A Ucrânia assinou hoje um acordo com a Comissão Europeia convidando observadores europeus a deslocarem-se até Kiev para verificaram o trânsito do gás russo por aquele país, indicou à AFP um membro da delegação ucraniana junto da UE. O presidente da Gazprom russa já concordou que irá voltar a abastecer a Europa com gás depois de os observadores comprovarem o funcionamento dos gasodutos na Ucrânia.
Foi preciso o Presidente da Comissão Europeia, e bem, assumir o papel europeu, que devia ter sido da Presidência checa, de colocar russos e ucranianos a procurar entender-se, para acabar a presente situação de corte de gás que prejudica gravemente as famílias e empresas da UE.
A condução europeia, por parte dos checos é tão má que nem com os próprios checos os políticos de Praga manifestaram interesse, pois a República Checa é uma das mais afectadas com o corte de gás russo.
(Publicado na Câmara de Comuns)
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Finalmente uma posição lúcida da UE
O presidente do executivo europeu considera “inaceitável” que países da União Europeia “estejam a ser feitos reféns” do conflito gasífero russo-ucraniano e salienta que é a “reputação” dos dois países que está “em jogo”.
Até que enfim uma voz europeia disse o que já devia ter sido expresso há algum tempo, de forma a evitar os cortes de energia que se sentem em muitos países europeus.
À falta de uma posição da Presidência checa (até os checos estão a ser afectados pelo corte de gás russo) perante o conflito russo-ucraniano, o Presidente da Comissão Europeia referiu o que é óbvio: "inaceitável". Infelizmente, os poderes da Comissão não são os suficientes para procurar resolver esta peleja que está a prejudicar milhões de europeus.
Até que enfim uma voz europeia disse o que já devia ter sido expresso há algum tempo, de forma a evitar os cortes de energia que se sentem em muitos países europeus.
À falta de uma posição da Presidência checa (até os checos estão a ser afectados pelo corte de gás russo) perante o conflito russo-ucraniano, o Presidente da Comissão Europeia referiu o que é óbvio: "inaceitável". Infelizmente, os poderes da Comissão não são os suficientes para procurar resolver esta peleja que está a prejudicar milhões de europeus.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Que futuro para a República Checa?
Además de la llamada troika europea, también se presentó en Ramala y en Jerusalén el hiperactivo presidente francés, Nicolas Sarkozy, de gira en la región y apenas una semana después de haber dejado la presidencia de la UE. Sarkozy se reunió en Sharm el Sheik con el presidente egipcio, Hosni Mubarak, después de que lo hubiera hecho la troika europea. Fuentes diplomáticas israelíes expresaron su asombro ante el doblete europeo. "Esto sólo contribuye a crear más confusión", dijeron.
en la Unión Europea, donde la presidencia de algunos líderes ha sido un activador que ha brindado posibilidades a la Unión de funcionar como un actor decisivo en la escena internacional y de aportar iniciativas relevantes frente a la actual crisis económica. Nuestro checo de ahora mismo se presenta desde el inicio de sus responsabilidades en el polo opuesto. Se prefigura como una penosa pérdida de tiempo en un semestre que se inaugura atizado por graves problemas como la guerra de los israelíes en Gaza, los desastres de Irak y Afganistán, las estafas de Wall Street o la vulnerabilidad del abastecimiento de energía. Cuestiones que a todos convendría enfrentar con más Europa
Como se referiu há poucos dias, a presença de dois representantes europeus no Médio Oriente, o representante da Presidência da UE em exercício, o Ministro os Negócios Estrangeiros checo, e o Presidente francês, por sua iniciativa, vem colocar a nu várias vulnerabilidades europeias, assim como uma total descoordenação e falta de liderança.
Mas muita da actual impotência europeia neste início de ano tem sido causada pela Presidência checa, que teve um começo de comando europeu desastroso. Sem noção da realidade, no caso do Médio Oriente, nem preocupada com as pessoas, como na questão energética que opõe russos a ucranianos e afecta milhões de europeus. Isto acaba por revelar-se prejudicial para toda a UE, com a República Checa incluída, como suscita uma questão válida: que futuro para a República Checa com os actuais dirigentes políticos, a começar no Presidente da República?
A leitura de cada um por si, total demissão do Estado de actuação na esfera pública e desprezo pelas questões ambientais revela uma atitude pouco edificante e, sobretudo, desinteressada em melhorar as condições, ainda que nas teorias defendidas e apregoadas se diga o contrário.
Estão longe os tempos em que Praga, uma das urbes mais cosmopolitas da Europa de todos os tempos, dava e marcava a Europa com os seus contributos.
Caso para dizer: que saudades de Havel e das lições que os checos deram à Europa e ao mundo da Liberdade e do Desenvolvimento.
