Cerca de vinte mil pessoas reuniram-se hoje em frente ao parlamento em Tbilissi para exigir a demissão do presidente
A Geórgia pode estar à beira de uma nova revolução rosa. Desta vez, o líder da revolução de 2003, Saakashvili, é o visado da onda de contestação ao seu mandato presidencial, que falhou rotundamente.
Nem mesmo a guerra com a Rússia, que espoletou no Verão passado, lhe serve de argumento, dado o estado do país e a sua despótica e populista governação serem contribuintes para a degradação deste Estado do Cáucaso.
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terça-feira, 14 de abril de 2009
quinta-feira, 9 de abril de 2009
A queda iminente de Saakashvili
The opposition in Georgia is launching mass protests in an attempt to oust President Mikheil Saakashvili.
Resta saber quando o actual Presidente georgiano perderá o poder.
Resta saber quando o actual Presidente georgiano perderá o poder.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
A Geórgia de Saakashvili
Even worse is the fact that Georgia is no longer the focus of NATO's and the European Union's interests. Georgia failed as a democratic state. It failed to have free media or an independent justice system. The country did succeed in locking up political prisoners, taking over private properties from independent business owners, and having the most corrupt government in the Caucasus.
According to Human Rights Watch, there are 86 political prisoners in Georgian jails. The recent arrest of Archil Benidze, who donated money to the strongest opposition movement for justice, the Georgian Labor Party, sent shockwaves through political circles. Benidze has since been sentenced to seven years in jail.
Georgia had a dream. But the man who stormed the parliament building in the fall of 2003 has been weakened by ego, hubris and greed.
O estado em que se encontra o Estado georgiano, descrito por um antigo parlamentar georgiano, Tsotne Bakuria.
Quem no passado Verão se compungiu com Saakashvili, por causa da resposta russa, pode constatar em que situação o actual Presidente deixou o país, a quem em 2003 deu um sonho e uma esperança.
According to Human Rights Watch, there are 86 political prisoners in Georgian jails. The recent arrest of Archil Benidze, who donated money to the strongest opposition movement for justice, the Georgian Labor Party, sent shockwaves through political circles. Benidze has since been sentenced to seven years in jail.
Georgia had a dream. But the man who stormed the parliament building in the fall of 2003 has been weakened by ego, hubris and greed.
O estado em que se encontra o Estado georgiano, descrito por um antigo parlamentar georgiano, Tsotne Bakuria.
Quem no passado Verão se compungiu com Saakashvili, por causa da resposta russa, pode constatar em que situação o actual Presidente deixou o país, a quem em 2003 deu um sonho e uma esperança.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Último mandato de Saakashvili?
Mikhail Saakashvili will not run for the presidency any more, but does not intend to bow out now. Speaking on Sunday at a government meeting, dealing with social and economic development of the country, he said that “the term his powers at the presidential post expires early in 2013”.
Veremos se Saakashvili cumpre com a sua promessa. Até 2013 muita água vai correr debaixo da ponte e os avisos lançados há poucos dias por Moscovo, de poder recorrer à força militar, se a isso se sentir "necessitada", também podem ter a Geórgia como um dos alvos. A este propósito, da relação georgiana/russa, ler a entrevista dada há dias pelo antigo Presidente georgiano, Eduard Shevarnadze à Euronews.
Quanto ao actual Chefe de Estado da Geórgia, creio que cairá mais pelos insucessos internos do que pelos espasmos externos.
Veremos se Saakashvili cumpre com a sua promessa. Até 2013 muita água vai correr debaixo da ponte e os avisos lançados há poucos dias por Moscovo, de poder recorrer à força militar, se a isso se sentir "necessitada", também podem ter a Geórgia como um dos alvos. A este propósito, da relação georgiana/russa, ler a entrevista dada há dias pelo antigo Presidente georgiano, Eduard Shevarnadze à Euronews.
