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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A nova direita chilena

Piñera está hoy en una posición espectable para ganar el 17 de enero. Pero su éxito va aún más allá: fundó una nueva derecha, el piñerismo. Una derecha que hace aspavientos de haber estado con el “No”; que no reniega del Estado ni de la protección social; que asume las uniones entre homosexuales y atrae a los jóvenes; en fin, una derecha ya no sólo post-Pinochet, sino post-UDI.

Este artigo é um bom resumo do estado e evolução da direita chilena na era democrática e de como Piñera transformou um campo outrora conotado com o regime de Pinochet.

Sebastián Piñera pode ser eleito Presidente, na segunda volta das presidenciais, dentro de semana e meia. Para seguir nos próximos dias.

terça-feira, 31 de março de 2009

A diferença e os resultados das políticas

La crisis tendrá un impacto diferente en cada país. Entre los analistas reunidos en Medellín hay consenso en que países que han hecho los deberes durante los años de vacas gordas creando fondos de reservas, como el caso de Chile u otros como Perú, que mantendrá altas tasas de crecimiento, Brasil o Colombia se salvarán de la quema, pero otros sufrirán. Un alto cargo del BID, que exige el anonimato, señala a Ecuador "por su falta de reservas y dependencia del petróleo", Venezuela y Argentina como los más vulnerables.

Nem os petrodolares, acumulados nos últimos meses, com o elevado preço do petróleo, parecem suficientes para a economia Venezuelana escapar a um declínio acentuado.
Do encontro realizado na Colômbia, em que se analisou o estado das economias sul americanas para lidar com a crise, fica evidente que os Estados onde o populismo domina, como a Venezuela e o Equador, as preocupações com a situação actual são muitas, ao contrário de outros, como o Brasil ou o Chile, que apostaram no rigor.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Boas propostas

A Cimeira Progressista, que juntou no Chile vários dirigentes da esquerda democrática mundial, apresentou as suas conclusões.

O combate às políticas proteccionistas, um entendimento na OMC e a aposta nas políticas verdes, promovendo as energias renováveis, são boas propostas, que se esperam ver referidas e assumidas na Cimeira do G 20, na próxima quinta-feira, em Londres.

(Publicado no Câmara de Comuns)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Eleição que pode ser histórica

El obstáculo principal que tiene por delante Frei es el empresario Sebastián Piñera, el abanderado de la derecha, cuya fortuna se estima en 1.300 millones de dólares, que tras ser derrotado por Bachelet en 2005, inició de inmediato la carrera para la elección presidencial de diciembre de 2009 y que tiene ahora una gran ventaja en todos los sondeos sobre su rival democristiano.

No dia 11 de Dezembro deste ano, os chilenos vão escolher os deputados ao Parlamento Nacional e o Presidente da República.
A actual Presidente, Michelle Bachelet, impedida constitucionalmente de recandidatar-se - estava na altura de se fazer uma alteração constitucional, de modo a permitir dois mandatos, tal como é dada essa possibilidade ao Presidente em exercício no Brasil, Colômbia e EUA - sai da chefia do Estado, que neste momento, de acordo com os dados avançados, pode ser conquistada por Sebastián Piñera. A suceder, seria um facto histórico, pois pela primeira vez, depois da queda de Pinochet a direita regressaria ao poder. No entanto, o antigo Presidente Eduardo Frei regressa ao activo para reconquistar o primeiro lugar do Estado.
O Chile promete este ano uma luta política interessante.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Maturidade da democracia chilena

La derecha chilena gana por primera vez tras la salida del poder de Pinochet

O El País preferiu dar destaque ao marco histórico da democracia chilena. Pela primeira vez, depois da saída de Pinochet, a direita ganha. Os resultados são aceites por todas as forças democráticas e Michell Bachelet, a líder da esquerda e Presidente da República, reconheceu que a esquerda, no poder, precisa de corrigir o rumo.
A um ano da eleição presidencial, este resultado significa uma disputa renhida.
O Chile demonstra estar mais preocupado com o futuro do que com os sinais do passado. Um bom exemplo!

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Esquerdas na América Latina

Com a chegada ao poder do pseudo-biblista-bolivarista, temeu-se que a onda de populismo que inunda a Venezuela se alargasse à América Latina.
É bem certo que a Bolívia foi o país mais "afectado" por esta onda, que muito promete, mas só aprofunda a miséria.
O Equador era encarado, há um ano, aquando da eleição presidencial, como mais um país, para juntar à Venezuela e Bolívia, no mergulho da irresponsabilidade política, económica e social.
A campanha populista e de traços análogos ao discurso do señor de Caracas, assumida por Rafael Correa (actual Presidente do Equador) deixava prever mais um país liderado pelo populismo sul-americano.
Pelo que se tem assistido, percebe-se que o estilo populista deu lugar a uma atitude de maior realismo. Não que não haja traços semelhantes ao estilo em voga em Caracas, que há, alguns, porém o "socialismo do século XXI" que se apregoa na América Latina e procura implementar no Equador não é o mesmo da Venezuela, tal como já se percebera que não é, nem de perto nem de longe, o que se desenvolve no Uruguai ou no Chile (as que me parecem as mais sensatas e dignas da América Latina).
No Equador perceberam que o modelo venezuelano não tem traduzido qualquer benefício para o país, antes pelo contrário, tende a agravar as condições. A realidade também não deixa espaços para muita ilusão quanto ao que existe na Venezuela.
Felizmente, a esquerda em muitos países na América do Sul não é igual à Venezuela. É um bom sinal.
Porém, não basta não ter muitas afinidades com o populista-mor. Importa salvaguardar Direitos e Garantias de todos, não fazendo do Estado, ou melhor, de quem exerce funções no Estado, dono e senhor de tudo.
Vem este texto a propósito da eleição que se realizou no último fim-de-semana no Equador e que vai permitir mudar a Constituição do país, reforçando os poderes presidenciais.