(Publicado no Câmara de Comuns)
en la Unión Europea, donde la presidencia de algunos líderes ha sido un activador que ha brindado posibilidades a la Unión de funcionar como un actor decisivo en la escena internacional y de aportar iniciativas relevantes frente a la actual crisis económica. Nuestro checo de ahora mismo se presenta desde el inicio de sus responsabilidades en el polo opuesto. Se prefigura como una penosa pérdida de tiempo en un semestre que se inaugura atizado por graves problemas como la guerra de los israelíes en Gaza, los desastres de Irak y Afganistán, las estafas de Wall Street o la vulnerabilidad del abastecimiento de energía. Cuestiones que a todos convendría enfrentar con más Europa
Como se referiu há poucos dias, a presença de dois representantes europeus no Médio Oriente, o representante da Presidência da UE em exercício, o Ministro os Negócios Estrangeiros checo, e o Presidente francês, por sua iniciativa, vem colocar a nu várias vulnerabilidades europeias, assim como uma total descoordenação e falta de liderança.
Mas muita da actual impotência europeia neste início de ano tem sido causada pela Presidência checa, que teve um começo de comando europeu desastroso. Sem noção da realidade, no caso do Médio Oriente, nem preocupada com as pessoas, como na questão energética que opõe russos a ucranianos e afecta milhões de europeus. Isto acaba por revelar-se prejudicial para toda a UE, com a República Checa incluída, como suscita uma questão válida: que futuro para a República Checa com os actuais dirigentes políticos, a começar no Presidente da República?
A leitura de cada um por si, total demissão do Estado de actuação na esfera pública e desprezo pelas questões ambientais revela uma atitude pouco edificante e, sobretudo, desinteressada em melhorar as condições, ainda que nas teorias defendidas e apregoadas se diga o contrário.
Estão longe os tempos em que Praga, uma das urbes mais cosmopolitas da Europa de todos os tempos, dava e marcava a Europa com os seus contributos.
Caso para dizer: que saudades de Havel e das lições que os checos deram à Europa e ao mundo da Liberdade e do Desenvolvimento.
(Publicado no Câmara de Comuns)
A UE enfraquece-se a si própria
O braço-de-ferro entre a Ucrânia e Rússia sobre os preço do gás está a afectar a maioria dos países europeus, alguns dos quais deixaram já de receber o combustível que compram à Gazprom.
Se a UE já perde por não negociar com a Rússia a uma só voz, pagando um preço mais elevado, este conflito entre Kiev e Moscovo demonstra como a UE não sabe tirar proveito do seu poderio, pois se soubesse há muito que a quebra de gás teria terminado.
Até quando se continuará a adiar uma área que requer uma política comum, como a energia?
Se a UE já perde por não negociar com a Rússia a uma só voz, pagando um preço mais elevado, este conflito entre Kiev e Moscovo demonstra como a UE não sabe tirar proveito do seu poderio, pois se soubesse há muito que a quebra de gás teria terminado.
Até quando se continuará a adiar uma área que requer uma política comum, como a energia?
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Praga acordou
Tanto Rusia como Ucrania pidieron estos días la mediación de la UE, que por ahora eludió entrar en el conflicto, aunque exigió a ambos países que resuelvan cuanto antes su litigio comercial.
Los países de la Unión Europea (UE) intentarán establecer mañana una posición conjunta sobre el conflicto del gas natural entre Rusia y Ucrania, que ha empezado a afectar a algunos países comunitarios que han visto reducido su suministro.
Ao fim de cinco dias, e depois de outros tantos, no final de 2008 que anteviam os espisódios que se seguiram, a Presidência checa decide coordenar posições dos 27.
Tanto Moscovo como Kiev já tinham pedido a participação europeia, que tem pecado por ausente.
Pode ser que o Presidente checo perceba nestes dias que a sua leitura do cada um por si é mais prejudicial a cada Estado.
Los países de la Unión Europea (UE) intentarán establecer mañana una posición conjunta sobre el conflicto del gas natural entre Rusia y Ucrania, que ha empezado a afectar a algunos países comunitarios que han visto reducido su suministro.
Ao fim de cinco dias, e depois de outros tantos, no final de 2008 que anteviam os espisódios que se seguiram, a Presidência checa decide coordenar posições dos 27.
Tanto Moscovo como Kiev já tinham pedido a participação europeia, que tem pecado por ausente.
Pode ser que o Presidente checo perceba nestes dias que a sua leitura do cada um por si é mais prejudicial a cada Estado.
domingo, 4 de janeiro de 2009
Uma vez mais se prova a falta do Tratado de Lisboa
Há quem aprecie o modelo das Presidências rotativas da UE, modo de dar projecção a cada um dos Estados-membros da UE. Como português, devo reconhecer que Portugal, sempre que assumiu a condução dos trabalhos europeus: 1992, 2000 e 2007, sempre deu provas de ter uma grande capacidade de organização e dinamismo, em especial as duas últimas Presidências que projectaram o futuro da UE e prestigiaram o nosso País.
Mas os tempos, cada vez mais, requerem uma UE interventora e efectiva, face aos tempos incertos e complexos que vivemos, sob pena dos 500 milhões de europeus continuarem a perder competitividade e contarem com menos segurança, nesta era globalizada.
Estes primeiros dias da Presidência checa vêm demonstrar como o modelo das Presidências está esgotado. A UE não pode ficar debilitada por um país ter pouco peso externo e, principalmente, pouca experiência de condução dos processos mundiais.
