O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, acusou hoje implicitamente os rebeldes curdos de serem os responsáveis pelo atentado de ontem num bairro popular de Istambul que, segundo o mais recente balanço, matou 17 pessoas e feriu mais de 150.
Até ao momento, ninguém reivindicou a autoria do duplo atentado, mas desde que foi afastada a hipótese de as explosões terem sido causadas pela fuga de gás que a imprensa e as autoridades turcas apontam o dedo aos rebeldes.
vários sites próximos dos separatistas curdos adiantam que o grupo nega qualquer envolvimento e condena mesmo no atentado contra a zona residencial.
Um atentado nada tem de estranho. Ele acontece e, infelizmente, costuma fazer vítima.
A estranheza deste atentado em Istambul prende-se com o momento em que surge. A um dia do julgamento do AKP e nenhum grupo radical reivindica mais um acto hediondo que ceifou a vida a 17 pessoas e deixaou feridas cerca de centena e meia.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Momento decisivo para a Turquia
Começa hoje, na Turquia, o julgamento do partido do Presidente Gül e do Primeiro-Ministro Erdogan, o AKP.
Pretendem os auto-considerados bastiões do regime laico turco, desta feita não as Forças Armadas mas elementos do poder judicial, que o partido seja ilegalizado e os seus responsáveis máximos impedidos de assumir e exercer cargos políticos.
De seguir este julgamento, que mais não passa de uma tentativa de golpe de Estado por parte de alguns actores do poder judicial, estando na iminência a convocação de eleições legislativas antecipadas.
Pretendem os auto-considerados bastiões do regime laico turco, desta feita não as Forças Armadas mas elementos do poder judicial, que o partido seja ilegalizado e os seus responsáveis máximos impedidos de assumir e exercer cargos políticos.
De seguir este julgamento, que mais não passa de uma tentativa de golpe de Estado por parte de alguns actores do poder judicial, estando na iminência a convocação de eleições legislativas antecipadas.
A detenção de Karadzic - o papel de Kostunica
A detenção de Karadzic por parte dos serviços secretos sérvios, na semana passada, pode permitir esclarecer um variado conjunto de questões. Uma das quais prende-se com a posição, ao longo destes anos, de Kostunica para com os famosos foragidos sérvios: Karadzic e Mladic.
Recorde-se que Kostunica foi o Presidente sérvio que divergiu da postura do então Primeiro-Ministro Dindic, depois assassinado, na sequência da sua permissão para extraditar Milosevic para Haia.
Recorde-se que Kostunica foi o Presidente sérvio que divergiu da postura do então Primeiro-Ministro Dindic, depois assassinado, na sequência da sua permissão para extraditar Milosevic para Haia.
Aos poucos o homem revela-se
Com um périplo pela Ásia e Europa na semana passada, Obama quis mostrar que conhecia bem as questões externas e que tem respostas para os problemas.
Ora, não fosse a ilusão que alguma imprensa europeia tem alimentado sobre o candidato Democrata, e perceber-se-ia que o seu tour foi um flop.
No caso do Iraque, rendeu-se à evidência do sucesso da nova estratégia norte-americana no país. Todavia, pouco ciente da realidade mundial, e em especial do combate ao terrorismo, disse querer retirar as tropas em 16 meses, como se um país ainda instável se pudesse dar ao luxo de dispensar a ajuda na defesa e segurança nacionais.
Quanto ao Afeganistão, pelos vistos o Senador do Illinois conhece pouco a realidade afegã, tal como as hipóteses de uma potência marítima (como é o caso dos EUA) ganhar batalhas em terra, sem ter fortes aliados internos. No Afeganistão disse ter-se dado muito bem com Karzai. Poucos dias depois, na Europa, já não demonstrava ser o mesmo entusiasta com o Presidente afegão.
Por cá, no nosso Velho Continente, Obama quis imitar Kennedy. Merkel, e bem, não apreciou uma intervenção junto às Portas de Brandemburgo. Teve como palco outra área nobre de Berlim.