Quanto ao actual Chefe de Estado da Geórgia, creio que cairá mais pelos insucessos internos do que pelos espasmos externos.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Saakashvili admite que desencadeou a guerra do Cáucaso
O presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, reconheceu hoje que foram as tropas georgianas as que iniciaram as ações armadas na separatista Ossétia do Sul
Li na página de João Soares que o Presidente georgiano reconheceu há poucos dias que fora a Geórgia, e não a Rússia, a espoletar a guerra do Cáucaso. Algo há muito percebido, houve quem no Ocidente não quisesse entender. Agora resta saber o porquê. Será a Polónia, e a sua base de mísseis, a resposta? Por apurar.
Li na página de João Soares que o Presidente georgiano reconheceu há poucos dias que fora a Geórgia, e não a Rússia, a espoletar a guerra do Cáucaso. Algo há muito percebido, houve quem no Ocidente não quisesse entender. Agora resta saber o porquê. Será a Polónia, e a sua base de mísseis, a resposta? Por apurar.
domingo, 21 de setembro de 2008
Os erros de Saakashvili começam a perceber-se no Ocidente
The West Begins to Doubt Georgian Leader
But now, five weeks after the end of the war in the Caucasus, the winds have shifted in America. Even Washington is beginning to suspect that Saakashvili, a friend and ally, could in fact be a gambler -- someone who triggered the bloody five-day war and then told the West bold-faced lies
A poeira começa a assentar e percebe-se melhor o que aconteceu há pouco mais de um mês no Cáucaso.
But now, five weeks after the end of the war in the Caucasus, the winds have shifted in America. Even Washington is beginning to suspect that Saakashvili, a friend and ally, could in fact be a gambler -- someone who triggered the bloody five-day war and then told the West bold-faced lies
A poeira começa a assentar e percebe-se melhor o que aconteceu há pouco mais de um mês no Cáucaso.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
As precipitações do Ocidente
Caminho da NATO está aberto para a Geórgia, diz secretário-geral da Aliança
No rescaldo do conflito no Cáucaso, que permitiu o ressurgimento da Rússia militar no palco internacional, as autoridades norte-americanas e europeias estão a proceder de forma precipitada. E a NATO e UE estão a ser as organizações que estão a transmitir este desconforto ocidental. Ainda que surjam de forma imponente, como se fossem intocáveis.
De Washington surgiu, primeiro, o apoio ao aliado Saakashvili, não vislumbrando a Casa Branca que a médio prazo o Presidente georgiano cairá, muito por causa da sua política errónea. Assim que a poeira deste conflito assentar, verificar-se-á como o Presidente georgiano conduziu o seu país para um beco, em vez de o fortalecer no quadro regional.
Depois, emerge um receio, pouco fundado, de uma intervenção análoga da Rússia na Ucrânia, que fez temer Bruxelas (UE). A dimensão da Ucrânia e posição no quadro regional é bastante superior à da Geórgia.
Na semana passada os responsáveis europeus, Sarkozy/Barroso/Solana, fizeram questão de ir a Kiev dizer ao Presidente Yushchenko que o acordo para adesão deste colosso da Europa central à UE será acelerado.
Os convites da NATO e UE aos dois Estados mais não representam uma clara aposta política de segurar os dois políticos, que nos podem ser prejudiciais. As políticas pouco consistentes que estão a seguir na Geórgia e Ucrânia enfraquecem as suas posições internas.
Por outro lado, estes convites, tanto para a NATO como para a adesão à UE, visam atacar indirectamente a Rússia. Mas os ataques diplomáticos feitos à Rússia nos últimos já estão a causar mossa, e se a chegada da embarcação de guerra Pedro, o Grande ao mar do Caribe é um lado visível, há acordos que o Kremlin está a selar e não são dos melhores. Moscovo já vendeu ao Irão armamento de defesa, que qualifica, e em muito, o poderio militar iraniano, num momento em que se sabe que o seu projecto nuclear está a desenvolver-se a bom ritmo, podendo Teerão estar na posse de poderio nuclear dentro de ano e meio.
As cinzas das relações entre o Ocidente e Moscovo ainda estão acesas e o Ocidente, em vez de as apagar, encarrega-se de as atear.
(Publicado no Câmara de Comuns)
No rescaldo do conflito no Cáucaso, que permitiu o ressurgimento da Rússia militar no palco internacional, as autoridades norte-americanas e europeias estão a proceder de forma precipitada. E a NATO e UE estão a ser as organizações que estão a transmitir este desconforto ocidental. Ainda que surjam de forma imponente, como se fossem intocáveis.