Em quatro dias, dois problemas à qual a Presidência checa ficou nas lonas: o conflito do Médio Oriente e a crise do gás, com o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, que já afecta a vida de milhares de pessoas da Polónia, Hungria, Roménia e Bulgária.
Se no caso do gás os checos até se demitiram de querer dirimir o conflito, como se não houvessem europeus prejudicados, no Médio Oriente foram cometidos erros graves, com leituras pouco dignas vindas de Praga, com o Ministro dos Negócios Estrangeiros checo a ter de corrigir a palavra de um alto quadro da diplomacia checa.
Por outro lado, assiste-se a um atropelo institucional, com Sarkozy, novamente, a ter uma atitude de deselegância. Primeiro foi com a Eslovénia, antecessora da França na condução da Presidência, com Paris a antecipar-se a Liubliana em vários dossiers, agora com a República Checa. Quem devia estar em périplo pelo Médio Oriente, em nome da UE, devia ser o Primeiro-Ministro checo, acompanhado do Senhor PESC. Ao invés, anda hoje, o Ministro dos Negócios Estrangeiros checo em périplo pelo Médio Oriente, e amanhã andará Sarkozy, com a pompa devida, que terá, naturalmente, dado ser o Chefe de Estado de uma das grandes potências europeias, mas que por si só, a França, não chegará para travar a escalada do conflito em Gaza, pois não tem o mesmo peso do que representar 27 Estados-membros.
E o incómodo na UE começa, e bem, a ter lugar, pois várias das infra-estruturas destruídas por Israel em Gaza foram pagas com o nosso dinheiro, dos contribuintes europeus.
Quem pensa que o Tratado de Lisboa não faz falta, eis mais um exemplo de como a actual arquitectura política não nos serve, não representa o potencial europeu e não conseguimos ser efectivos na nossa posição no mundo.
(Publicado no Câmara de Comuns)
Mas os tempos, cada vez mais, requerem uma UE interventora e efectiva, face aos tempos incertos e complexos que vivemos, sob pena dos 500 milhões de europeus continuarem a perder competitividade e contarem com menos segurança, nesta era globalizada.
Estes primeiros dias da Presidência checa vêm demonstrar como o modelo das Presidências está esgotado. A UE não pode ficar debilitada por um país ter pouco peso externo e, principalmente, pouca experiência de condução dos processos mundiais.
Em quatro dias, dois problemas à qual a Presidência checa ficou nas lonas: o conflito do Médio Oriente e a crise do gás, com o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, que já afecta a vida de milhares de pessoas da Polónia, Hungria, Roménia e Bulgária.
Se no caso do gás os checos até se demitiram de querer dirimir o conflito, como se não houvessem europeus prejudicados, no Médio Oriente foram cometidos erros graves, com leituras pouco dignas vindas de Praga, com o Ministro dos Negócios Estrangeiros checo a ter de corrigir a palavra de um alto quadro da diplomacia checa.
Por outro lado, assiste-se a um atropelo institucional, com Sarkozy, novamente, a ter uma atitude de deselegância. Primeiro foi com a Eslovénia, antecessora da França na condução da Presidência, com Paris a antecipar-se a Liubliana em vários dossiers, agora com a República Checa. Quem devia estar em périplo pelo Médio Oriente, em nome da UE, devia ser o Primeiro-Ministro checo, acompanhado do Senhor PESC. Ao invés, anda hoje, o Ministro dos Negócios Estrangeiros checo em périplo pelo Médio Oriente, e amanhã andará Sarkozy, com a pompa devida, que terá, naturalmente, dado ser o Chefe de Estado de uma das grandes potências europeias, mas que por si só, a França, não chegará para travar a escalada do conflito em Gaza, pois não tem o mesmo peso do que representar 27 Estados-membros.
E o incómodo na UE começa, e bem, a ter lugar, pois várias das infra-estruturas destruídas por Israel em Gaza foram pagas com o nosso dinheiro, dos contribuintes europeus.
Quem pensa que o Tratado de Lisboa não faz falta, eis mais um exemplo de como a actual arquitectura política não nos serve, não representa o potencial europeu e não conseguimos ser efectivos na nossa posição no mundo.
(Publicado no Câmara de Comuns)
Somas nulas com as vítimas de sempre
Faixa de Gaza: Invasão terrestre vai durar “muitos longos dias”
A intervenção terrestre não estava nos planos de Israel, até que uma reunião ministerial, sexta-feira à tarde, decidiu assumir a operação. As tréguas sugeridas por Paris a meio da semana caíram e não houve, depois, vontade de se encontrar campos de diálogo.
Em Israel, a campanha eleitoral deve ser feita com cobertura da intervenção terrestre que, a estender-se como Barak já avisou, não vai ser "curta nem fácil", pode conduzir ao enfraquecimento do Likud, grande favorito, ou ao seu engrandecimento.
Se a intervenção militar reforça o Kadima e os Trabalhistas, e retira argumentos aos falcões do Likud e da extrema-direita israelita, o surgir de soldados mortos e detidos pode sortir o efeito inverso. Hoje quase toda a população de Israel, de acordo com as sondagens, é a favor da missão terrestre. E talvez aqui reside um estímulo para o Governo decidir avançar com a missão terrestre. Porém, como sucede na opinião pública, em que os sentimentos e leituras são voláteis, nos próximos dias, mediante o impacto e alcance das operações, este apoio pode cair de modo abissal.
