Veltroni demite-se após derrota na Sardenha
A esquerda italiana desmorona-se num momento em que devia surgir mais forte. Veltroni, não obstante a derrota nas legislativas no ano passado, prometia muito e acaba por sair pela porta pequena. Berlusconi continua a agradecer a amabilidade da esquerda transalpina.
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Berlusconi sem preocupações
La izquierda italiana se disgrega
Según el sociólogo Nando Pagnoncelli, de Ipsos, "la distancia global entre la derecha y la izquierda es en este momento la mayor de la historia italiana: 55% contra 40%".
Com a inexistência de uma oposição, de esquerda, forte, il Cavalieri governa a seu bel-prazer.
Como sempre, a história repete-se. Onde a esquerda brinca às ideologias a direita ganha e faz o que quer. Até pode governar mal, como é o caso, mas as pessoas preferem a direita à esquerda, tal como em França. Porém, em Itália, a realidade é mais complexa e a Justiça é uma manta de retalhos.
Según el sociólogo Nando Pagnoncelli, de Ipsos, "la distancia global entre la derecha y la izquierda es en este momento la mayor de la historia italiana: 55% contra 40%".
Com a inexistência de uma oposição, de esquerda, forte, il Cavalieri governa a seu bel-prazer.
Como sempre, a história repete-se. Onde a esquerda brinca às ideologias a direita ganha e faz o que quer. Até pode governar mal, como é o caso, mas as pessoas preferem a direita à esquerda, tal como em França. Porém, em Itália, a realidade é mais complexa e a Justiça é uma manta de retalhos.
domingo, 31 de agosto de 2008
Indemnização colonial
Italy pays Libya for colonial past
Não deixa de ser estranho esta indemnização colonial paga pela Itália à Líbia.
Seria a única forma dos transalpinos poderem entrar no próspero mercado comercial líbio? Só pode!
Não deixa de ser estranho esta indemnização colonial paga pela Itália à Líbia.
Seria a única forma dos transalpinos poderem entrar no próspero mercado comercial líbio? Só pode!
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Putin não é um político da Guerra-Fria mas do século XXI
Através do target="_blank">Atlântico, chego a este artigo de João Marques de Almeida, no Diário Económico de hoje.
Do que se lê do texto do ex-Director do Instituto de Defesa Nacional constata-se um conjunto de argumentos válidos mas muitos deles desfasados no tempo. Mas muito predominante nas leituras que nestes tempos se fazem no Ocidente da Rússia de Putin, como se esta fosse a União Soviética. Que não é.
Há muito que a Rússia 'ultrapassou' várias das premissas apresentadas por Marques de Almeida, e que este vê como ameaça, como por exemplo a relação com a UE.
O caso da política energética é dos mais manifestos. À falta de uma (essencial) política comum, o Kremlin tem sido extremamente inteligente em manietar a UE. E está a realizar esta política há quase uma década. Em vez de negociar com Bruxelas, o que seria mais delicado, Putin dividiu para reinar, com vantagens para Moscovo e perdas, nítidas, a médio prazo, para os cerca de 500 milhões de consumidores europeus. Ou seja, negoceia individualmente.Primeiro, negociou com a Alemanha de Schröeder o pipeline que está a ser construído no mar Báltico, evitando ter intermediários, como os Estados Bálticos, a Ucrânia ou a Bielorrússia. Depois da Alemanha, foi o negócio energético com a Bulgária, porta de entrada europeu do Mar Negro, que receberá petróleo e gás russo. Após a Bulgária, foi o entendimento energético com o novo Governo de Berlusconi, que estava, entretanto a ser preparado pelo anterior Executivo de Prodi.
No que diz respeito à UE, os tentáculos energéticos russos estão a fortificar-se, e têm capacidade para asfixiar a Europa central de frio, no Inverno, se quiserem.
Em relação à Ucrânia, talvez o poder de influência de Moscovo sobre Kiev surja e o Kremlin nem precisa de se mexer muito, pois basta o frágil entendimento entre Yuschenko (Presidente da República) e Timoshenko (Primeira-Ministra) romper, para o partido pró-russo, de Yanukovich, neste momento o maior, mas não o maioritário, conquistar o poder ucraniano. E a eleição presidencial tem lugar no próximo ano. Moscovo pode acenar aos ucranianos boas recompensas energéticas, assim os rostos da revolução laranja, hoje no poder, sejam afastados.
Quanto à questão de Henrique Raposo, se depois de deixar "cair" Geórgia a Ucrânia e/ou a Polónia vão ser "deixadas cair". Tal leitura não se pode ter, como se fosse o império soviético a alastrar o poder. A Rússia de Putin nada tem a ver com a forma, muito menos métodos de conquista dos soviéticos. Se o caso ucraniano já foi referido, no polaco, os russos não querem um confronto directo com a NATO. Nem a NATO com os russos.
