As Armenia and Turkey come close to normalizing ties, which will not only contribute to the stability of the volatile South Caucasus but also to relations between Ankara and Yerevan, Azerbaijan has taken a last minute stance that can only be perceived as an act of sabotage supported by Russia.
The implementation of the package long negotiated between Turkey and Armenia, with Azerbaijan being informed of almost all steps, has now been jeopardized by both Azerbaijan and Russia.
Um artigo interessante, a merecer leitura, para perceber um pouco mais do que se passa em termos de entendimentos, e desentendimentos, no Cáucaso.
terça-feira, 14 de abril de 2009
As peculiaridades do sistema político argentino
Kirchner vuelve al ruedo político para apuntalar el Gobierno de su esposa
El ex presidente argentino encabeza la lista de Buenos Aires en las legislativas
La batalla de Buenos Aires se juega a una especie de todo o nada, en la que Néstor Kirchner pretende introducir el máximo de crispación posible. Aunque hasta ahora el ex presidente no ha dicho nada al respecto, en su entorno son frecuentes las alusiones a que una derrota en las elecciones de junio podrían llevar a Cristina Fernández a considerar una dimisión. La pérdida de las elecciones dificultaría extraordinariamente su mandato, teniendo que negociar día a día mayorías parlamentarias, pero aun así resulta difícil creer que esté dispuesta a abandonar el cargo sin dar la pelea y cuando falta realmente tanto tiempo para cumplir su periodo presidencial.
Como sempre, o sistema político argentino volta a ser fértil em candidaturas bizarras. Depois de cumprir dois mandatos presidenciais, de ter aberto a porta à sua mulher para suceder na Chefia de Estado, eis o regresso aos palcos principais da política Néstor Kirchner, para assumir a candidatura do Partido Justicialista nas legislativas de Junho próximo, pelo círculo de Buenos Aires.
A ter fé nas palavras do espanhol El País, prevê-se que as legislativas sejam um referendo ao mandato de Cristina Kirchner.
Para já, a Chefe de Estado tem vindo a perder força na confiança que os argentinos depositam na sua número um.
O regresso de Néstor é aquilo que popularmente se designa como: colocar a carne toda no assador. Veremos como se sai o casal mais poderoso da Argentina.
El ex presidente argentino encabeza la lista de Buenos Aires en las legislativas
La batalla de Buenos Aires se juega a una especie de todo o nada, en la que Néstor Kirchner pretende introducir el máximo de crispación posible. Aunque hasta ahora el ex presidente no ha dicho nada al respecto, en su entorno son frecuentes las alusiones a que una derrota en las elecciones de junio podrían llevar a Cristina Fernández a considerar una dimisión. La pérdida de las elecciones dificultaría extraordinariamente su mandato, teniendo que negociar día a día mayorías parlamentarias, pero aun así resulta difícil creer que esté dispuesta a abandonar el cargo sin dar la pelea y cuando falta realmente tanto tiempo para cumplir su periodo presidencial.
Como sempre, o sistema político argentino volta a ser fértil em candidaturas bizarras. Depois de cumprir dois mandatos presidenciais, de ter aberto a porta à sua mulher para suceder na Chefia de Estado, eis o regresso aos palcos principais da política Néstor Kirchner, para assumir a candidatura do Partido Justicialista nas legislativas de Junho próximo, pelo círculo de Buenos Aires.
A ter fé nas palavras do espanhol El País, prevê-se que as legislativas sejam um referendo ao mandato de Cristina Kirchner.
Para já, a Chefe de Estado tem vindo a perder força na confiança que os argentinos depositam na sua número um.
O regresso de Néstor é aquilo que popularmente se designa como: colocar a carne toda no assador. Veremos como se sai o casal mais poderoso da Argentina.
Aperta-se o cerco a Saakashvili
Cerca de vinte mil pessoas reuniram-se hoje em frente ao parlamento em Tbilissi para exigir a demissão do presidente
A Geórgia pode estar à beira de uma nova revolução rosa. Desta vez, o líder da revolução de 2003, Saakashvili, é o visado da onda de contestação ao seu mandato presidencial, que falhou rotundamente.
