Yves Leterme este hoje em Tirana, a prepar a presidência belga do segundo semestre deste ano. Ao homólogo albanês declarou o apoio belga à adesão da Albânia no projecto comunitário.
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Apoio belga à adesão da Albânia
Yves Leterme este hoje em Tirana, a prepar a presidência belga do segundo semestre deste ano. Ao homólogo albanês declarou o apoio belga à adesão da Albânia no projecto comunitário.
O mito do "eurocaos"
Paul Krugman considera que a UE não estava preparada para a moeda única. O que se lamenta da leitura de tão nobelizado académico, é a referência ao facto de grande parte das economias europeias não estar de rastos por causa do €uro.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Um encontro de socialistas numa Europa da direita
Los asistentes a la cita han coincidido en que el liderazgo político existe en la UE, pero lo que hay que hacer es ejercitarlo para lograr una política económica común, según han informado fuentes del Gobierno. Todos ellos han intercambiado puntos de vista sobre la política económica y social que debe desplegar la UE para propiciar la superación de la crisis, y se han mostrado de acuerdo en la conveniencia de diseñar una política europeísta sobre la base de las medidas comunes que se adoptaron en 2008 para afrontar el colapso del sistema financiero.
O encontro de Zapatero, com o conselho de sábios, tem um foco paradoxal: reúnem-se personalidades do campo socialista numa Europa dominada pela direita.
Quanto às conclusões, indicadas por fontes do El País, elas são quase óbvias, como é evidente o facto dos Governos nacionais da UE não estarem sintonizados em encontrar respostas comuns.
O encontro de Zapatero, com o conselho de sábios, tem um foco paradoxal: reúnem-se personalidades do campo socialista numa Europa dominada pela direita.
Quanto às conclusões, indicadas por fontes do El País, elas são quase óbvias, como é evidente o facto dos Governos nacionais da UE não estarem sintonizados em encontrar respostas comuns.
sábado, 2 de janeiro de 2010
Encerramento da última central da geração de Chernobil
Lituania se quedó ayer huérfana de la central de Ignalina, su única planta nuclear, cuyo reactor de fabricación soviética RBMK 1500 -de la generación de Chernóbil- proporcionaba un 70% de la energía eléctrica consumida en el país báltico. Vilna cerró la central el 31 de diciembre en cumplimiento de un compromiso asumido a principios de la pasada década con la Unión Europea por razones de seguridad. Bruselas exigió el cierre como condición para la adhesión lituana al club europeo, materializada en 2004.
Se o encerramento da central nuclear de Ignalina, na Lituânia, é um bom passo, por outro, não deixa de ser preocupante a falta de resposta que se dá a este fecho, que torna a Lituânia, e por inerência, a UE, um pouco mais dependente da energia russa.
Até quando os europeus continuarão a dar bons trunfos a Moscovo para ficar na sua dependência, que ao invés de reduzir aumenta?
Há muito que falta uma política energética comum.
Se o encerramento da central nuclear de Ignalina, na Lituânia, é um bom passo, por outro, não deixa de ser preocupante a falta de resposta que se dá a este fecho, que torna a Lituânia, e por inerência, a UE, um pouco mais dependente da energia russa.
Até quando os europeus continuarão a dar bons trunfos a Moscovo para ficar na sua dependência, que ao invés de reduzir aumenta?
Há muito que falta uma política energética comum.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Solana termina mandato
Solana dice adiós a tres décadas en primera línea
É, sem dúvida, um dos políticos espanhóis com mais currículo e intervenção no mundo.
Ao longo de 30 anos, Javier Solana este na ribalta da política mundial. Primeiro, como governante espanhol, depois como Secretário-Geral da NATO e, finalmente, como chefe da diplomacia europeia.
Não fui grande entusiasta dos seus mandatos, pois não obstante a áura de grande diplomata, não obteve resultados desejados, como travar o projecto nuclear iraniano, no qual mais pareceu uma marioneta de Teerão, por acreditar que o regime iraniano iria negociar, quando protelou e alcançou sempre os seus objectivos, de não ver o seu projecto travado.