De Washington surgiu, primeiro, o apoio ao aliado Saakashvili, não vislumbrando a Casa Branca que a médio prazo o Presidente georgiano cairá, muito por causa da sua política errónea. Assim que a poeira deste conflito assentar, verificar-se-á como o Presidente georgiano conduziu o seu país para um beco, em vez de o fortalecer no quadro regional.
Depois, emerge um receio, pouco fundado, de uma intervenção análoga da Rússia na Ucrânia, que fez temer Bruxelas (UE). A dimensão da Ucrânia e posição no quadro regional é bastante superior à da Geórgia.
Na semana passada os responsáveis europeus, Sarkozy/Barroso/Solana, fizeram questão de ir a Kiev dizer ao Presidente Yushchenko que o acordo para adesão deste colosso da Europa central à UE será acelerado.
Os convites da NATO e UE aos dois Estados mais não representam uma clara aposta política de segurar os dois políticos, que nos podem ser prejudiciais. As políticas pouco consistentes que estão a seguir na Geórgia e Ucrânia enfraquecem as suas posições internas.
Por outro lado, estes convites, tanto para a NATO como para a adesão à UE, visam atacar indirectamente a Rússia. Mas os ataques diplomáticos feitos à Rússia nos últimos já estão a causar mossa, e se a chegada da embarcação de guerra Pedro, o Grande ao mar do Caribe é um lado visível, há acordos que o Kremlin está a selar e não são dos melhores. Moscovo já vendeu ao Irão armamento de defesa, que qualifica, e em muito, o poderio militar iraniano, num momento em que se sabe que o seu projecto nuclear está a desenvolver-se a bom ritmo, podendo Teerão estar na posse de poderio nuclear dentro de ano e meio.
As cinzas das relações entre o Ocidente e Moscovo ainda estão acesas e o Ocidente, em vez de as apagar, encarrega-se de as atear.
(Publicado no Câmara de Comuns)
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Medvedev insufla Saakashvili
A Rússia já não vê Mikheil Saakachvili como Presidente da Geórgia e qualifica-o mesmo como um “cadáver político”. Em entrevista a uma televisão italiana, retransmitida na Rússia, o presidente Dmitri Medvedev afirmou que para a Rússia “o actual regime georgiano abriu falência” e o seu “presidente deixou de existir”.
Medvedev surge actualmente mais à vontade no posto de Chefe de Estado, após uma entrada de cordeiro e começa a dar-se ao luxo de empregar uma linguagem pouco cuidado, como é o caso.
Apesar de considerar que a médio prazo, uma vez acente a poeira destes dias, Saakashcvili será uma personagem do passado da Geórgia, dado os erros graves que cometeu, estas declarações do Presidente russo acerca do homólogo georgiano acabam por reforçar a posição do populista de Tbilissi.
Medvedev surge actualmente mais à vontade no posto de Chefe de Estado, após uma entrada de cordeiro e começa a dar-se ao luxo de empregar uma linguagem pouco cuidado, como é o caso.
Apesar de considerar que a médio prazo, uma vez acente a poeira destes dias, Saakashcvili será uma personagem do passado da Geórgia, dado os erros graves que cometeu, estas declarações do Presidente russo acerca do homólogo georgiano acabam por reforçar a posição do populista de Tbilissi.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Erros que Tbilissi não devia cometer
Breaking off relations with Russia is clearly a mistake.
O antigo Presidente georgiano e último Ministro dos Negócios Estrangeiros da União Soviética, Eduard Shevardnadze, resume, na frase acima transcrita, o essencial, do ponto de vista georgiano.
A manutenção de qualquer relação de Tbilissi com Moscovo não significa qualquer subserviência à Rússia nem rompimento com Washington, como o ex-Chefe de Estado georgiano demonstrou no seu mandato:
We worked with Putin and the Americans at the same time. That's not easy, but it can be done.