Os tempos são outros, e a UE e os EUA parecem que ainda estão a lidar com a URSS. Como nos enganamos com essa leitura. E nos prejudicamos.
(Publicado no Câmara de Comuns)
Do que se lê do texto do ex-Director do Instituto de Defesa Nacional constata-se um conjunto de argumentos válidos mas muitos deles desfasados no tempo. Mas muito predominante nas leituras que nestes tempos se fazem no Ocidente da Rússia de Putin, como se esta fosse a União Soviética. Que não é.
Há muito que a Rússia 'ultrapassou' várias das premissas apresentadas por Marques de Almeida, e que este vê como ameaça, como por exemplo a relação com a UE.
O caso da política energética é dos mais manifestos. À falta de uma (essencial) política comum, o Kremlin tem sido extremamente inteligente em manietar a UE. E está a realizar esta política há quase uma década. Em vez de negociar com Bruxelas, o que seria mais delicado, Putin dividiu para reinar, com vantagens para Moscovo e perdas, nítidas, a médio prazo, para os cerca de 500 milhões de consumidores europeus. Ou seja, negoceia individualmente.Primeiro, negociou com a Alemanha de Schröeder o pipeline que está a ser construído no mar Báltico, evitando ter intermediários, como os Estados Bálticos, a Ucrânia ou a Bielorrússia. Depois da Alemanha, foi o negócio energético com a Bulgária, porta de entrada europeu do Mar Negro, que receberá petróleo e gás russo. Após a Bulgária, foi o entendimento energético com o novo Governo de Berlusconi, que estava, entretanto a ser preparado pelo anterior Executivo de Prodi.
No que diz respeito à UE, os tentáculos energéticos russos estão a fortificar-se, e têm capacidade para asfixiar a Europa central de frio, no Inverno, se quiserem.
Em relação à Ucrânia, talvez o poder de influência de Moscovo sobre Kiev surja e o Kremlin nem precisa de se mexer muito, pois basta o frágil entendimento entre Yuschenko (Presidente da República) e Timoshenko (Primeira-Ministra) romper, para o partido pró-russo, de Yanukovich, neste momento o maior, mas não o maioritário, conquistar o poder ucraniano. E a eleição presidencial tem lugar no próximo ano. Moscovo pode acenar aos ucranianos boas recompensas energéticas, assim os rostos da revolução laranja, hoje no poder, sejam afastados.
Quanto à questão de Henrique Raposo, se depois de deixar "cair" Geórgia a Ucrânia e/ou a Polónia vão ser "deixadas cair". Tal leitura não se pode ter, como se fosse o império soviético a alastrar o poder. A Rússia de Putin nada tem a ver com a forma, muito menos métodos de conquista dos soviéticos. Se o caso ucraniano já foi referido, no polaco, os russos não querem um confronto directo com a NATO. Nem a NATO com os russos.
Os tempos são outros, e a UE e os EUA parecem que ainda estão a lidar com a URSS. Como nos enganamos com essa leitura. E nos prejudicamos.
(Publicado no Câmara de Comuns)
terça-feira, 29 de abril de 2008
O discurso securitário continua a render
O candidato conservador da Aliança Nacional, Gianno Alemanno, venceu o escrutínio na capital italiana com 53,7 por cento dos votos.
Antigo neo-fascista aliado de Berlusconi, Alemanno prometeu expulsar vinte mil imigrantes clandestinos.
A esquerda italiana averba, em escassos dias, duas pesadas derrotas. Primeiro nas legislativas, agora a Câmara de Roma, que liderava há 15 anos.
A direita, mais una do nunca, por ora, conquista a capital italiana com um discurso ultra-securitário.
Roma será comandada por quem promete expulsar os estrangeiros ilegais. Porém, para quem ouve esta mensagem pode pensar os estrangeiros alvos desta campanha são africanos ou árabes. Não são. O alvo é a comunidade romena, que, para todos os efeitos, os seus nacionais, em Itália ou nos outros 26 Estados-membros da UE, são cidadãos comunitários.
Há muito que a Itália se bate com o problema dos imigrantes romenos. De tal modo que, nem mesmo parte da esquerda enjeitou uma atitude mais drástica para com os provenientes dos cárpatos, uma vez que, a maioria dos crimes existentes são provocados por romenos.
No norte do país, alguns municípios conseguiram implementar medidas que afastassem as comunidades estrangeiras das localidades. Em Roma, por ser a capital, tais medidas serão mais difíceis. Mas, nada como esperar e ver que política urbana desenvolverá a direita italiana na capital do país, que nos últimos anos conquistou uma substancial projecção mundial, devido a uma política cosmopolita do ex-alcaide, Walter Veltroni.
