A China admitiu hoje ter vendido ao governo do Zimbabué as armas a bordo do navio chinês em rota para Angola, com Pequim a defender a legalidade do negócio depois de Moçambique ter recusado à embarcação licença para aportar.
Há dias perguntava-se aqui se o Governo chinês tinha conhecimento da venda de armas chinesas ao Zimbabué. Hoje, segundo uma agência noticiosa chinesa, confirma-se a venda de armas da China ao Zimbabué.
Ainda se admiram as autoridadeas chinesas dos protestos de que são alvo pelo mundo.
O capitalismo do Comité Central no seu pior. Interessa o lucro, pouco importa a dimensão Humana.
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segunda-feira, 21 de abril de 2008
sábado, 19 de abril de 2008
A segurança do regime
O navio de pavilhão chinês, que transporta armas para o governo do Zimbabué e que estava ancorado ao largo do porto de Durban, zarpou e o seu destino pode agora ser Moçambique
Desta embarcação que teria um conteúdo para o Zimbabué resulta, desde logo, duas questões: quem é que enviou o navio carregado de armas? Terá o Governo de Pequim conhecimento disso?
Quanto a Mugabe, verifica-se que o senhor está mesmo disposto a manter o poder, custe o que custar.
Desta embarcação que teria um conteúdo para o Zimbabué resulta, desde logo, duas questões: quem é que enviou o navio carregado de armas? Terá o Governo de Pequim conhecimento disso?
Quanto a Mugabe, verifica-se que o senhor está mesmo disposto a manter o poder, custe o que custar.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Oposição zimbabueana à espera de milagres
O líder da oposição no Zimbabwe admite participar numa eventual segunda volta das eleições presidenciais, mas apenas se o escrutínio for acompanhado por observadores internacionais.
Tsvangirai deve considerar que em política aconteçam milagres, que no caso do Zimbabué se traduziria por algo como Mugabe ligar a Gordon Brown e pedir a ajuda da mais antiga democracia do mundo no acompanhamento e zelo pelo normal funcionamento da segunda volta das eleições presidenciais. Que ainda não se sabe se tem lugar, pois os resultados oficiais estão por divulgar. Estão quase a passar três semanas da eleição, da qual não se sabe nada. Ou melhor, saber até se sabe.
Tsvangirai deve considerar que em política aconteçam milagres, que no caso do Zimbabué se traduziria por algo como Mugabe ligar a Gordon Brown e pedir a ajuda da mais antiga democracia do mundo no acompanhamento e zelo pelo normal funcionamento da segunda volta das eleições presidenciais. Que ainda não se sabe se tem lugar, pois os resultados oficiais estão por divulgar. Estão quase a passar três semanas da eleição, da qual não se sabe nada. Ou melhor, saber até se sabe.
quinta-feira, 10 de abril de 2008
A retirada da oposição zimbabueana
La oposición de Zimbabue renuncia a participar en la segunda vuelta de las presidenciales
Estes novos desenvolvimentos nas eleições do Zimbabué, com a oposição a expressar que não vai participar na segunda volta, caso tenha lugar, pois avalia que obteve votos suficientes para ganhar no primeiro momento, pode ser um claro indício de que Mugabe está perto de renovar o poder.
Esta posição da oposição é curiosa, pois há uma semana Tsvangirai admitira, mesmo sem conhecer os resultados oficiais (ainda não publicados), que participaria na segunda volta. Agora não admite participar no acto.
Mugabe, como já se percebeu, 'espalhou' os seus emissários por todo o país, no sentido de manter o poder. E neste momento tudo indica que o mantenha.
Estes novos desenvolvimentos nas eleições do Zimbabué, com a oposição a expressar que não vai participar na segunda volta, caso tenha lugar, pois avalia que obteve votos suficientes para ganhar no primeiro momento, pode ser um claro indício de que Mugabe está perto de renovar o poder.
Esta posição da oposição é curiosa, pois há uma semana Tsvangirai admitira, mesmo sem conhecer os resultados oficiais (ainda não publicados), que participaria na segunda volta. Agora não admite participar no acto.
Mugabe, como já se percebeu, 'espalhou' os seus emissários por todo o país, no sentido de manter o poder. E neste momento tudo indica que o mantenha.
Começa-se a contar votos como Mugabe quer
O candidato da oposição zimbabueana Morgan Tsvangirai acusou o presidente de perpetrar "um golpe de Estado militar de facto", ao deslocar tropas para todo o país para "intimidar a população" antes da eventual segunda volta das presidenciais.
