no início desta década; Roberto Lavagna:
BBC Brasil - O que a Argentina precisa fazer para não entrar em uma nova crise econômica?
Roberto Lavagna - O plano de sucesso da Argentina durante quatro anos estava baseado em seis pilares. Superávit fiscal alto, dólar alto, juros baixos, redução da dívida, consumo como motor do crescimento e dos investimentos e distribuição de renda.
BBC Brasil - Destes seis pilares, poderia se afirmar...
Roberto Lavagna - O superávit cresceu, o dólar caiu, os juros subiram, a dívida está subindo. E a inflação está fazendo com que parte do poder de compra da população caia e há pior distribuição de renda e em conseqüência se enfraquece o consumo. E (...) os investimentos não chegam porque o consumo cai.
Há mais de 100 dias que a polémica proposta tem deixado o país paralisado e a crise argentina volta a emergir.
E, não deixa de ser paradoxal, num momento em que a Argentina podia beneficiar com a crise mundial, pois é um dos maiores produtores mundiais de bens alimentares essenciais, o país está a ferro e fogo e afecta, directamente, a economia de países vizinhos.
Em suma, a votação desta quarta-feira torna-se um verdadeiro referendo à liderança de Cristina Kirchner. Por isso, é de antever que a sua proposta passe, porque a não passar, pode abrir-se uma crise institucional e a precipitação de eleições presidenciais.
A ler a interessante entrevista dada por um dos principais artífices da recuperação da Argentina no início desta década; Roberto Lavagna:
BBC Brasil - O que a Argentina precisa fazer para não entrar em uma nova crise econômica?
Roberto Lavagna - O plano de sucesso da Argentina durante quatro anos estava baseado em seis pilares. Superávit fiscal alto, dólar alto, juros baixos, redução da dívida, consumo como motor do crescimento e dos investimentos e distribuição de renda.
BBC Brasil - Destes seis pilares, poderia se afirmar...
Roberto Lavagna - O superávit cresceu, o dólar caiu, os juros subiram, a dívida está subindo. E a inflação está fazendo com que parte do poder de compra da população caia e há pior distribuição de renda e em conseqüência se enfraquece o consumo. E (...) os investimentos não chegam porque o consumo cai.
terça-feira, 17 de junho de 2008
Argentina a ferro e fogo e sem comida
Panaderías cerradas por la falta de harina; leche desperdiciada en los tambos; góndolas vacías; reducción en el stock de carnes y fuerte caída de ventas minoristas son sólo algunas de las características alarmantes de la escalada en el conflicto entre el Gobierno y el campo.
En los últimos 97 días, el sector agropecuario realizó cuatro paros en contra de la política de retenciones a las exportaciones implementada por el Gobierno de Cristina Kirchner.
As medidas que a recém eleita Presidente argentina Cristina Kirchner quer implementar estão a provocar bastantes convulsões. O país há semanas que se arrasta numa luta entre o poder político e agricultores, e outros sectores acabam por ser envolvidos e afectados, circunstância que conduz à falta de alimentos.
O país está à beira de rebentar e a crise que deixou a Argentina no início do século nas lonas, está bem perto de regressar, arremessando, uma vez mais, a riquíssima potência sul-americana para a miséria.
En los últimos 97 días, el sector agropecuario realizó cuatro paros en contra de la política de retenciones a las exportaciones implementada por el Gobierno de Cristina Kirchner.
As medidas que a recém eleita Presidente argentina Cristina Kirchner quer implementar estão a provocar bastantes convulsões. O país há semanas que se arrasta numa luta entre o poder político e agricultores, e outros sectores acabam por ser envolvidos e afectados, circunstância que conduz à falta de alimentos.
O país está à beira de rebentar e a crise que deixou a Argentina no início do século nas lonas, está bem perto de regressar, arremessando, uma vez mais, a riquíssima potência sul-americana para a miséria.
sábado, 8 de março de 2008
Uma piada que terminou com o conflito sul americano
Presidentes de Colombia, Venezuela, Ecuador y Nicaragua pasaron de los insultos a los abrazos
Una llamada de atención de la presidenta argentina, Cristina Kirchner, en tono jocoso, sobre la forma como los hombres manejan la política fue lo que finalmente distensionó el ambiente en la Cumbre de Río para darle paso a una cadena de abrazos y disculpas, que dejaron atrás los insultos.
A crise sul-americana, entre Colômbia, Equador e Venezuela chegou ao fim, ontem, com o cumprimento que os Chefes de Estado dos respectivos países trocaram entre si, na Cimeira do Rio, que se realizou na República Dominicana.
Ao que consta, depois de muita crispação, e a recrudescer desde a semana passada quando estalou o conflito por causa da intervenção militar colombiana do Equador, a Presidente da Argentina, Cristina Kirchener, saiu-se com uma piada que se tranformaria na solução para um caso que começava a agitar a América e a preocupar o mundo.
Com uma piada acerca da forma de estar das mulheres e dos homens, Kirchener conseguiu que os três Presidentes dos Estados setentrionais da América do Sul deixassem os insultos, regressassem ao elementar bom-senso e retomassem, na medida do possível, os entendimentos que as suas funções lhes requerem.
Quem duvida da política no feminino, eis um bom exemplo de como a política não é um mundo exclusivo para os homens, e que as mulheres são tão capazes ou melhores para exercerem a função do que os homens.
Penso que não haveria melhor forma de se assinalar o Dia Internacional da Mulher com este exemplo de pragmatismo e decência assumido pela Chefe de Estado de uma das potências da América do Sul.
