Herrera ha recordado que ICV-EUiA es la única fuerza que garantiza que "no pactará ni con CiU ni con el PPC" y se ha mostrado seguro de que las apelaciones al voto útil del PSC no tendrán efecto en estos comicios porque la subida en escaños de la coalición ICV-EUiA permitió en 2006 "reeditar" el tripartito.
Os parceiros menores da coligação tripartida do Governo catalão, os comunistas e verdes, começam a reivindicar mais poder para a sua formação, ultrapassada pela CiU, em termos negociais, em alguns pontos nesta legislatura.
Os comunistas catalães admitem a coligação com PSC e ERC, reeditando uma terceira coligação governativa, mediante a possibilidade dos eleitos das três formações constituir uma maioria. Mas afastam qualquer entendimento, como é previsível, com os nacionalistas ou populares da Catalunha.
Além de um ano decisivo para a Catalunha, as municipais e autonómicas catalãs têm impacto nacional, nomeadamente no PSOE. Uma derrota nas autonómicas do Outono, ou em grandes cidades, como Barcelona, na Primavera, será um mau indício para Zapatero. E os socialistas podem ser batidos nas duas frentes.
sábado, 2 de janeiro de 2010
A falta de memória de Cheney
A oposição republicana nos Estados Unidos têm vindo a criticar o chefe de Estado, avaliando que a sua política de segurança é “fraca” – tema que deverá tornar-se central na campanha para as eleições intercalares de Novembro próximo, quando tentarão retirar aos democratas o controlo das duas câmaras do Congresso.
Esta carga de críticas foi liderada nos últimos dias pelo ex-vice-presidente norte-americano Dick Cheney (número dois de George W. Bush), o qual acusou expressamente o chefe de Estado de “fingir” que os Estados Unidos não estão em guerra.
Que os Republicanos critiquem Obama não é surpresa. Que seja Dick Cheney a fazer essas despesas é que se dispensava, ou será que o antigo Vice-Presidente esquece-se das trapalhadas que provocou, e ainda hoje se sentem, nos EUA e no mundo?
Um pouco de recato não ficava nada mal a um amargo e muito ressentido Cheney.
Esta carga de críticas foi liderada nos últimos dias pelo ex-vice-presidente norte-americano Dick Cheney (número dois de George W. Bush), o qual acusou expressamente o chefe de Estado de “fingir” que os Estados Unidos não estão em guerra.
Que os Republicanos critiquem Obama não é surpresa. Que seja Dick Cheney a fazer essas despesas é que se dispensava, ou será que o antigo Vice-Presidente esquece-se das trapalhadas que provocou, e ainda hoje se sentem, nos EUA e no mundo?
Um pouco de recato não ficava nada mal a um amargo e muito ressentido Cheney.
Obama está a cumprir a sua missão
A questão que o André suscita nada tem a ver com a atitude de Obama face ao terrorismo, mas sim com os obamistas que depositavam esperanças no novo Presidente, de que não teria de declarar guerra a ninguém. Mas o mundo não é um mar de rosas e a presidência de Obama não traria qualquer Paz ao mundo.
Ao contrário do que dava a entender, entrelinhas, na campanha contra McCain, Obama tem assumido uma postura externa quase sempre correcta. No combate ao terrorismo as medidas têm sido acertadas e os erros cometidos, como o do dia de Natal - do atentado falhado em Detroit, têm sido rapidamente admitidos e procurados corrigir.
Ao contrário do que dava a entender, entrelinhas, na campanha contra McCain, Obama tem assumido uma postura externa quase sempre correcta. No combate ao terrorismo as medidas têm sido acertadas e os erros cometidos, como o do dia de Natal - do atentado falhado em Detroit, têm sido rapidamente admitidos e procurados corrigir.
Nem tudo corre bem a Karzai
The Afghan parliament has rejected two-thirds of the ministers nominated by the country's president.
Vencedor de umas eleições presidenciais nada regulares, há poucas semanas, podia pensar-se que Karzia governaria a seu prazer o país, ou parte do que pode liderar. Todavia, o Parlamento afegão não está para tolerar quaisquer veleidades ao Presidente e hoje reprovou grande parte dos nomes indicados pelo Chefe de Estado para o novo Governo.