Nem mesmo a guerra com a Rússia, que espoletou no Verão passado, lhe serve de argumento, dado o estado do país e a sua despótica e populista governação serem contribuintes para a degradação deste Estado do Cáucaso.
A Geórgia pode estar à beira de uma nova revolução rosa. Desta vez, o líder da revolução de 2003, Saakashvili, é o visado da onda de contestação ao seu mandato presidencial, que falhou rotundamente.
Nem mesmo a guerra com a Rússia, que espoletou no Verão passado, lhe serve de argumento, dado o estado do país e a sua despótica e populista governação serem contribuintes para a degradação deste Estado do Cáucaso.
O acentuar da derrocada de Fidel
Obama põe fim às restrições de viagens e ao envio de dinheiro para Cuba
Depois de décadas a alimentar o embargo, grande sustento das teses e posições de Fidel contra os EUA, Obama dá mais um passo no sentido de derrubar o sistema económico e social cubano, com o fim das restrições norte-americanas.
A Cimeira das Américas, dentro de dias, em Trinidad e Tobago, será um momento de interesse, em especial pelo possível encontro entre Obama e Raúl. Este confronta-se, cada vez mais, com o seu papel na história de Cuba: será o homem da transição ou o último líder comunista da ilha?
Depois de décadas a alimentar o embargo, grande sustento das teses e posições de Fidel contra os EUA, Obama dá mais um passo no sentido de derrubar o sistema económico e social cubano, com o fim das restrições norte-americanas.
A Cimeira das Américas, dentro de dias, em Trinidad e Tobago, será um momento de interesse, em especial pelo possível encontro entre Obama e Raúl. Este confronta-se, cada vez mais, com o seu papel na história de Cuba: será o homem da transição ou o último líder comunista da ilha?
domingo, 12 de abril de 2009
O regresso de W.
l'appuntamento più atteso è la cena della prossima settimana, che vedrà tutta o quasi la sua vecchia squadra della West Wing convergere a Dallas per discutere con l'ex boss il futuro del George Bush Policy Institute, il centro di studi che veglierà sulla sua eredità politica. Ci sarà Condoleezza Rice, tornata agli studi di Stanford e all'antica passione per i Led Zeppelin. Ci saranno gli ex consiglieri Dan Bartlett e Karen Hughes, fedelissima dai tempi in cui era governatore del Texas. Verrà l'ex «speechwriter» Michael Gerson, ora editorialista del Washington Post. Ci andrà Karl Rove, il «boy genius» che fu l'architetto delle vittorie elettorali e ora, su Fox News e sul Wall Street Journal, guida la battaglia conservatrice contro l'Amministrazione democratica.
Enquanto os Republicanos começam a construir um caminho alternativo ao de Obama, W. começa a preparar-se para modelar a sua história como Presidente dos EUA. Onde Obama falhar, lá surgirão os 'wzinhos' a argumentar que o mandato anterior foi cheio de virtudes e méritos.
Enquanto os Republicanos começam a construir um caminho alternativo ao de Obama, W. começa a preparar-se para modelar a sua história como Presidente dos EUA. Onde Obama falhar, lá surgirão os 'wzinhos' a argumentar que o mandato anterior foi cheio de virtudes e méritos.
Novas ameaças da ETA
ETA señala al Gobierno socialista de Patxi López como 'objetivo prioritario'
Patxi López ainda não tomou posse como lehendakari e a ETA já ameaça o próximo líder do Governo de Vitória.
Uma das áreas que merecerá atenção ao longo dos próximos anos, da governação socialista basca, em acordo com o PP, será a forma de posicionamento do Governo basco frente à ETA.
Patxi López ainda não tomou posse como lehendakari e a ETA já ameaça o próximo líder do Governo de Vitória.
Uma das áreas que merecerá atenção ao longo dos próximos anos, da governação socialista basca, em acordo com o PP, será a forma de posicionamento do Governo basco frente à ETA.
Bouteflika supera espectativas
A vitória era certa e o principal adversário era a abstenção: o chefe de Estado argelino, Abdelaziz Bouteflika, de 72 anos, foi reeleito para um terceiro mandato com 90,24 por cento dos votos na eleição de quinta-feira, anunciou hoje o ministro do Interior, Yazid Zerhouni. E a abstenção, segundo os números oficiais, foi bem menor do que se temia, com 74,54 dos mais de 20 milhões de eleitores a irem às urnas.