Tudo indica que cosmopolitismo será algo que Alemanno não dará a Roma.
Antigo neo-fascista aliado de Berlusconi, Alemanno prometeu expulsar vinte mil imigrantes clandestinos.
A esquerda italiana averba, em escassos dias, duas pesadas derrotas. Primeiro nas legislativas, agora a Câmara de Roma, que liderava há 15 anos.
A direita, mais una do nunca, por ora, conquista a capital italiana com um discurso ultra-securitário.
Roma será comandada por quem promete expulsar os estrangeiros ilegais. Porém, para quem ouve esta mensagem pode pensar os estrangeiros alvos desta campanha são africanos ou árabes. Não são. O alvo é a comunidade romena, que, para todos os efeitos, os seus nacionais, em Itália ou nos outros 26 Estados-membros da UE, são cidadãos comunitários.
Há muito que a Itália se bate com o problema dos imigrantes romenos. De tal modo que, nem mesmo parte da esquerda enjeitou uma atitude mais drástica para com os provenientes dos cárpatos, uma vez que, a maioria dos crimes existentes são provocados por romenos.
No norte do país, alguns municípios conseguiram implementar medidas que afastassem as comunidades estrangeiras das localidades. Em Roma, por ser a capital, tais medidas serão mais difíceis. Mas, nada como esperar e ver que política urbana desenvolverá a direita italiana na capital do país, que nos últimos anos conquistou uma substancial projecção mundial, devido a uma política cosmopolita do ex-alcaide, Walter Veltroni.
Tudo indica que cosmopolitismo será algo que Alemanno não dará a Roma.
terça-feira, 15 de abril de 2008
A dança do poder
Há dois anos, prestava o meu obrigado aos italianos, com a derrota de il cavalieri.
Há meio ano, no dia em que Veltroni foi eleito pelos italianos líder do novo Partido Democrático, previa a queda de Prodi, a ascenção de Berlusconi e, após a queda deste, a liderança de um Governo pelo antigo Presidente da Câmara de Roma.
Resta, então, dentro de alguns anos, confirmar se Veltroni sucede a Berlusconi.
Dados os resultados alcançados, para o Senado e Câmara de Deputados, il Cavalieri tem condições, para cumprir o seu mandato durante a legislatura prevista.
A seguir, então, a política italiana. A perceber, desde já, que respostas do próximo Governo para matérias tão quentes e delicadas como o futuro da Ali Italia e a questão do lixo napolitano.
Há meio ano, no dia em que Veltroni foi eleito pelos italianos líder do novo Partido Democrático, previa a queda de Prodi, a ascenção de Berlusconi e, após a queda deste, a liderança de um Governo pelo antigo Presidente da Câmara de Roma.
Resta, então, dentro de alguns anos, confirmar se Veltroni sucede a Berlusconi.
Dados os resultados alcançados, para o Senado e Câmara de Deputados, il Cavalieri tem condições, para cumprir o seu mandato durante a legislatura prevista.
A seguir, então, a política italiana. A perceber, desde já, que respostas do próximo Governo para matérias tão quentes e delicadas como o futuro da Ali Italia e a questão do lixo napolitano.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
sexta-feira, 4 de abril de 2008
A decadência de uma potência europeia
Italia no es país para jóvenes
Italia tiene más contratos temporales que fijos, los salarios más bajos de la zona euro, el récord europeo de evasión fiscal. Más de cuatro millones de personas trabajan en negro o en situación irregular, y la economía subterránea genera el 17% del PIB, según los sindicatos. La precariedad alcanza a todos los sectores y edades: comunicación, agricultura, construcción, ayuda social, sanidad, universidad, administraciones públicas, comercios.
Los precarios no tienen sindicatos, son carne de cañón, mano de obra europea y cualificada a precios del Tercer Mundo. Gente sin presente, atada a trabajos parcos, a una vida parca.
Como um país se afunda, sem luz ao fundo do túnel. E as eleições da próxima semana bem podem trazer mais más notícias, com a vitória de quem nada fez para melhorar a situação, quando já exerceu o poder.
Italia tiene más contratos temporales que fijos, los salarios más bajos de la zona euro, el récord europeo de evasión fiscal. Más de cuatro millones de personas trabajan en negro o en situación irregular, y la economía subterránea genera el 17% del PIB, según los sindicatos. La precariedad alcanza a todos los sectores y edades: comunicación, agricultura, construcción, ayuda social, sanidad, universidad, administraciones públicas, comercios.
Los precarios no tienen sindicatos, son carne de cañón, mano de obra europea y cualificada a precios del Tercer Mundo. Gente sin presente, atada a trabajos parcos, a una vida parca.