Vencedor de umas eleições presidenciais nada regulares, há poucas semanas, podia pensar-se que Karzia governaria a seu prazer o país, ou parte do que pode liderar. Todavia, o Parlamento afegão não está para tolerar quaisquer veleidades ao Presidente e hoje reprovou grande parte dos nomes indicados pelo Chefe de Estado para o novo Governo.
As cinco prioridades de Sarkozy para 2010
Os cinco eixos estratégicos do Presidente francês apresentam ambição. Resta saber se estará à altura de os concretizar.
• La nouvelle taxe carbone
• Le financement des retraites
• La dépendance et l'aide aux personnes âgées
• L'avenir des Collectivités locales
• La réforme de la procédure pénale
O ponto da taxa carbono, apresentado como medida inovadora a nível europeu, foi chumbado no final de 2009 pelo Tribunal Constitucional gaulês, será apresentado novamente no decorrer deste mês. E o financiamento das reformas será determinante, por poder colocar a França, outra vez, a greves de vários sectores.
Com eleições autárquicas, em Março, Sarkozy poderá fazer um balanço do seu mandato, assim como a esquerda, em especial os socialistas, avaliarem a sua implantação no país, depois da desastrosa derrota nas europeias de 2009, e os verdes analisarem a sua força, a grande surpresa das europeias, ao terem quase tantos votos como o PSF. Sem esquecer o Modem, a força centrista que pode determinar muito do futuro francês.
• La nouvelle taxe carbone
• Le financement des retraites
• La dépendance et l'aide aux personnes âgées
• L'avenir des Collectivités locales
• La réforme de la procédure pénale
O ponto da taxa carbono, apresentado como medida inovadora a nível europeu, foi chumbado no final de 2009 pelo Tribunal Constitucional gaulês, será apresentado novamente no decorrer deste mês. E o financiamento das reformas será determinante, por poder colocar a França, outra vez, a greves de vários sectores.
Com eleições autárquicas, em Março, Sarkozy poderá fazer um balanço do seu mandato, assim como a esquerda, em especial os socialistas, avaliarem a sua implantação no país, depois da desastrosa derrota nas europeias de 2009, e os verdes analisarem a sua força, a grande surpresa das europeias, ao terem quase tantos votos como o PSF. Sem esquecer o Modem, a força centrista que pode determinar muito do futuro francês.
As feridas do Congo
Miles de congoleños llevan las marcas de la guerra en sus rostros, algunas se borrarán, pero otros las llevarán por siempre en su memoria
Continua uma das guerras mais silenciosas de África no mundo.
Continua uma das guerras mais silenciosas de África no mundo.
Encerramento da última central da geração de Chernobil
Lituania se quedó ayer huérfana de la central de Ignalina, su única planta nuclear, cuyo reactor de fabricación soviética RBMK 1500 -de la generación de Chernóbil- proporcionaba un 70% de la energía eléctrica consumida en el país báltico. Vilna cerró la central el 31 de diciembre en cumplimiento de un compromiso asumido a principios de la pasada década con la Unión Europea por razones de seguridad. Bruselas exigió el cierre como condición para la adhesión lituana al club europeo, materializada en 2004.
Se o encerramento da central nuclear de Ignalina, na Lituânia, é um bom passo, por outro, não deixa de ser preocupante a falta de resposta que se dá a este fecho, que torna a Lituânia, e por inerência, a UE, um pouco mais dependente da energia russa.
Até quando os europeus continuarão a dar bons trunfos a Moscovo para ficar na sua dependência, que ao invés de reduzir aumenta?
Há muito que falta uma política energética comum.
Se o encerramento da central nuclear de Ignalina, na Lituânia, é um bom passo, por outro, não deixa de ser preocupante a falta de resposta que se dá a este fecho, que torna a Lituânia, e por inerência, a UE, um pouco mais dependente da energia russa.
Até quando os europeus continuarão a dar bons trunfos a Moscovo para ficar na sua dependência, que ao invés de reduzir aumenta?
Há muito que falta uma política energética comum.
O nível de segurança tem de subir na Europa
Un somalo di 28 anni, armato di ascia e coltello, si è introdotto nell’abitazione del vignettista Kurt Westergaard, autore di una delle controverse caricature di Maometto pubblicate nel 2006 dal quotidiano danese Jyllands Posten.