Ciente da sua popularidade entre muitos europeus, Obama disse o mais demagógico que pode haver: quer acabar com as armas nucleares. Será que o Senador do Illinois está a concorrer à Casa Branca ou à liderança da Quercus? Por muito agradável que seja ouvir tal desiderato, há ameaças que fazem com que as grandes potências reservem poderio militar para si, em caso de extrema necessidade.
E, cereja no topo do bolo, Obama teve oportunidade de visitar, na Alemanha, os militares norte-americanos feridos em combate, mas sem permissão de ter câmaras de filmar a acompanhar o candidato nessa visita. Que fez Obama? Não visitou os militares.
Já dizia Lincoln: Pode-se enganar todas as pessoas durante algum tempo, mas não se pode enganar todo o mundo por todo tempo.
(Publicado no Câmara de Comuns)
Ora, não fosse a ilusão que alguma imprensa europeia tem alimentado sobre o candidato Democrata, e perceber-se-ia que o seu tour foi um flop.
No caso do Iraque, rendeu-se à evidência do sucesso da nova estratégia norte-americana no país. Todavia, pouco ciente da realidade mundial, e em especial do combate ao terrorismo, disse querer retirar as tropas em 16 meses, como se um país ainda instável se pudesse dar ao luxo de dispensar a ajuda na defesa e segurança nacionais.
Quanto ao Afeganistão, pelos vistos o Senador do Illinois conhece pouco a realidade afegã, tal como as hipóteses de uma potência marítima (como é o caso dos EUA) ganhar batalhas em terra, sem ter fortes aliados internos. No Afeganistão disse ter-se dado muito bem com Karzai. Poucos dias depois, na Europa, já não demonstrava ser o mesmo entusiasta com o Presidente afegão.
Por cá, no nosso Velho Continente, Obama quis imitar Kennedy. Merkel, e bem, não apreciou uma intervenção junto às Portas de Brandemburgo. Teve como palco outra área nobre de Berlim.
Ciente da sua popularidade entre muitos europeus, Obama disse o mais demagógico que pode haver: quer acabar com as armas nucleares. Será que o Senador do Illinois está a concorrer à Casa Branca ou à liderança da Quercus? Por muito agradável que seja ouvir tal desiderato, há ameaças que fazem com que as grandes potências reservem poderio militar para si, em caso de extrema necessidade.
E, cereja no topo do bolo, Obama teve oportunidade de visitar, na Alemanha, os militares norte-americanos feridos em combate, mas sem permissão de ter câmaras de filmar a acompanhar o candidato nessa visita. Que fez Obama? Não visitou os militares.
Já dizia Lincoln: Pode-se enganar todas as pessoas durante algum tempo, mas não se pode enganar todo o mundo por todo tempo.
(Publicado no Câmara de Comuns)
quinta-feira, 24 de julho de 2008
Dúvidas destes dias
A participação no Câmara de Comuns tem sido bastante interesse e de certo modo, o tempo empregue na blogosfera tem sido mais encaminhado para este novo projecto.
Por isso, é natural observar a diminuição da publicação de textos, aqui, no Palavra Aberta.
Apesar de lá escrever mais sobre política nacional e, aqui, questões de âmbito internacional, várias das quais dizem pouco respeito ao nosso quotidiano nacional, estou na dúvida de continuar a manter activo este blogue, dada a sua especificidade.
Por isso, é natural observar a diminuição da publicação de textos, aqui, no Palavra Aberta.
Apesar de lá escrever mais sobre política nacional e, aqui, questões de âmbito internacional, várias das quais dizem pouco respeito ao nosso quotidiano nacional, estou na dúvida de continuar a manter activo este blogue, dada a sua especificidade.
terça-feira, 22 de julho de 2008
Curso de Verão
O Instituto da Democracia Portuguesa organiza, entre 25 e 27 de Julho, um curso de Política.
As inscrições ainda estão abertas.
As inscrições ainda estão abertas.
domingo, 20 de julho de 2008
A incoerência de Obama
Barack Obama defende reforço das tropas americanas no Afeganistão
Com a leitura correcta de que o Afeganistão é um dos palcos mundiais mais periclitantes e onde a intervenção se deve efectuar para não perder a batalha contra o terrorismo, é o mesmo Obama que quer retirar quanto antes tropas do Iraque, sem garantir a estabilidade do território.