A vitória esmagadora sob forma de plebiscito de Bouteflika, eleito após ter feito alterar a Constituição para pôr fim ao limite de mandatos presidenciais, não teve nada de surpreendente. Supresas houve com a elevada participação: em 2004 tinham votado 58,07 por cento dos eleitores, desta vez votaram perto de 75 por cento.
O referendo presidencial de quinta-feira correu extremamente bem a Bouteflika. A maioria dos argelinos apoia a sua governação. Como os resultados demonstram.
Resta saber se o Presidente argelino continuará com frescura e força para dar reptos aos desafios que o país enfrenta, tanto em termos económicos como de segurança. E que dizem tanto respeito aos argelinos, em primeiro lugar, como aos europeus. Dada a proximidade cada vez maior entre as duas margens do Mediterrâneo.
A vitória esmagadora sob forma de plebiscito de Bouteflika, eleito após ter feito alterar a Constituição para pôr fim ao limite de mandatos presidenciais, não teve nada de surpreendente. Supresas houve com a elevada participação: em 2004 tinham votado 58,07 por cento dos eleitores, desta vez votaram perto de 75 por cento.
O referendo presidencial de quinta-feira correu extremamente bem a Bouteflika. A maioria dos argelinos apoia a sua governação. Como os resultados demonstram.
Resta saber se o Presidente argelino continuará com frescura e força para dar reptos aos desafios que o país enfrenta, tanto em termos económicos como de segurança. E que dizem tanto respeito aos argelinos, em primeiro lugar, como aos europeus. Dada a proximidade cada vez maior entre as duas margens do Mediterrâneo.
sábado, 11 de abril de 2009
As birras do populismo latino-americano
Mil outros bolivianos juntaram-se ao Presidente Evo Morales na greve de fome que este iniciou na quinta-feira para impor celeridade à antecipação das eleições gerais de que depende a sua continuação no cargo – o que a oposição não deseja.
No palácio presidencial, de cama, Morales, que continua a trabalhar, disse que não deixará o protesto enquanto a lei não for aprovada, pedindo no entanto aos partidários que iniciaram a greve de solidariedade que a abandonem na próxima semana. “Vamos continuar a lutar, de maneira pacífica, pela justiça”, disse.
Morales quer antecipar a eleição presidencial e os opositores não concordam. A data de 6 de Dezembro há muito que estava prevista. Como não aprecia o não ceder da oposição, Morales faz birra e assume uma greve de fome. Veremos quem cede primeiro, se a fome ou a convicção da oposição?
No palácio presidencial, de cama, Morales, que continua a trabalhar, disse que não deixará o protesto enquanto a lei não for aprovada, pedindo no entanto aos partidários que iniciaram a greve de solidariedade que a abandonem na próxima semana. “Vamos continuar a lutar, de maneira pacífica, pela justiça”, disse.
Morales quer antecipar a eleição presidencial e os opositores não concordam. A data de 6 de Dezembro há muito que estava prevista. Como não aprecia o não ceder da oposição, Morales faz birra e assume uma greve de fome. Veremos quem cede primeiro, se a fome ou a convicção da oposição?
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Mais um exemplo de ultra democracia
A democracia avançada, como o PCP considera a Coreia do Norte, deu, hoje, mais um grande passo na consolidação do regime de Liberdades e Garantias, assente nos Direitos Humanos, com a reeleição do grande timoneiro.
Eleição presidencial argelina
Abdelaziz Boteflika cumpre hoje um referendo ao seu mandato e os argelinos dirão nas urnas que querem que e o seu Presidente continue em exercício de funções.
Mudada a Constituição, que limitava a função presidencial a dois madantos, Bouteflika recebe, hoje, o apoio para um terceiro mandato. Porém, os reptos são maiores do que o seu interesse pessoal no cargo, pois a sua idade avançada e, sobretudo, a sua frágil saúde, representam um problema em termos de sucessão, que mais ano menos ano terá de acontecer.