L’uomo è stato bloccato, ferito con un colpo di pistola ed arrestato dalla polizia.
Gridava insulti. Non mi ricordo quali, ma erano parole molto volgari. Parlava un danese approssimativo. Alla fine ha promesso che tornerà».
Não bastava a confirmação de mais uma base activa e forte da Al-Qaeda, no Iémen, o perigo também anda à solta na Europa.
A tentativa de um somali eliminar o caricaturista dos cartoons de Maomé, na passada noite, em Ahraus, na Dinamarca, é um sinal de como o nível de alerta na Europa tem de subir. O nosso risco é igual ou superior ao norte-americano.
L’uomo è stato bloccato, ferito con un colpo di pistola ed arrestato dalla polizia.
Gridava insulti. Non mi ricordo quali, ma erano parole molto volgari. Parlava un danese approssimativo. Alla fine ha promesso che tornerà».
Não bastava a confirmação de mais uma base activa e forte da Al-Qaeda, no Iémen, o perigo também anda à solta na Europa.
A tentativa de um somali eliminar o caricaturista dos cartoons de Maomé, na passada noite, em Ahraus, na Dinamarca, é um sinal de como o nível de alerta na Europa tem de subir. O nosso risco é igual ou superior ao norte-americano.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Uma justificação curta
Al final, lo importante es esto: cuando los talibanes vayan a buscar al hijo de un padre afgano para que luche con ellos, ¿qué hará ese padre? Si ve que los talibanes no tienen ninguna posibilidad de ganar, si ve que su vida está mejorando, y si cree en su Gobierno, dirá que no. Y entonces la insurgencia perderá. Es así de sencillo. Ésas son las condiciones que tenemos que crear, y creo que, el próximo año, empezaremos a ver la luz al final del túnel.
O Secretário-Geral da NATO apresenta, no artigo hoje publicado, uma boa abordagem ao conflito do Afeganistão. Porém, termina com a mais pós-moderna visão ocidental, de que só os bens materiais parecem interessar.
Pode perceber-se que Rasmussen dirige-se aos ocidentais, para granjear mais apoios na sociedade. Mas querer dar a entender que o bem material das novas gerações afegãs se conquista com progressos materiais é não entender nada da cultura e valores daquela sociedade oriental.
Talvez um pouco do tão esquecido, e ocidental, Santo Agostinho ajude Rasmussen a perceber que além desta há outras vidas, ainda que os profetas sejam diferentes.
O Secretário-Geral da NATO apresenta, no artigo hoje publicado, uma boa abordagem ao conflito do Afeganistão. Porém, termina com a mais pós-moderna visão ocidental, de que só os bens materiais parecem interessar.
Pode perceber-se que Rasmussen dirige-se aos ocidentais, para granjear mais apoios na sociedade. Mas querer dar a entender que o bem material das novas gerações afegãs se conquista com progressos materiais é não entender nada da cultura e valores daquela sociedade oriental.
Talvez um pouco do tão esquecido, e ocidental, Santo Agostinho ajude Rasmussen a perceber que além desta há outras vidas, ainda que os profetas sejam diferentes.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
A situação boliviana
Um bom artigo do ex-Presidente boliviano, sobre Morales e as eleições de domingo na Bolívia.
Há algo na Rússia
El primer ministro ruso, Vladímir Putin, ha asegurado que los antiguos jefes del gigante petrolero Yukos, incluido Mijaíl Jodorkovski, ordenaron el asesinato de opositores políticos. En una ronda de preguntas del programa Conversación con Vladímir Putin. Continuación, Putin ha dicho que el antiguo jefe de la empresa petrolífera, ahora en prisión, ha estado detrás de varias muertes.
Mais umas achas para a fogueira. As declarações de Putin não têm qualquer inocência. Se Khodorkovsky já tinha um longo rol de crimes, de fuga ao fisco, pelos quais já está a cumprir uma pena que a cada ano que passa aumenta, o Primeiro-Ministro russo faz, agora, novas acusações ao antigo líder da Yukos.
Deve, ou houve, algo no ar. E Khodorkovsky deve estar a servir de pretexto para algo. Caso para dizer, seguir os próximos capítulos.