Tal como o Afeganistão, o Iraque é um dos palcos onde a batalha da segurança não se pode perder e retirar contingentes antes de tempo seria tão ou mais trágico do que a errada intervenção de 2003.
(Publicado no Câmara de Comuns)
Com a leitura correcta de que o Afeganistão é um dos palcos mundiais mais periclitantes e onde a intervenção se deve efectuar para não perder a batalha contra o terrorismo, é o mesmo Obama que quer retirar quanto antes tropas do Iraque, sem garantir a estabilidade do território.
Tal como o Afeganistão, o Iraque é um dos palcos onde a batalha da segurança não se pode perder e retirar contingentes antes de tempo seria tão ou mais trágico do que a errada intervenção de 2003.
(Publicado no Câmara de Comuns)
quinta-feira, 17 de julho de 2008
O revés para Cristina Kirchner
La votación terminó igualada en 36 votos. Y el vicepresidente tuvo que desempatar. "Voto en contra. Que la historia me juzgue", dijo en un mensaje dramático, a las 4.25. El debate en el Senado duró 18 horas. La decisión es un durísimo revés político para el Gobierno, que enfrenta disidencias en el peronismo y el alejamiento de algunos aliados. El campo y la oposición, los ganadores.
Ontem vi um pouco da emissão de um canal argentino, já a sessão do Senado durava há oito horas e não se perspectivava o fim da sessão, mas nunca esperei que tivesse a duração de 18 horas.
Ao contrário do que previ, e do que esperava a Presidente argentina, a sua proposta de aumentar os impostos das exportações agrícolas foi reprovada, e quem decidiu foi o Vice-Presidente, dado o empate de votos que se registava.
A crise institucional está instalada e a fragilidade da liderança de Kirchener está mais acentuada.
Com uma frase que faz lembrar a de Fidel, quando foi julgado em 1958, por tentativa de derrubar a ditadura de Fulgêncio Batista, de que a história o absolveria, Julio Cobos, o braço direito da Chefe de Estado vetou o aumento e expressou: "Que la historia me juzgue, pido perdón si me equivoco. Mi voto no es positivo, mi voto es en contra."
Para seguir e acompanhar esta derrota histórica do kirshnerismo e as suas consequências.
Ontem vi um pouco da emissão de um canal argentino, já a sessão do Senado durava há oito horas e não se perspectivava o fim da sessão, mas nunca esperei que tivesse a duração de 18 horas.
Ao contrário do que previ, e do que esperava a Presidente argentina, a sua proposta de aumentar os impostos das exportações agrícolas foi reprovada, e quem decidiu foi o Vice-Presidente, dado o empate de votos que se registava.
A crise institucional está instalada e a fragilidade da liderança de Kirchener está mais acentuada.
Com uma frase que faz lembrar a de Fidel, quando foi julgado em 1958, por tentativa de derrubar a ditadura de Fulgêncio Batista, de que a história o absolveria, Julio Cobos, o braço direito da Chefe de Estado vetou o aumento e expressou: "Que la historia me juzgue, pido perdón si me equivoco. Mi voto no es positivo, mi voto es en contra."
Para seguir e acompanhar esta derrota histórica do kirshnerismo e as suas consequências.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Argentina a ferro e fogo
Na véspera de uma decisiva votação no Senado argentino, sobre a aplicação de impostos aplicados às exportações agrícolas, patrocinado pela Presidente da República Cristina Kirchner, as ruas de Buenos Aires encheram-se de pessoas, uns bons milhares repudiando e outros tantos apoiando a medida.
Há mais de 100 dias que a polémica proposta tem deixado o país paralisado e a crise argentina volta a emergir.
E, não deixa de ser paradoxal, num momento em que a Argentina podia beneficiar com a crise mundial, pois é um dos maiores produtores mundiais de bens alimentares essenciais, o país está a ferro e fogo e afecta, directamente, a economia de países vizinhos.
Em suma, a votação desta quarta-feira torna-se um verdadeiro referendo à liderança de Cristina Kirchner. Por isso, é de antever que a sua proposta passe, porque a não passar, pode abrir-se uma crise institucional e a precipitação de eleições presidenciais.