O petróleo pode ajudar muito o Estado argelino, mas a segurança é uma área delicada e que ameaça argelinos e europeus. Infelizmente, a eleição de hoje não nos dá grandes respostas neste ponto. Sabemos que o combate ao ramo da Al-Qaeda continuará, mas quanto ao garantir um futuro estável neste grande país do Magreb, a interrogação da era pos-Bouteflika continua.
Mudada a Constituição, que limitava a função presidencial a dois madantos, Bouteflika recebe, hoje, o apoio para um terceiro mandato. Porém, os reptos são maiores do que o seu interesse pessoal no cargo, pois a sua idade avançada e, sobretudo, a sua frágil saúde, representam um problema em termos de sucessão, que mais ano menos ano terá de acontecer.
O petróleo pode ajudar muito o Estado argelino, mas a segurança é uma área delicada e que ameaça argelinos e europeus. Infelizmente, a eleição de hoje não nos dá grandes respostas neste ponto. Sabemos que o combate ao ramo da Al-Qaeda continuará, mas quanto ao garantir um futuro estável neste grande país do Magreb, a interrogação da era pos-Bouteflika continua.
A queda iminente de Saakashvili
The opposition in Georgia is launching mass protests in an attempt to oust President Mikheil Saakashvili.
Resta saber quando o actual Presidente georgiano perderá o poder.
Resta saber quando o actual Presidente georgiano perderá o poder.
O primeiro passo para o fim do Governo socialista?
Zapatero y los nuevos ministros, que ya han tomado posesión de sus cargos, solicitan comparecer lo antes posible en el Congreso de los Diputados
Esta remodelação governamental de Zapatero bem pode ser o princípio do fim do Governo do PSOE.
Quando se falava em mudar a equipa, restava saber as áreas, mas de longe a que menos se esperaria era a das Finanças/Economia, a cargo do experiente e respeitado Pedro Solbes. Até por ser a área de que se espera melhores respostas na actualidade, no sentido de combater a crise e evitar a previsão, cada vez mais próxima de se concretizar, de uma taxa de desemprego na ordem dos 20%.
Ao sair Solbes, alegando razões de desgaste dada a crise, para refrescar e consolidar o Governo, seria desejável alguém de fora do actual Governo e com peso, se não político pelo menos técnico, nas áreas. Joaquín Almunia, actual Comissário Europeu dos Assuntos Económicos, seria uma boa e forte resposta. Nada disso se verificou. Zapatero convidou Elena Salgado, até à data Ministra da Administração Pública.
Depois, nas outras mudanças, não é menos relevante a chamada do peso pesado andaluz, Manuel Chavez, Presidente da Andaluzia, e do todo poderoso da máquina socialista espanhola, José Blanco.
As europeias serão o primeiro grande teste de Zapatero e das suas políticas, nas quais a direita surge forte, no seguimento do bom resultado das autonómicas, em especial pela reconquista da liderança da Xunta da Galiza.
O PP de Rajoy, apesar dos escândalos de que se tem visto envolvido, por causa de casos com elementos do PP de Madrid e Valência, pode alcançar uma vitória em 7 de Junho.
Com escolhas feitas no âmbito de um núcleo muito restrito, quer do Governo quer do partido, Zapatero parece demonstrar pouca capacidade de atrair melhores e inovados valores ao Governo.
Esta remodelação governamental de Zapatero bem pode ser o princípio do fim do Governo do PSOE.
Quando se falava em mudar a equipa, restava saber as áreas, mas de longe a que menos se esperaria era a das Finanças/Economia, a cargo do experiente e respeitado Pedro Solbes. Até por ser a área de que se espera melhores respostas na actualidade, no sentido de combater a crise e evitar a previsão, cada vez mais próxima de se concretizar, de uma taxa de desemprego na ordem dos 20%.
Ao sair Solbes, alegando razões de desgaste dada a crise, para refrescar e consolidar o Governo, seria desejável alguém de fora do actual Governo e com peso, se não político pelo menos técnico, nas áreas. Joaquín Almunia, actual Comissário Europeu dos Assuntos Económicos, seria uma boa e forte resposta. Nada disso se verificou. Zapatero convidou Elena Salgado, até à data Ministra da Administração Pública.
