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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Apoio belga à adesão da Albânia

A Tirana où il a effectué une visite de quelques heures, le Premier ministre belge a rencontré son homologue albanais, Sali Berisha, qu’il a assuré du soutien de son pays à l’intégration de l’Albanie à l’Union européenne.

Yves Leterme este hoje em Tirana, a prepar a presidência belga do segundo semestre deste ano. Ao homólogo albanês declarou o apoio belga à adesão da Albânia no projecto comunitário.

O mito do "eurocaos"

la verdadera historia que está detrás del eurocaos no se basa en el despilfarro de los políticos, sino en la arrogancia de las élites; concretamente, las élites políticas que instaron a Europa a adoptar una moneda única mucho antes de que el continente estuviera preparado para un experimento de este tipo.

Paul Krugman considera que a UE não estava preparada para a moeda única. O que se lamenta da leitura de tão nobelizado académico, é a referência ao facto de grande parte das economias europeias não estar de rastos por causa do €uro.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Encerramento da última central da geração de Chernobil

Lituania se quedó ayer huérfana de la central de Ignalina, su única planta nuclear, cuyo reactor de fabricación soviética RBMK 1500 -de la generación de Chernóbil- proporcionaba un 70% de la energía eléctrica consumida en el país báltico. Vilna cerró la central el 31 de diciembre en cumplimiento de un compromiso asumido a principios de la pasada década con la Unión Europea por razones de seguridad. Bruselas exigió el cierre como condición para la adhesión lituana al club europeo, materializada en 2004.

Se o encerramento da central nuclear de Ignalina, na Lituânia, é um bom passo, por outro, não deixa de ser preocupante a falta de resposta que se dá a este fecho, que torna a Lituânia, e por inerência, a UE, um pouco mais dependente da energia russa.

Até quando os europeus continuarão a dar bons trunfos a Moscovo para ficar na sua dependência, que ao invés de reduzir aumenta?

Há muito que falta uma política energética comum.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Solana termina mandato

Solana dice adiós a tres décadas en primera línea

É, sem dúvida, um dos políticos espanhóis com mais currículo e intervenção no mundo.

Ao longo de 30 anos, Javier Solana este na ribalta da política mundial. Primeiro, como governante espanhol, depois como Secretário-Geral da NATO e, finalmente, como chefe da diplomacia europeia.

Não fui grande entusiasta dos seus mandatos, pois não obstante a áura de grande diplomata, não obteve resultados desejados, como travar o projecto nuclear iraniano, no qual mais pareceu uma marioneta de Teerão, por acreditar que o regime iraniano iria negociar, quando protelou e alcançou sempre os seus objectivos, de não ver o seu projecto travado.

Cedo se habitou a ser indicado e não sufragado para os postos. Ainda há poucos anos, num dos combates mais difíceis do PSOE, pela capital espanhola, Solana rejeitou candidatar-se contra Gallardón. De qualquer modo, um político incontornável, em Espanha e na Europa.

Hoje é um bom dia


O Tratado de Lisboa entra em vigor.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

O extremismo anda à solta pela Europa

KKK leader detained in Prague
Ironically, in his interview with Právo minutes before his arrest, Duke mentioned that he had given speeches all over Europe, including Germany, the Netherlands, Belgium, Sweden and France, without running into problems with the authorities.


A República Checa tem sido um dos palcos europeus onde o extremismo mais se tem manifestado. Ainda há poucos dias, várias de dezenas de neonazis organizaram várias manifestações e provocaram distúrbios em localidades checas. E referimo-nos a um país onde os comunistas defendem a pena de morte. Tudo isto na Europa dos Valores e Direitos Humanos!
A detenção e expulsão do líder do Klu Klux Klan, num restaurante em Praga, no dia 24 de Abril, é mais um testemunho de como o extremismo anda à solta, não só na pátria de Havel mas também na Europa, pois, como a notícia indica, David Duke já deu várias palestras em vários países europeus.
O actual momento, de crise, é propício à mensagem que os extremismos, de direita e esquerda, veiculam. Apelando, sempre pela via da emoção, o irracional, com a promoção do ódio e da xenofobia.
Estas são velhas "receitas" que a Europa tragicamente conhece e os europeus não podem esquecer as nocivas experiências do passado recente.