Cedo se habitou a ser indicado e não sufragado para os postos. Ainda há poucos anos, num dos combates mais difíceis do PSOE, pela capital espanhola, Solana rejeitou candidatar-se contra Gallardón. De qualquer modo, um político incontornável, em Espanha e na Europa.
É, sem dúvida, um dos políticos espanhóis com mais currículo e intervenção no mundo.
Ao longo de 30 anos, Javier Solana este na ribalta da política mundial. Primeiro, como governante espanhol, depois como Secretário-Geral da NATO e, finalmente, como chefe da diplomacia europeia.
Não fui grande entusiasta dos seus mandatos, pois não obstante a áura de grande diplomata, não obteve resultados desejados, como travar o projecto nuclear iraniano, no qual mais pareceu uma marioneta de Teerão, por acreditar que o regime iraniano iria negociar, quando protelou e alcançou sempre os seus objectivos, de não ver o seu projecto travado.
Cedo se habitou a ser indicado e não sufragado para os postos. Ainda há poucos anos, num dos combates mais difíceis do PSOE, pela capital espanhola, Solana rejeitou candidatar-se contra Gallardón. De qualquer modo, um político incontornável, em Espanha e na Europa.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
O extremismo anda à solta pela Europa
KKK leader detained in Prague
Ironically, in his interview with Právo minutes before his arrest, Duke mentioned that he had given speeches all over Europe, including Germany, the Netherlands, Belgium, Sweden and France, without running into problems with the authorities.
A República Checa tem sido um dos palcos europeus onde o extremismo mais se tem manifestado. Ainda há poucos dias, várias de dezenas de neonazis organizaram várias manifestações e provocaram distúrbios em localidades checas. E referimo-nos a um país onde os comunistas defendem a pena de morte. Tudo isto na Europa dos Valores e Direitos Humanos!
A detenção e expulsão do líder do Klu Klux Klan, num restaurante em Praga, no dia 24 de Abril, é mais um testemunho de como o extremismo anda à solta, não só na pátria de Havel mas também na Europa, pois, como a notícia indica, David Duke já deu várias palestras em vários países europeus.
O actual momento, de crise, é propício à mensagem que os extremismos, de direita e esquerda, veiculam. Apelando, sempre pela via da emoção, o irracional, com a promoção do ódio e da xenofobia.
Estas são velhas "receitas" que a Europa tragicamente conhece e os europeus não podem esquecer as nocivas experiências do passado recente.
(Publicado no Câmara de Comuns)
Ironically, in his interview with Právo minutes before his arrest, Duke mentioned that he had given speeches all over Europe, including Germany, the Netherlands, Belgium, Sweden and France, without running into problems with the authorities.
A República Checa tem sido um dos palcos europeus onde o extremismo mais se tem manifestado. Ainda há poucos dias, várias de dezenas de neonazis organizaram várias manifestações e provocaram distúrbios em localidades checas. E referimo-nos a um país onde os comunistas defendem a pena de morte. Tudo isto na Europa dos Valores e Direitos Humanos!
A detenção e expulsão do líder do Klu Klux Klan, num restaurante em Praga, no dia 24 de Abril, é mais um testemunho de como o extremismo anda à solta, não só na pátria de Havel mas também na Europa, pois, como a notícia indica, David Duke já deu várias palestras em vários países europeus.
O actual momento, de crise, é propício à mensagem que os extremismos, de direita e esquerda, veiculam. Apelando, sempre pela via da emoção, o irracional, com a promoção do ódio e da xenofobia.
Estas são velhas "receitas" que a Europa tragicamente conhece e os europeus não podem esquecer as nocivas experiências do passado recente.
(Publicado no Câmara de Comuns)
quarta-feira, 29 de abril de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Rússia continua conquista dos mercados de energia da UE
Bulgarian Prime Minister Sergei Stanishev who is arriving in Moscow on a working visit will discuss joint energy projects with Russian Prime Minister Vladimir Putin, a source in the Russian government said on Sunday.
