Marta Carfagna será a próxima Ministra da Família de Itália, do Governo Berlusconi.
Será uma das poucas mulheres presentes no Governo transalpino.
Porém, parece ser uma mulher com grandes qualidades, segundo o que já li pela nossa blogosfera. A única, para já, visível e inquestionável, é a sua beleza. E também é a única referida.
O que não deixa de ser curioso, nas leituras de certos argumentos que li sobre as mulheres governantes, numa semana em que Zapatero formou um Governo com 9 senhoras, é que, para alguns dos nossos patrícios, vincadamente de direita, as mulheres que Zapatero escolheu par o Governo são meras decorações políticas, enquanto Carfagna, que em termos políticos ainda não demonstrou quase nada, ao contrário das Ministras espanholas que têm quase todas uma vasta experiência política, parece ter grandes qualidades.
Não tenho a leitura das mulheres qualificadas de direita e as decorativas de esquerda, nem o inverso, pois há boas como más políticas em qualquer dos campos. Note-se os casos da qualificada Merkel ou da experiente Alliot-Marie, para referir dois nomes de direita.
O que é triste, é atitude de certas pessoas, bem ao estilo berlusconinano, de que as do meu campo político valem, mas só as bonitas, e essas têm destaque, e as de outros não prestam... bem podiam estar lá uns homens, cinzentos e sem qualificações.
Como ainda se comprova, alguns sectores da sociedade latina continuam agarrados a estereótipos e preconceitos.
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sexta-feira, 18 de abril de 2008
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