O antigo Presidente georgiano e último Ministro dos Negócios Estrangeiros da União Soviética, Eduard Shevardnadze, resume, na frase acima transcrita, o essencial, do ponto de vista georgiano.
A manutenção de qualquer relação de Tbilissi com Moscovo não significa qualquer subserviência à Rússia nem rompimento com Washington, como o ex-Chefe de Estado georgiano demonstrou no seu mandato:
We worked with Putin and the Americans at the same time. That's not easy, but it can be done.
Uma tese com o seu sentido
Putin acredita que os Estados Unidos provocaram a crise na Geórgia
Suspeito que alguém nos EUA criou especialmente este conflito com o objectivo de tornar a situação mais tensa e criar espaço para que um dos candidatos às presidenciais de Outubro ganhe vantagem sobre o outro”, acrescentou Putin.
A tese apresentada por Putin tem o seu sentido. Nas entrelinhas produzidas nos últimos dias, vai-se constando que houve uma voz norte-americana que sussurrou a Saakashvili para intervir na Ossétia do Sul. Este é um dos pormenores que se tem esquecido e/ou omitido: o que esteve na causa da intervenção georgiana na região rebelde em 7 de Agosto? Está por confirmar.
Quanto à leitura de Putin, não veria tanto a questão presidencial norte-americana como a causa, até porque se for, ele próprio quase que está a fazer campanha por McCain, uma vez que as suas posições são bem propícias para a campanha republicana pegar nas suas declarações e transformá-las como a ameaça do "papão soviético", transformando o Senador do Arizona como o único capaz de travar o avanço do gigante eslavo.
Nesta teoria (da conspiração?) encontro mais sentido e resposta para o que se passou, entretanto, na Polónia. Para a posteridade fica a marca de Bush na Europa e no mundo, com a inauguração de uma nova era militar. Isto é um facto incontornável. A marca desta Administração está firmada. O que esteve tremido deixou, num instante, de estar.
Veremos se o tempo esclarecerá a causa destes tempos crispados.
Suspeito que alguém nos EUA criou especialmente este conflito com o objectivo de tornar a situação mais tensa e criar espaço para que um dos candidatos às presidenciais de Outubro ganhe vantagem sobre o outro”, acrescentou Putin.
A tese apresentada por Putin tem o seu sentido. Nas entrelinhas produzidas nos últimos dias, vai-se constando que houve uma voz norte-americana que sussurrou a Saakashvili para intervir na Ossétia do Sul. Este é um dos pormenores que se tem esquecido e/ou omitido: o que esteve na causa da intervenção georgiana na região rebelde em 7 de Agosto? Está por confirmar.
Quanto à leitura de Putin, não veria tanto a questão presidencial norte-americana como a causa, até porque se for, ele próprio quase que está a fazer campanha por McCain, uma vez que as suas posições são bem propícias para a campanha republicana pegar nas suas declarações e transformá-las como a ameaça do "papão soviético", transformando o Senador do Arizona como o único capaz de travar o avanço do gigante eslavo.
Nesta teoria (da conspiração?) encontro mais sentido e resposta para o que se passou, entretanto, na Polónia. Para a posteridade fica a marca de Bush na Europa e no mundo, com a inauguração de uma nova era militar. Isto é um facto incontornável. A marca desta Administração está firmada. O que esteve tremido deixou, num instante, de estar.
Veremos se o tempo esclarecerá a causa destes tempos crispados.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
A nossa hipocrisia
Ocidente denuncia reconhecimento russo das independências no Cáucaso
Tal como a Rússia denunciou o reconhecimento da independência do Kosovo.
Por vezes falta-nos moralidade para exigir aos outros o que não exigimos a nós.
Tal como a Rússia denunciou o reconhecimento da independência do Kosovo.
Por vezes falta-nos moralidade para exigir aos outros o que não exigimos a nós.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Turquia procura entendimentos no Cáucaso
The Baku visit, as with Moscow and Tbilisi, is expected to focus on an initiative from Ankara to establish a regional stability and cooperation platform to resolve crises in the Caucasus. Erdoğan last week said Turkey also wanted Azerbaijan to participate in the platform, adding that economic cooperation and energy security were essential issues for the body. He also gave a green light to the possibility of Armenia's participation in a "Caucasus alliance," as it would greatly increase the stability of the region.