Como um país se afunda, sem luz ao fundo do túnel. E as eleições da próxima semana bem podem trazer mais más notícias, com a vitória de quem nada fez para melhorar a situação, quando já exerceu o poder.
segunda-feira, 31 de março de 2008
A crise estrutural italiana
Pero en el ambiente se respira algo peor, menos coyuntural: en Milán, en Cerdeña, en Sicilia, en Nápoles o en Roma, es muy fácil encontrar gente que ha perdido la fe en su propio país. "Italia es una novela negra", afirma Massimo Carlotto, de 51 años, autor de libros policiacos provocadores, que denuncian la infiltración creciente de las mafias, nacionales y foráneas, en la policía, la magistratura, la política, la economía.
"Estamos mal, peor que nunca, la decadencia moral es absoluta, vivimos en una falsificación permanente y no hacemos más que lamentarnos porque el mundo no se adapta a nosotros", diagnostica el escritor napolitano Maurizio Braucci.
"Los empresarios y las élites se comportan de modo criminal con el medio ambiente y la seguridad; los sindicatos tienen una cultura del puesto del trabajo, no del trabajo; la precariedad laboral ha precarizado la vida; hay un corporativismo paralizante a izquierda y derecha, y la Iglesia es un enorme problema cultural, porque hace política pero no utiliza su autoridad moral para denunciar la conexión familia-criminalidad que favorece a las mafias".
Dentro de 15 dias os italianos voltam às urnas. Prevê-se uma abstenção elevada, devido à desmotivação das pessoas que não se identificam com os políticos. E não deve ser para menos, a Itália é o único país da Europa ocidental onde os Governos tendem a não cumprir a legislatura. O sistema político também não ajuda. E, por isso, uma das grandes reformas passa pela sua reestruturação, de modo a que o país, um gigante europeu e mundial em franco declínio, não fique dependente, como tem ficado, de poucos deputados, que nem chegam a representar 2% do eleitorado.
Entre os principais candidatos, percebe-se que Veltorni quer ganhar para tentar mudar, na medida do possível, a situação. Berlusconi, em mais uma repetição, pretende adquirir o poder, pela terceira vez, para continuar a Governar a seu bel-prazer. Ou seja, Veltroni é uma esperança de mudança, Berlusconi é mais do mesmo.
Por enquanto, il Cavalieri é favorito, como indicam as sondagens, mas Veltroni tem vindo a reduzir a desvantagem. Duvido que chegue para anular a desvantagem da direita, mas nada é impossível.
Algo possível, e nada desejável, seria um quase empate, isto é, a vitória de uma das partes por ligeiríssima diferença. Se em Espanha ou na Alemanha tal não é razão de obstáculo ao desenvolvimento do país, devido a um sistema político menos fragmentado, em Itália, como os últimos dois anos demonstram, tal seria mais um adiar de solução que acabaria por conduzir a novo momento de espera de queda de Governo e convocação de novas eleições.
"Estamos mal, peor que nunca, la decadencia moral es absoluta, vivimos en una falsificación permanente y no hacemos más que lamentarnos porque el mundo no se adapta a nosotros", diagnostica el escritor napolitano Maurizio Braucci.
"Los empresarios y las élites se comportan de modo criminal con el medio ambiente y la seguridad; los sindicatos tienen una cultura del puesto del trabajo, no del trabajo; la precariedad laboral ha precarizado la vida; hay un corporativismo paralizante a izquierda y derecha, y la Iglesia es un enorme problema cultural, porque hace política pero no utiliza su autoridad moral para denunciar la conexión familia-criminalidad que favorece a las mafias".
Dentro de 15 dias os italianos voltam às urnas. Prevê-se uma abstenção elevada, devido à desmotivação das pessoas que não se identificam com os políticos. E não deve ser para menos, a Itália é o único país da Europa ocidental onde os Governos tendem a não cumprir a legislatura. O sistema político também não ajuda. E, por isso, uma das grandes reformas passa pela sua reestruturação, de modo a que o país, um gigante europeu e mundial em franco declínio, não fique dependente, como tem ficado, de poucos deputados, que nem chegam a representar 2% do eleitorado.
Entre os principais candidatos, percebe-se que Veltorni quer ganhar para tentar mudar, na medida do possível, a situação. Berlusconi, em mais uma repetição, pretende adquirir o poder, pela terceira vez, para continuar a Governar a seu bel-prazer. Ou seja, Veltroni é uma esperança de mudança, Berlusconi é mais do mesmo.
Por enquanto, il Cavalieri é favorito, como indicam as sondagens, mas Veltroni tem vindo a reduzir a desvantagem. Duvido que chegue para anular a desvantagem da direita, mas nada é impossível.
