Iran is moving closer to the point of being able to arm a warhead with a nuclear core even if it insists its atomic activities are peaceful, the European Union warned Wednesday.
The U.S. estimates that Iran is at least two years away from that stage, and some experts say Iran could reach that stage in as little as 6 months through uranium enrichment.
O Irão caminha, impoluto, para a aquisição de poderio nuclear, perante a inércia da Comunidade Internacional.
Talvez este seja o maior feito do mandato presidencial de Ahmadinejad, que termina no próximo ano: deter força nuclear, dado que as condições económicas do país não melhoraram muito, em especial dos desfavorecidos.
Mais um foco de tensão no globo. Algo que se podia (ainda pode?) prevenir.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
CSU com uma queda percentual acentuada mas que não lhe retira a vitória
De acordo com a sondagem do último dia 18, do Die Zeit, a CSU vencerá a eleição bávaro do próximo domingo.
Apesar da nítida queda, prevê-se superior a 10%, a formação irmã da CDU deve manter a maioria absoluta.
A confirmar no domingo.
Apesar da nítida queda, prevê-se superior a 10%, a formação irmã da CDU deve manter a maioria absoluta.
A confirmar no domingo.
A caminho do desastre
I want to talk with you today about who I am, what I believe, what I am determined to lead this party and this great country to achieve.
Quando este blogue começou, há um ano, o primeiro post versava sobre a posição de Gordon Brown na Convenção trabalhista. Iria ou não ou sucessor de Blair convocar eleições antecipadas, assumindo-se, desse modo, como o principal mentor e rosto do Labour.
Como sempre, Brown teve receio de avançar e um ano depois, o Labour encontra-se na pior das situações, com um Governo a merecer a menor das confianças e a prognosticar-se uma pesada derrota dos trabalhistas nas próximas eleições legislativas.
Sinal destes tempos foram as primeiras palavras de Brown na Convenção deste ano, tendo o líder necessidade de dizer quem é e no que acredita.
Quem está há mais de 1o anos nos principais palcos da política dispensa auto-apresentações.
Talvez seja tempo de se começar a pensar em quem foi e o que fez Brown. Um magnífico Ministro das Finanças e um Primeiro-Ministro com muito pouco sucesso.
Quando este blogue começou, há um ano, o primeiro post versava sobre a posição de Gordon Brown na Convenção trabalhista. Iria ou não ou sucessor de Blair convocar eleições antecipadas, assumindo-se, desse modo, como o principal mentor e rosto do Labour.
Como sempre, Brown teve receio de avançar e um ano depois, o Labour encontra-se na pior das situações, com um Governo a merecer a menor das confianças e a prognosticar-se uma pesada derrota dos trabalhistas nas próximas eleições legislativas.
Sinal destes tempos foram as primeiras palavras de Brown na Convenção deste ano, tendo o líder necessidade de dizer quem é e no que acredita.
Quem está há mais de 1o anos nos principais palcos da política dispensa auto-apresentações.
Talvez seja tempo de se começar a pensar em quem foi e o que fez Brown. Um magnífico Ministro das Finanças e um Primeiro-Ministro com muito pouco sucesso.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Haja dinheiro para armas
Desde 2005, os contratos de compra de armamentos firmados entre a Rússia e a Venezuela já superaram 4 bilhões de dólares. E Chávez está em negociações para aumentar essa cifra.
Enquanto a armada russa navega para mar do Caribe, percebe-se melhor, dado dinheiro envolvido, como Caracas é um bom parceiro comercial de Moscovo.
E ainda dizem, algumas vozes de Washington, que Moscovo está mais isolada no quadro internacional.
Em três anos, e ao mesmo tempo que escasseia leite na Venezuela, o regime chavista já gastou quatro mil milhões de dólares em armamento e estas compras não ficaram por aqui. Prioridades!
Enquanto a armada russa navega para mar do Caribe, percebe-se melhor, dado dinheiro envolvido, como Caracas é um bom parceiro comercial de Moscovo.