A ler a interessante entrevista dada por um dos principais artífices da recuperação da Argentina no início desta década; Roberto Lavagna:
BBC Brasil - O que a Argentina precisa fazer para não entrar em uma nova crise econômica?
Roberto Lavagna - O plano de sucesso da Argentina durante quatro anos estava baseado em seis pilares. Superávit fiscal alto, dólar alto, juros baixos, redução da dívida, consumo como motor do crescimento e dos investimentos e distribuição de renda.
BBC Brasil - Destes seis pilares, poderia se afirmar...
Roberto Lavagna - O superávit cresceu, o dólar caiu, os juros subiram, a dívida está subindo. E a inflação está fazendo com que parte do poder de compra da população caia e há pior distribuição de renda e em conseqüência se enfraquece o consumo. E (...) os investimentos não chegam porque o consumo cai.
Há mais de 100 dias que a polémica proposta tem deixado o país paralisado e a crise argentina volta a emergir.
E, não deixa de ser paradoxal, num momento em que a Argentina podia beneficiar com a crise mundial, pois é um dos maiores produtores mundiais de bens alimentares essenciais, o país está a ferro e fogo e afecta, directamente, a economia de países vizinhos.
Em suma, a votação desta quarta-feira torna-se um verdadeiro referendo à liderança de Cristina Kirchner. Por isso, é de antever que a sua proposta passe, porque a não passar, pode abrir-se uma crise institucional e a precipitação de eleições presidenciais.
A ler a interessante entrevista dada por um dos principais artífices da recuperação da Argentina no início desta década; Roberto Lavagna:
BBC Brasil - O que a Argentina precisa fazer para não entrar em uma nova crise econômica?
Roberto Lavagna - O plano de sucesso da Argentina durante quatro anos estava baseado em seis pilares. Superávit fiscal alto, dólar alto, juros baixos, redução da dívida, consumo como motor do crescimento e dos investimentos e distribuição de renda.
BBC Brasil - Destes seis pilares, poderia se afirmar...
Roberto Lavagna - O superávit cresceu, o dólar caiu, os juros subiram, a dívida está subindo. E a inflação está fazendo com que parte do poder de compra da população caia e há pior distribuição de renda e em conseqüência se enfraquece o consumo. E (...) os investimentos não chegam porque o consumo cai.
terça-feira, 15 de julho de 2008
Alguns passos importantes alcançados em Paris
O projecto para o Mediterrâneo que Sarkozy lançou no domingo teve mais de espectáculo do que de concreto. De qualquer modo, é indiscutível que a Presidência francesa da UE teve o mérito de sentar à mesma mesa o Presidente sírio e o Primeiro-Ministro israelita. O que é, por si, já um feito.
E foi o Chefe de Estado sírio, Bashar Al-Assad, que acabou por ser a figura proeminente nestes dias. Primeiro, em França, por uma questão da política exterior gaulesa. Sarkozy quebrou, e bem, com um tabu que Chirac tinha instituído, de isolar a Síria (que está pretensamente envolvida com o assassinato de Rafik Hariri, próximo de Chirac). Ora, se da parte de Damasco há vontade de abertura, o momento é de aproveitar a oportunidade, não de excluir quem pode e é parte da solução, em termos de estabilidade no Médio Oriente. E aqui há mérito francês, de corresponder à abertura síria - facto que provocou bastantes indisposições em Teerão, vendo algumas mentes mais ortodoxas como uma traição, a posição de Al-Assad.
Por outro lado, o Presidente sírio manifestou bom-senso. Um entendimento com Israel não dispensa o envolvimento dos EUA. E presentemente, a poucos meses de renovar a Administração de Washington, é desejável estabelecer um entendimento com a futura liderança norte-americana. Quem não se pode descartar das negociações é Israel e Al-Assad foi objectivo e sincero, dada a debilidade da liderança política israelita, com um Governo na iminência de cair, não se pode acordar qualquer entendimento que um futuro Governo de Tel Aviv venha a rasgar. E com o cenário actual, de previsível antecipação de eleições e a possível vitória do Likud, a concretização de um entendimento, especialmente relacionado com os Montes Goulã será difícil.