Enquanto a Casa Branca parece assaltada por um pensamento da Guerra-Fria, por causa do Cáucaso, o Primeiro-Ministro turco tem vindo a procurar encontrar soluções para apaziguar o clima bastante crispado e chegar a entendimentos com os seus vizinhos caucasianos, estando, para isso, a procurar envolver todos os país da região.
Um grande e precioso contributo de Erdogan para a saída de uma crise que não interessa a praticamente ninguém.
Enquanto a Casa Branca parece assaltada por um pensamento da Guerra-Fria, por causa do Cáucaso, o Primeiro-Ministro turco tem vindo a procurar encontrar soluções para apaziguar o clima bastante crispado e chegar a entendimentos com os seus vizinhos caucasianos, estando, para isso, a procurar envolver todos os país da região.
Um grande e precioso contributo de Erdogan para a saída de uma crise que não interessa a praticamente ninguém.
domingo, 17 de agosto de 2008
Os dois pesos e duas medidas de Washington
A major issue is Russia's contention that the regions of South Ossetia and Abkhazia may not be a part of Georgia's future. But these regions are a part of Georgia, and the international community has repeatedly made clear that they will remain so. Georgia is a member of the United Nations, and South Ossetia and Abkhazia lie within its internationally recognized borders. Georgia's borders should command the same respect as every other nation's.
There's no room for debate on this matter. The United Nations Security Council has adopted numerous resolutions concerning Georgia. These resolutions are based on the premise that South Ossetia and Abkhazia remain within the borders of Georgia and that their underlying conflicts will be resolved through international negotiations. These resolutions are based on the premise that South Ossetia and Abkhazia are to be considered a part of the Georgian territory, and to the extent there's conflicts they will be resolved peacefully.
These resolutions reaffirm Georgia's sovereignty and independence and territorial integrity. Russia itself has endorsed these resolutions. The international community is clear that South Ossetia and Abkhazia are part of Georgia, and the United States fully recognizes this reality.
É por este tipo de posições que os EUA são acusados de atitudes pouco dignas. E, neste caso, com sentido.
O que tem a Sérvia a mais ou a menos do que a Geórgia? Qual a diferença do Kosovo para as duas províncias rebeldes da Geórgia?
There's no room for debate on this matter. The United Nations Security Council has adopted numerous resolutions concerning Georgia. These resolutions are based on the premise that South Ossetia and Abkhazia remain within the borders of Georgia and that their underlying conflicts will be resolved through international negotiations. These resolutions are based on the premise that South Ossetia and Abkhazia are to be considered a part of the Georgian territory, and to the extent there's conflicts they will be resolved peacefully.
These resolutions reaffirm Georgia's sovereignty and independence and territorial integrity. Russia itself has endorsed these resolutions. The international community is clear that South Ossetia and Abkhazia are part of Georgia, and the United States fully recognizes this reality.
É por este tipo de posições que os EUA são acusados de atitudes pouco dignas. E, neste caso, com sentido.
O que tem a Sérvia a mais ou a menos do que a Geórgia? Qual a diferença do Kosovo para as duas províncias rebeldes da Geórgia?
sábado, 16 de agosto de 2008
A lata de Saakashvili
Gorbachev: Saakashvili Doesn’t Deserve Trust, but This Is for Georgians to Decide
O último líder soviético disse o evidente: o Presidente georgiano não merece confiança.
Aliás, nestas últimas horas, a postura do populista georgiano tem ultrapassado os limites do razoável. Sempre com ar de ofendido, como se fosse um inocente e alvo de uma situação que foi o próprio Saakashvili que desencadeou, é de pasmar como o líder georgiano ainda não colocou a mão na consciência e verificou o erro que cometeu e o clima de crispação mundial que criou.
(Publicado no Câmara de Comuns)
O último líder soviético disse o evidente: o Presidente georgiano não merece confiança.
Aliás, nestas últimas horas, a postura do populista georgiano tem ultrapassado os limites do razoável. Sempre com ar de ofendido, como se fosse um inocente e alvo de uma situação que foi o próprio Saakashvili que desencadeou, é de pasmar como o líder georgiano ainda não colocou a mão na consciência e verificou o erro que cometeu e o clima de crispação mundial que criou.