The Bulgarian prime minister who will stay in Moscow from April 26 through April 28 is due to meet with his Russian counterpart on Tuesday to focus on key joint energy projects, the source said.
They include the Belene nuclear power plant Russia is building in northern Bulgaria; the South Stream pipeline to bring Central Asian and Russian gas to the Balkans and other European countries; and a pipeline project between Russia, Greece and Bulgaria to pump Russian and Caspian oil from the Bulgarian Black Sea port of Burgas to the Greek Aegean port of Alexandroupolis.
Continua a política energética de cada Estado-membro da UE por si. A Rússia agradece o brinde que os europeus lhe dão, de minar e dominar a energia na União.
domingo, 5 de abril de 2009
A adesão turca à UE
Obama et Sarkzoy s'opposent sur l'entrée de la Turquie dans l'UE
Não deve ser Obama a opor-se a Sarkozy, quanto à adesão da Turquia à UE, mas sim a maioria dos líderes europeus, que não devem partilhar da leitura errada e prejudicial do Chefe de Estado gaulês, tanto para a União como para a Turquia, da sua exclusão.
Não deve ser Obama a opor-se a Sarkozy, quanto à adesão da Turquia à UE, mas sim a maioria dos líderes europeus, que não devem partilhar da leitura errada e prejudicial do Chefe de Estado gaulês, tanto para a União como para a Turquia, da sua exclusão.
terça-feira, 3 de março de 2009
Mais um bom negócio para a Rússia e mau para a UE
El presidente del Gobierno, José Luis Rodríguez Zapatero, ha dicho que el acuerdo de cooperación con Rusia en materia energética supone una mayor seguridad para el abastecimiento de España y garantiza un mejor acceso de las empresas españolas a las reservas rusas. En este marco Gazprom suministrará gas a España tras alcanzar un acuerdo con Gas Natural
Com os entendimentos e negócios Estado a Estado, a Rússia vai deixando a UE, no seu todo, cada vez mais refém dos interesses de Moscovo.
(Publicado no Câmara de Comuns)
Com os entendimentos e negócios Estado a Estado, a Rússia vai deixando a UE, no seu todo, cada vez mais refém dos interesses de Moscovo.
(Publicado no Câmara de Comuns)
domingo, 8 de fevereiro de 2009
São Tomé dirá em que ficará este actual estado de total sintonia
O ministro da Defesa afirmou hoje que os discursos dos principais responsáveis políticos na Conferência de Segurança de Munique estão a marcar "um novo ciclo e uma oportunidade para o relançamento das relações" entre Europa e Estados Unidos.
Severiano Teixeira disse o que muitos governantes europeus, da esquerda e da direita, gostam de expressar neste momento, até pela sintonia entre o gosto que os Governos e povos europeus têm pela Administração Obama. Todavia, esta "oportunidade para o relançamento das relações" entre as duas margens do Atlântico norte deverá merecer algum desconforto dos europeus, quando, em breve, Washington, e com sentido, solicitar mais cooperação militar aos europeus para se envolverem e participarem mais em palcos nevrálgicos, como o Afeganistão.
Num momento de crise económica, aí sim, veremos se a Europa estará disposta a "relançar as relações", empregando mais verbas e meios, em cenários de conflito.
Habituados, desde 1945, à sombra e aos gastos de protecção militar norte-americana, é tempo da Europa assumir as suas responsabilidades, e Obama já prometeu isso. Veremos se estaremos dispostos a pagar uma factura, que, em abono da verdade, também é nossa.
Severiano Teixeira disse o que muitos governantes europeus, da esquerda e da direita, gostam de expressar neste momento, até pela sintonia entre o gosto que os Governos e povos europeus têm pela Administração Obama. Todavia, esta "oportunidade para o relançamento das relações" entre as duas margens do Atlântico norte deverá merecer algum desconforto dos europeus, quando, em breve, Washington, e com sentido, solicitar mais cooperação militar aos europeus para se envolverem e participarem mais em palcos nevrálgicos, como o Afeganistão.