Mais umas achas para a fogueira. As declarações de Putin não têm qualquer inocência. Se Khodorkovsky já tinha um longo rol de crimes, de fuga ao fisco, pelos quais já está a cumprir uma pena que a cada ano que passa aumenta, o Primeiro-Ministro russo faz, agora, novas acusações ao antigo líder da Yukos.
Deve, ou houve, algo no ar. E Khodorkovsky deve estar a servir de pretexto para algo. Caso para dizer, seguir os próximos capítulos.
A comunhão das BIC
O governo da China afirmou nesta quinta-feira (3) que compartilha praticamente os mesmos pontos de vista que países em desenvolvimento como Brasil e Índia a respeito do combate à mudança climática, acrescentando que especialmente os países desenvolvidos devem liderar os esforços de redução de emissões.
Quando a Goldman Sachs definiu os BRIC como os países emergentes do século XXI, partia de um pressuposto errado, o de associar a Rússia às efectivas potências emergentes, como de facto são o Brasil, a Índia e a China. Por uma razão simples: há muitos anos que a Rússia é um actor mundial, ao contrário dos outros, que se tornam agora.
Mais um exemplo disso é a sintonia de posições acerca dos resultados da Cimeira de Copenhaga. Pequim, Nova Deli e Brasília apontam os países do Norte para assumir as despesas da valorização mundial. Não só por que são quem primeiro pretende um compromisso ambiental, mas também por que ao longo de décadas foram os grandes poluidores, e com isso granjearam desenvolvimento.
Quando a Goldman Sachs definiu os BRIC como os países emergentes do século XXI, partia de um pressuposto errado, o de associar a Rússia às efectivas potências emergentes, como de facto são o Brasil, a Índia e a China. Por uma razão simples: há muitos anos que a Rússia é um actor mundial, ao contrário dos outros, que se tornam agora.
Mais um exemplo disso é a sintonia de posições acerca dos resultados da Cimeira de Copenhaga. Pequim, Nova Deli e Brasília apontam os países do Norte para assumir as despesas da valorização mundial. Não só por que são quem primeiro pretende um compromisso ambiental, mas também por que ao longo de décadas foram os grandes poluidores, e com isso granjearam desenvolvimento.
Lula a desacreditar-se
O presidente do Brasil, Lula da Silva, exortou hoje os Estados Unidos e a Rússia a desmontarem os seus arsenais nucleares "para terem autoridade moral" para exigir ao Irão que não fabrique a bomba atómica.
De duas uma, ou Lula não tem percepção da História ou está a espalhar-se ao comprido, com estas afirmações.
Será que o Presidente brasileiro, para mostrar a sua vontade pacífica, terminaria com as Forças Armadas brasileiras?
Depois do erro de colocar Zelaya na embaixada brasileira de Tegucigalpa, a defesa acérrima do projecto nuclear iraniano é um erro, tendo em conta a dimensão regional, na qual o Irão se encontra, e mundial, com o "cerco" da Comunidade Internacional ao projecto nuclear. Hoje, já nem Moscovo mete as mãos no fogo por Ahmadinejad.
De duas uma, ou Lula não tem percepção da História ou está a espalhar-se ao comprido, com estas afirmações.
Será que o Presidente brasileiro, para mostrar a sua vontade pacífica, terminaria com as Forças Armadas brasileiras?
Depois do erro de colocar Zelaya na embaixada brasileira de Tegucigalpa, a defesa acérrima do projecto nuclear iraniano é um erro, tendo em conta a dimensão regional, na qual o Irão se encontra, e mundial, com o "cerco" da Comunidade Internacional ao projecto nuclear. Hoje, já nem Moscovo mete as mãos no fogo por Ahmadinejad.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Quadratura do círculo - EUA
Obama fez ontem, provavelmente, o seu mais importante discurso, no qual apresentou as balizas da sua política internacional, em especial a que concerne no combate ao terrorismo.
Perante uma grave crise financeira, que tem provocado fortes impactos nos EUA, com um défice galopante, e com guerras árduas de travar, Obama sabe que os Estados Unidos não conseguem nem têm capacidade de, por si só, dar resposta às várias frentes.
Por isso, uma selecção de prioridades impunha-se e Obama escolheu: o Paquistão, ainda que este não seja o principal e imediato destinatário da sua política, mas sim o Afeganistão.