(Publicado no Câmara de Comuns)
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma
Proposta prevê negociações sobre futuro estatuto da Ossétia do Sul e Abkházia
Rússia aceita plano da UE para fim do conflito com a Geórgia
Para já, o plano que Sarkozy 'acordou' com Moscovo e Tblissi, a pouco mais conduz do que ao silêncio das armas.
A médio prazo, conduz as duas regiões a uma possível saída à la Kosovo.
Rússia aceita plano da UE para fim do conflito com a Geórgia
Para já, o plano que Sarkozy 'acordou' com Moscovo e Tblissi, a pouco mais conduz do que ao silêncio das armas.
A médio prazo, conduz as duas regiões a uma possível saída à la Kosovo.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Efeitos da guerra do Cáucaso nas presidenciais dos EUA
Qual efeito colateral, esta guerra do Cáucaso pode transformar-se numa grande e inesperada ajuda para a campanha de John McCain e ser decisiva no próximo dia 4 de Novembro.
A Geórgia, tão distante do quotidiano norte-americano mas bem mais real do que a ficcionada Albânia, surge como um passaporte de credibilidade para o experiente Senador do Arizona, que faz da política externa a sua mais-valia.
Não será, por isso, de estranhar se em breve as campanhas Republicanas transpirarem um anti-sovietismo primário, tão bem aceite nos EUA, e declarem McCain como o único candidato capaz de travar a batalha contra o "papão" russo, além da questão do terrorismo.
E, para 'apadrinhar' a cena, nada como trazer à colação o Presidente norte-americano que é visto como o melhor de todos os tempos, e é encarado por muitos como o homem que derrubou a URSS: Ronald Reagan, com quem McCain trabalhou.
(Publicado no Câmara de Comuns)
A Geórgia, tão distante do quotidiano norte-americano mas bem mais real do que a ficcionada Albânia, surge como um passaporte de credibilidade para o experiente Senador do Arizona, que faz da política externa a sua mais-valia.
Não será, por isso, de estranhar se em breve as campanhas Republicanas transpirarem um anti-sovietismo primário, tão bem aceite nos EUA, e declarem McCain como o único candidato capaz de travar a batalha contra o "papão" russo, além da questão do terrorismo.
E, para 'apadrinhar' a cena, nada como trazer à colação o Presidente norte-americano que é visto como o melhor de todos os tempos, e é encarado por muitos como o homem que derrubou a URSS: Ronald Reagan, com quem McCain trabalhou.
(Publicado no Câmara de Comuns)
Um passo maior do que a perna
Tony Halpin, o enviado do diário londrino à Geórgia, observa que o povo georgiano "sente-se atraiçoado" pelos países ocidentais - com os Estados Unidos à cabeça - que andaram a cortejá-lo desde a implosão do império soviético.
A "traição" não veio de Washington, que seguramente não deu luz verde a Tbilissi para intervir na Ossétia do Sul. O "traidor" está entre-muros georgianos.
Por ser muito amigo do Tio Sam, isso não significa que este coloque as mãos no fogo pela Geórgia, como ninguém naquela região do mundo colocaria com a Rússia, como era previsível.
Em suma, a Geórgia quis dar um passo maior do que a perna e o resultado está à vista.
A "traição" não veio de Washington, que seguramente não deu luz verde a Tbilissi para intervir na Ossétia do Sul. O "traidor" está entre-muros georgianos.
Por ser muito amigo do Tio Sam, isso não significa que este coloque as mãos no fogo pela Geórgia, como ninguém naquela região do mundo colocaria com a Rússia, como era previsível.
Em suma, a Geórgia quis dar um passo maior do que a perna e o resultado está à vista.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
A frágil posição dos EUA
Líder dos Estados Unidos ameaça degradação das relações com o seu país
Bush ordena que Rússia acabe rapidamente com conflito na Geórgia
Há tanta coisa em jogo, ainda que neste momento não pareça o mais relevante, como o caso nuclear iraniano, que Bush não está em grandes condições de "ordenar" a Moscovo seja o que for, nem degradar as relações com a Rússia.
