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quarta-feira, 23 de abril de 2008

Boa aposta brasileira

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Brasil, Celso Amorim, afirmou hoje que a promoção do Português é uma prioridade para o seu país e anunciou a criação de uma Universidade da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Boa medida anunciada na Guiné-Bissau pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros brasileiro. Quando tanto se duvidava do empenho do Brasil na lusofonia, eis um bom e essencial contributo do gigante lusófono, em especial pelo benefício de africanos e timorenses.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Sim ao acordo ortográfico


Não sou leitor assíduo da revista Atlântico, mas o tema em destaque no mês que agora finda, muito em voga e debate na nossa sociedade, do acordo ortográfico, captou a minha atenção, que foi ainda mais estimulada por uma capa apelativa.
Confesso que, a priori, me faz alguma confusão o acordo, devido a anos de utilização de uma escrita que a breve prazo perde o seu sentido, dado o quadro global em que vivemos. Mas ao ler o artigo de Salles Villar, na Atlântico de Março, rendo-me, em termos racionais, à importância do novo acordo ortográfico, por causa da lusofonia.
A língua, como se sabe, é dinâmica, não é estanque.
Este acordo representará uma grande oportunidade e impulso para a Lusofonia, como o autor do escrito tão bem demonstra, quando apresenta e de certo modo compara com os exemplos inglês, francês, espanhol e árabe.
O acordo não coloca em causa a fonética, nem é esse o objectivo. Cada país lusófono continuará com a sua própria especificidade, que é, já de si, muito rica em cada Estado. O novo acordo vem, isso sim, regular uma realidade escrita que presentemente tende a afastar as margens do Atlântico norte com as do Atlântico sul e que não mais pode continuar separada.
A nova realidade não pode ser encarada como uma perda de ninguém, mas um ganho de todos os lusofalantes.
O novo acordo, ainda que me incomode emocionalmente, não me desagrada em termos racionais. Pelo contrário. Afinal, a Lusofonia sai favorecida.
Penso que os responsáveis da revista Atlântico poderiam, em breve, disponibilizar o texto de Salles Villar.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Parados no tempo II

Através deste comentário do Luís, ficamos esclarecidos quanto à atitude e forma de estar do Presidente de Moçambique, que num momento diz ficar livre da "dominação estrangeira" e noutro passa o controlo da barragem para estrangeiros: Cahora Bassa fica nas mãos de eléctrica canadiana.
Verificamos, 30 anos depois, que Portugal e Moçambique continuam com traumas. Nós cometemos um erro estratégico lamentável, ao abrir mão de uma das mais importantes e produtivas centrais africanas. Considero espantoso como em Portugal se diz ter feito um bom acordo! Moçambique, de acordo com o seu Chefe de Estado, transpira uma atitude traumática do colonialismo.
É por estas e por outras que a Lusofonia tem um caminho difícil de empreender.