O partido de Mugabe pediu uma recontagem dos votos.
Mugabe não precisa de grandes financiamentos para a campanha eleitoral, conta com as Forças Armadas para darem uma mãozinha, seja a quem for, na inscrição e contagem dos boletins de voto.
Entretanto, à beira de se completarem 15 dias depois do dia da eleição ainda se aguarda o anúncio oficial dos resultados das presidenciais.
O partido de Mugabe pediu uma recontagem dos votos.
Mugabe não precisa de grandes financiamentos para a campanha eleitoral, conta com as Forças Armadas para darem uma mãozinha, seja a quem for, na inscrição e contagem dos boletins de voto.
Entretanto, à beira de se completarem 15 dias depois do dia da eleição ainda se aguarda o anúncio oficial dos resultados das presidenciais.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Enquanto se esperam os resultados oficiais
Morgan Tsvangirai's first stop on his African tour was South Africa
This move by Tsvangirai is seen by analysts as a call for a diplomatic intervention from African leaders and a request for support once it is clear he will lead the country.
Enquanto os resultados oficiais das presidenciais não são conhecidos, 10 dias depois do acto eleitoral, apesar de já se saber que Tsvangirai ganhou, o líder da oposição zimbabueana anda por África em busca de apoios. Resta saber se eles são efectivos e consequentes.
No Zimbabué, Mugabe deve continuar a procurar manter o seu poder. E nada indica que o destruidor do Zimbabué não atinja o seu propósito.
This move by Tsvangirai is seen by analysts as a call for a diplomatic intervention from African leaders and a request for support once it is clear he will lead the country.
Enquanto os resultados oficiais das presidenciais não são conhecidos, 10 dias depois do acto eleitoral, apesar de já se saber que Tsvangirai ganhou, o líder da oposição zimbabueana anda por África em busca de apoios. Resta saber se eles são efectivos e consequentes.
No Zimbabué, Mugabe deve continuar a procurar manter o seu poder. E nada indica que o destruidor do Zimbabué não atinja o seu propósito.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Os tentáculos de Mugabe começam a mexer-se
Um repórter norte-americano é um dos dois jornalistas estrangeiros detidos hoje pela polícia do Zimbabué num hotel de Harare, uma acção vista como intimidatória pela oposição ao presidente Mugabe, para o manter no poder.
A situação começa a apertar e Mugabe começa a defender o seu poder, como seria de esperar.
A situação começa a apertar e Mugabe começa a defender o seu poder, como seria de esperar.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
À espera de resultados
Têm sido emitidas nas últimas horas várias notícias bastante contraditórias em relação às eleições do Zimbabué do último sábado Umas indicam tendência de vitória para o líder da oposição, Tsvangirai, nas presidenciais, prevendo-se segunda volta, outras indiciam a manutenção do poder, a muito custo, de Mugabe. Outras, ainda, referem a negociação entre a oposição e Forças Armadas e de Segurança do país para conduzir o ditador à saída do poder. Algo entretanto desmentido.
Em Harare, pelas reportagens apresentadas, as pessoas manifestam apreensão por tanto tempo para se divulgar os resultados eleitorais. Já passaram três dias e nada.
Seja como for, e muito ainda se vai passar, mesmo depois de conhecidos os resultados, há algo que pode ter provocado um pequeno tremor na política zimbabueana: as declarações de Condoleeza Rice no domingo, quando, em visita ao Médio Oriente, acusou Mugabe de ser o responsável da catástrofe em que o Zimbabué se encontra.
Em Harare, pelas reportagens apresentadas, as pessoas manifestam apreensão por tanto tempo para se divulgar os resultados eleitorais. Já passaram três dias e nada.
Seja como for, e muito ainda se vai passar, mesmo depois de conhecidos os resultados, há algo que pode ter provocado um pequeno tremor na política zimbabueana: as declarações de Condoleeza Rice no domingo, quando, em visita ao Médio Oriente, acusou Mugabe de ser o responsável da catástrofe em que o Zimbabué se encontra.
terça-feira, 1 de abril de 2008
Esperado
Zimbabwe: partido de Mugabe protagoniza reviravolta nos resultados e ultrapassa oposição
Por que será que esta notícia não causa espanto?
Como Mugabe disse, ele, pessoalmente, nunca fez trafulhice. Agora quem conta os boletins de voto...
Por que será que esta notícia não causa espanto?