Num momento de crise económica, aí sim, veremos se a Europa estará disposta a "relançar as relações", empregando mais verbas e meios, em cenários de conflito.
Habituados, desde 1945, à sombra e aos gastos de protecção militar norte-americana, é tempo da Europa assumir as suas responsabilidades, e Obama já prometeu isso. Veremos se estaremos dispostos a pagar uma factura, que, em abono da verdade, também é nossa.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
A proposta triangular de González
es difícil hablar del futuro de la gestión Obama, aunque, sin duda, hay que moderar unas expectativas exageradas.
Estados Unidos es, y va a seguir siendo, la primera potencia del mundo, y como tal seguirá teniendo intereses y prioridades globales. Pero la dimensión y complejidad de las crisis que atravesamos hacen imposible que EE UU pueda afrontarlas en solitario. Esto marca el fin de un unilateralismo que ha agravado la situación. Así parece haberlo reconocido el nuevo presidente.
Sin embargo, a los que sienten satisfacción al comprobar que EE UU no puede seguir considerándose como un superpoder en solitario, y anuncian los albores de su decadencia, conviene advertirles que nosotros, europeos o latinoamericanos, tampoco podremos prescindir de Estados Unidos para afrontar los desafíos que tenemos por delante. La ecuación es simple: EE UU no puede solo; sin EE UU no podemos.
Felipe González continua a demonstrar uma grande lucidez política. Sem cair na tentação de endeusar, mas não renegando a oportunidade que a eleição de Obama representa, o antigo Presidente do Governo espanhol lança um desafio a norte-americanos, europeus e latino-americanos, para enfrentar os novos desafios globais.
Uma boa proposta que peca por não merecer o eco que devia, seja em certas chancelarias europeias, mais apostadas no proteccionismo, seja em alguns países latino-americanas, mais preocupados em valorizar o populismo e agitar fantasmas imperialistas, como isso acabasse com a miséria em alguns Estados.
(Publicado no Câmara de Comuns)
Estados Unidos es, y va a seguir siendo, la primera potencia del mundo, y como tal seguirá teniendo intereses y prioridades globales. Pero la dimensión y complejidad de las crisis que atravesamos hacen imposible que EE UU pueda afrontarlas en solitario. Esto marca el fin de un unilateralismo que ha agravado la situación. Así parece haberlo reconocido el nuevo presidente.
Sin embargo, a los que sienten satisfacción al comprobar que EE UU no puede seguir considerándose como un superpoder en solitario, y anuncian los albores de su decadencia, conviene advertirles que nosotros, europeos o latinoamericanos, tampoco podremos prescindir de Estados Unidos para afrontar los desafíos que tenemos por delante. La ecuación es simple: EE UU no puede solo; sin EE UU no podemos.
Felipe González continua a demonstrar uma grande lucidez política. Sem cair na tentação de endeusar, mas não renegando a oportunidade que a eleição de Obama representa, o antigo Presidente do Governo espanhol lança um desafio a norte-americanos, europeus e latino-americanos, para enfrentar os novos desafios globais.
Uma boa proposta que peca por não merecer o eco que devia, seja em certas chancelarias europeias, mais apostadas no proteccionismo, seja em alguns países latino-americanas, mais preocupados em valorizar o populismo e agitar fantasmas imperialistas, como isso acabasse com a miséria em alguns Estados.
(Publicado no Câmara de Comuns)
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Avizinham-se piores tempos em Espanha
Se a previsão do número de desempregados na Irlanda é preocupante, mais do que duplica em quatro anos, a previsão do desemprego em Espanha é mais grave e gritante, com a previsão de 18,7% em 2010.
Para conhecer os dados no nosso País e dos outros Estados-membros, pode consultar aqui as previsões da Comissão, hoje apresentadas.
