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terça-feira, 14 de abril de 2009

O acentuar da derrocada de Fidel

Obama põe fim às restrições de viagens e ao envio de dinheiro para Cuba

Depois de décadas a alimentar o embargo, grande sustento das teses e posições de Fidel contra os EUA, Obama dá mais um passo no sentido de derrubar o sistema económico e social cubano, com o fim das restrições norte-americanas.
A Cimeira das Américas, dentro de dias, em Trinidad e Tobago, será um momento de interesse, em especial pelo possível encontro entre Obama e Raúl. Este confronta-se, cada vez mais, com o seu papel na história de Cuba: será o homem da transição ou o último líder comunista da ilha?

quarta-feira, 11 de março de 2009

O mundo continua a girar

Uns dias sem blogar e muito mudou entretanto. Aqui ao lado, em Espanha, os populares voltaram ao poder na Galiza, como se aqui se suspeitou, e os socialistas estão à beira de governar, pela primeira vez, o País Basco, como aqui se referiu.
Na Áustria, a extrema-dereita de Haider sobreviveu ao seu recente desaparecimento e o BOZ, no primeiro e decisivo teste, já sem Haider, ganhou a eleição do land da Caríntia. Uma vez mais com as velhas bandeiras: contra a UE e contra a imigração.
Na Irlanda do Norte regressou o terror dos bandos marginais do IRA, com a tentativa de travar o processo de Paz. Felizmente, Governo britânico e irlandês, assim como o Sinn Fein condenaram as mortes do último domingo.
Mudanças podem ocorrer em breve na Dinamarca, com a forte possibilidade do actual Primeiro-Ministro, Anders Fogh Rasmussen, ser indicado para o lugar de Secretário-Geral da NATO.
Em África, e na sequência da previsível ordem de detenção do Presidente do Sudão, por parte do Tribunal Criminal Internacional, o continente foi quase unânime na recusa da decisão do Tribunal de Haia.
Onde as surpresas infelizmente não abundam é no Zimbabué, onde Mugabe, rei e senhor de um país esgotado e doente, vê o seu Primeiro-Ministro, Tsvangirai, ser alvo de um acidente (?) de carro, do qual ficou ferido e resultou na morte da sua mulher. Não sem antes, numa terra onde a fome prospera, o déspota de Harare comemorar o seu aniversário com um bolo de 85 quilos. Não há fome que dê fartura!
Na Guiné-Bissau, enterrados os assassinatos, a incerteza e a fragilidade do país continuam a perpetuar-se, sem qualquer sinal de saída para o estado calamitoso em que se encontra.
Das Américas vêm as melhores notícias, pois da Ásia, verifica-se um Presidente paquistanês sem mão no país (e a morte de uma equipa de cricket do Sri Lanka em solo paquistanês) apenas é mais um comprovativo de um Estado sem liderança reconhecida e respeitada e no qual o terror continua sem freio.
Na China, o Tibete volta a estar debaixo de atenções, com o Dalai Lama, no exílio, a trocar galhardetes com as autoridades de Pequim, donas da região que não querem autonomizar.
Não menos preocupante são os fechos de site de apoio à candidatura presidencial de Khatami no Irão.
Mas, como se referiu, das Américas vêm boas notícias. A começar nos EUA, com boas medidas de Obama, quer no retomar do financiamento público da investigação das células estaminais quer na profunda reforma na Educação, com o premiar dos docentes competentes e penalizar os medíocres. Também dos Estados Unidos vêm boas notícias nas relações com Cuba, com os primeiros sinais de flexibilização. E, de Havana, a resposta não se fez esperar. Dois dos mais importantes ministros da era Fidel saíram pela mão de Raúl. E em Abril pode haver sinais de encontro público entre responsáveis norte-americanos e cubanos. Veremos.
O que não acontece numa semana... e com tantos posts que ficaram por pingar!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Aproximação de Havana a Washington?

El presidente de Cuba, Raúl Castro, dijo esta tarde que Barack Obama "parece un buen hombre". Además, Castro le deseó "suerte" al mandatario de Estados Unidos en el comienzo de su gestión.
"Parece un buen hombre, le deseo suerte", dijo escuetamente el líder cubano
Además, Castro reiteró su disposición a dialogar con Obama sin "intermediarios" y en "igualdad de condiciones"


A mulher do Obama vestiu, na tomada de posse do marido, um fato de um estilista cubano. Facto que não passou despercebido. Pouco menos de 24 horas passadas do juramento do novo Presidente dos EUA e de Havana surgem palavras amistosas e com vontade de dialogar.
Estará um dos mais antigos e relutantes combates políticos à beira da quebra.
Quer Obama quer Raúl teriam a ganhar com a quebra do gelo entre Havana e Washington e marcariam a política dos dois Estados.
É bem possível que diálogos entre os dois possam acontecer, com Obama, e bem, a reclamar a merecida Democracia na ilha do Caribe.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Amílcar Cabral destacado em Cuba

Los sueños de Amílcar Cabral fueron cumplidos
Afirmó el Primer Ministro de Cabo Verde en la Universidad de La Habana
Dijo que si antes la mayor parte de la población era analfabeta, actualmente se vive otra realidad: el 80% sabe leer y escribir; el 97% de los jóvenes participa en el sistema de enseñanza, y la nación ha presentado un crecimiento económico promedio del 6% en los últimos años.