E ainda dizem, algumas vozes de Washington, que Moscovo está mais isolada no quadro internacional.
Em três anos, e ao mesmo tempo que escasseia leite na Venezuela, o regime chavista já gastou quatro mil milhões de dólares em armamento e estas compras não ficaram por aqui. Prioridades!
Tudo em aberto
O resultado das legislativas austríacas de domingo é uma incógnita. Tanto sociais-democratas como conservadores podem ganhar. Quem quer que triunfe não obterá uma vitória suficiente para alcançar as condições para governar sem coligação.
Há dois e quatro anos os resultados foram estes.
Há dois e quatro anos os resultados foram estes.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Um Governo com os dias contados
O primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, entregou hoje o seu pedido de demissão ao Presidente Shimon Peres, abrindo caminho à actual ministra dos Negócios Estrangeiros, Tzipi Livni, para o suceder.
Olmert cumpriu com a palavra dada. Após a eleição do líder do Kadima, sairia da chefia do partido e do Governo. Sucede-lhe Livni, para já, no partido e, ao que tudo indica, no Governo.
Resta saber até quando a presente legislatura durará em Israel. E não antevejo que dure muito. Se chegar a Janeiro Livni logrará um grande feito. No entanto, sujeita-se a reforçar, ainda mais, o seu grande adversário, Netanyahu, pois as eleições antecipadas são quase inevitáveis.
Olmert cumpriu com a palavra dada. Após a eleição do líder do Kadima, sairia da chefia do partido e do Governo. Sucede-lhe Livni, para já, no partido e, ao que tudo indica, no Governo.
Resta saber até quando a presente legislatura durará em Israel. E não antevejo que dure muito. Se chegar a Janeiro Livni logrará um grande feito. No entanto, sujeita-se a reforçar, ainda mais, o seu grande adversário, Netanyahu, pois as eleições antecipadas são quase inevitáveis.
ANC abre caminho para Zuma
Faltava o tribunal sul-africano absolver Jacob Zuma dos crimes de que era acusado. Há pouco mais de 10 dias, as acusações cairam por terra, com a decisão final da Justiça e pouco tempo volvido, o grande partido da África do Sul retirou a confiança ao Presidente da República, Thabo Mbeki.
O ANC estende, assim, a passadeira vermelha ao Presidente do partido assumir, a breve trecho, a Chefia do Estado, numas eleições que Zuma ganhará, estou em crer, sem grande dificuldade.
O ANC estende, assim, a passadeira vermelha ao Presidente do partido assumir, a breve trecho, a Chefia do Estado, numas eleições que Zuma ganhará, estou em crer, sem grande dificuldade.
domingo, 21 de setembro de 2008
Os erros de Saakashvili começam a perceber-se no Ocidente
The West Begins to Doubt Georgian Leader
But now, five weeks after the end of the war in the Caucasus, the winds have shifted in America. Even Washington is beginning to suspect that Saakashvili, a friend and ally, could in fact be a gambler -- someone who triggered the bloody five-day war and then told the West bold-faced lies
A poeira começa a assentar e percebe-se melhor o que aconteceu há pouco mais de um mês no Cáucaso.
But now, five weeks after the end of the war in the Caucasus, the winds have shifted in America. Even Washington is beginning to suspect that Saakashvili, a friend and ally, could in fact be a gambler -- someone who triggered the bloody five-day war and then told the West bold-faced lies
A poeira começa a assentar e percebe-se melhor o que aconteceu há pouco mais de um mês no Cáucaso.
sábado, 20 de setembro de 2008
A desfaçatez de Chávez
El informe dedica un amplio espacio a describir cómo el Gobierno de Chávez "ha socavado el derecho de los trabajadores de elegir a sus representantes, al ordenar que una institución estatal se encargara de la organización y el reconocimiento de las elecciones sindicales". "Más de la mitad de los sindicatos de Venezuela están en la actualidad en mora electoral y, por consiguiente, no pueden negociar convenciones colectivas. Mientras, el Gobierno ha fomentado negociaciones con nuevos sindicatos alineados con el Gobierno", señala el informe. En cuanto a los medios de comunicación, Human Right Watch asume que en Venezuela se dan las condiciones para el debate político, "pero el Gobierno ha fortalecido la capacidad del Estado de restringir la libertad de prensa y ha creado incentivos fuertes para la autocensura. Hay como 10 u 11 casos de procesos contra periodistas".