Para conhecer os dados no nosso País e dos outros Estados-membros, pode consultar aqui as previsões da Comissão, hoje apresentadas.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
A UE à deriva
O actual conflito sobre a distribuição do gás ultrapassa as relações bilaterais entre Kiev e Moscovo e só pode ser resolvido com a participação dos europeus, declarou hoje o Presidente russo, Dmitri Medvedev.
A Ucrânia já pedira a presença da UE no conflito com a Rússia por causa do gás. Agora Moscovo também reclama a presença da União. Apenas a UE não se apresenta onde devia estar, a mediar um conflito e encontrar uma solução partilhada. Esta crise está a provocar grandes danos aos povos europeus. E ainda diz o Primeiro-Ministro checo que o Tratado de Nice é melhor do que o de Lisboa!
Talvez seja tempo dos cidadãos europeus começarem a capacitar-se que deve ser mais exigido a todos os governantes nacionais que as políticas europeias precisam de ser aprofundadas, até porque os nacionalismos bacocos e pseudo-altruístas, por muito emocionais que sejam, não nos aquecem nem dão bem-estar, pelo contrário, só nos prejudicam.
(Publicado no Câmara de Comuns)
A Ucrânia já pedira a presença da UE no conflito com a Rússia por causa do gás. Agora Moscovo também reclama a presença da União. Apenas a UE não se apresenta onde devia estar, a mediar um conflito e encontrar uma solução partilhada. Esta crise está a provocar grandes danos aos povos europeus. E ainda diz o Primeiro-Ministro checo que o Tratado de Nice é melhor do que o de Lisboa!
Talvez seja tempo dos cidadãos europeus começarem a capacitar-se que deve ser mais exigido a todos os governantes nacionais que as políticas europeias precisam de ser aprofundadas, até porque os nacionalismos bacocos e pseudo-altruístas, por muito emocionais que sejam, não nos aquecem nem dão bem-estar, pelo contrário, só nos prejudicam.
(Publicado no Câmara de Comuns)
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Fuga para a frente
La presidencia checa de la UE impulsa la energía nuclear
Topolanek desconcertó ayer a muchos diputados al asegurar que en su opinión "el Tratado de Niza, en vigor, es mejor que el de Lisboa".
Esta Presidência checa da UE está a revelar-se incapaz e totalmente irresponsável. Considerar, como refere o Primeiro-Ministro checo Topolanek, que o Tratado de Nice, em vigor, é melhor do que o de Lisboa - onde estará a atenção do governante perante a incapacidade da UE face ao desentendimento entre Moscovo e Kiev que afecta milhões de europeus, entre eles checos -, e propor, sem qualquer leitura e proposta energética global, que a saída para a actual situação é investir, e em força, no nuclear, só demonstra a fuga em frente deste grupo de políticos irresponsáveis que assume o poder em Praga.
(Publicado no Câmara de Comuns)
Topolanek desconcertó ayer a muchos diputados al asegurar que en su opinión "el Tratado de Niza, en vigor, es mejor que el de Lisboa".
Esta Presidência checa da UE está a revelar-se incapaz e totalmente irresponsável. Considerar, como refere o Primeiro-Ministro checo Topolanek, que o Tratado de Nice, em vigor, é melhor do que o de Lisboa - onde estará a atenção do governante perante a incapacidade da UE face ao desentendimento entre Moscovo e Kiev que afecta milhões de europeus, entre eles checos -, e propor, sem qualquer leitura e proposta energética global, que a saída para a actual situação é investir, e em força, no nuclear, só demonstra a fuga em frente deste grupo de políticos irresponsáveis que assume o poder em Praga.
(Publicado no Câmara de Comuns)
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
A importância do Tratado de Lisboa
Presidência da UE exalta “solidariedade” europeia na crise do gás
Paralelamente aos encontros em Bruxelas, estiveram reunidos em Praga os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27.
No final do encontro os responsáveis pela diplomacia dos Estados-membros reconheceram que o princípio de solidariedade como estabelecido no Tratado de Lisboa era um excelente instrumento para minimizar esta crise.