Bush ordena que Rússia acabe rapidamente com conflito na Geórgia
Há tanta coisa em jogo, ainda que neste momento não pareça o mais relevante, como o caso nuclear iraniano, que Bush não está em grandes condições de "ordenar" a Moscovo seja o que for, nem degradar as relações com a Rússia.
Pode levar-se Saakashvili a sério?
Georgia President says Russia cut country in half
Desde sexta-feira, quando o Presidente da Geórgia decidiu colocar o pé na argola, isto é, ordenar o ataque militar na Ossétia do Sul, Saakashvili já disse várias coisas e o seu contrário num escasso período de horas.
As notícias existentes são contraditórias e, sinceramente, desta referência do Chefe de Estado georgiano de que os russos dominam metade do país, já não levo a sério.
Inábil na actuação política, mas apto na agitação de demagogia, Saakashvili joga com o sentimento da Comunidade Internacional, em especial a Ocidental, de quem sabe ter uma grande desconfiança da Rússia. Na tradicional estorieta do pequeno a ser mal tratado pelo grande, como se o segundo fosse o mau e o primeiro o bom, está a querer fazer-se dos russos o "papão" georgiano. E como isso entra e passa tão bem no Ocidente. Os russos não são nenhuns anjos, mas Saakashvili não é nenhum menino de coro, ainda que queira parecer.
Desde sexta-feira, quando o Presidente da Geórgia decidiu colocar o pé na argola, isto é, ordenar o ataque militar na Ossétia do Sul, Saakashvili já disse várias coisas e o seu contrário num escasso período de horas.
As notícias existentes são contraditórias e, sinceramente, desta referência do Chefe de Estado georgiano de que os russos dominam metade do país, já não levo a sério.
Inábil na actuação política, mas apto na agitação de demagogia, Saakashvili joga com o sentimento da Comunidade Internacional, em especial a Ocidental, de quem sabe ter uma grande desconfiança da Rússia. Na tradicional estorieta do pequeno a ser mal tratado pelo grande, como se o segundo fosse o mau e o primeiro o bom, está a querer fazer-se dos russos o "papão" georgiano. E como isso entra e passa tão bem no Ocidente. Os russos não são nenhuns anjos, mas Saakashvili não é nenhum menino de coro, ainda que queira parecer.
Putin não é um político da Guerra-Fria mas do século XXI
Através do target="_blank">Atlântico, chego a este artigo de João Marques de Almeida, no Diário Económico de hoje.
Do que se lê do texto do ex-Director do Instituto de Defesa Nacional constata-se um conjunto de argumentos válidos mas muitos deles desfasados no tempo. Mas muito predominante nas leituras que nestes tempos se fazem no Ocidente da Rússia de Putin, como se esta fosse a União Soviética. Que não é.
Há muito que a Rússia 'ultrapassou' várias das premissas apresentadas por Marques de Almeida, e que este vê como ameaça, como por exemplo a relação com a UE.
O caso da política energética é dos mais manifestos. À falta de uma (essencial) política comum, o Kremlin tem sido extremamente inteligente em manietar a UE. E está a realizar esta política há quase uma década. Em vez de negociar com Bruxelas, o que seria mais delicado, Putin dividiu para reinar, com vantagens para Moscovo e perdas, nítidas, a médio prazo, para os cerca de 500 milhões de consumidores europeus. Ou seja, negoceia individualmente.Primeiro, negociou com a Alemanha de Schröeder o pipeline que está a ser construído no mar Báltico, evitando ter intermediários, como os Estados Bálticos, a Ucrânia ou a Bielorrússia. Depois da Alemanha, foi o negócio energético com a Bulgária, porta de entrada europeu do Mar Negro, que receberá petróleo e gás russo. Após a Bulgária, foi o entendimento energético com o novo Governo de Berlusconi, que estava, entretanto a ser preparado pelo anterior Executivo de Prodi.
No que diz respeito à UE, os tentáculos energéticos russos estão a fortificar-se, e têm capacidade para asfixiar a Europa central de frio, no Inverno, se quiserem.