Como Mugabe disse, ele, pessoalmente, nunca fez trafulhice. Agora quem conta os boletins de voto...
domingo, 30 de março de 2008
Oxalá o Zimbabué não vire novo Quénia
«Nesta altura, já não temos dúvidas: seria necessário um milagre (a favor do presidente Robert Mugabe) para não ganharmos estas eleições. Para nós, estão ganhas», declarou o secretário-geral do Movimento para a Mudança Democrática (MDC), Tendai Biti.
Se a Comissão Eleitoral anunciar o contrário, a oposição «não aceitará, seria um roubo», afirmou o dirigente da oposição em conferência de imprensa.
(...)
«Não está nos meus hábitos cometer fraudes em eleições. Não ficaria com a consciência em paz se o fizesse», declarou Mugabe a jornalistas.
Instado sobre as suas possibilidades de vitória na eleições presidencial, o herói da guerra da independência respondeu: «Vou ganhar!».
Com tantos auto-proclamados-vencedores nas eleições de ontem, mesmo sem resultados (que deverão ser falsificados - sem esquecer a falta de condições para as pessoas exercerem o seu direito de voto, quer pelas poucas urnas quer pelos poucos boletins que não chegavam para os que participaram) espera-se que o recente caso das presidenciais quenianas não se repita no Zimbabué. O clima de guerra civil é a última coisa que o Zimbabué dispensa.
Se a Comissão Eleitoral anunciar o contrário, a oposição «não aceitará, seria um roubo», afirmou o dirigente da oposição em conferência de imprensa.
(...)
«Não está nos meus hábitos cometer fraudes em eleições. Não ficaria com a consciência em paz se o fizesse», declarou Mugabe a jornalistas.
Instado sobre as suas possibilidades de vitória na eleições presidencial, o herói da guerra da independência respondeu: «Vou ganhar!».
Com tantos auto-proclamados-vencedores nas eleições de ontem, mesmo sem resultados (que deverão ser falsificados - sem esquecer a falta de condições para as pessoas exercerem o seu direito de voto, quer pelas poucas urnas quer pelos poucos boletins que não chegavam para os que participaram) espera-se que o recente caso das presidenciais quenianas não se repita no Zimbabué. O clima de guerra civil é a última coisa que o Zimbabué dispensa.
Lógica Mugabe
o presidente Robert Mugabe, no poder desde a independência do Zimbabué em 1980, afirmou "nunca ter feito trafulha" em eleições.
Como relata a notícia, houve eleitores fantasmas nas eleições do Zimbabué de ontem. Se os fantasmas forem como as bruxas, nunca houve qualquer "trafulha" eleitoral, como refere o déspota.
O Zimbabué deve ser o país do mundo onde há mais fantasmas participantes, pois nunca faltam a um acto eleitoral. Agora sim, compreende-se a grande margem de apoio e popularidade de Mugabe, pois há um enorme grupo que não sofre com a inflação nem o desemprego.
Como relata a notícia, houve eleitores fantasmas nas eleições do Zimbabué de ontem. Se os fantasmas forem como as bruxas, nunca houve qualquer "trafulha" eleitoral, como refere o déspota.
O Zimbabué deve ser o país do mundo onde há mais fantasmas participantes, pois nunca faltam a um acto eleitoral. Agora sim, compreende-se a grande margem de apoio e popularidade de Mugabe, pois há um enorme grupo que não sofre com a inflação nem o desemprego.
sexta-feira, 28 de março de 2008
A direcção da FRELIMO devia dar-se ao respeito
Os principais partidos moçambicanos acham que as eleições de sábado no Zimbabué serão ganhas pelo candidato presidencial Robert Mugabe e pela ZANU-FP, num processo «livre e justo», segundo a Frelimo, mas que a oposição moçambicana considera estar «viciado à partida».
Lamenta-se que o principal partido moçambicano encare o processo eleitoral do Zimbabué de amanhã como "livre e justo", quando qualquer pessoa sabe que as eleições serão mais destacadas precisamente pela falta de liberdade e justiça. A não ser, claro está, que se alcance a Liberdade e a Justiça através de um desejado cataclismo que não permita a manutenção do poder por parte do ditador Mugabe.
Tendo em conta a experiência de democratização moçambicana, a FRELIMO de Guebuza podia ser fiel à abertura e transição que Chissano assumiu. Pelos vistos, esta FRELIMO prefere fazer de conta que o Zimbabué está bem e tem um sistema político democrático. É triste.