Algo possível, e nada desejável, seria um quase empate, isto é, a vitória de uma das partes por ligeiríssima diferença. Se em Espanha ou na Alemanha tal não é razão de obstáculo ao desenvolvimento do país, devido a um sistema político menos fragmentado, em Itália, como os últimos dois anos demonstram, tal seria mais um adiar de solução que acabaria por conduzir a novo momento de espera de queda de Governo e convocação de novas eleições.
terça-feira, 25 de março de 2008
A importância da Alitalia para a Itália
A compra da Alitalia por parte da Air France-KLM está em maus lençóis, se Silvio Berlusconi saír vencedor das eleições legislativas do próximo mês. O líder da oposição italiana confirmou que, se for eleito, a resposta ao negócio é não.
Espero que il Cavalieri perca as eleições de Abril, pois a Itália precisa de sangue novo e Berlusconi mais não trará uma repetição gasta do exercício do poder só pelo poder. Todavia, não se pode deixar de negar a razão de Berlusconi quanto ao negócio que o Governo de Prodi quer fazer com a Air France-KLM, não só pela pechincha que a dupla fraco-neerlandesa dá pela companhia italiana como pela importância estratégica que Itália perde, resultante do possível acordo.
Além de não ser muito digno um Governo a cessar funções decidir o futuro de uma matéria tão delicada.
Espero que il Cavalieri perca as eleições de Abril, pois a Itália precisa de sangue novo e Berlusconi mais não trará uma repetição gasta do exercício do poder só pelo poder. Todavia, não se pode deixar de negar a razão de Berlusconi quanto ao negócio que o Governo de Prodi quer fazer com a Air France-KLM, não só pela pechincha que a dupla fraco-neerlandesa dá pela companhia italiana como pela importância estratégica que Itália perde, resultante do possível acordo.
Além de não ser muito digno um Governo a cessar funções decidir o futuro de uma matéria tão delicada.
quarta-feira, 12 de março de 2008
Quem é mais 'facho'?
nem todos os aliados do líder da direita italiana são favoráveis à integração de Giuseppe Ciarrapico nas listas eleitorais. Gianfranco Fini, líder da Aliança Nacional e antigo membro do partido neo-fascista MSI, criticou a candidatura do homem de negócios italiano que diz ser "fascista culturalmente e não politicamente".
No domingo, Berlusconi rasgou, em pleno comício eleitoral, o programa do Partido Democrático, o seu principal adversário. Um exemplo muito digno, para quem já foi chefe de Governo e está à beira de o ser novamente.
Seria bom para a Itália e para Europa que Veltroni ganhasse e colocasse um ponto final na entrada e saída constante de Berlusconi do poder. Podia ser que a direita transalpina quisesse refundar-se, como a esqueda se refundou nos últimos tempos.
Agora, il cavalieri convida um micro-magnata da comunicação social, e assumido fascista, em termos culturais, para a lista do Senado. Ao que consta, Ciarrapico não é tão "facho" como devia ser, de acordo com o não menos nacionalista e aliado de Berlusconi, Fini.
Assim vai a Itália, presa aos tempos miseráveis do passado.
O país afunda-se e Berlusconi tem apenas uma preocupação: alcançar o poder pelo poder.
No domingo, Berlusconi rasgou, em pleno comício eleitoral, o programa do Partido Democrático, o seu principal adversário. Um exemplo muito digno, para quem já foi chefe de Governo e está à beira de o ser novamente.
Seria bom para a Itália e para Europa que Veltroni ganhasse e colocasse um ponto final na entrada e saída constante de Berlusconi do poder. Podia ser que a direita transalpina quisesse refundar-se, como a esqueda se refundou nos últimos tempos.
Agora, il cavalieri convida um micro-magnata da comunicação social, e assumido fascista, em termos culturais, para a lista do Senado. Ao que consta, Ciarrapico não é tão "facho" como devia ser, de acordo com o não menos nacionalista e aliado de Berlusconi, Fini.
Assim vai a Itália, presa aos tempos miseráveis do passado.
O país afunda-se e Berlusconi tem apenas uma preocupação: alcançar o poder pelo poder.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
A importância da eleição espanhola na UE
Rajoy plantea un contrato de integración para inmigrantes a escala europea
Esta eleição espanhola tem um alcance mais vasto do que as próprias políticas de âmbito nacional, nomeadamente no âmbito da política de imigração europeia.
Como se referiu aqui há poucos dias:
Uma vitória expressiva de Zapatero em Espanha será um bom exemplo para a Europa, nomeadamente em termos de política de imigração, que se paute por valores e princípios, não pela discriminação e exclusão.
Como se nota, da visita hoje feita por Rajoy a Merkel, a imigração é um assunto cimeiro a nível europeu, e uma vitória do PP significaria a defesa de uma Europa fortaleza, que tem no residente mor do Eliseu um defensor.