Em relação à Ucrânia, talvez o poder de influência de Moscovo sobre Kiev surja e o Kremlin nem precisa de se mexer muito, pois basta o frágil entendimento entre Yuschenko (Presidente da República) e Timoshenko (Primeira-Ministra) romper, para o partido pró-russo, de Yanukovich, neste momento o maior, mas não o maioritário, conquistar o poder ucraniano. E a eleição presidencial tem lugar no próximo ano. Moscovo pode acenar aos ucranianos boas recompensas energéticas, assim os rostos da revolução laranja, hoje no poder, sejam afastados.
Quanto à questão de Henrique Raposo, se depois de deixar "cair" Geórgia a Ucrânia e/ou a Polónia vão ser "deixadas cair". Tal leitura não se pode ter, como se fosse o império soviético a alastrar o poder. A Rússia de Putin nada tem a ver com a forma, muito menos métodos de conquista dos soviéticos. Se o caso ucraniano já foi referido, no polaco, os russos não querem um confronto directo com a NATO. Nem a NATO com os russos.
Os tempos são outros, e a UE e os EUA parecem que ainda estão a lidar com a URSS. Como nos enganamos com essa leitura. E nos prejudicamos.
(Publicado no Câmara de Comuns)
Do que se lê do texto do ex-Director do Instituto de Defesa Nacional constata-se um conjunto de argumentos válidos mas muitos deles desfasados no tempo. Mas muito predominante nas leituras que nestes tempos se fazem no Ocidente da Rússia de Putin, como se esta fosse a União Soviética. Que não é.
Há muito que a Rússia 'ultrapassou' várias das premissas apresentadas por Marques de Almeida, e que este vê como ameaça, como por exemplo a relação com a UE.
O caso da política energética é dos mais manifestos. À falta de uma (essencial) política comum, o Kremlin tem sido extremamente inteligente em manietar a UE. E está a realizar esta política há quase uma década. Em vez de negociar com Bruxelas, o que seria mais delicado, Putin dividiu para reinar, com vantagens para Moscovo e perdas, nítidas, a médio prazo, para os cerca de 500 milhões de consumidores europeus. Ou seja, negoceia individualmente.Primeiro, negociou com a Alemanha de Schröeder o pipeline que está a ser construído no mar Báltico, evitando ter intermediários, como os Estados Bálticos, a Ucrânia ou a Bielorrússia. Depois da Alemanha, foi o negócio energético com a Bulgária, porta de entrada europeu do Mar Negro, que receberá petróleo e gás russo. Após a Bulgária, foi o entendimento energético com o novo Governo de Berlusconi, que estava, entretanto a ser preparado pelo anterior Executivo de Prodi.
No que diz respeito à UE, os tentáculos energéticos russos estão a fortificar-se, e têm capacidade para asfixiar a Europa central de frio, no Inverno, se quiserem.
Em relação à Ucrânia, talvez o poder de influência de Moscovo sobre Kiev surja e o Kremlin nem precisa de se mexer muito, pois basta o frágil entendimento entre Yuschenko (Presidente da República) e Timoshenko (Primeira-Ministra) romper, para o partido pró-russo, de Yanukovich, neste momento o maior, mas não o maioritário, conquistar o poder ucraniano. E a eleição presidencial tem lugar no próximo ano. Moscovo pode acenar aos ucranianos boas recompensas energéticas, assim os rostos da revolução laranja, hoje no poder, sejam afastados.
Quanto à questão de Henrique Raposo, se depois de deixar "cair" Geórgia a Ucrânia e/ou a Polónia vão ser "deixadas cair". Tal leitura não se pode ter, como se fosse o império soviético a alastrar o poder. A Rússia de Putin nada tem a ver com a forma, muito menos métodos de conquista dos soviéticos. Se o caso ucraniano já foi referido, no polaco, os russos não querem um confronto directo com a NATO. Nem a NATO com os russos.
Os tempos são outros, e a UE e os EUA parecem que ainda estão a lidar com a URSS. Como nos enganamos com essa leitura. E nos prejudicamos.
(Publicado no Câmara de Comuns)
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