Do encontro de domingo, saldo positivo, pelo diálogo e acordo entre sírios e libaneses de abertura de embaixadas dos países nos dois Estados. Quanto ao projecto para o Mediterrâneo, continua a evidenciar-se muita vontade mas pouco empenho de muitos dos presentes, em especial da orla sul.
E foi o Chefe de Estado sírio, Bashar Al-Assad, que acabou por ser a figura proeminente nestes dias. Primeiro, em França, por uma questão da política exterior gaulesa. Sarkozy quebrou, e bem, com um tabu que Chirac tinha instituído, de isolar a Síria (que está pretensamente envolvida com o assassinato de Rafik Hariri, próximo de Chirac). Ora, se da parte de Damasco há vontade de abertura, o momento é de aproveitar a oportunidade, não de excluir quem pode e é parte da solução, em termos de estabilidade no Médio Oriente. E aqui há mérito francês, de corresponder à abertura síria - facto que provocou bastantes indisposições em Teerão, vendo algumas mentes mais ortodoxas como uma traição, a posição de Al-Assad.
Por outro lado, o Presidente sírio manifestou bom-senso. Um entendimento com Israel não dispensa o envolvimento dos EUA. E presentemente, a poucos meses de renovar a Administração de Washington, é desejável estabelecer um entendimento com a futura liderança norte-americana. Quem não se pode descartar das negociações é Israel e Al-Assad foi objectivo e sincero, dada a debilidade da liderança política israelita, com um Governo na iminência de cair, não se pode acordar qualquer entendimento que um futuro Governo de Tel Aviv venha a rasgar. E com o cenário actual, de previsível antecipação de eleições e a possível vitória do Likud, a concretização de um entendimento, especialmente relacionado com os Montes Goulã será difícil.
Do encontro de domingo, saldo positivo, pelo diálogo e acordo entre sírios e libaneses de abertura de embaixadas dos países nos dois Estados. Quanto ao projecto para o Mediterrâneo, continua a evidenciar-se muita vontade mas pouco empenho de muitos dos presentes, em especial da orla sul.
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A disputa acesa pela direita espanhola continua
La caída de Zapatero sigue sin aprovecharla el líder del principal partido de la oposición, Mariano Rajoy, que permanece anclado en niveles modestos de aceptación (4,3 en este caso), aunque la diferencia con el jefe del Gobierno se ha reducido.
Y como la política no suele admitir incertidumbres prolongadas ni vacíos, toda esta situación facilita la emergencia de otra personalidad alternativa. Así, el político mejor valorado por el conjunto de los españoles es el alcalde de Madrid, Alberto Ruiz-Gallardón (PP), con una puntuación de 5,6 en el momento presente.
Caro Adolfo,
Retomando uma conversa que estabelecemos no início do ano, a propósito da direita espanhola e dos cenários de lideranças a seguir a Rajoy, recordo-me das leituras distintas que tivemos. Pois bem, num momento de crise, em que o primeiro a pagar politicamente a factura é o Governo, e com isso, desde logo, Zapatero, neste momento, em Espanha, o político espanhol mais 'cotado' é o alcaide de Madrid, um dos possíveis sucessores de Rajoy.
Esperanza Aguirre, a sua arqui-inimiga, e também hipotética candidata à liderança dos populares, fica uns furos abaixo de Gallardón.
Poderás argumentar, e com todo o sentido: ainda muita água vai correr debaixo da ponte, nomeadamente o congresso dos populares de Madrid do próximo Outono, acerca do qual Gallardón já disse apoiar Aguirre se esta quiser a liderança federativa. Todavia, não deixa de ser mais um sinal daquilo que pode confirmar-se, após a saída de Rajoy (resta saber se antes ou depois das legislativas de 2012), Gallardón surge como um dos nomes mais fortes.
Uma vez mais, as duas correntes ideológicas mais predominantes do PP, personificadas por Gallardón e Aguirre, a moderada e a aguerrida respectivamente, continuam latentes.
Y como la política no suele admitir incertidumbres prolongadas ni vacíos, toda esta situación facilita la emergencia de otra personalidad alternativa. Así, el político mejor valorado por el conjunto de los españoles es el alcalde de Madrid, Alberto Ruiz-Gallardón (PP), con una puntuación de 5,6 en el momento presente.