A intervenção no Iraque, a mais irresponsável opção militar da Administração Bush, tem o seu fim à vista. Independentemente das considerações e da situação, Washington sente que pode em breve passar a responsabilidade para as autoridades de Bagdad, pois os esforços têm de se concentrar no Afeganistão.
É, na terra dos talibã, que a ofensiva vai avançar, com mais 30 mil militares, a juntar aos quase 70 mil localizados no sul deste país, numa sincera e leal resposta ao pedido do General McChrystal de contar com mais tropas, para travar os talibãs e a Al-Qaeda. Mas esta intervenção, mais do que pensada no Afeganistão é cogitada por causa do Paquistão. A cereja que poderia estar no topo do bolo das pretensões terroristas, dado o poder nuclear paquistanês. Este é o grande objectivo do fundamentalismo, possuir poder nuclear.
Todavia, o Paquistão conta com forças próprias, que não podem ser desconsideradas ou ultrapassadas. Ainda que possam ser dúbias para o Ocidente, como a todo-poderosa ISI ou as Forças Armadas. Neste momento, o necessário, como tem sido até ao momento, será o encontro com os interlocutores locais, para travar o avanço do terrorismo nesta potência nuclear.
Se Obama aposta, e bem, no Afeganistão, e por inerência no Paquistão, campos decisivos para a segurança mundial, o Presidente norte-americano falha, ao querer estabelecer uma data de retirada, por sinal, coincidente com o momento em que lhe faltará um ano para terminar o mandato na Casa Branca. Não sabemos que evoluções existirão e que respostas serão necessárias dar. A guerra não é uma questão aritmética.
É evidente que Obama está a ter em consideração a dimensão de segurança (investir onde é preciso), mas também tem a financeira, pois a manutenção de tropas em várias frentes continua a deixar os cofres dos EUA mais devedores. E Washington está a ficar cada vez mais refém do exterior.
A jogada assumida é elevada e o risco enorme. Mas é importante que esta Administração norte-americana perceba que além do calendário eleitoral há a dimensão da segurança, que não se compagina com o natural interesse de ganhar eleições. É, por isso, que Obama pode conseguir travar, para já, as pretensões radicais, mas, ao mesmo tempo, pode estar a reforçá-las.
Perante uma grave crise financeira, que tem provocado fortes impactos nos EUA, com um défice galopante, e com guerras árduas de travar, Obama sabe que os Estados Unidos não conseguem nem têm capacidade de, por si só, dar resposta às várias frentes.
Por isso, uma selecção de prioridades impunha-se e Obama escolheu: o Paquistão, ainda que este não seja o principal e imediato destinatário da sua política, mas sim o Afeganistão.
A intervenção no Iraque, a mais irresponsável opção militar da Administração Bush, tem o seu fim à vista. Independentemente das considerações e da situação, Washington sente que pode em breve passar a responsabilidade para as autoridades de Bagdad, pois os esforços têm de se concentrar no Afeganistão.
É, na terra dos talibã, que a ofensiva vai avançar, com mais 30 mil militares, a juntar aos quase 70 mil localizados no sul deste país, numa sincera e leal resposta ao pedido do General McChrystal de contar com mais tropas, para travar os talibãs e a Al-Qaeda. Mas esta intervenção, mais do que pensada no Afeganistão é cogitada por causa do Paquistão. A cereja que poderia estar no topo do bolo das pretensões terroristas, dado o poder nuclear paquistanês. Este é o grande objectivo do fundamentalismo, possuir poder nuclear.
Todavia, o Paquistão conta com forças próprias, que não podem ser desconsideradas ou ultrapassadas. Ainda que possam ser dúbias para o Ocidente, como a todo-poderosa ISI ou as Forças Armadas. Neste momento, o necessário, como tem sido até ao momento, será o encontro com os interlocutores locais, para travar o avanço do terrorismo nesta potência nuclear.
Se Obama aposta, e bem, no Afeganistão, e por inerência no Paquistão, campos decisivos para a segurança mundial, o Presidente norte-americano falha, ao querer estabelecer uma data de retirada, por sinal, coincidente com o momento em que lhe faltará um ano para terminar o mandato na Casa Branca. Não sabemos que evoluções existirão e que respostas serão necessárias dar. A guerra não é uma questão aritmética.