Para quem aprecia os métodos de Chávez, eis mais uma análise demonstrativa dos efeitos da política do pseudo-biblista-bolivarista.
Como o respeito e tolerância é algo que o actual regime venezuelano não tem, o resultado do estudo apresentado é este:
El Gobierno de Venezuela ha expulsado del país al director para América de la ONG Human Rights Watch, José Miguel Vivanco, después de que presentara un informe crítico sobre la situación de las libertades en el país durante los 10 años de mandato del presidente, Hugo Chávez.
El comunicado oficial del despacho del Exterior indica: "Se ha violentado la Constitución y las leyes de la República Bolivariana de Venezuela, agrediendo a las instituciones de la democracia venezolana, inmiscuyéndose ilegalmente en los asuntos internos de nuestro país".
Facto bastante revelador desta postura populista. Referem as autoridades venezuelanas que nada nem ninguém se pode imiscuir nas questões internas do país, mas a Venezuela já pode intervir na Bolívia, sem para isso ter de pedir autorização.
Para quem aprecia os métodos de Chávez, eis mais uma análise demonstrativa dos efeitos da política do pseudo-biblista-bolivarista.
Como o respeito e tolerância é algo que o actual regime venezuelano não tem, o resultado do estudo apresentado é este:
El Gobierno de Venezuela ha expulsado del país al director para América de la ONG Human Rights Watch, José Miguel Vivanco, después de que presentara un informe crítico sobre la situación de las libertades en el país durante los 10 años de mandato del presidente, Hugo Chávez.
El comunicado oficial del despacho del Exterior indica: "Se ha violentado la Constitución y las leyes de la República Bolivariana de Venezuela, agrediendo a las instituciones de la democracia venezolana, inmiscuyéndose ilegalmente en los asuntos internos de nuestro país".
Facto bastante revelador desta postura populista. Referem as autoridades venezuelanas que nada nem ninguém se pode imiscuir nas questões internas do país, mas a Venezuela já pode intervir na Bolívia, sem para isso ter de pedir autorização.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
O bluff de Rice
Rice: Rússia está encaminhada a «isolamento e irrelevância»
Num discurso que pronunciará hoje e de que alguns trechos foram divulgados pelo Departamento de Estado norte-americano, Rice afirma que o «mais preocupante» sobre a Rússia «é que estes actos formam um modelo de comportamento cada vez pior nos últimos anos».
Como Rice sabe melhor do que ninguém, a Rússia não está a isolar-se nem a tornar-se irrelevante. Aliás, irrelevância é o que a Rússia não tem, desde logo para a Europa, à qual fornece um terço do petróleo e 40% do gás que o Velho Continente consome.
Por outro lado, há outras relações que não passam só pelo norte do hemisfério e os russos têm desenvolvido vários elos com outros pontos do globo.
E quanto a dar lições de comportamento, como a Secretária de Estado norte-americana bem percebe, uma hiperpotência não dá lições de atitude e postura a superpotências.
O bluff de Rice bem se dispensava nestes dias.
Num discurso que pronunciará hoje e de que alguns trechos foram divulgados pelo Departamento de Estado norte-americano, Rice afirma que o «mais preocupante» sobre a Rússia «é que estes actos formam um modelo de comportamento cada vez pior nos últimos anos».