Na Palestina, apesar do enfraquecimento militar do Hamas em Gaza, que sairá mais débil deste ponto de vista, o Hamas ganha, e muito, em apoio popular. Por outro lado, o Hamas está a ser inteligente, procurando colar a posição da Fatah a Israel, na outra guerra, a civil, entre os palestinianos que há meses divide os palestinianos e continua bem presente, ainda que não seja a mais presente, dada a voz das armas que se fazem sentir de modo mais incisivo neste período.
Não considerei que Israel se metesse por Gaza adentro, pois não se sabe quando sairá, e o seu objectivo de derrubar o Hamas não acontecerá. Não pelo enfraquecimento da oligarquia do grupo mas pelo suporte das pessoas ao grupo, que continua a aumentar a cada dia que passa e à medida que Israel sobe o tom da intervenção, já de si pesada.
Provavelmente, dentro de uns tempos, quando as armas deixarem de ser usadas com tanta frequência, veremos as duas partes, cada um com o seu argumento, reclamar vitória.
Como sabem os governantes israelitas, o Hamas não vai perecer, sai, até, mais forte deste conflito, não perante Israel, mas os palestinianos e o mundo árabe e muçulmano. E esse objectivo Meshaal já alcançou. Mas não parece ser essa a preocupação imediata do Governo de Israel, mais preocupado com o poder de Tel Aviv.
O tempo acabará pode elucidar se este conflito tem a ver ou não com interesses internos da cada parte.
A fraqueza da UE, como actor político mundial, continua patente - a falta que faz o Tratado de Lisboa para dar efectiva competência de intervenção à União Europeia! A transição de Administração norte-americana também não ajuda. Washington nem se faz sentir nem se sabe onde está. E Blair, o enviado do Quarteto, nem se vê. Cada parte está por si e quem paga a factura, mais uma vez, são os inocentes das duas partes!
(Publicado no Câmara de Comuns)
A intervenção terrestre não estava nos planos de Israel, até que uma reunião ministerial, sexta-feira à tarde, decidiu assumir a operação. As tréguas sugeridas por Paris a meio da semana caíram e não houve, depois, vontade de se encontrar campos de diálogo.
Em Israel, a campanha eleitoral deve ser feita com cobertura da intervenção terrestre que, a estender-se como Barak já avisou, não vai ser "curta nem fácil", pode conduzir ao enfraquecimento do Likud, grande favorito, ou ao seu engrandecimento.
Se a intervenção militar reforça o Kadima e os Trabalhistas, e retira argumentos aos falcões do Likud e da extrema-direita israelita, o surgir de soldados mortos e detidos pode sortir o efeito inverso. Hoje quase toda a população de Israel, de acordo com as sondagens, é a favor da missão terrestre. E talvez aqui reside um estímulo para o Governo decidir avançar com a missão terrestre. Porém, como sucede na opinião pública, em que os sentimentos e leituras são voláteis, nos próximos dias, mediante o impacto e alcance das operações, este apoio pode cair de modo abissal.
Na Palestina, apesar do enfraquecimento militar do Hamas em Gaza, que sairá mais débil deste ponto de vista, o Hamas ganha, e muito, em apoio popular. Por outro lado, o Hamas está a ser inteligente, procurando colar a posição da Fatah a Israel, na outra guerra, a civil, entre os palestinianos que há meses divide os palestinianos e continua bem presente, ainda que não seja a mais presente, dada a voz das armas que se fazem sentir de modo mais incisivo neste período.
Não considerei que Israel se metesse por Gaza adentro, pois não se sabe quando sairá, e o seu objectivo de derrubar o Hamas não acontecerá. Não pelo enfraquecimento da oligarquia do grupo mas pelo suporte das pessoas ao grupo, que continua a aumentar a cada dia que passa e à medida que Israel sobe o tom da intervenção, já de si pesada.
Provavelmente, dentro de uns tempos, quando as armas deixarem de ser usadas com tanta frequência, veremos as duas partes, cada um com o seu argumento, reclamar vitória.
Como sabem os governantes israelitas, o Hamas não vai perecer, sai, até, mais forte deste conflito, não perante Israel, mas os palestinianos e o mundo árabe e muçulmano. E esse objectivo Meshaal já alcançou. Mas não parece ser essa a preocupação imediata do Governo de Israel, mais preocupado com o poder de Tel Aviv.
O tempo acabará pode elucidar se este conflito tem a ver ou não com interesses internos da cada parte.
A fraqueza da UE, como actor político mundial, continua patente - a falta que faz o Tratado de Lisboa para dar efectiva competência de intervenção à União Europeia! A transição de Administração norte-americana também não ajuda. Washington nem se faz sentir nem se sabe onde está. E Blair, o enviado do Quarteto, nem se vê. Cada parte está por si e quem paga a factura, mais uma vez, são os inocentes das duas partes!