Na visita realizada na semana passada a Cuba, o Primeiro-Ministro de Cabo Verde, José Maria das Neves, destacou a presença dos cubanos no envolvimento do período pós-colonial e no cumprimento dos sonhos de Amílcar Cabral.
Penso que Neves sublinhou pouco, na sua intervenção, o sucesso da democracia, que tem levado o arquipélago a patamares invejáveis no quadro africano.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Das palavras aos actos, o regime está a perecer

Se trataba de combinar orgullo y contención. De mostrar espíritu de victoria y sobriedad. De festejar sin alharacas. Raúl Castro diseñó un 50 aniversario de la victoria revolucionaria ajustado al tono vital del país en tiempos de crisis, tras un año de crueles ciclones. El presidente declaró que el socialismo "no ha sido ningún fracaso" y los cubanos "se sienten orgullosos de la revolución".

Raúl Castro tenta fingir, por palavras, que Cuba não está em decadência. Mas os seus actos isso comprovam.
Este discurso faz lembrar um proferido por Honecker, na altura dos 40 anos da RDA, que contou com a presença de Gorbachov em Berlim, pouco tempo antes do Muro cair e a RDA terminar. Agora, nem Fidel aparece, nem mesmo em filme gravado.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Raúl a destruir o comunismo em Cuba

El presidente de Cuba, Raúl Castro, se pronunció a favor de la erradicación de las gratuidades indebidas y los subsidios excesivos para disminuir las distorsiones en el sistema salarial.
el mandatario cubano insistió este domingo en la necesidad de producir más para aumentar los aportes al presupuesto, ya que "de lo contrario, sencillamente las cuentas no cuadran".
"Dos más dos siempre suma cuatro, jamás cinco; hay que actuar con realismo y ajustar todos los sueños a las verdaderas posibilidades. Esto significa cumplir con el principio socialista de que cada cual reciba según su trabajo", subrayó el presidente cubano


O Camarada Raúl Castro está a destruir os princípios doutrinários do comunismo, do a cada um mediante a sua necessidade. E disse algo que se percebe, apesar dos comunistas portugueses, por exemplo, não querem entender, que há gratuitidades indevidas e subsídios excessivos que distorcem o sistema salarial.
Por outro lado, ao rasgo de lucidez, não podia haver ponto sem nó, de um regime que continua a preservar as amarras do regime autocrático. Assim, vai ser criado o Controlo Geral da República. Um organismo que ter poderes de controlo social.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

A ortodoxia do regime

Raúl Castro aparca las reformas en Cuba
"Hay que acostumbrarse no sólo a recibir buenas noticias", advierte el presidente


Ontem, num dia histórico para o regime cubano, Raúl Castro adoptou um discurso mais duro para com o futuro da ilha e dos cubanos.
Depois da tomada de posse, em que as palavras indicavam ventos de mudança, ontem foram soprados ventos de desalento.
Resta saber se Raúl falava para as pessoas ou tentava agradar ao Comité Central do PC cubano.
A verificar nas próximas medidas a implementar.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

O tipo de democracia que o PCP aprecia

No Avante desta semana, pode ler-se num artigo de opinião de um kamarada que na eleição presidencial norte-americana:
os candidatos dos partidos Democrático e Republicano, as duas faces do partido único do sistema
Ou seja, trocado por miúdos, é a ditadura do partido único, nos EUA.
Ora, na referência cubana, a ultra-democrática nação do Caribe, verifique-se a pluralidade existente.
Verifique a percentagem de votos que os elementos do Conselho de Estado de Cuba obtiveram, aqui. A pessoa que alcançou a pior votação, o Vice de Raúl Castro recebeu, apenas, 98,69%. Os restantes obtiveram a unanimidade ou quase, das pessoas com direito de voto.
Assim, se vê, a democracia do PC. Em Cuba há pluralidade, apesar de não haver partidos e o único que existe, o PCC, não poder concorrer, uma vez que é o garante do Estado. Nos EUA, com a concorrência aberta e livre dos partidos, o PCP considera que se trata de uma ditadura.
Resta esperar e saber o que pensa o PCP da medida de Raúl Castro, de destruição de um princípio comunista elementar do salário igual.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

O comunismo está a ser desmantelado em Cuba

Cuba anuncia prazo para fim de igualdade salarial

O Camarada Raúl está a desmantelar um dos princípios estruturantes do comunismo: a igualdade a todo o custo.
Parece que Deng Xiaoping está a servir de inspiração para o novo timoneiro de Havana.
A ideologia está a ceder ao pragmatismo.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Primavera raulista

No primeiro post acerca das medidas de Raúl Castro perguntava-se aqui:
Resta saber se os cubanos terão condições económicas para adquirir computadores e outros produtos eléctricos para uso.
A revista brasileira Isto É responde, com contas feitas, do salário médio ganho e dos gastos com cada equipamento que agora já pode comprar:

Cuba se abre. Mas falta salário

I, II, III

segunda-feira, 31 de março de 2008

Primavera raulista

Raúl Castro autoriza cubanos a frequentar hotéis para estrangeiros

Para companhar as medidas do novo líder cubano. Em cada semana, há quase sempre uma nova medida implementada.
Veremos até onde vai a abertura que o actual regime está a implementar.