Depois, nas outras mudanças, não é menos relevante a chamada do peso pesado andaluz, Manuel Chavez, Presidente da Andaluzia, e do todo poderoso da máquina socialista espanhola, José Blanco.
As europeias serão o primeiro grande teste de Zapatero e das suas políticas, nas quais a direita surge forte, no seguimento do bom resultado das autonómicas, em especial pela reconquista da liderança da Xunta da Galiza.
O PP de Rajoy, apesar dos escândalos de que se tem visto envolvido, por causa de casos com elementos do PP de Madrid e Valência, pode alcançar uma vitória em 7 de Junho.
Com escolhas feitas no âmbito de um núcleo muito restrito, quer do Governo quer do partido, Zapatero parece demonstrar pouca capacidade de atrair melhores e inovados valores ao Governo.
A histórica condenação de Fujimori
O escritor peruano Mario Vargas Llosa disse nesta quarta-feira que a sentença de 25 anos de prisão contra o ex-presidente Alberto Fujimori é uma vacina contra os aspirantes a ditadores, atuais e futuros, e chamou a América Latina a comemorar.
É uma decisão histórica na América Latina, o julgamento e condenação de um antigo Chefe de Estado. Apesar do mundo ter depositado mais atenções no caso de Pinochet, o de Fujimori não era menos grave.
Veremos se esta condenção é um marco e exemplo para a América Latina, como diz o escritor e candidato derrotado por Alberto Fujimori, Mario Vargas Llosa.
Em termos internos, do Peru, veremos o que fará e acontecerá a Keiko Fujimori, a filha do agora condenado, e candidata presidencial em 2011.
É uma decisão histórica na América Latina, o julgamento e condenação de um antigo Chefe de Estado. Apesar do mundo ter depositado mais atenções no caso de Pinochet, o de Fujimori não era menos grave.
Veremos se esta condenção é um marco e exemplo para a América Latina, como diz o escritor e candidato derrotado por Alberto Fujimori, Mario Vargas Llosa.
Em termos internos, do Peru, veremos o que fará e acontecerá a Keiko Fujimori, a filha do agora condenado, e candidata presidencial em 2011.
domingo, 5 de abril de 2009
Aquece a luta entre tucanos na corrida ao Planalto
Houve uma nítida mudança de tom na disputa entre os governadores de São Paulo, José Serra, e de Minas Gerais, Aécio Neves, pela disputa da candidatura presidencial do PSDB em 2010. Nas últimas semanas, ações discretas de bastidor foram feitas no sentido de tentar realizar um acordo entre Serra e Aécio.
Serra autorizou emissários a dizer a Aécio mais ou menos o seguinte. Ambos desejam ser presidente. Ambos precisam um do outro para chegar lá. Aos 68 anos na época da eleição, Serra disse que seria sua última tentativa de conquistar o Palácio do Planalto. Afirmou que, se tiver o apoio de Aécio e vencer, vai se empenhar para acabar com a reeleição. Cumpriria quatro anos e apoiaria o Aécio com força em 2014.
Os relatos sobre a reação do governador mineiro são diferentes. Mas todos têm em comum o seguinte: Aécio reduziu o ímpeto para transformar a disputa numa guerra fratricida. Para alguns tucanos, ele ainda tentará se viabilizar como candidato em 2010. Para outros, ficou sensibilizado com a mensagem de Serra e poderia compor.
Aécio disse na sexta-feira que as primárias são inevitáveis no PSDB, para definir quem vai defrontar nas urnas Dilma Roussef, a escolha de Lula para lhe suceder.
Com as notícias hoje publicadas, de que José Serra, por intermédio de Fernando Henrique Cardoso, procura um entendimento com o Governador de Minas Gerais, dá a entender que Aécio pode ter a candidatura assegurada em 2014, o que significa que Serra só pensa no cumprimento de um mandato, se ganhar.
Do lado de Serra teme-se que a disputa interna desgaste o PSDB e favoreça Roussef. Entendimento que Aécio não deve partilhar, pois isso significaria o fim dos seus sonhos, de suceder a Lula.