Como Rice sabe melhor do que ninguém, a Rússia não está a isolar-se nem a tornar-se irrelevante. Aliás, irrelevância é o que a Rússia não tem, desde logo para a Europa, à qual fornece um terço do petróleo e 40% do gás que o Velho Continente consome.
Por outro lado, há outras relações que não passam só pelo norte do hemisfério e os russos têm desenvolvido vários elos com outros pontos do globo.
E quanto a dar lições de comportamento, como a Secretária de Estado norte-americana bem percebe, uma hiperpotência não dá lições de atitude e postura a superpotências.
O bluff de Rice bem se dispensava nestes dias.
A vitória esperada, mas bastante suada
Despite the landslide victory attributed to Foreign Minister Tzipi Livni in the exit polls by Israel's three major TV stations, Livni beat her main rival Transportation Minister Shaul Mofaz in Wednesday's Kadima primary by only 500 votes, a difference of only two percent.
A favorita Livni venceu as eleições no Kadima e prepara-se para ascender, também, à liderança do Governo israelita. Veremos até quando a ainda Ministra dos Negócios Estrangeiros aguenta o entendimento com as diversas forças políticas que sustentam o Executivo liderado pelo Kadima.
Mofaz obteve um excelente resultado, ficando a escassa margem de alcançar o triunfo.
A favorita Livni venceu as eleições no Kadima e prepara-se para ascender, também, à liderança do Governo israelita. Veremos até quando a ainda Ministra dos Negócios Estrangeiros aguenta o entendimento com as diversas forças políticas que sustentam o Executivo liderado pelo Kadima.
Mofaz obteve um excelente resultado, ficando a escassa margem de alcançar o triunfo.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Os nós da política ucraniana
Apesar do fim da coligação governamental
Ucrânia: primeira-ministra não se demite
Dimite el presidente de la Rada Suprema de Ucrania
La renuncia se produce un día después de la disolución de la coalición "naranja"
O Presidente do Parlamento ucraniana, afecto ao partido do Presidente da República Yushchenko, demitiu-se, por forma a precipitar eleições antecipadas. A Primeira-Ministra Timoshenko, a quem não interessa sair do poder, diz que não abandona o Governo. Será que se vai aliar a Yanukovich e ao seu partido pro-russo?
Caso não se forme nova maioria parlamentar, em Outubro, o Presidente da República está em condições de dissolver a Câmara. Não me admiraria nada que Iulia Timoshenko faça agora o que Yushchenko fez há um ano, aliar-se a Yanukovich.
Ucrânia: primeira-ministra não se demite
Dimite el presidente de la Rada Suprema de Ucrania
La renuncia se produce un día después de la disolución de la coalición "naranja"
O Presidente do Parlamento ucraniana, afecto ao partido do Presidente da República Yushchenko, demitiu-se, por forma a precipitar eleições antecipadas. A Primeira-Ministra Timoshenko, a quem não interessa sair do poder, diz que não abandona o Governo. Será que se vai aliar a Yanukovich e ao seu partido pro-russo?
Caso não se forme nova maioria parlamentar, em Outubro, o Presidente da República está em condições de dissolver a Câmara. Não me admiraria nada que Iulia Timoshenko faça agora o que Yushchenko fez há um ano, aliar-se a Yanukovich.
Al-Qaeda alarga os tentáculos no norte de África
Al Qaeda en el Magreb Islámico perpetró ayer su primer ataque en Mauritania -que se saldó con 12 soldados muertos
A Mauritânia passa a ser, com a Argélia, alvo dos ataques da Al-Qaeda magrebina.
A Europa não pode continuar muito mais a tempo a ignorar este problema, antes que os tentáculos do terrorismo alastrem mais.
A Mauritânia passa a ser, com a Argélia, alvo dos ataques da Al-Qaeda magrebina.