A direita europeia tem vindo a distanciar-se do equilíbrio e equidade sociais e tem na imigração uma área de intervenção que procura anular certos fracassos e/ou problemas internos. Obviamente, a imigração é uma matéria delicada, que, contudo, não pode ser tratada com desdém.
A imigração merece mais trato e a própria Merkel devia ter percebido isso, quando o seu partido sofreu uma hecatombe eleitoral, há poucos dias, no land de Essen, devido à campanha xenófoba realizada pelo democrata-cristão e líder do land Koch.
Bem sei que a recente visita de Erdogan, Primeiro-Ministro turco, à Alemanha, causou um certo mal-estar em Merkel, pela defesa que o governante turco fez da língua e tradições turcas. Mas, nem oito nem 80. E a ostracização, como certa direita europeia demonstra ter vontade imprimir, não é bom sinal.
A esperada vitória de Berlusconi em Itália pode ser mais uma achega às pretensões de governantes de direita moldarem, no Conselho Europeu, uma política de imigração europeia que deposita pouca valorização do imigrante nas sociedades europeias.
Mas é Espanha, pela pujança económica e política que tem, e pelo número de imigrantes que conta, que pode determinar esta guinada europeia que Sarkozy pretende dar. Uma vitória de Rajoy seria uma má notícia para a Europa inclusiva que se quer.
Esta eleição espanhola tem um alcance mais vasto do que as próprias políticas de âmbito nacional, nomeadamente no âmbito da política de imigração europeia.
Como se referiu aqui há poucos dias:
Uma vitória expressiva de Zapatero em Espanha será um bom exemplo para a Europa, nomeadamente em termos de política de imigração, que se paute por valores e princípios, não pela discriminação e exclusão.
Como se nota, da visita hoje feita por Rajoy a Merkel, a imigração é um assunto cimeiro a nível europeu, e uma vitória do PP significaria a defesa de uma Europa fortaleza, que tem no residente mor do Eliseu um defensor.
A direita europeia tem vindo a distanciar-se do equilíbrio e equidade sociais e tem na imigração uma área de intervenção que procura anular certos fracassos e/ou problemas internos. Obviamente, a imigração é uma matéria delicada, que, contudo, não pode ser tratada com desdém.
A imigração merece mais trato e a própria Merkel devia ter percebido isso, quando o seu partido sofreu uma hecatombe eleitoral, há poucos dias, no land de Essen, devido à campanha xenófoba realizada pelo democrata-cristão e líder do land Koch.
Bem sei que a recente visita de Erdogan, Primeiro-Ministro turco, à Alemanha, causou um certo mal-estar em Merkel, pela defesa que o governante turco fez da língua e tradições turcas. Mas, nem oito nem 80. E a ostracização, como certa direita europeia demonstra ter vontade imprimir, não é bom sinal.
A esperada vitória de Berlusconi em Itália pode ser mais uma achega às pretensões de governantes de direita moldarem, no Conselho Europeu, uma política de imigração europeia que deposita pouca valorização do imigrante nas sociedades europeias.
Mas é Espanha, pela pujança económica e política que tem, e pelo número de imigrantes que conta, que pode determinar esta guinada europeia que Sarkozy pretende dar. Uma vitória de Rajoy seria uma má notícia para a Europa inclusiva que se quer.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
O regresso esperado
A demissão de Prodi acaba por criar todas as condições para o regresso ao poder de Il Cavalieri.
Será a terceira vez que Berlusconi assumirá o Governo de Itália.
Será a terceira vez que Berlusconi assumirá o Governo de Itália.
Porca miseria
La pelea se ha desatado cuando Nuccio Cusumano, uno de los tres senadores del UDEUR –el partido que ha abandonado la coalición en el poder y desatado la crisis de Gobierno- ha dicho que apoyará a Prodi, lo que ha originado que se compañero de partido Tommaso Barbato se dirigiera hacia su escaño gritándole "vendido, cornudo y pedazo de mierda". Inmediatamente el hemiciclo se ha convertido en un hervidero de acusaciones, cuando se oía a Cusumano decir "maricón, eres una basura, eres una puta, eres una muñequita”, entre otros insultos que han proferido los senadores de la oposición de centroderecha.
As palavras foram proferidas no Senado italiano. A causa do aceso debate prende-se com a manutenção ou queda do Governo liderado por Romano Prodi.
Esta situação é resultado da alegada corrupção do ex-Ministro da Justiça, de Prodi, e respectiva mulher.
Como consequência da saída, o Ministro cessante, Mastella, líder da Udeur (democrata-cristão), declarou ontem ser a favor de eleições atencipadas. A crise iminente consumou-se.
Ontem, o Parlamento transalpino aprovou folgadamente o voto de confiança, porém, o Governo de Prodi tinha o teste mais difícil hoje, no Senado, onde tinha, à partida, uma escassíssima maioria.