É evidente que Obama está a ter em consideração a dimensão de segurança (investir onde é preciso), mas também tem a financeira, pois a manutenção de tropas em várias frentes continua a deixar os cofres dos EUA mais devedores. E Washington está a ficar cada vez mais refém do exterior.
A jogada assumida é elevada e o risco enorme. Mas é importante que esta Administração norte-americana perceba que além do calendário eleitoral há a dimensão da segurança, que não se compagina com o natural interesse de ganhar eleições. É, por isso, que Obama pode conseguir travar, para já, as pretensões radicais, mas, ao mesmo tempo, pode estar a reforçá-las.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Abriu-se a caixa de Pandora
Les populistes européens inspirés par le vote suisse
O referendo suíço, que indica o fim dos minaretes, cativou o apetite voraz dos xenófobos, que já vêem uma oportunidade de alargarem o "modelo" suíço aos outros países.
O referendo suíço, que indica o fim dos minaretes, cativou o apetite voraz dos xenófobos, que já vêem uma oportunidade de alargarem o "modelo" suíço aos outros países.
A luta contra a doença continua
Los obispos de Africa reiteran que el sida no se supera sólo con preservativos
Boas observações dos bipos africanos, neste dia de luta mundial contra a SIDA.
Boas observações dos bipos africanos, neste dia de luta mundial contra a SIDA.
Solana termina mandato
Solana dice adiós a tres décadas en primera línea
É, sem dúvida, um dos políticos espanhóis com mais currículo e intervenção no mundo.
Ao longo de 30 anos, Javier Solana este na ribalta da política mundial. Primeiro, como governante espanhol, depois como Secretário-Geral da NATO e, finalmente, como chefe da diplomacia europeia.
Não fui grande entusiasta dos seus mandatos, pois não obstante a áura de grande diplomata, não obteve resultados desejados, como travar o projecto nuclear iraniano, no qual mais pareceu uma marioneta de Teerão, por acreditar que o regime iraniano iria negociar, quando protelou e alcançou sempre os seus objectivos, de não ver o seu projecto travado.
Cedo se habitou a ser indicado e não sufragado para os postos. Ainda há poucos anos, num dos combates mais difíceis do PSOE, pela capital espanhola, Solana rejeitou candidatar-se contra Gallardón. De qualquer modo, um político incontornável, em Espanha e na Europa.
É, sem dúvida, um dos políticos espanhóis com mais currículo e intervenção no mundo.
Ao longo de 30 anos, Javier Solana este na ribalta da política mundial. Primeiro, como governante espanhol, depois como Secretário-Geral da NATO e, finalmente, como chefe da diplomacia europeia.
Não fui grande entusiasta dos seus mandatos, pois não obstante a áura de grande diplomata, não obteve resultados desejados, como travar o projecto nuclear iraniano, no qual mais pareceu uma marioneta de Teerão, por acreditar que o regime iraniano iria negociar, quando protelou e alcançou sempre os seus objectivos, de não ver o seu projecto travado.
Cedo se habitou a ser indicado e não sufragado para os postos. Ainda há poucos anos, num dos combates mais difíceis do PSOE, pela capital espanhola, Solana rejeitou candidatar-se contra Gallardón. De qualquer modo, um político incontornável, em Espanha e na Europa.
ALAS
SHAKIRA Y JEFFREY SACHS PRESENTARÁN LA ALIANZA REGIONAL POR EL DESARROLLO INFANTIL TEMPRANO EN EL MARCO DE LA CUMBRE IBEROAMERICANA 2009
A cantora colombiana, Shakira, aproveitou a XIX Cimeira Ibero-Americana para alavancar o trabalho da Fundação ALAS, que trabalha em prol de 35 milhões de crianças, entre os 0 e os 6 anos, na América Latina.
A cantora dá um bom exemplo, de como a fama pode ser uma excelente aliada das boas causas.
A cantora colombiana, Shakira, aproveitou a XIX Cimeira Ibero-Americana para alavancar o trabalho da Fundação ALAS, que trabalha em prol de 35 milhões de crianças, entre os 0 e os 6 anos, na América Latina.
A cantora dá um bom exemplo, de como a fama pode ser uma excelente aliada das boas causas.
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