A Europa não pode continuar muito mais a tempo a ignorar este problema, antes que os tentáculos do terrorismo alastrem mais.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
A laranja apodreceu de vez
Timoshenko y el Gabinete de Ministros seguirán en funciones hasta la formación de una nueva coalición de mayoría, ya sea en la actual legislatura o en la que resulte de la celebración de comicios legislativos anticipados.
En esa ocasión, el presidente ucraniano advirtió a los diputados de que hará uso de su prerrogativa de convocar elecciones parlamentarias anticipadas en caso de que no se forme una nueva coalición de mayoría en el plazo que estipula la Constitución. Actualmente, hay cinco formaciones con representación en la Rada: el Partido de las Regiones (175 escaños), el BYT (156), el bloque Nuestra Ucrania-Autodefensa Popular (72), el Partido Comunista (27) y el Bloque de Vladímir Litvín (20).
Caso para questionar: e agora Ucrânia, que futuro? Yushchenko está metido num beco sem saída. O seu grau de popularidade está abaixo de 10%. Timoshenko pode não estar melhor e Yanukovich acaba por beneficiar.
Com eleições presidenciais no próximo ano e com legislativas antecipadas no horizonte, os nós da política ucraniana tornam-se mais difíceis de desfazer.
Quem se entenderá com quem?
De uma coisa este fim de acordo entre os dois protagonistas da Revolução Laranja de 2004 serviu: o entendimento entre os dois acabou definitivamente.
En esa ocasión, el presidente ucraniano advirtió a los diputados de que hará uso de su prerrogativa de convocar elecciones parlamentarias anticipadas en caso de que no se forme una nueva coalición de mayoría en el plazo que estipula la Constitución. Actualmente, hay cinco formaciones con representación en la Rada: el Partido de las Regiones (175 escaños), el BYT (156), el bloque Nuestra Ucrania-Autodefensa Popular (72), el Partido Comunista (27) y el Bloque de Vladímir Litvín (20).
Caso para questionar: e agora Ucrânia, que futuro? Yushchenko está metido num beco sem saída. O seu grau de popularidade está abaixo de 10%. Timoshenko pode não estar melhor e Yanukovich acaba por beneficiar.
Com eleições presidenciais no próximo ano e com legislativas antecipadas no horizonte, os nós da política ucraniana tornam-se mais difíceis de desfazer.
Quem se entenderá com quem?
De uma coisa este fim de acordo entre os dois protagonistas da Revolução Laranja de 2004 serviu: o entendimento entre os dois acabou definitivamente.
As precipitações do Ocidente
Caminho da NATO está aberto para a Geórgia, diz secretário-geral da Aliança
No rescaldo do conflito no Cáucaso, que permitiu o ressurgimento da Rússia militar no palco internacional, as autoridades norte-americanas e europeias estão a proceder de forma precipitada. E a NATO e UE estão a ser as organizações que estão a transmitir este desconforto ocidental. Ainda que surjam de forma imponente, como se fossem intocáveis.
De Washington surgiu, primeiro, o apoio ao aliado Saakashvili, não vislumbrando a Casa Branca que a médio prazo o Presidente georgiano cairá, muito por causa da sua política errónea. Assim que a poeira deste conflito assentar, verificar-se-á como o Presidente georgiano conduziu o seu país para um beco, em vez de o fortalecer no quadro regional.
Depois, emerge um receio, pouco fundado, de uma intervenção análoga da Rússia na Ucrânia, que fez temer Bruxelas (UE). A dimensão da Ucrânia e posição no quadro regional é bastante superior à da Geórgia.
Na semana passada os responsáveis europeus, Sarkozy/Barroso/Solana, fizeram questão de ir a Kiev dizer ao Presidente Yushchenko que o acordo para adesão deste colosso da Europa central à UE será acelerado.
Os convites da NATO e UE aos dois Estados mais não representam uma clara aposta política de segurar os dois políticos, que nos podem ser prejudiciais. As políticas pouco consistentes que estão a seguir na Geórgia e Ucrânia enfraquecem as suas posições internas.