(Publicado no Câmara de Comuns)
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Enquanto a UE dorme a Rússia avança
Russia and Serbia signed a controversial energy deal Wednesday for Russian state gas monopoly Gazprom to acquire Serbia's oil monopoly in exchange for building a gas pipeline through Serbia
Inteligentemente, a Rússia, pela Gazprom, continua a fazer magníficos negócios na Europa.
A UE, por seu turno, continua, de forma calma e passiva, a pagar uma factura energética elevada que, se não for precavida, poderá ser ainda mais cara dentro de alguns anos para todos nós.
(Publicado no Câmara de Comuns)
Inteligentemente, a Rússia, pela Gazprom, continua a fazer magníficos negócios na Europa.
A UE, por seu turno, continua, de forma calma e passiva, a pagar uma factura energética elevada que, se não for precavida, poderá ser ainda mais cara dentro de alguns anos para todos nós.
(Publicado no Câmara de Comuns)
domingo, 7 de dezembro de 2008
A ler
Cuando pase la actual crisis mundial, nada volverá a ser igual que antes. Occidente -Estados Unidos y Europa- sufre un declive relativo, mientras que las potencias emergentes de Asia y Latinoamérica estarán entre los ganadores.
una mala noticia para Europa, porque, cuando la crisis mundial quede atrás, los europeos, sencillamente, habrán perdido importancia. Y, por desgracia, Europa no sólo no está haciendo nada para evitar o invertir ese declive, sino que está acelerando el proceso con su propia conducta.
Joshcka Fischer continua a demonstrar uma lucidez que infelizmente os líderes europeus não estão a tomar em conta, desde logo a sua Chanceler alemã, Merkel.
Menos UE, neste século XXI, representa perda de competitividade e, por resultado, bem-estar.
una mala noticia para Europa, porque, cuando la crisis mundial quede atrás, los europeos, sencillamente, habrán perdido importancia. Y, por desgracia, Europa no sólo no está haciendo nada para evitar o invertir ese declive, sino que está acelerando el proceso con su propia conducta.
Joshcka Fischer continua a demonstrar uma lucidez que infelizmente os líderes europeus não estão a tomar em conta, desde logo a sua Chanceler alemã, Merkel.
Menos UE, neste século XXI, representa perda de competitividade e, por resultado, bem-estar.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Pior a emenda que o soneto
As medidas mais visíveis do plano de combate à recessão de Durão Barroso foram ontem fortemente contestadas pelos ministros das Finanças da União Europeia (UE), que exigiram mesmo a sua eliminação.
Como aqui se referiu, Barroso reagiu e actuou tarde face à crise mundial. Desta feita, na tentativa de marcar a agenda europeia, o plano do Presidente da Comissão, em grande parte feito à custa dos Orçamentos nacionais, mereceu a reprovação do Ecofin.
Como aqui se referiu, Barroso reagiu e actuou tarde face à crise mundial. Desta feita, na tentativa de marcar a agenda europeia, o plano do Presidente da Comissão, em grande parte feito à custa dos Orçamentos nacionais, mereceu a reprovação do Ecofin.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
As precipitações do Ocidente
Caminho da NATO está aberto para a Geórgia, diz secretário-geral da Aliança
No rescaldo do conflito no Cáucaso, que permitiu o ressurgimento da Rússia militar no palco internacional, as autoridades norte-americanas e europeias estão a proceder de forma precipitada. E a NATO e UE estão a ser as organizações que estão a transmitir este desconforto ocidental. Ainda que surjam de forma imponente, como se fossem intocáveis.
De Washington surgiu, primeiro, o apoio ao aliado Saakashvili, não vislumbrando a Casa Branca que a médio prazo o Presidente georgiano cairá, muito por causa da sua política errónea. Assim que a poeira deste conflito assentar, verificar-se-á como o Presidente georgiano conduziu o seu país para um beco, em vez de o fortalecer no quadro regional.
Depois, emerge um receio, pouco fundado, de uma intervenção análoga da Rússia na Ucrânia, que fez temer Bruxelas (UE). A dimensão da Ucrânia e posição no quadro regional é bastante superior à da Geórgia.
Na semana passada os responsáveis europeus, Sarkozy/Barroso/Solana, fizeram questão de ir a Kiev dizer ao Presidente Yushchenko que o acordo para adesão deste colosso da Europa central à UE será acelerado.
Os convites da NATO e UE aos dois Estados mais não representam uma clara aposta política de segurar os dois políticos, que nos podem ser prejudiciais. As políticas pouco consistentes que estão a seguir na Geórgia e Ucrânia enfraquecem as suas posições internas.
Por outro lado, estes convites, tanto para a NATO como para a adesão à UE, visam atacar indirectamente a Rússia. Mas os ataques diplomáticos feitos à Rússia nos últimos já estão a causar mossa, e se a chegada da embarcação de guerra Pedro, o Grande ao mar do Caribe é um lado visível, há acordos que o Kremlin está a selar e não são dos melhores. Moscovo já vendeu ao Irão armamento de defesa, que qualifica, e em muito, o poderio militar iraniano, num momento em que se sabe que o seu projecto nuclear está a desenvolver-se a bom ritmo, podendo Teerão estar na posse de poderio nuclear dentro de ano e meio.