Lamenta-se que o principal partido moçambicano encare o processo eleitoral do Zimbabué de amanhã como "livre e justo", quando qualquer pessoa sabe que as eleições serão mais destacadas precisamente pela falta de liberdade e justiça. A não ser, claro está, que se alcance a Liberdade e a Justiça através de um desejado cataclismo que não permita a manutenção do poder por parte do ditador Mugabe.
Tendo em conta a experiência de democratização moçambicana, a FRELIMO de Guebuza podia ser fiel à abertura e transição que Chissano assumiu. Pelos vistos, esta FRELIMO prefere fazer de conta que o Zimbabué está bem e tem um sistema político democrático. É triste.
quinta-feira, 27 de março de 2008
O caminho da miséria e do caos
O Zimbabué conta com a eleição presidencial e legislativa depois da amanhã.
O coveiro do país, perdão, o Presidente do país, Robert Mugabe, apresenta nova candidatura, tendo um ex-Ministro das Finanças e o líder da oposição como principais adversários.
Dada a realidade do Zimbabué, é bem provável que Mugabe vença as eleições, não com mais votos, mas devido ao controlo do processo eleitoral. Tudo muito democrático!
O Zimbabué podia mudar de rumo no sábado. Infelizmente, as eleições indicaram o mesmo trajecto dos últimos anos: evidenciar que a miséria e o caos não têm fundo.
Sendo um dos países com mais riquezas em África, continua a espantar, tudo e todos, como tem o país mais de 100.000% de inflação, a maior do mundo, e uma taxa de desemprego na ordem dos 80%. Para Mugabe, está tudo no melhor dos mundos.
Oxalá me engane no prognóstico.
O coveiro do país, perdão, o Presidente do país, Robert Mugabe, apresenta nova candidatura, tendo um ex-Ministro das Finanças e o líder da oposição como principais adversários.
Dada a realidade do Zimbabué, é bem provável que Mugabe vença as eleições, não com mais votos, mas devido ao controlo do processo eleitoral. Tudo muito democrático!
O Zimbabué podia mudar de rumo no sábado. Infelizmente, as eleições indicaram o mesmo trajecto dos últimos anos: evidenciar que a miséria e o caos não têm fundo.
Sendo um dos países com mais riquezas em África, continua a espantar, tudo e todos, como tem o país mais de 100.000% de inflação, a maior do mundo, e uma taxa de desemprego na ordem dos 80%. Para Mugabe, está tudo no melhor dos mundos.
Oxalá me engane no prognóstico.
quarta-feira, 12 de março de 2008
A desgraça não tem fundo no Zimbabué
Mugabe proíbe brancos nos negócios
O presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, assinou uma lei que obriga à passagem para mãos de «indígenas» a parte maioritária de todos os negócios do país, noticia a CNN.
A nova lei implica, desta forma, que nenhuma empresa a operar no Zimbabué possa ser chefiada por brancos. Pelo menos 51 por cento das companhias têm de estar debaixo de controlo de pessoas negras.
De mal a pior. Entretanto, a inflação vai continuando a bater recordes:
Inflation in Zimbabwe currently stands at 66,212.3 per cent.
O presidente do Zimbabué, Robert Mugabe, assinou uma lei que obriga à passagem para mãos de «indígenas» a parte maioritária de todos os negócios do país, noticia a CNN.
A nova lei implica, desta forma, que nenhuma empresa a operar no Zimbabué possa ser chefiada por brancos. Pelo menos 51 por cento das companhias têm de estar debaixo de controlo de pessoas negras.
De mal a pior. Entretanto, a inflação vai continuando a bater recordes:
Inflation in Zimbabwe currently stands at 66,212.3 per cent.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Ver para crer
South Africa is leading efforts to mediate an agreement between Mugabe's Zanu PF party and the Zimbabwean opposition to start a process of transition and ensure fair elections next year. Such a deal could be presented at Lisbon.
No sábado se verá se há entendimento em Lisboa quanto ao futuro político do Zimbabué.
No sábado se verá se há entendimento em Lisboa quanto ao futuro político do Zimbabué.
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Desfazer dúvidas
Esteve bem o Ministro dos Negócios Estrangeiros, ao declarar que a presença do Presidente do Zimbabué, na Cimeira UE/África, não seria a melhor para os trabalhos, pois as atenções seriam desviadas para questões secundárias.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Argumento sem sentido de Praga
República Checa admite «faltar» a cimeira com Mugabe
Depois dos britânicos, são os checos a anunciar cortar-se à presença, ao mais alto nível, na Cimeira UE/África, caso o Presidente do Zimbabué se desloque a Lisboa.