A piada de Kirchener:
Con sus palabras, Fernández relajó el ambiente y dio paso a una cadena de abrazos y disculpas.“Quería decir que siempre nos han acusado a las mujeres de que se nos vuela el pajarito, que tenemos cierto grado de histerismo cuando tenemos algunas situaciones. Quiero decirles que algunas escenas que por allí tocan ver, nos convierten a las mujeres, tal vez, en las personas más racionales", dijo la mandataria refiriéndose a Uribe, Correa y Chávez, que parecían incapaces de llegar a un acuerdo.
Una llamada de atención de la presidenta argentina, Cristina Kirchner, en tono jocoso, sobre la forma como los hombres manejan la política fue lo que finalmente distensionó el ambiente en la Cumbre de Río para darle paso a una cadena de abrazos y disculpas, que dejaron atrás los insultos.
A crise sul-americana, entre Colômbia, Equador e Venezuela chegou ao fim, ontem, com o cumprimento que os Chefes de Estado dos respectivos países trocaram entre si, na Cimeira do Rio, que se realizou na República Dominicana.
Ao que consta, depois de muita crispação, e a recrudescer desde a semana passada quando estalou o conflito por causa da intervenção militar colombiana do Equador, a Presidente da Argentina, Cristina Kirchener, saiu-se com uma piada que se tranformaria na solução para um caso que começava a agitar a América e a preocupar o mundo.
Com uma piada acerca da forma de estar das mulheres e dos homens, Kirchener conseguiu que os três Presidentes dos Estados setentrionais da América do Sul deixassem os insultos, regressassem ao elementar bom-senso e retomassem, na medida do possível, os entendimentos que as suas funções lhes requerem.
Quem duvida da política no feminino, eis um bom exemplo de como a política não é um mundo exclusivo para os homens, e que as mulheres são tão capazes ou melhores para exercerem a função do que os homens.
Penso que não haveria melhor forma de se assinalar o Dia Internacional da Mulher com este exemplo de pragmatismo e decência assumido pela Chefe de Estado de uma das potências da América do Sul.
A piada de Kirchener:
Con sus palabras, Fernández relajó el ambiente y dio paso a una cadena de abrazos y disculpas.“Quería decir que siempre nos han acusado a las mujeres de que se nos vuela el pajarito, que tenemos cierto grado de histerismo cuando tenemos algunas situaciones. Quiero decirles que algunas escenas que por allí tocan ver, nos convierten a las mujeres, tal vez, en las personas más racionales", dijo la mandataria refiriéndose a Uribe, Correa y Chávez, que parecían incapaces de llegar a un acuerdo.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Que novo rumo para a Argentina?
Cristina asumió con gestos de continuidad y la promesa de "corregir lo necesario"
Se em termos internos Cristina Kirchner fez saber que prosseguirá, na generalidade, as políticas que o marido e Chefe de Estado cessante, Néstor, iniciou, em termos externos a Argentina deve ter um novo capítulo.
Maior protagonismo na cena latino-americana. O facto de servir como nova intermediária no caso da libertação de Ingrid Betancourt, após posições concertadas com Paris, Buenos Aires poderá ter um papel central.
Onde o antecessor tinha um problema e acicatava a questão com o Uruguai, devido a um diferendo ambiental na fronteira, devido à pretensão uruguaia de instalar uma fábrica de papel, Cristina parece empenhada em ultrapassar a questão.
E, não menos recorrente, as Malvinas, com a defesa expressa do retorno das ilhas a território argentino.
Resta, em suma, saber qual a relação com Caracas, que se pretende assumir como o novo pólo de poder sul-americano, e com Brasília, com quem Buenos Aires nem sempre teve as melhores relações.
Se em termos internos Cristina Kirchner fez saber que prosseguirá, na generalidade, as políticas que o marido e Chefe de Estado cessante, Néstor, iniciou, em termos externos a Argentina deve ter um novo capítulo.
Maior protagonismo na cena latino-americana. O facto de servir como nova intermediária no caso da libertação de Ingrid Betancourt, após posições concertadas com Paris, Buenos Aires poderá ter um papel central.
Onde o antecessor tinha um problema e acicatava a questão com o Uruguai, devido a um diferendo ambiental na fronteira, devido à pretensão uruguaia de instalar uma fábrica de papel, Cristina parece empenhada em ultrapassar a questão.
E, não menos recorrente, as Malvinas, com a defesa expressa do retorno das ilhas a território argentino.
Resta, em suma, saber qual a relação com Caracas, que se pretende assumir como o novo pólo de poder sul-americano, e com Brasília, com quem Buenos Aires nem sempre teve as melhores relações.
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
O que fará Cristina diferente de Nestor?
Cristina Kirchner: "No soy ni Evita ni Hillary"
É mais que seguro que Cristina Kirchner sucede a Nestor Kirchner na Presidência da República da Argentina.
Domingo as urnas confirmarão este facto.
Resta saber em que será distinto o mandato de Cristina do seu marido, em especial que relação assumirá com os líderes da América Latina, nomeadamente que tipo de ligação Buenos Aires manterá com o poder de Caracas e que posição quer assumir a Argentina no Mercosul.
Por ser mulher, aproximar-se-á mais Buenos Aires de Santiago do Chile?
A seguir nos próximos anos.
É mais que seguro que Cristina Kirchner sucede a Nestor Kirchner na Presidência da República da Argentina.
Domingo as urnas confirmarão este facto.
Resta saber em que será distinto o mandato de Cristina do seu marido, em especial que relação assumirá com os líderes da América Latina, nomeadamente que tipo de ligação Buenos Aires manterá com o poder de Caracas e que posição quer assumir a Argentina no Mercosul.
Por ser mulher, aproximar-se-á mais Buenos Aires de Santiago do Chile?
A seguir nos próximos anos.
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