Tendo a Udeur três eleitos no Senado, e a Prodi basta apenas um voto para se manter no poder, previa-se que o Governo pudesse cair hoje. Ora, um dos eleitos da Udeur manifestou que votaria a favor da continuidade do Executivo de centro-esquerda e, desse modo, rompe com a disciplina de voto do partido e evita eleições antecipadas.
Assim, percebe-se a troca de mimos entre Senadores. A linguagem empregue não esconde nada do que cada um pensa.
E ainda nos queixamos dos nossos políticos e do pouco protagonismo do nosso hemiciclo.
Provavelmente, este debate chama a atenção e concentra os olhares de muitas pessoas no palco político. Infelizmente, não pelas melhores razões.
As palavras foram proferidas no Senado italiano. A causa do aceso debate prende-se com a manutenção ou queda do Governo liderado por Romano Prodi.
Esta situação é resultado da alegada corrupção do ex-Ministro da Justiça, de Prodi, e respectiva mulher.
Como consequência da saída, o Ministro cessante, Mastella, líder da Udeur (democrata-cristão), declarou ontem ser a favor de eleições atencipadas. A crise iminente consumou-se.
Ontem, o Parlamento transalpino aprovou folgadamente o voto de confiança, porém, o Governo de Prodi tinha o teste mais difícil hoje, no Senado, onde tinha, à partida, uma escassíssima maioria.
Tendo a Udeur três eleitos no Senado, e a Prodi basta apenas um voto para se manter no poder, previa-se que o Governo pudesse cair hoje. Ora, um dos eleitos da Udeur manifestou que votaria a favor da continuidade do Executivo de centro-esquerda e, desse modo, rompe com a disciplina de voto do partido e evita eleições antecipadas.
Assim, percebe-se a troca de mimos entre Senadores. A linguagem empregue não esconde nada do que cada um pensa.
E ainda nos queixamos dos nossos políticos e do pouco protagonismo do nosso hemiciclo.
Provavelmente, este debate chama a atenção e concentra os olhares de muitas pessoas no palco político. Infelizmente, não pelas melhores razões.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Dias decisivos '1º de dois assaltos' para Prodi
Prodi enfrenta hoje a moção de confiança no Parlamento italiano, onde deverá receber um apoio maioritário.
A chave decisiva deste 'combate' está no Senadao, onde amanhã se vota a aprovação ou rejeição deste Governo.
Depois da saída dos apoiantes democratas-cristãos, à partida, a oposição conta, no Senado, com mais um voto do que ala que apoia Prodi.
A seguir... pois as eleições estão na iminência de serem convocadas pelo Presidente de Itália.
A chave decisiva deste 'combate' está no Senadao, onde amanhã se vota a aprovação ou rejeição deste Governo.
Depois da saída dos apoiantes democratas-cristãos, à partida, a oposição conta, no Senado, com mais um voto do que ala que apoia Prodi.
A seguir... pois as eleições estão na iminência de serem convocadas pelo Presidente de Itália.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Mais uma queda de um Governo?
“A experiência do centro-esquerda terminou. Somos favoráveis à realização de eleições”, afirmou Mastella, que na semana passada se demitiu da chefia do Ministério da Justiça depois de ele e a sua mulher terem sido constituídos arguidos num caso de corrupção.
Prodi continua preso por fios. O escândalo de Mastella assumiu contornos superiores aos esperados pelo Primeiro-Ministro italiano, que assumiu, provisoriamente, a pasta da Justiça, aguardando que o Ministro democrata-cristão demissionário regressasse ao posto em breve. Está visto que não volta e, pior, não apoia o Governo.
Il Cavalieri já espreita ao virar da esquina.
Prodi continua preso por fios. O escândalo de Mastella assumiu contornos superiores aos esperados pelo Primeiro-Ministro italiano, que assumiu, provisoriamente, a pasta da Justiça, aguardando que o Ministro democrata-cristão demissionário regressasse ao posto em breve. Está visto que não volta e, pior, não apoia o Governo.
Il Cavalieri já espreita ao virar da esquina.
domingo, 13 de janeiro de 2008
A semear a intolerância
O muncípio de Roma aprovou uma moção apresentada pelo partido Refundação Comunista em que é pedido ao conselheiro municipal que as escolas separem as crianças ciganas nos autocarros escolares, devido a confrontos registados nos últimos dias.
Caro Pedro,
E é um passo significativamente atrás, se verificarmos o alvo desta proposta: as crianças. Quando, nesta idade, precisamente, deveria suceder o inverso.
Está a querer-se fomentar a divisão.
O que se pode esperar dentro de uma duas décadas?
A integração social deve trabalhar-se desde cedo. Mas há quem só pense no imediato, pensando que está a proceder bem. O efeito é o inverso. E a sociedade paga uma factura cara.