As cinzas das relações entre o Ocidente e Moscovo ainda estão acesas e o Ocidente, em vez de as apagar, encarrega-se de as atear.
(Publicado no Câmara de Comuns)
No rescaldo do conflito no Cáucaso, que permitiu o ressurgimento da Rússia militar no palco internacional, as autoridades norte-americanas e europeias estão a proceder de forma precipitada. E a NATO e UE estão a ser as organizações que estão a transmitir este desconforto ocidental. Ainda que surjam de forma imponente, como se fossem intocáveis.
De Washington surgiu, primeiro, o apoio ao aliado Saakashvili, não vislumbrando a Casa Branca que a médio prazo o Presidente georgiano cairá, muito por causa da sua política errónea. Assim que a poeira deste conflito assentar, verificar-se-á como o Presidente georgiano conduziu o seu país para um beco, em vez de o fortalecer no quadro regional.
Depois, emerge um receio, pouco fundado, de uma intervenção análoga da Rússia na Ucrânia, que fez temer Bruxelas (UE). A dimensão da Ucrânia e posição no quadro regional é bastante superior à da Geórgia.
Na semana passada os responsáveis europeus, Sarkozy/Barroso/Solana, fizeram questão de ir a Kiev dizer ao Presidente Yushchenko que o acordo para adesão deste colosso da Europa central à UE será acelerado.
Os convites da NATO e UE aos dois Estados mais não representam uma clara aposta política de segurar os dois políticos, que nos podem ser prejudiciais. As políticas pouco consistentes que estão a seguir na Geórgia e Ucrânia enfraquecem as suas posições internas.
Por outro lado, estes convites, tanto para a NATO como para a adesão à UE, visam atacar indirectamente a Rússia. Mas os ataques diplomáticos feitos à Rússia nos últimos já estão a causar mossa, e se a chegada da embarcação de guerra Pedro, o Grande ao mar do Caribe é um lado visível, há acordos que o Kremlin está a selar e não são dos melhores. Moscovo já vendeu ao Irão armamento de defesa, que qualifica, e em muito, o poderio militar iraniano, num momento em que se sabe que o seu projecto nuclear está a desenvolver-se a bom ritmo, podendo Teerão estar na posse de poderio nuclear dentro de ano e meio.
As cinzas das relações entre o Ocidente e Moscovo ainda estão acesas e o Ocidente, em vez de as apagar, encarrega-se de as atear.
(Publicado no Câmara de Comuns)
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
A ler
hay que evitar tensiones inútiles con Rusia. Pero también debemos intentar que las estrategias para resolver las diferencias y evitar los conflictos no envíen señales de debilidad, especialmente en un momento en el que las interpretaciones triunfalistas del conflicto en Georgia amenazan con alimentar las ilusiones nacionalistas.
¡Qué viejas quedan ahora nuestras recientes obsesiones sobre cuestiones institucionales como el peso de los votos y el tamaño de la Comisión! Ha llegado el momento de que nos tomemos más en serio nuestras responsabilidades estratégicas.
La seguridad es, por supuesto, la dimensión más importante. Debemos estudiar la propuesta del presidente Medvédev para mejorar la arquitectura de la seguridad europea con un espíritu constructivo y abierto que reconozca la aportación concreta de Rusia a nuestra paz y nuestra estabilidad futuras. Pero debemos comprender también que esas discusiones se desarrollarán en paralelo a la ampliación de la OTAN y no la sustituirán de ninguna forma.
Um artigo muito pertinente do ex-Presidente polaco, Aleksander Kwasniewski, com o qual concordo com praticamente todos os pontos referidos.
¡Qué viejas quedan ahora nuestras recientes obsesiones sobre cuestiones institucionales como el peso de los votos y el tamaño de la Comisión! Ha llegado el momento de que nos tomemos más en serio nuestras responsabilidades estratégicas.
La seguridad es, por supuesto, la dimensión más importante. Debemos estudiar la propuesta del presidente Medvédev para mejorar la arquitectura de la seguridad europea con un espíritu constructivo y abierto que reconozca la aportación concreta de Rusia a nuestra paz y nuestra estabilidad futuras. Pero debemos comprender también que esas discusiones se desarrollarán en paralelo a la ampliación de la OTAN y no la sustituirán de ninguna forma.
Um artigo muito pertinente do ex-Presidente polaco, Aleksander Kwasniewski, com o qual concordo com praticamente todos os pontos referidos.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
A nossa hipocrisia
Ocidente denuncia reconhecimento russo das independências no Cáucaso
Tal como a Rússia denunciou o reconhecimento da independência do Kosovo.
Por vezes falta-nos moralidade para exigir aos outros o que não exigimos a nós.
Tal como a Rússia denunciou o reconhecimento da independência do Kosovo.
Por vezes falta-nos moralidade para exigir aos outros o que não exigimos a nós.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma
Proposta prevê negociações sobre futuro estatuto da Ossétia do Sul e Abkházia
Rússia aceita plano da UE para fim do conflito com a Geórgia
Para já, o plano que Sarkozy 'acordou' com Moscovo e Tblissi, a pouco mais conduz do que ao silêncio das armas.
