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sábado, 6 de junho de 2009

Outras eleições relevantes

Além das europeias, as parlamentares, de amanhã, no Líbano, e a presidencial de sexta-feira, no Irão.

Para seguir nas próximas horas e dias.

Afinal, nestes dois países também se jogam a estabilidade regional e mundial.

(Publicado no Câmara de Comuns)

terça-feira, 15 de julho de 2008

Alguns passos importantes alcançados em Paris

O projecto para o Mediterrâneo que Sarkozy lançou no domingo teve mais de espectáculo do que de concreto. De qualquer modo, é indiscutível que a Presidência francesa da UE teve o mérito de sentar à mesma mesa o Presidente sírio e o Primeiro-Ministro israelita. O que é, por si, já um feito.
E foi o Chefe de Estado sírio, Bashar Al-Assad, que acabou por ser a figura proeminente nestes dias. Primeiro, em França, por uma questão da política exterior gaulesa. Sarkozy quebrou, e bem, com um tabu que Chirac tinha instituído, de isolar a Síria (que está pretensamente envolvida com o assassinato de Rafik Hariri, próximo de Chirac). Ora, se da parte de Damasco há vontade de abertura, o momento é de aproveitar a oportunidade, não de excluir quem pode e é parte da solução, em termos de estabilidade no Médio Oriente. E aqui há mérito francês, de corresponder à abertura síria - facto que provocou bastantes indisposições em Teerão, vendo algumas mentes mais ortodoxas como uma traição, a posição de Al-Assad.
Por outro lado, o Presidente sírio manifestou bom-senso. Um entendimento com Israel não dispensa o envolvimento dos EUA. E presentemente, a poucos meses de renovar a Administração de Washington, é desejável estabelecer um entendimento com a futura liderança norte-americana. Quem não se pode descartar das negociações é Israel e Al-Assad foi objectivo e sincero, dada a debilidade da liderança política israelita, com um Governo na iminência de cair, não se pode acordar qualquer entendimento que um futuro Governo de Tel Aviv venha a rasgar. E com o cenário actual, de previsível antecipação de eleições e a possível vitória do Likud, a concretização de um entendimento, especialmente relacionado com os Montes Goulã será difícil.
Do encontro de domingo, saldo positivo, pelo diálogo e acordo entre sírios e libaneses de abertura de embaixadas dos países nos dois Estados. Quanto ao projecto para o Mediterrâneo, continua a evidenciar-se muita vontade mas pouco empenho de muitos dos presentes, em especial da orla sul.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

A importância de terminar com o Estado do Hezbollah

Os simpatizantes do Hezbollah, que é apoiado pelo Irã, fecharam avenidas importantes de Beirute queimando pneus, carros velhos e colocando terra na estrada, paralisando a cidade e cortando rotas para o mar e para os aeroportos.

Trava-se, finalmente, no Líbano, e pela mão dos libaneses, a luta pela implementação de um único Estado, terminando, de vez, com o Estadozinho que o Hezbollah criou para si. Ao ponto de até ter uma linha telefónica própria, que o Governo quer terminar.
Pouco interessado no futuro do Líbano e mais preocupado com as ambições e posições do regime de Teerão, o Hezbollah desce à rua para destruir e manter uma posição que apenas serve os políticos iranianos.

Desenvolvimentos das últimas horas:
Intensos combates deflagraram esta tarde em Beirute, envolvendo apoiantes do Hezbollah e partidários do Governo, pouco depois de Hassan Nasrallah ter acusado o executivo de decretar guerra contra o movimento xiita libanês.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Tudo bons rapazes II

Hezbollah chief Hassan Nasrallah said Friday that operatives within Lebanon are preparing for a new war with Israel in coming months.

A fazer fé nas declarações de Nasrallah, dentro de uns meses bem se poderá ouvir algumas vozes condenarem Israel por intervir militarmente no Líbano, como se não tivessem legitimidade para se defender. Sim, tratar-se de uma intervenção de defesa, não ataque, pois o que promete hoje o Hezbollah, se não guerra a Israel?
É bom não esquecer as premissas.

domingo, 13 de janeiro de 2008

A persistência do erro

Teerão é o maior patrocinador mundial do terrorismo, afirmou o presidente dos EUA

O Presidente dos EUA parece não ter aprendido com a lição do Iraque, que acusava, ao tempo de Saddam, de patrocinar o terrorismo.
Quanto ao Irão ser ou não uma ameaça mundial, de acordo, se persistir no projecto nuclear. Quanto ao Irão patrocinar o terrorismo, de duas umas, ou entende o Hezbollah e o Hamas como grupos análogos à Al-Qaeda, e não são, mesmo entre o grupo sedeado no Líbano e o palestiniano há diferenças - o Hamas já foi a votos e venceu democraticamente uma eleição -, quanto mais concebê-los como a rede terrorista que actua à escala planetária, como a Al-Qaeda.
Ao persistir no erro de colocar tudo no mesmo saco, pensando que a resposta a dar a cada um é igual, mais não se faz do que reforçar o vírus terrorista, que se alimenta e aproveita das lacunas da intervenção da Comunidade Internacional.

domingo, 30 de dezembro de 2007