Quem parece, no entanto, entusiasmado com as primárias é Geraldo Alckmin, o candidato derrotado por Lula em 2006, e recentemente derrotado na corrida à Câmara de São Paulo. E não é para menos. Uma disputa fratricida, entre Serra e Aécio, tornaria Alckmin um nome forte no seio do PSDB.
(Publicado no Câmara de Comuns)
Serra autorizou emissários a dizer a Aécio mais ou menos o seguinte. Ambos desejam ser presidente. Ambos precisam um do outro para chegar lá. Aos 68 anos na época da eleição, Serra disse que seria sua última tentativa de conquistar o Palácio do Planalto. Afirmou que, se tiver o apoio de Aécio e vencer, vai se empenhar para acabar com a reeleição. Cumpriria quatro anos e apoiaria o Aécio com força em 2014.
Os relatos sobre a reação do governador mineiro são diferentes. Mas todos têm em comum o seguinte: Aécio reduziu o ímpeto para transformar a disputa numa guerra fratricida. Para alguns tucanos, ele ainda tentará se viabilizar como candidato em 2010. Para outros, ficou sensibilizado com a mensagem de Serra e poderia compor.
Aécio disse na sexta-feira que as primárias são inevitáveis no PSDB, para definir quem vai defrontar nas urnas Dilma Roussef, a escolha de Lula para lhe suceder.
Com as notícias hoje publicadas, de que José Serra, por intermédio de Fernando Henrique Cardoso, procura um entendimento com o Governador de Minas Gerais, dá a entender que Aécio pode ter a candidatura assegurada em 2014, o que significa que Serra só pensa no cumprimento de um mandato, se ganhar.
Do lado de Serra teme-se que a disputa interna desgaste o PSDB e favoreça Roussef. Entendimento que Aécio não deve partilhar, pois isso significaria o fim dos seus sonhos, de suceder a Lula.
Quem parece, no entanto, entusiasmado com as primárias é Geraldo Alckmin, o candidato derrotado por Lula em 2006, e recentemente derrotado na corrida à Câmara de São Paulo. E não é para menos. Uma disputa fratricida, entre Serra e Aécio, tornaria Alckmin um nome forte no seio do PSDB.
(Publicado no Câmara de Comuns)
A adesão turca à UE
Obama et Sarkzoy s'opposent sur l'entrée de la Turquie dans l'UE
Não deve ser Obama a opor-se a Sarkozy, quanto à adesão da Turquia à UE, mas sim a maioria dos líderes europeus, que não devem partilhar da leitura errada e prejudicial do Chefe de Estado gaulês, tanto para a União como para a Turquia, da sua exclusão.
Não deve ser Obama a opor-se a Sarkozy, quanto à adesão da Turquia à UE, mas sim a maioria dos líderes europeus, que não devem partilhar da leitura errada e prejudicial do Chefe de Estado gaulês, tanto para a União como para a Turquia, da sua exclusão.
Um combate que começa a dar os seus frutos
En lo que va de esta administración, la Policía Federal ha detenido a 308 integrantes de la estructura de mando de los cárteles, revela un documento de la Secretaría de Seguridad Pública federal, que señala que 20 de ellos “destacan por su nivel de mando y peligrosidad”.
Otro nombre que se suma es Vicente Carrillo Leyva, un jefe operativo y financiero del cártel de Juárez, aprehendido el 1 de abril. Ambos, asegurados en el DF, donde residían.
A luta contra os cartéis de droga, que o Presidente mexicano, Felipe Calderón, espoletou, começa a dar os seus frutos.
A detenção de um dos grandes narcotraficantes do país, Vicente Carrillo Leyva, há poucos dias, é mais uma prova de que o combate do Estado está a dar os seus frutos.
Otro nombre que se suma es Vicente Carrillo Leyva, un jefe operativo y financiero del cártel de Juárez, aprehendido el 1 de abril. Ambos, asegurados en el DF, donde residían.
A luta contra os cartéis de droga, que o Presidente mexicano, Felipe Calderón, espoletou, começa a dar os seus frutos.
A detenção de um dos grandes narcotraficantes do país, Vicente Carrillo Leyva, há poucos dias, é mais uma prova de que o combate do Estado está a dar os seus frutos.