Caro Adolfo,
Retomando uma conversa que estabelecemos no início do ano, a propósito da direita espanhola e dos cenários de lideranças a seguir a Rajoy, recordo-me das leituras distintas que tivemos. Pois bem, num momento de crise, em que o primeiro a pagar politicamente a factura é o Governo, e com isso, desde logo, Zapatero, neste momento, em Espanha, o político espanhol mais 'cotado' é o alcaide de Madrid, um dos possíveis sucessores de Rajoy.
Esperanza Aguirre, a sua arqui-inimiga, e também hipotética candidata à liderança dos populares, fica uns furos abaixo de Gallardón.
Poderás argumentar, e com todo o sentido: ainda muita água vai correr debaixo da ponte, nomeadamente o congresso dos populares de Madrid do próximo Outono, acerca do qual Gallardón já disse apoiar Aguirre se esta quiser a liderança federativa. Todavia, não deixa de ser mais um sinal daquilo que pode confirmar-se, após a saída de Rajoy (resta saber se antes ou depois das legislativas de 2012), Gallardón surge como um dos nomes mais fortes.
Uma vez mais, as duas correntes ideológicas mais predominantes do PP, personificadas por Gallardón e Aguirre, a moderada e a aguerrida respectivamente, continuam latentes.
Simplesmente abjecto
Se fosse norte-americano seria Democrata. Apesar disso, nunca tive grande simpatia pelo Senador do Illinois e agora candidato Democrata à Casa Branca, de tal modo que desejo a vitória de John McCain no próximo dia 4 de Novembro. Porém, isso não anula o respeito que Obama merece e é por esse motivo, mas também pela política com elevação, que considero esta capa do The New Yorker do mais pútrido que pode haver.
Procurar caricaturar Obama, na Casa Branca, como um terrorista, pelos trajes análogos a Bin Laden, que surge em imagem num quadro de parede - qual ícone!-, por cima da lareira na qual arde uma bandeira dos EUA, ao mesmo tempo que se pretende mostrar a mulher de Obama como uma facínora, é algo do mais desprezível que há em política e do mais rasteiro de que tenho memória.
Uma coisa é não concordar com as políticas e propostas apresentadas por Obama. Outra, completamente diferente, é insinuar que o Senador do Illinois não é um patriota e representa um autêntico atentado aos EUA.
A terra do Tio Sam tem tanto de admirável como de lamentável e esta capa, mais do que lamentável, é totalmente desprezível e com finalidades de manipulação muito bem explícitas. Até porque, como se costuma dizer, e adaptando a máxima, um cartoon vale mais que mil palavras. Simplesmente abjecto.
Publicado no Câmara de Comuns
Procurar caricaturar Obama, na Casa Branca, como um terrorista, pelos trajes análogos a Bin Laden, que surge em imagem num quadro de parede - qual ícone!-, por cima da lareira na qual arde uma bandeira dos EUA, ao mesmo tempo que se pretende mostrar a mulher de Obama como uma facínora, é algo do mais desprezível que há em política e do mais rasteiro de que tenho memória.
Uma coisa é não concordar com as políticas e propostas apresentadas por Obama. Outra, completamente diferente, é insinuar que o Senador do Illinois não é um patriota e representa um autêntico atentado aos EUA.
A terra do Tio Sam tem tanto de admirável como de lamentável e esta capa, mais do que lamentável, é totalmente desprezível e com finalidades de manipulação muito bem explícitas. Até porque, como se costuma dizer, e adaptando a máxima, um cartoon vale mais que mil palavras. Simplesmente abjecto.
Publicado no Câmara de Comuns
Bélgica volta a perder Primeiro-Ministro
El primer ministro belga presenta su dimisión
la noticia de la dimisión ha llegado de manera totalmente inesperada, a pesar de los problemas que existían en el terreno de la reforma institucional para la descentralización del Estado.
A passos largos, a Bélgica caminha para se bater, lado a lado, com a Itália em termos de instabilidade governamental.