A médio prazo, conduz as duas regiões a uma possível saída à la Kosovo.
Rússia aceita plano da UE para fim do conflito com a Geórgia
Para já, o plano que Sarkozy 'acordou' com Moscovo e Tblissi, a pouco mais conduz do que ao silêncio das armas.
A médio prazo, conduz as duas regiões a uma possível saída à la Kosovo.
domingo, 10 de agosto de 2008
O outro lado da intervenção russa na Geórgia - a "sorte" estónia
Há pouco mais de um ano, um conflito entre a Estónia, antiga república soviética báltica, e a Rússia rebentou, por causa de uma estátua removida da cidade de Tallin, que aludia ao triunfo dos soviéticos sobre os nazis. A estátua era encarada, na recém independente república báltica, como uma forma de presença e 'ocupação' russa em território estónio. Tudo isto num país em que cerca de um quarto da população é russa e as relações entre os autóctones e a comunidade russa não são as melhores.
Não fosse a integração da Estónia, em 2004, na NATO e na UE, e provavelmente aquilo que hoje se assiste na Geórgia já se poderia ter verificado no norte do Báltico no ano passado.
Além do ataque cibernético, a intervenção também deveria contar com vários 'utensílios' militares.
Quem pensa que as instituições nada valem e nada contam, fica o exemplo da Estónia, pois não fosse o "escudo", em especial da NATO, e hoje Kalininegrado não seria, talvez, a única região russa mais a ocidente. Não é por acaso que o Presidente georgiano quer a adesão do país à NATO e à UE. Se fosse Estado-membro, nunca a Rússia actuaria como está a proceder.
Não fosse a integração da Estónia, em 2004, na NATO e na UE, e provavelmente aquilo que hoje se assiste na Geórgia já se poderia ter verificado no norte do Báltico no ano passado.
Além do ataque cibernético, a intervenção também deveria contar com vários 'utensílios' militares.
Quem pensa que as instituições nada valem e nada contam, fica o exemplo da Estónia, pois não fosse o "escudo", em especial da NATO, e hoje Kalininegrado não seria, talvez, a única região russa mais a ocidente. Não é por acaso que o Presidente georgiano quer a adesão do país à NATO e à UE. Se fosse Estado-membro, nunca a Rússia actuaria como está a proceder.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Rússia procura aproximar Estados europeus de Moscovo
Dmitry Rogozin, Russia’s Ambassador to NATO delivered a new foreign policy concept of his country at the Russia-NATO Council session. Presenting the keynote document, he suggested that the western bloc should give up competing with Moscow and focus on the reconfiguration of the European security system together with Russia. Moscow hasn’t defined the new world order principles yet, but it has listed the shortcomings of the current one, “NATO’s swelling, the OSCE is not doing the things it should, and the Council of Europe interferes in the spheres out of its authority.”
Depois da decadência da era pós-soviética, que mergulhou a Rússia durante a década de 90 na penúria, eis que o gigante eslavo, oito anos depois da reconstrução do orgulho e força russas, feitas por Putin, mostra-se ao mundo como uma das principais potências.
Inteligentes, nesta nova fase política (que não é propriamente pós-Putin), os russos apelam a um entendimento com os europeus, de modo a manter as influências da NATO (leia-se: EUA) distantes dos acordos entre russos e UE.
Porém, a UE carece tanto da aliança com os EUA como de bons entendimentos com a Rússia.
Nestes momentos, em que os russos mostram o seu poderoso músculo, a UE continua a evidenciar a sua fraqueza, dada a inexistência de uma consequente política de segurança e defesa.
De aguardar, então, pela proposta eslava, a apresentar em Setembro próximo, para perceber melhor o que querem os russos da UE. Na certeza, porém, de no interior da União vários Estados, designadamente os outrora pertencentes ao Pacto de Varsóvia, encararem a proposta russa com muita desconfiança.
(Publicado no Câmara de Comuns)
Depois da decadência da era pós-soviética, que mergulhou a Rússia durante a década de 90 na penúria, eis que o gigante eslavo, oito anos depois da reconstrução do orgulho e força russas, feitas por Putin, mostra-se ao mundo como uma das principais potências.
Inteligentes, nesta nova fase política (que não é propriamente pós-Putin), os russos apelam a um entendimento com os europeus, de modo a manter as influências da NATO (leia-se: EUA) distantes dos acordos entre russos e UE.
Porém, a UE carece tanto da aliança com os EUA como de bons entendimentos com a Rússia.
Nestes momentos, em que os russos mostram o seu poderoso músculo, a UE continua a evidenciar a sua fraqueza, dada a inexistência de uma consequente política de segurança e defesa.
De aguardar, então, pela proposta eslava, a apresentar em Setembro próximo, para perceber melhor o que querem os russos da UE. Na certeza, porém, de no interior da União vários Estados, designadamente os outrora pertencentes ao Pacto de Varsóvia, encararem a proposta russa com muita desconfiança.
(Publicado no Câmara de Comuns)
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Segunda factura
Bruxelas anuncia cheque de 500 milhões de euros para o Kosovo
Depois dos EUA terem anunciado que vão doar 400 milhões de dólares, a UE anuncia que dará ao Kosovo cerca do dobro do cheque norte-americano.