Por que prenderam Raúl Isaías Baduel?
General Raúl Isaías Baduel permanecerá detenido en Ramo Verde
Su abogado, Omar Mora Tosta, calificó de ilegal e ilícito la solicitud de aprehender al ex ministro de la Defensa. Destacó que Baduel ha cumplido con la justicia en el caso que se le sigue por supuestas irregularidades administrativas durante su gestión
O que assusta Chávez, para deter o seu ex-Ministro da Defesa e hoje um dos maiores críticos?
A detenção de Baduel parece ter mais contornos políticos que jurídicos.
Su abogado, Omar Mora Tosta, calificó de ilegal e ilícito la solicitud de aprehender al ex ministro de la Defensa. Destacó que Baduel ha cumplido con la justicia en el caso que se le sigue por supuestas irregularidades administrativas durante su gestión
O que assusta Chávez, para deter o seu ex-Ministro da Defesa e hoje um dos maiores críticos?
A detenção de Baduel parece ter mais contornos políticos que jurídicos.
O onirismo de Obama
Obama defende mundo sem armas nucleares
Destas primeiras semanas de Obama, há muito trabalho que esta Administração está a fazer. E na globalidade, está a fazer bem. Porém, em termos de política externa, Obama comete um erro grave: estender o tapete vermelho às autoridades de Teerão. Como as relações internacionais demonstram, o realismo deve ser mais predominante que o onirismo. E se Teerão com todas as pressões que recebeu nos últimos anos conseguiu que não travassem o processo nuclear, a oportunidade para fazer avançar este programa aumenta com o afrouxar de posição da Comunidade Internacional.
Por outro lado, e apesar de não cumprir, e bem, o que prometeu na campanha, de retirar, quanto antes, os militares do Iraque, Obama está, também aqui, a abrir a porta ao Irão para dominar o Iraque, o que representa, a médio prazo, uma grande ameaça para a região. Riade, por exemplo, que o diga.
Agora, em Praga, Obama declara um “mundo sem armas nucleares”. O Presidente norte-americano diz que tal pode não acontecer na sua vida. O que é mais do que uma certeza. Todavia, Obama devia deixar de iludir as pessoas, pois num momento em que a ambição pelo poderio nuclear aumenta, além do Irão, o que se está a passar no Paquistão é deveras preocupante; a Rússia jamais abdicará de um dos pilares que lhe dá posição e força no globo, entre outros Estados, como a Índia, até pela mais ou menos presente ameaça paquistanesa, não vão abdicar do seu arsenal nuclear. E anda o Presidente dos EUA a dizer aos quatro ventos que quer um mundo sem armas nucleares. Com todos os defeitos que os EUA têm, e não são poucos, os EUA continuam a ser o garante da segurança mundial. E Obama não pode esquecer que o seu país tem esta missão, que até ao momento, tem garantido a nossa segurança global.
Será que o que se passou, há poucas horas, com a Coreia do Norte, não é mais uma demonstração das palavras erradas de Obama?
(Publicado no Câmara de Comuns)
Destas primeiras semanas de Obama, há muito trabalho que esta Administração está a fazer. E na globalidade, está a fazer bem. Porém, em termos de política externa, Obama comete um erro grave: estender o tapete vermelho às autoridades de Teerão. Como as relações internacionais demonstram, o realismo deve ser mais predominante que o onirismo. E se Teerão com todas as pressões que recebeu nos últimos anos conseguiu que não travassem o processo nuclear, a oportunidade para fazer avançar este programa aumenta com o afrouxar de posição da Comunidade Internacional.
Por outro lado, e apesar de não cumprir, e bem, o que prometeu na campanha, de retirar, quanto antes, os militares do Iraque, Obama está, também aqui, a abrir a porta ao Irão para dominar o Iraque, o que representa, a médio prazo, uma grande ameaça para a região. Riade, por exemplo, que o diga.