I, II

sexta-feira, 28 de março de 2008

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Incógnita

O que será Raúl Castro, um Hirohito ou um Marcello Caetano?

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Dia histórico

les comunico que no aspiraré ni aceptaré- repito- no aspiraré ni aceptaré, el cargo de Presidente del Consejo de Estado y Comandante en Jefe.

Fidel sai pelo próprio pé. Pé que há muito já não estava no poder, dada a sua enfermidade.
O período de transição, de certo modo, já começou, quando há poucos meses Raúl disse querer adoptar mudanças. As necessárias para viabilizar um futuro melhor para os cubanos. Resta saber se Raúl estará à altura de fazer a transição da ditadura para a democracia.
Para já, enquanto Fidel estiver presente, tal mudança não deverá consumar-se. Mas hoje não deixa de ser um dia histórico, com a sua saída. Deixa de estar em cena um dos principais políticos do século XX.
A Guerra-Fria, que se desmoronara em 1989, na Europa, chega, hoje, ao fim em Cuba, quase duas décadas depois.
Depois das ditaduras de Fulgencio e Fidel, a Liberdade começa a ver-se ao fundo da pátria de José Martí. Já era tempo!

domingo, 21 de outubro de 2007

E em Cuba também se votou

O ditador também participou nas eleições mais-do-que-livres como as consideram os defensores do regime ditatorial de Cuba, como informa o jornal argentino Clarín: Fidel Castro votó en las elecciones comunales que definirán su reelección.
Já o jornal oficial do regime cubano apresenta uma reflexão do ditador sobre as diferenças entre as eleições em Cuba e nos Estados Unidos. Em breves linhas, o ditador destaca que em Cuba não se gasta muito dinheiro nas eleições, enquanto na terra do Tio Sam são gastos milhões na campanha.
Porém, esquece-se, ou melhor, omite, que as eleições de um regime democrático são diferentes dos sufrágios da ditadura, por isso os custos serem maiores.
Em ditadura, o resultado é certo e sabido antes do acto, em Democracia nada está garantido. Em ditadura, só participam no acto eleitoral os afectos ao regime, em Democracia há pluralidade e diversidade de concorrentes. Em ditadura, a vontade soberana é do regime autocrático, em Democracia é dos Cidadãos. Diferenças! Mas estas reflexões não são feitas, pois importam não fazer. O poder tem de se manter, custe o que custar e a quem custar, na mão do regime que controla Havana.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Uma verdadeira democracia... segundo o Avante

Participação exemplar

as eleições cubanas não são um acto, mas um processo democrático complexo e abrangente.

A lei eleitoral estabelece que não pode haver campanha eleitoral oficial. Em todos os estabelecimentos oficiais da circunscrição – escolas, etc. – são colocadas as fotografias e as biografias dos candidatos.

As urnas são entregues às crianças, aos estudantes da primária e da secundária, que assumem a responsabilidade de cuidar da urna. E, das 7 da manhã até às 7 da tarde, realiza-se a votação secreta.

Os cadernos eleitorais são actualizados automaticamente, isto é, as inscrições são feitas sem que ninguém tenha de se dirigir de propósito à sede da circunscrição para se inscrever. Toda a população está inscrita nos cadernos, desde a idade de 16 anos.

No trabalho parlamentar não existe a profissão de «político» nem o salário de deputado. Cada eleito ganha o salário que ganhava na sua profissão e não tem benefícios económicos.

A Constituição estabelece claramente que o Partido Comunista de Cuba não é um partido eleitoral. É um partido político que representa a nação.

consideram que um partido governante se torna sectário, defendendo os seus próprios interesses, mesmo que seja maioritário.


Como se pode verificar, Cuba é um país democraticamente-avançado-para-a-corrupta-sociedade-de-Estado-de-Direito-Democrático-em-que-vivemos-,-pela-opressão-capitalista-imperialista-que-submete-a-classe-proletária-a-uma-condição-de-constante-subjugação-ao-explorador-burguês.
Isto significa, muito simplesmente, que nós vivemos em ditadura e Cuba, como a outra ultra-avançada-democracia-norte-coreana, conta com um regime democrático e desenvolvido, onde miséria não existe e a pobreza não se conhece, onde há diversas opiniões e todas são legítimas... quer dizer, há umas que tem de ser aniquiladas ou encarceradas. Mas tal faz parte de uma sociedade perfeita e mais do que justa, como a cubana.