Lá vamos começar a pagar uma independência ridícula.
Depois dos EUA terem anunciado que vão doar 400 milhões de dólares, a UE anuncia que dará ao Kosovo cerca do dobro do cheque norte-americano.
Lá vamos começar a pagar uma independência ridícula.
terça-feira, 8 de julho de 2008
A importância de Espanha para uma política de imigração europeia
El ministro español de Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, se ha mostrado hoy "satisfecho" con este Pacto Europeo de Inmigración, que ha cedido ante las propuestas de España y recoge lo esencial del modelo español en política migratoria.
El Gobierno español pactó la última redacción en una reunión con el Ejecutivo francés celebrada el pasado jueves en Madrid. Las sugerencias españolas influyeron en Francia que terminó por retirar el contrato de integración, que era un conjunto de obligaciones e imperativos para los inmigrantes. España recomendaba sustituirlo por un "equilibrio de derechos y deberes de los inmigrantes" con la única obligación de "respeto a las leyes del país de acogida".
Como aqui se referiu, em Fevereiro último, a vitória do PSOE nas legislativas espanholas teria um impacto significativo na política europeia de imigração, como se verifica agora.
Curiosa a forma como em França se apresenta o mesmo assunto, como um triunfo francês:
Les pays de l'UE acceptent le pacte sur l'immigration présenté par Paris
Mas a notícia acaba por reconhecer a importância de Espanha na modificação do projecto:
Les autorités espagnoles ont fait modifier ou supprimer plusieurs points contenus dans les versions précédentes du texte, notamment le fait de rendre obligatoire le contrat d'intégration aux candidats à l'immigration et d'interdire les régularisations massives d'immigrés illégaux.
El Gobierno español pactó la última redacción en una reunión con el Ejecutivo francés celebrada el pasado jueves en Madrid. Las sugerencias españolas influyeron en Francia que terminó por retirar el contrato de integración, que era un conjunto de obligaciones e imperativos para los inmigrantes. España recomendaba sustituirlo por un "equilibrio de derechos y deberes de los inmigrantes" con la única obligación de "respeto a las leyes del país de acogida".
Como aqui se referiu, em Fevereiro último, a vitória do PSOE nas legislativas espanholas teria um impacto significativo na política europeia de imigração, como se verifica agora.
Curiosa a forma como em França se apresenta o mesmo assunto, como um triunfo francês:
Les pays de l'UE acceptent le pacte sur l'immigration présenté par Paris
Mas a notícia acaba por reconhecer a importância de Espanha na modificação do projecto:
Les autorités espagnoles ont fait modifier ou supprimer plusieurs points contenus dans les versions précédentes du texte, notamment le fait de rendre obligatoire le contrat d'intégration aux candidats à l'immigration et d'interdire les régularisations massives d'immigrés illégaux.
terça-feira, 17 de junho de 2008
Checos suspendem ratificação do Tratado de Lisboa
No encontro que teve com o Presidente francês, em Praga, o Primeiro-Ministro checo, Mirek Topolanek, anunciou que a República Checa suspendeu o processo de ratificação do Tratado de Lisboa.
Por mais vontade que alguns políticos tenham em pretender ignorar o resultado do referendo irlandês, como o Chefe de Estado gaulês, não vale a pena negar o evidente. O resultado foi negativo e, por muito que não se aprecie, não pode ser menosprezada a vontade cívica dos cidadãos da República da Irlanda.
Compreendo que com a Presidência da UE à porta a França queira mostrar muito trabalho. Mas o trabalho a realizar nestes tempos bastante delicados requer paciência, coordenação, diálogo e entendimento, algo que não se coaduna muito com o exibicionismo, mais próprio de Sarkozy. Veremos se o inquilino mor do Eliseu deixa as vaidades de parte e realiza um bom trabalho no segundo semestre deste ano. A UE bem precisa!
Por mais vontade que alguns políticos tenham em pretender ignorar o resultado do referendo irlandês, como o Chefe de Estado gaulês, não vale a pena negar o evidente. O resultado foi negativo e, por muito que não se aprecie, não pode ser menosprezada a vontade cívica dos cidadãos da República da Irlanda.
Compreendo que com a Presidência da UE à porta a França queira mostrar muito trabalho. Mas o trabalho a realizar nestes tempos bastante delicados requer paciência, coordenação, diálogo e entendimento, algo que não se coaduna muito com o exibicionismo, mais próprio de Sarkozy. Veremos se o inquilino mor do Eliseu deixa as vaidades de parte e realiza um bom trabalho no segundo semestre deste ano. A UE bem precisa!
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Kofi Annan apela ao SIM irlandês
Vejo neste folheto do Fainna Fáil que até o ex-Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan, apela aos irlandeses para votarem a favor do Tratado de Lisboa.
Como se percebe, um horário muito alargado, no dia de hoje, podendo os eleitores votar entre as 7 e as 22 horas.
Como se percebe, um horário muito alargado, no dia de hoje, podendo os eleitores votar entre as 7 e as 22 horas.
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