Uma vez mais, na base da crise, estão as políticas de descentralização de poderes para as duas grandes regiões e comunidas belgas.
la noticia de la dimisión ha llegado de manera totalmente inesperada, a pesar de los problemas que existían en el terreno de la reforma institucional para la descentralización del Estado.
A passos largos, a Bélgica caminha para se bater, lado a lado, com a Itália em termos de instabilidade governamental.
Uma vez mais, na base da crise, estão as políticas de descentralização de poderes para as duas grandes regiões e comunidas belgas.
O cerco continua a apertar-se
Detido um dos chefes da guerrilha das FARC
O grupo terrorista e narcotraficante que o PCP tanto admira continua a ver os seus pilares tombarem. Boas notícias!
O grupo terrorista e narcotraficante que o PCP tanto admira continua a ver os seus pilares tombarem. Boas notícias!
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Inevitável
Obama perde eleitores por mudar de discurso
Como seria de esperar, o Senador de Illinois começa a apresentar as suas fragilidades. Nesta recta final evidenciam-se as bases de um discurso inicial enviesado, que se fez a pensar naquilo que as pessoas queriam ouvir e não naquilo que realmente se pode e tem de fazer.
A realidade é bem mais forte do que as ilusões que se querem criar. Obama está a sentir isso.
Como seria de esperar, o Senador de Illinois começa a apresentar as suas fragilidades. Nesta recta final evidenciam-se as bases de um discurso inicial enviesado, que se fez a pensar naquilo que as pessoas queriam ouvir e não naquilo que realmente se pode e tem de fazer.
A realidade é bem mais forte do que as ilusões que se querem criar. Obama está a sentir isso.
O poderio da Gazprom
Ahmadinejad se disse "muito interessado pelo aprofundamento das relações com a Rússia no setor do petróleo e do gás", segundo a TV pública.
A diplomacia russa continua a trilhar o caminho de tornar o potentado eslavo no mais influente em termos energéticos à escala global.
O cerco do Ocidente ao Irão e a fragilidade do regime de Teerão, enfrentar, por si só, as investidas diplomáticas e económicas dos Estados ocidentais por causa do programa nuclear iraniano, favorecem a entrada e aliança com russos e chineses, que estão a financiar a antiga Pérsia.
O grande e forte tentáculo do Estado russo, Gazprom, continua a estender os seus tentáculos, com nítidos ganhos para Moscovo.
A diplomacia russa continua a trilhar o caminho de tornar o potentado eslavo no mais influente em termos energéticos à escala global.
O cerco do Ocidente ao Irão e a fragilidade do regime de Teerão, enfrentar, por si só, as investidas diplomáticas e económicas dos Estados ocidentais por causa do programa nuclear iraniano, favorecem a entrada e aliança com russos e chineses, que estão a financiar a antiga Pérsia.
O grande e forte tentáculo do Estado russo, Gazprom, continua a estender os seus tentáculos, com nítidos ganhos para Moscovo.
O grande desafio de Obama
Obama entiende, pues, que lo que sirvió para derrotar a Clinton no servirá para derrotar a McCain.
O Senador do Illinois percebeu que a sua campanha primária, por mais sucesso que alcançou, e foi significativa, a tal ponto que conquistou a nomeação, não lhe dá as mesmas perspectivas de levar a melhor em 4 de Novembro.
Por isso, a mudança de posições nesta fase final, mais centradas na responsabilidade e não no onirismo. E aqui reside o grande desafio de Obama, ganhar a América que não se pode dar ao luxo de sonhar com meras pretensões de mundos floridos, pois olha constantemente para a carteira e conta os tostões que tem.
O Senador do Illinois percebeu que a sua campanha primária, por mais sucesso que alcançou, e foi significativa, a tal ponto que conquistou a nomeação, não lhe dá as mesmas perspectivas de levar a melhor em 4 de Novembro.