Caro Pedro,
E é um passo significativamente atrás, se verificarmos o alvo desta proposta: as crianças. Quando, nesta idade, precisamente, deveria suceder o inverso.
Está a querer-se fomentar a divisão.
O que se pode esperar dentro de uma duas décadas?
A integração social deve trabalhar-se desde cedo. Mas há quem só pense no imediato, pensando que está a proceder bem. O efeito é o inverso. E a sociedade paga uma factura cara.
sábado, 12 de janeiro de 2008
Mau exemplo, numa Europa que se quer inclusiva
O muncípio de Roma aprovou uma moção apresentada pelo partido Refundação Comunista em que é pedido ao conselheiro municipal que as escolas separem as crianças ciganas nos autocarros escolares, devido a confrontos registados nos últimos dias.
A efectivar-se a separação de crianças no transporte escolar, a Câmara de Roma, liderada por um dos rostos mais promissores da esquerda europeia, Walter Veltroni, dá-se um péssimo exemplo, numa Europa que se quer inclusiva e tolerante.
A efectivar-se a separação de crianças no transporte escolar, a Câmara de Roma, liderada por um dos rostos mais promissores da esquerda europeia, Walter Veltroni, dá-se um péssimo exemplo, numa Europa que se quer inclusiva e tolerante.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
A correcta junção de esforços europeus
Zapatero, Prodi y Sarkozy lanzan la 'Unión del Mediterráneo' "contra la guerra y la discriminación"
Felizmente os responsáveis espanhóis, franceses e italianos decidiram unir, em vez de dividir, esforços em torno do Mediterrâneo.
Aquilo que era visto até há pouco tempo por Madrid como uma tentativa de 'assalto' de liderança do processo mediterrânico por parte de Paris, com o novo projecto da União Mediterrânica de Sarkozy, um concorrente directo do Processo de Barcelona, como há dias transpirou da Cimeira espanhola-italiana, acabou por se esfumar.
Os três países preferiram, e bem, complementar a sua intervenção e serem uma ponte privilegiada com as diversas margens do mar a sudoeste do Velho Continente.
Todas as margens beneficiam desta coordenação europeia.
Felizmente os responsáveis espanhóis, franceses e italianos decidiram unir, em vez de dividir, esforços em torno do Mediterrâneo.
Aquilo que era visto até há pouco tempo por Madrid como uma tentativa de 'assalto' de liderança do processo mediterrânico por parte de Paris, com o novo projecto da União Mediterrânica de Sarkozy, um concorrente directo do Processo de Barcelona, como há dias transpirou da Cimeira espanhola-italiana, acabou por se esfumar.
Os três países preferiram, e bem, complementar a sua intervenção e serem uma ponte privilegiada com as diversas margens do mar a sudoeste do Velho Continente.
Todas as margens beneficiam desta coordenação europeia.
domingo, 14 de outubro de 2007
À espera da queda de Prodi e Berlusconi?
O Partido Democrático (italiano) escolhe hoje, por meio totalmente inovador, o seu líder.
Os italianos que estejam interessados em participar, isto é, escolher o líder do PD - às 18 horas cerca de dois milhões foram às urnas votar num dos cinco candidatos à liderança - têm de pagar um euro para participar. Valor simbólico que servirá para custear a logística do acto.
O Presidente da Câmara de Roma, Walter Veltroni, deve ser o vencedor e já se antevê como o principal candidato da esquerda à liderança do Governo.
Apesar de Prodi ainda estar no poder, a pedra e o cal não estão do seu lado e a coligação das esquerdas no poder transalpino está à beira de desmoronar.
Já se perspectivam eleições e o possível regresso, mais um, de Berlusconi ao poder.
Será este o primeiro dia do futuro de Weltroni, quando acabar a dança de poder entre Berlusconi e Prodi? Talvez seja, até porque a idade é lhe favorável, em relação aos outros dois.
Os italianos que estejam interessados em participar, isto é, escolher o líder do PD - às 18 horas cerca de dois milhões foram às urnas votar num dos cinco candidatos à liderança - têm de pagar um euro para participar. Valor simbólico que servirá para custear a logística do acto.
O Presidente da Câmara de Roma, Walter Veltroni, deve ser o vencedor e já se antevê como o principal candidato da esquerda à liderança do Governo.
Apesar de Prodi ainda estar no poder, a pedra e o cal não estão do seu lado e a coligação das esquerdas no poder transalpino está à beira de desmoronar.
Já se perspectivam eleições e o possível regresso, mais um, de Berlusconi ao poder.
Será este o primeiro dia do futuro de Weltroni, quando acabar a dança de poder entre Berlusconi e Prodi? Talvez seja, até porque a idade é lhe favorável, em relação aos outros dois.
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