O Tratado de Lisboa não enfraquece os Estados-membros, torna-os mais fortes menos vulneráveis a riscos, ao mesmo tempo que dá mais segurança e garantias aos cidadãos europeus.
Paralelamente aos encontros em Bruxelas, estiveram reunidos em Praga os ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27.
No final do encontro os responsáveis pela diplomacia dos Estados-membros reconheceram que o princípio de solidariedade como estabelecido no Tratado de Lisboa era um excelente instrumento para minimizar esta crise.
O Tratado de Lisboa não enfraquece os Estados-membros, torna-os mais fortes menos vulneráveis a riscos, ao mesmo tempo que dá mais segurança e garantias aos cidadãos europeus.
Felizmente chegou-se a acordo... espera-se!
La UE anuncia un acuerdo con Rusia para enviar observadores que controlen el tráfico de gas por Ucrania
Um dia quente de negociações, na fria Europa, com aceitações e recusas, parece ter chegado a bom porto.
Um dia quente de negociações, na fria Europa, com aceitações e recusas, parece ter chegado a bom porto.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
O deslocado de Praga
The pragmatic Czechs – with all their criticism of European decision-making mechanisms – will not attempt to initiate a pan-European “velvet revolution” but will promote their interests and priorities. We will treat others as we expect to be treated: with respect for different views. We will be happy if a common denominator in – at least – some cases can be found. Reliance on negotiations and on the positive effect of the diversity of views is what makes Europe Europe.
The EU presidency might give us a chance to make use of some of our views to the benefit of the citizens of all EU member states. Their welfare and happiness will be maximised in a free, democratic, decentralised, open and liberalised Europe.
Vital Moreira considera o actual Presidente checo, Vaclav Klaus, o neoliberal de Praga. Não sou tão optimista como Vital Moreira, pois o Chefe de Estado checo é, como os seus actos corroboram, um desfasado da realidade.
Ainda não tive oportunidade de acabar de ler o seu livro "Planeta Azul (não verde) - o que está em perigo, o clima ou a liberdade?", mas do que já li, é de bradar aos céus a tese apresentada. Para Klaus, os ecologistas de hoje e a valorização da defesa ambiental do planeta representam os soviéticos no tempo da Guerra-Fria e são, por isso, atentados à liberdade. Como se a preocupação e mudança de comportamentos nestes tempos, para evitar descalabros ambientais maiores, não fossem necessários.
Agora, com a Presidência checa da UE, Klaus diz que quer maximizar o bem-estar e a felicidade dos europeus. Veja-se, então, a postura checa, de indiferença para com o conflito russo-ucraniano do gás e como isso prejudicou metade dos europeus, mais de 300 milhões de pessoas.
Os actuais líderes políticos checos podem até desconsiderar o projecto europeu, ao menos prezavam os seus nacionais. Mas nem isso. Hoje, a República Checa é um dos países mais afectados pelo corte de gás russo.
O que é curioso, por outro lado, é que talvez Klaus e os seus apaniguados estejam mesmo convencidos de que a República Checa, só por si, fora da UE, teria capacidade para singrar na actualidade, como por exemplo, chegar a Moscovo e fazer valer a sua voz e força para receber gás, não sendo afectada pelo que se passa com outros países, como se tal fosse possível.
Our historical experience gives us a clear instruction: we always need more of markets and less of government intervention. We also know that government failure is more costly than market failure.
Não sei onde esteve Klaus no último ano, caso contrário poderia ter juntado à sua experiência de convicções a recente lição histórica de que o prejuízo do mercado custa-nos tanto como o excesso de Estado nos prejudica. Ou será que a lição vinda dos Estados Unidos não foi a suficiente?
Em suma, Klaus vive num mundo teórico próprio da Guerra-Fria, não no conteúdo mas na forma.
Bem precisam os checos de uma nova e tranquila revolução de veludo!
(Publicado no Câmara de Comuns)
The EU presidency might give us a chance to make use of some of our views to the benefit of the citizens of all EU member states. Their welfare and happiness will be maximised in a free, democratic, decentralised, open and liberalised Europe.