Dos súbditos de Sua Majestade ainda se percebem as razões, agora dos checos?
O euro-cepticismo (dominante no poder político checo) dá nisto. Apresentam-se argumentos sem razão, pois, nesse caso, não seria só Mugabe que convidaria os políticos checos a não estar em Lisboa no final do ano.
Depois dos britânicos, são os checos a anunciar cortar-se à presença, ao mais alto nível, na Cimeira UE/África, caso o Presidente do Zimbabué se desloque a Lisboa.
Dos súbditos de Sua Majestade ainda se percebem as razões, agora dos checos?
O euro-cepticismo (dominante no poder político checo) dá nisto. Apresentam-se argumentos sem razão, pois, nesse caso, não seria só Mugabe que convidaria os políticos checos a não estar em Lisboa no final do ano.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Posição sensata
O primeiro-ministro do pequeno arquipélago já assegurou não se juntar às posições extremas da Zâmbia e Moçambique.
Neste imbróglio que se gerou, pela vinda ou não do Presidente do Zimbabué a Lisboa, para participar na Cimeira UE/União Africana, foram várias as vozes em África que fizeram questão de dizer que se Mugabe não vem, então os seus países não se farão representar ao mais alto nível.
Primeiro a Zâmbia, depois Moçambique. Este último causa mais espanto, dado ser um Estado lusófono, e vizinho do Zimbabué, e poder, neste caso concreto, desempenhar um papel importante, de mediador, no sentido de solucionar, não complicar.
A Cimeira é tão importante para a UE como é para a UA. Se calhar, atendendo à personalidade do actual Presidente moçambicano até se pode perceber. Não estou a ver Chissano actuar deste modo. Se calhar procederia no sentido de resolver este conflito e seria um dos políticos africanos mais interessados no sucesso da Cimeira. A Lusofonia podia ganhar uma dimensão mais relevante. Mas, enfim, um é Estadista, outro não!
De Cabo Verde veio, até ao momento, a posição mais sensata. É preciso realizar um encontro que não tem lugar há sete anos e está muito em causa.
O encontro é importante para todas as partes. Houvesse, pois, interesse em encarar a Cimeira como um ponto de união e procura de respostas conjuntas para as múltiplas e complexas questões que se apresentam aos dois lados, e não de discórdia, a Cimeira não estaria, neste momento, à beira de falhar nos seus objectivos.
A atitude dos responsáveis políticos cabo-verdianos dá, por outro lado, em termos lusófonos, um sinal de manifesta ajuda e cooperação a Lisboa. Pena que em Maputo a lusofonia não diga muito a quem tem responsabilidades.
Neste imbróglio que se gerou, pela vinda ou não do Presidente do Zimbabué a Lisboa, para participar na Cimeira UE/União Africana, foram várias as vozes em África que fizeram questão de dizer que se Mugabe não vem, então os seus países não se farão representar ao mais alto nível.
Primeiro a Zâmbia, depois Moçambique. Este último causa mais espanto, dado ser um Estado lusófono, e vizinho do Zimbabué, e poder, neste caso concreto, desempenhar um papel importante, de mediador, no sentido de solucionar, não complicar.
A Cimeira é tão importante para a UE como é para a UA. Se calhar, atendendo à personalidade do actual Presidente moçambicano até se pode perceber. Não estou a ver Chissano actuar deste modo. Se calhar procederia no sentido de resolver este conflito e seria um dos políticos africanos mais interessados no sucesso da Cimeira. A Lusofonia podia ganhar uma dimensão mais relevante. Mas, enfim, um é Estadista, outro não!
De Cabo Verde veio, até ao momento, a posição mais sensata. É preciso realizar um encontro que não tem lugar há sete anos e está muito em causa.
O encontro é importante para todas as partes. Houvesse, pois, interesse em encarar a Cimeira como um ponto de união e procura de respostas conjuntas para as múltiplas e complexas questões que se apresentam aos dois lados, e não de discórdia, a Cimeira não estaria, neste momento, à beira de falhar nos seus objectivos.
A atitude dos responsáveis políticos cabo-verdianos dá, por outro lado, em termos lusófonos, um sinal de manifesta ajuda e cooperação a Lisboa. Pena que em Maputo a lusofonia não diga muito a quem tem responsabilidades.
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