(Publicado no Câmara de Comuns)

quarta-feira, 29 de abril de 2009

A actual composição partidária do PE por país



A ver, aqui, no Le Figaro.

domingo, 5 de abril de 2009

A adesão turca à UE

Obama et Sarkzoy s'opposent sur l'entrée de la Turquie dans l'UE

Não deve ser Obama a opor-se a Sarkozy, quanto à adesão da Turquia à UE, mas sim a maioria dos líderes europeus, que não devem partilhar da leitura errada e prejudicial do Chefe de Estado gaulês, tanto para a União como para a Turquia, da sua exclusão.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

São Tomé dirá em que ficará este actual estado de total sintonia

O ministro da Defesa afirmou hoje que os discursos dos principais responsáveis políticos na Conferência de Segurança de Munique estão a marcar "um novo ciclo e uma oportunidade para o relançamento das relações" entre Europa e Estados Unidos.

Severiano Teixeira disse o que muitos governantes europeus, da esquerda e da direita, gostam de expressar neste momento, até pela sintonia entre o gosto que os Governos e povos europeus têm pela Administração Obama. Todavia, esta "oportunidade para o relançamento das relações" entre as duas margens do Atlântico norte deverá merecer algum desconforto dos europeus, quando, em breve, Washington, e com sentido, solicitar mais cooperação militar aos europeus para se envolverem e participarem mais em palcos nevrálgicos, como o Afeganistão.
Num momento de crise económica, aí sim, veremos se a Europa estará disposta a "relançar as relações", empregando mais verbas e meios, em cenários de conflito.
Habituados, desde 1945, à sombra e aos gastos de protecção militar norte-americana, é tempo da Europa assumir as suas responsabilidades, e Obama já prometeu isso. Veremos se estaremos dispostos a pagar uma factura, que, em abono da verdade, também é nossa.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

A proposta triangular de González

es difícil hablar del futuro de la gestión Obama, aunque, sin duda, hay que moderar unas expectativas exageradas.
Estados Unidos es, y va a seguir siendo, la primera potencia del mundo, y como tal seguirá teniendo intereses y prioridades globales. Pero la dimensión y complejidad de las crisis que atravesamos hacen imposible que EE UU pueda afrontarlas en solitario. Esto marca el fin de un unilateralismo que ha agravado la situación. Así parece haberlo reconocido el nuevo presidente.
Sin embargo, a los que sienten satisfacción al comprobar que EE UU no puede seguir considerándose como un superpoder en solitario, y anuncian los albores de su decadencia, conviene advertirles que nosotros, europeos o latinoamericanos, tampoco podremos prescindir de Estados Unidos para afrontar los desafíos que tenemos por delante. La ecuación es simple: EE UU no puede solo; sin EE UU no podemos.


Felipe González continua a demonstrar uma grande lucidez política. Sem cair na tentação de endeusar, mas não renegando a oportunidade que a eleição de Obama representa, o antigo Presidente do Governo espanhol lança um desafio a norte-americanos, europeus e latino-americanos, para enfrentar os novos desafios globais.
Uma boa proposta que peca por não merecer o eco que devia, seja em certas chancelarias europeias, mais apostadas no proteccionismo, seja em alguns países latino-americanas, mais preocupados em valorizar o populismo e agitar fantasmas imperialistas, como isso acabasse com a miséria em alguns Estados.

(Publicado no Câmara de Comuns)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Avizinham-se piores tempos em Espanha

Se a previsão do número de desempregados na Irlanda é preocupante, mais do que duplica em quatro anos, a previsão do desemprego em Espanha é mais grave e gritante, com a previsão de 18,7% em 2010.
Para conhecer os dados no nosso País e dos outros Estados-membros, pode consultar aqui as previsões da Comissão, hoje apresentadas.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

A UE à deriva

O actual conflito sobre a distribuição do gás ultrapassa as relações bilaterais entre Kiev e Moscovo e só pode ser resolvido com a participação dos europeus, declarou hoje o Presidente russo, Dmitri Medvedev.

A Ucrânia já pedira a presença da UE no conflito com a Rússia por causa do gás. Agora Moscovo também reclama a presença da União. Apenas a UE não se apresenta onde devia estar, a mediar um conflito e encontrar uma solução partilhada. Esta crise está a provocar grandes danos aos povos europeus. E ainda diz o Primeiro-Ministro checo que o Tratado de Nice é melhor do que o de Lisboa!
Talvez seja tempo dos cidadãos europeus começarem a capacitar-se que deve ser mais exigido a todos os governantes nacionais que as políticas europeias precisam de ser aprofundadas, até porque os nacionalismos bacocos e pseudo-altruístas, por muito emocionais que sejam, não nos aquecem nem dão bem-estar, pelo contrário, só nos prejudicam.