Por isso, a mudança de posições nesta fase final, mais centradas na responsabilidade e não no onirismo. E aqui reside o grande desafio de Obama, ganhar a América que não se pode dar ao luxo de sonhar com meras pretensões de mundos floridos, pois olha constantemente para a carteira e conta os tostões que tem.
domingo, 13 de julho de 2008
Uma embaixada que dá dinheiro
El presidente de Bolivia, Evo Morales, reveló que recibe recursos "directamente" de la embajada de Venezuela en La Paz, para eludir la burocracia del Tesoro de su país o del Banco Central, según señaló este sábado en un discurso ante cientos de mineros de cooperativas privadas.
"Por ésa y muchas razones yo dije al presidente (de Venezuela, Hugo) Chávez (que) en vez de que me mande plata al Tesoro General de la Nación -y después retirar (el dinero) va a costar (tiempo)- por qué (no) más bien, de la misma embajada, puede firmar la inversión directamente", señaló.
O novo conceito de embaixada banqueira surgiu na Bolívia, com a embaixada venezuelana em La Paz a financiar os projectos do Presidente Morales.
Se a dependência ideológica de Caracas já era conhecida e manifesta, se existência de financiamentos do regime de Caracas ao de La Paz bastante suspeita, Morales clarificou tudo. Se isto não é tornar um país soberano dependente de outro, o que será? E tudo é feito para iludir as Finanças bolivianas.
Talvez fosse melhor o referendo do próximo dia 10 de Outubro não abordar a continuidade ou não de Morales na presidência mas sim a continuidade ou não da dependência de Caracas. Ao fim e ao cabo acaba por ser a mesma coisa. A continuação de Morales na presidência boliviana mais não representa do que a continuação de Chávez a determinar o futuro da Bolívia.
"Por ésa y muchas razones yo dije al presidente (de Venezuela, Hugo) Chávez (que) en vez de que me mande plata al Tesoro General de la Nación -y después retirar (el dinero) va a costar (tiempo)- por qué (no) más bien, de la misma embajada, puede firmar la inversión directamente", señaló.
O novo conceito de embaixada banqueira surgiu na Bolívia, com a embaixada venezuelana em La Paz a financiar os projectos do Presidente Morales.
Se a dependência ideológica de Caracas já era conhecida e manifesta, se existência de financiamentos do regime de Caracas ao de La Paz bastante suspeita, Morales clarificou tudo. Se isto não é tornar um país soberano dependente de outro, o que será? E tudo é feito para iludir as Finanças bolivianas.
Talvez fosse melhor o referendo do próximo dia 10 de Outubro não abordar a continuidade ou não de Morales na presidência mas sim a continuidade ou não da dependência de Caracas. Ao fim e ao cabo acaba por ser a mesma coisa. A continuação de Morales na presidência boliviana mais não representa do que a continuação de Chávez a determinar o futuro da Bolívia.
Porta aberta para entendimentos no País Basco
La "ventaja" de los populares vascos para sustituir "en el poder" a quien "ya se ha convertido en un problema para la sociedad vasca" es, según sus palabras, la falta de "complejos, ni de vascos ni de españoles". También deseó "poder acordar temas de fondo con quienes dicen que quieren ser alternativa al PNV", en alusión al PSE.
Poder-se-á dizer que se confirmou o esperado: os populares bascos abrem a porta a possíveis entendimentos com os socialistas, caso os resultados da próxima eleição autonómica permitam os partidos nacionais - PSOE e PP - formar uma coligação e governar o País Basco.
Poder-se-á dizer que se confirmou o esperado: os populares bascos abrem a porta a possíveis entendimentos com os socialistas, caso os resultados da próxima eleição autonómica permitam os partidos nacionais - PSOE e PP - formar uma coligação e governar o País Basco.
Annapolis dois
Israéliens et Palestiniens n'ont "jamais été aussi proches d'un accord" de paix, a déclaré le premier ministre israélien Ehud Olmert dimanche à Paris après une entrevue avec le président de l'Autorité palestinienne Mahmoud Abbas, en présence de Nicolas Sarkozy.
Olmert sabe muito bem que a Paz no Médio Oriente não está próxima. Pelo contrário. E há vários factores que concorrem para esta indecisão, factores tanto endógenos como exógenos a Israel.
Olmert sabe muito bem que a Paz no Médio Oriente não está próxima. Pelo contrário. E há vários factores que concorrem para esta indecisão, factores tanto endógenos como exógenos a Israel.
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