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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Uma oportunidade para o Médio Oriente

Hamas quiere entablar un diálogo directo con el gobierno de Obama

Esta atitude do Hamas, de querer dialogar directamente com os EUA, é de saudar e elogiar. Obama devia deixar de lado os pruridos que a Administração de Bush Jr. sempre demonstrou em relação ao Hamas.

Ao acolher este repto, os EUA estarão a dar mais força à ala moderada do Hamas, a afastar este grupo da órbita do regime de Teerão, a comprometê-lo com a responsabilidade que deve partilhar com a Fatah, de serem construtores do Estado palestiniano em sã convivência com Israel.

Esta é uma boa oportunidade e manifestando o Hamas a disponibilidade de diálogo, é de aproveitar. O discurso de Obama no Cairo foi o rastilho aproveitado pelo Hamas para esta atitude. Oxalá o Presidente dos EUA corresponda ao que disse.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Desentendimento entre Washington e Tel Aviv

Israel's prime minister has refused to commit to an independent Palestinian state during talks with Barack Obama, the US president, at the White House.

Na primeira reunião de trabalho de Obama e Netanyahu, na Casa Branca, ficou patente o desentendimento das duas partes quanto ao futuro da região. Obama, e bem, defende a existência de dois Estados. O actual Primeiro-Ministro israelita afasta, para já, essa tese.

Quando mais se podia esperar por uma oportunidade de entendimento de todos, com os EUA empenhados, com os palestinianos (Fatah e Hamas) a entenderem-se, só Israel surge a bloquear o diálogo.

terça-feira, 3 de março de 2009

O rumo de Washington para o Médio Oriente

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou nesta terça-feira que vai pressionar pela criação de um Estado palestino, medida que pode afetar seriamente as relações entre Washington e o governo do primeiro-ministro indicado de Israel, Binyamin Netanyahu, do conservador Likud. Israel é o principal aliado dos EUA na região.

Esta Administração norte-americana está a assumir um papel empenhado na resolução do conflito do Médio Oriente, não caindo na velha tentação de adiar para amanhã o processo que deve ser começado agora.
Hillary Clinton disse, sem papas na língua, qual a posição de Washington. Esperemos que da parte do próximo Governo israelita haja a mesma vontade de encontrar saídas estáveis para todos.

Mais uma boa postura de Washington

Dois altos responsáveis da Administração norte-americana vão deslocar-se a Damasco para "conversações preliminares" com o regime sírio, anunciou hoje a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.

Washington sabe que para alcançar-se a estabilidade no Médio Oriente não se pode prescindir da Síria. O envio de dois elementos norte-americanos a Damasco é um bom passo dado para se encontrarem as pontes de convergência necessárias para encontrar uma base sólida que possa relançar o processo de paz regional.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Saída de ouro

O Hamas estaria preparado para assinar, na próxima semana, um acordo que inclua a libertação do soldado israelita Gilad Shalit, segundo uma informação que contradiz uma outra segundo a qual o movimento teria chegado a acordo para uma trégua com Israel que não inclui o soldado Shalit.

Se Gilad Shalit for libertado em breve, pode dizer-se que Ehud Olmert sai do Governo de Israel com chave de outro.
O que é de lamentar nestes dias é o facto de haver, no actual momento, uma nítida vontade de dialogar, por parte do Hamas, e sobe ao poder de Tel Aviv quem pouco aprecia a diplomacia.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

O derradeiro trunfo de Livni e Barak

Se Israel conseguir a libertação do soldado Gilad Shalit, detido há mais de um ano pelo Hamas, até terça-feira, Livni e Barak podem obter um trunfo político que deixará o Likud e o Israel Beiteinu em sérias dificuldades.
Veremos se do lado do Hamas há vontade de influenciar as legislativas israelitas. Melhor do que ninguém, o Hamas sabe que um Governo de Netanyahu e Lieberman terá uma postura inclinadamente bélica, em vez de dialogante.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Finalmente passos no bom sentido

In an interview published in The Times of London, Blair said that Hamas must be involved in the Middle East peace process.

Já era tempo de se darem sinais concretos ao Hamas para que faça parte da solução do Médio Oriente, tal como a Fatah.
Esta declaração de Blair vai no sentido de envolver as partes.
Parece que a Comunidade Internacional percebeu que sem o Hamas, não é possível encontrar estabilidade mínima no Médio Oriente.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A débil trégua

O reinício dos confrontos entre o exército israelita e militantes palestinianos ameaça a trégua declarada há nove dias na Faixa de Gaza.

A chegada de contigentes de Forças Armadas de outros países a Gaza seria desejável, de modo a poder travar a quebra desta débil trégua.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Bom gesto do Hamas

Hamas agrees to allow Fatah forces to patrol Rafah crossing
Hamas spokesman Ayman Taha told Asharq Al-Awsat that his group wants European Union and Turkish troops to patrol Gaza's border crossings with Israel.


O Hamas dá bons sinais de querer dialogar e manifesta vontade de cooperar. Seria bom que os diversos actores envolvidos, de Israel aos EUA, da UE aos Estados regionais, soubessem dar uma resposta positiva e em conjunto procurar soluções conjuntas.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Um tanto ou quanto surpreendente

Meshal urges West: Stop trying to eliminate Hamas, deal with us

O pouco dado a diálogos Meshaal apela à troca de palavras do Hamas com o Hamas. Um bom sinal. Terá aprendido alguma coisa com Hanyeh?
A vontade expressa há dias por Sarkozy de falar com o Hamas e a tomada de posse de Obama, e com isso uma postura mais diplomática dos EUA face ao Médio Oriente, podem estar nessa origem, mas o que se passa no Irão, e as suas presidenciais do próximo Verão, não deve ser afastado das atenções.
Pode estar a surgir outra oportunidade para o Médio Oriente e não se pode excluir o Hamas de uma solução palestiniana que passa tanto pelo envolvimento deste grupo como da Fatah.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

As vitórias nulas

dentro de uns tempos, quando as armas deixarem de ser usadas com tanta frequência, veremos as duas partes, cada um com o seu argumento, reclamar vitória.