(Publicado no Câmara de Comuns)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Fuga para a frente

La presidencia checa de la UE impulsa la energía nuclear
Topolanek desconcertó ayer a muchos diputados al asegurar que en su opinión "el Tratado de Niza, en vigor, es mejor que el de Lisboa".


Esta Presidência checa da UE está a revelar-se incapaz e totalmente irresponsável. Considerar, como refere o Primeiro-Ministro checo Topolanek, que o Tratado de Nice, em vigor, é melhor do que o de Lisboa - onde estará a atenção do governante perante a incapacidade da UE face ao desentendimento entre Moscovo e Kiev que afecta milhões de europeus, entre eles checos -, e propor, sem qualquer leitura e proposta energética global, que a saída para a actual situação é investir, e em força, no nuclear, só demonstra a fuga em frente deste grupo de políticos irresponsáveis que assume o poder em Praga.

(Publicado no Câmara de Comuns)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O deslocado de Praga

The pragmatic Czechs – with all their criticism of European decision-making mechanisms – will not attempt to initiate a pan-European “velvet revolution” but will promote their interests and priorities. We will treat others as we expect to be treated: with respect for different views. We will be happy if a common denominator in – at least – some cases can be found. Reliance on negotiations and on the positive effect of the diversity of views is what makes Europe Europe.
The EU presidency might give us a chance to make use of some of our views to the benefit of the citizens of all EU member states. Their welfare and happiness will be maximised in a free, democratic, decentralised, open and liberalised Europe.


Vital Moreira considera o actual Presidente checo, Vaclav Klaus, o neoliberal de Praga. Não sou tão optimista como Vital Moreira, pois o Chefe de Estado checo é, como os seus actos corroboram, um desfasado da realidade.
Ainda não tive oportunidade de acabar de ler o seu livro "Planeta Azul (não verde) - o que está em perigo, o clima ou a liberdade?", mas do que já li, é de bradar aos céus a tese apresentada. Para Klaus, os ecologistas de hoje e a valorização da defesa ambiental do planeta representam os soviéticos no tempo da Guerra-Fria e são, por isso, atentados à liberdade. Como se a preocupação e mudança de comportamentos nestes tempos, para evitar descalabros ambientais maiores, não fossem necessários.
Agora, com a Presidência checa da UE, Klaus diz que quer maximizar o bem-estar e a felicidade dos europeus. Veja-se, então, a postura checa, de indiferença para com o conflito russo-ucraniano do gás e como isso prejudicou metade dos europeus, mais de 300 milhões de pessoas.
Os actuais líderes políticos checos podem até desconsiderar o projecto europeu, ao menos prezavam os seus nacionais. Mas nem isso. Hoje, a República Checa é um dos países mais afectados pelo corte de gás russo.
O que é curioso, por outro lado, é que talvez Klaus e os seus apaniguados estejam mesmo convencidos de que a República Checa, só por si, fora da UE, teria capacidade para singrar na actualidade, como por exemplo, chegar a Moscovo e fazer valer a sua voz e força para receber gás, não sendo afectada pelo que se passa com outros países, como se tal fosse possível.

Our historical experience gives us a clear instruction: we always need more of markets and less of government intervention. We also know that government failure is more costly than market failure.

Não sei onde esteve Klaus no último ano, caso contrário poderia ter juntado à sua experiência de convicções a recente lição histórica de que o prejuízo do mercado custa-nos tanto como o excesso de Estado nos prejudica. Ou será que a lição vinda dos Estados Unidos não foi a suficiente?
Em suma, Klaus vive num mundo teórico próprio da Guerra-Fria, não no conteúdo mas na forma.
Bem precisam os checos de uma nova e tranquila revolução de veludo!

(Publicado no Câmara de Comuns)

A Rússia a brincar com a UE

Apesar de um acordo parecer iminente a meio da tarde de hoje
Falhanço nas negociações para o fim da crise do gás


Mal tinha acabado de destacar a solução à vista, surge Moscovo a recusar o que estava a dar por acordado. Pelos vistos, o poder dos negociadores russos em Moscovo é bastante diminuto, uma vez que é o chefe do Governo quem determina o que se faz ou não. Assim sendo, é desejável que Putin se sente à mesa das negociações, em vez dos responsáveis da Gazprom, dado que se pouparia tempo com reuniões em que parte dos representantes não tem competência alguma.
Por outro lado, a Rússia demonstra e faz sentir o seu poder. Tivesse a UE uma voz una e seguramente Moscovo não se comportaria como quer e pretende. Mas a culpa não é russa, é nossa.

(Publicado na Câmara de Comuns)