Vital Moreira considera o actual Presidente checo, Vaclav Klaus, o neoliberal de Praga. Não sou tão optimista como Vital Moreira, pois o Chefe de Estado checo é, como os seus actos corroboram, um desfasado da realidade.
Ainda não tive oportunidade de acabar de ler o seu livro "Planeta Azul (não verde) - o que está em perigo, o clima ou a liberdade?", mas do que já li, é de bradar aos céus a tese apresentada. Para Klaus, os ecologistas de hoje e a valorização da defesa ambiental do planeta representam os soviéticos no tempo da Guerra-Fria e são, por isso, atentados à liberdade. Como se a preocupação e mudança de comportamentos nestes tempos, para evitar descalabros ambientais maiores, não fossem necessários.
Agora, com a Presidência checa da UE, Klaus diz que quer maximizar o bem-estar e a felicidade dos europeus. Veja-se, então, a postura checa, de indiferença para com o conflito russo-ucraniano do gás e como isso prejudicou metade dos europeus, mais de 300 milhões de pessoas.
Os actuais líderes políticos checos podem até desconsiderar o projecto europeu, ao menos prezavam os seus nacionais. Mas nem isso. Hoje, a República Checa é um dos países mais afectados pelo corte de gás russo.
O que é curioso, por outro lado, é que talvez Klaus e os seus apaniguados estejam mesmo convencidos de que a República Checa, só por si, fora da UE, teria capacidade para singrar na actualidade, como por exemplo, chegar a Moscovo e fazer valer a sua voz e força para receber gás, não sendo afectada pelo que se passa com outros países, como se tal fosse possível.
Our historical experience gives us a clear instruction: we always need more of markets and less of government intervention. We also know that government failure is more costly than market failure.
Não sei onde esteve Klaus no último ano, caso contrário poderia ter juntado à sua experiência de convicções a recente lição histórica de que o prejuízo do mercado custa-nos tanto como o excesso de Estado nos prejudica. Ou será que a lição vinda dos Estados Unidos não foi a suficiente?
Em suma, Klaus vive num mundo teórico próprio da Guerra-Fria, não no conteúdo mas na forma.
Bem precisam os checos de uma nova e tranquila revolução de veludo!
(Publicado no Câmara de Comuns)
A Rússia a brincar com a UE
Apesar de um acordo parecer iminente a meio da tarde de hoje
Falhanço nas negociações para o fim da crise do gás
Mal tinha acabado de destacar a solução à vista, surge Moscovo a recusar o que estava a dar por acordado. Pelos vistos, o poder dos negociadores russos em Moscovo é bastante diminuto, uma vez que é o chefe do Governo quem determina o que se faz ou não. Assim sendo, é desejável que Putin se sente à mesa das negociações, em vez dos responsáveis da Gazprom, dado que se pouparia tempo com reuniões em que parte dos representantes não tem competência alguma.
Por outro lado, a Rússia demonstra e faz sentir o seu poder. Tivesse a UE uma voz una e seguramente Moscovo não se comportaria como quer e pretende. Mas a culpa não é russa, é nossa.
(Publicado na Câmara de Comuns)
Falhanço nas negociações para o fim da crise do gás
Mal tinha acabado de destacar a solução à vista, surge Moscovo a recusar o que estava a dar por acordado. Pelos vistos, o poder dos negociadores russos em Moscovo é bastante diminuto, uma vez que é o chefe do Governo quem determina o que se faz ou não. Assim sendo, é desejável que Putin se sente à mesa das negociações, em vez dos responsáveis da Gazprom, dado que se pouparia tempo com reuniões em que parte dos representantes não tem competência alguma.
Por outro lado, a Rússia demonstra e faz sentir o seu poder. Tivesse a UE uma voz una e seguramente Moscovo não se comportaria como quer e pretende. Mas a culpa não é russa, é nossa.
(Publicado na Câmara de Comuns)
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