Hamas canta vitória junto às ruínas de Gaza

Como se podia esperar, cada parte reclama a vitória do conflito. Primeiro Israel, agora o Hamas. E, em abono da verdade, ambas triunfaram no seu "jogo". Israel enfraqueceu a ofensiva militar do Hamas em Gaza e o Hamas conquistou apoio popular.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Vira o disco e toca o mesmo

O Hamas anunciou um cessar-fogo imediato, abrangendo o grupo islamista palestiniano e todos os seus aliados na Faixa de Gaza, e deu a Israel uma semana para sair do território, anunciou um oficial sénior do movimento, Ayman Taha, citado pela Reuters.

Como o Hamas sabe melhor do que ninguém, Israel retirará as tropas quando entender estarem criadas condições para sair, isto é, estiverem assegurados o não ataque do Hamas a Israel. Como Israel sabe melhor do que ninguém, isso não se garantirá, pelo menos até à estabilização de um entendimento entre todas as partes envolvidas na consolidação dos dois Estados, e do lado palestiniano isso implica Fatah e Hamas.

Israel continua a defender-se

Escassas horas depois de decretado o cessar-fogo unilateral por parte de Israel, o Hamas disparou diversos “rockets” contra Sderot, no sul de Israel. A provocação do grupo islamista teve resposta imediata por parte de Israel, que lançou hoje cedo o seu primeiro ataque aéreo desde o curto início das tréguas unilaterais.

Ainda há poucas horas se escrevera aqui:

o Hamas (...) já respondeu às palavras [das tréguas] de Olmert e diz não desistir de atacar Israel. Israel, seguramente, não ficará passiva perante a ofensiva do Hamas em Gaza.

As últimas horas acabam por dar, uma vez mais, validade à intervenção de Israel. Estado que nunca atacou por iniciativa própria, mas sim por legítima defesa.
Segundo alguns, que sempre se manifestam disponíveis para condenar Israel, os ataques do Hamas sã0 justos e a defesa de Israel ilegítima.

A trégua inexistente

O primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, anunciou uma trégua unilateral na ofensiva na Faixa de Gaza, que entra em vigor a partir das 02h locais (meia-noite em Lisboa). Mas com as forças israelitas a permanecerem em Gaza e com o Hamas a recusar parar os ataques, não é claro o que vai acontecer no terreno.

O que Olmert anunciou há poucas horas não pode ser considerada uma trégua, mas sim um cessar da ofensiva israelita em Gaza.
Uma trégua para se concretizar precisa, pelo menos, de duas partes e o que Israel fez foi assumir, por si, um cancelamento das operações militares. Algo que o Hamas não fez e não manifesta intenção de o fazer, pois já respondeu às palavras de Olmert e diz não desistir de atacar Israel. Israel, seguramente, não ficará passiva perante a ofensiva do Hamas em Gaza.
Veremos no que dará esta situação, mas é possível que a data deste anúncio esteja ligado à tomada de posse de Obama.
Os EUA, através dos novos elementos da sua Administração, devem ter pressionado Tel Aviv para a tomada de posse do novo Presidente não ficar marcada por um conflito aberto. O que revela um sinal de empenho da próxima Administração, desde o primeiro dia, na procura de pontes para a estabilidade regional. Uma ida de Hillary Clinton, nos primeiros dias de funções ao Médio Oriente, revelaria esse interesse e seria um bom sinal de Washington.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Enquanto se espera pela trégua

Israel reserva-se entretanto o direito de ripostar caso o Hamas continue a abrir fogo sobre o sul do país.
Por seu lado, o Hamas já afirmou que só aceitará um cessar fogo caso Israel retire as tropas de Gaza.


Mais do mesmo. Vira-se o disco e volta a tocar a mesma sinfonia de cada parte. Espera-se que dentro de poucas horas o confronto passe a ser só de palavras.

A trégua que se espera

Ehud Barack e o primeiro-ministro israelita Ehud Olmert deverão dar hoje à noite uma conferência de imprensa conjunta, após a reunião do gabinete de segurança, que deverá decidir uma trégua unilateral em Gaza, anunciou um alto responsável governamental.

Há muito que as Forças Armadas israelitas enfraqueceram o belicismo do Hamas em Gaza e a trégua, proposta pelo Egipto, devia ter sido aceite pelas duas partes.
Do lado do Hamas, perante a fraqueza do grupo, a trégua foi aceite, resta Israel aceitar. Espera-se que Olmert e Barak confirmem isso dentro de poucas horas.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Pelo que espera Olmert para assinar a trégua?

Compreende-se que Olmert possa estar ressentido com Livni e Barak, mas o seu cargo, de Primeiro-Ministro, não se pode mover por frustações pessoais.
O Hamas já declarou aceitar a trégua proposta pelo Egipto. Livni, Barak e as cúpulas militares defendem o fim da intervenção e o assumir de tréguas, pelo que espera Olmert?
A situação humanitária em Gaza é bastante crítica e Israel não pode mostrar-se indiferente à dor, perda e, sobretudo, condição de vida dos palestinianos.
Não se compreende esta perseguição obsessiva aos políticos do Hamas nas últimas horas.