Agora, em Praga, Obama declara um “mundo sem armas nucleares”. O Presidente norte-americano diz que tal pode não acontecer na sua vida. O que é mais do que uma certeza. Todavia, Obama devia deixar de iludir as pessoas, pois num momento em que a ambição pelo poderio nuclear aumenta, além do Irão, o que se está a passar no Paquistão é deveras preocupante; a Rússia jamais abdicará de um dos pilares que lhe dá posição e força no globo, entre outros Estados, como a Índia, até pela mais ou menos presente ameaça paquistanesa, não vão abdicar do seu arsenal nuclear. E anda o Presidente dos EUA a dizer aos quatro ventos que quer um mundo sem armas nucleares. Com todos os defeitos que os EUA têm, e não são poucos, os EUA continuam a ser o garante da segurança mundial. E Obama não pode esquecer que o seu país tem esta missão, que até ao momento, tem garantido a nossa segurança global.
Será que o que se passou, há poucas horas, com a Coreia do Norte, não é mais uma demonstração das palavras erradas de Obama?
(Publicado no Câmara de Comuns)
sábado, 4 de abril de 2009
Rasmussen assume liderança da NATO
Conforme se referiu, aqui há umas semanas, o Primeiro-Ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, vai ser o próximo Secretário-Geral da NATO.
Se em termos internos dinamarqueses importa verificar se a direita resiste, no Governo, à saída do homem que derrotou a forte esquerda dinamarquesa, Rasmussen terá pela frente desafios bastante complexos na NATO. Desde a reestruturação interna, com a reformulação e adaptação da política da Organização no século XXI, às relações com a Rússia, sem esquecer a espinhosa missão no Afeganistão.
O governante dinamarquês assume os comandos da NATO em Julho e um mês depois, em Agosto, terá o seu primeiro e árduo teste, com as eleições afegãs. Veremos como se sai, um dos políticos europeus mais experientes e creditados pelos seus pares.
(Publicado no Câmara de Comuns)
Se em termos internos dinamarqueses importa verificar se a direita resiste, no Governo, à saída do homem que derrotou a forte esquerda dinamarquesa, Rasmussen terá pela frente desafios bastante complexos na NATO. Desde a reestruturação interna, com a reformulação e adaptação da política da Organização no século XXI, às relações com a Rússia, sem esquecer a espinhosa missão no Afeganistão.
O governante dinamarquês assume os comandos da NATO em Julho e um mês depois, em Agosto, terá o seu primeiro e árduo teste, com as eleições afegãs. Veremos como se sai, um dos políticos europeus mais experientes e creditados pelos seus pares.
(Publicado no Câmara de Comuns)
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Esperar para ver
O novo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, iniciou hoje as suas funções à frente de um Governo de direita, enquanto o presidente da Autoridade Palestiniana (AP), Mahmoud Abbas, o acusava de "não acreditar na paz".
"Vamos começar a trabalhar o mais depressa possível, porque temos uma pesada missão a cumprir", declarou Netanyahu ao assumir funções, perante o Presidente do Estado de Israel, Shimon Peres, na cidade de Jerusalém.
Veremos no que dará este novo Executivo de Netanyahu, que junta trabalhistas e elementos da extrema-direita.
Especial curiosidade para o desempenho de Avgidor Lieberman, o novo titular dos Negócios Estrangeiros.
Expectativas? Poucas, para não dizer nenhumas, pois, de duas uma, ou a maioria dos membros do Governo se confrontará entre si, por causa do que cada um defende (e não vejo Ehud Barak a pensar o mesmo que Lieberman) ou o Governo é composto, globalmente, por pessoas que dizem uma coisa e fazem outra.
"Vamos começar a trabalhar o mais depressa possível, porque temos uma pesada missão a cumprir", declarou Netanyahu ao assumir funções, perante o Presidente do Estado de Israel, Shimon Peres, na cidade de Jerusalém.
Veremos no que dará este novo Executivo de Netanyahu, que junta trabalhistas e elementos da extrema-direita.
Especial curiosidade para o desempenho de Avgidor Lieberman, o novo titular dos Negócios Estrangeiros.
Expectativas? Poucas, para não dizer nenhumas, pois, de duas uma, ou a maioria dos membros do Governo se confrontará entre si, por causa do que cada um defende (e não vejo Ehud Barak a pensar o mesmo que Lieberman) ou o Governo é composto, globalmente, por pessoas que dizem uma coisa e fazem outra.
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