Por outro lado, estes convites, tanto para a NATO como para a adesão à UE, visam atacar indirectamente a Rússia. Mas os ataques diplomáticos feitos à Rússia nos últimos já estão a causar mossa, e se a chegada da embarcação de guerra Pedro, o Grande ao mar do Caribe é um lado visível, há acordos que o Kremlin está a selar e não são dos melhores. Moscovo já vendeu ao Irão armamento de defesa, que qualifica, e em muito, o poderio militar iraniano, num momento em que se sabe que o seu projecto nuclear está a desenvolver-se a bom ritmo, podendo Teerão estar na posse de poderio nuclear dentro de ano e meio.
As cinzas das relações entre o Ocidente e Moscovo ainda estão acesas e o Ocidente, em vez de as apagar, encarrega-se de as atear.
(Publicado no Câmara de Comuns)
No rescaldo do conflito no Cáucaso, que permitiu o ressurgimento da Rússia militar no palco internacional, as autoridades norte-americanas e europeias estão a proceder de forma precipitada. E a NATO e UE estão a ser as organizações que estão a transmitir este desconforto ocidental. Ainda que surjam de forma imponente, como se fossem intocáveis.
De Washington surgiu, primeiro, o apoio ao aliado Saakashvili, não vislumbrando a Casa Branca que a médio prazo o Presidente georgiano cairá, muito por causa da sua política errónea. Assim que a poeira deste conflito assentar, verificar-se-á como o Presidente georgiano conduziu o seu país para um beco, em vez de o fortalecer no quadro regional.
Depois, emerge um receio, pouco fundado, de uma intervenção análoga da Rússia na Ucrânia, que fez temer Bruxelas (UE). A dimensão da Ucrânia e posição no quadro regional é bastante superior à da Geórgia.
Na semana passada os responsáveis europeus, Sarkozy/Barroso/Solana, fizeram questão de ir a Kiev dizer ao Presidente Yushchenko que o acordo para adesão deste colosso da Europa central à UE será acelerado.
Os convites da NATO e UE aos dois Estados mais não representam uma clara aposta política de segurar os dois políticos, que nos podem ser prejudiciais. As políticas pouco consistentes que estão a seguir na Geórgia e Ucrânia enfraquecem as suas posições internas.
Por outro lado, estes convites, tanto para a NATO como para a adesão à UE, visam atacar indirectamente a Rússia. Mas os ataques diplomáticos feitos à Rússia nos últimos já estão a causar mossa, e se a chegada da embarcação de guerra Pedro, o Grande ao mar do Caribe é um lado visível, há acordos que o Kremlin está a selar e não são dos melhores. Moscovo já vendeu ao Irão armamento de defesa, que qualifica, e em muito, o poderio militar iraniano, num momento em que se sabe que o seu projecto nuclear está a desenvolver-se a bom ritmo, podendo Teerão estar na posse de poderio nuclear dentro de ano e meio.
As cinzas das relações entre o Ocidente e Moscovo ainda estão acesas e o Ocidente, em vez de as apagar, encarrega-se de as atear.
(Publicado no Câmara de Comuns)
A passos largos e rápidos para o poderio nuclear
A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) lamenta, no seu último relatório sobre o Irão, a falta de progressos nas negociações com Teerão, o que torna impossível averiguar se o programa nuclear do país tens objectivos militares, como o Ocidente suspeita.
A AIEA sublinha ainda que os peritos nucleares iranianos estão a testar diferentes tipos de centrifugadoras nucleares mais sofisticadas em outras instalações nucleares, cuja localização não precisa.
O urânio enriquecido serve como combustível para as centrais nucleares, mas em concentrações muito elevadas pode ser usada no fabrico de ogivas nucleares. Apesar de o Irão garantir que o seu projecto tem fins exclusivamente civis, o Ocidente acusa o país de, a coberto destas actividades, estar a adquirir o conhecimento necessário para o fabrico de bombas atómicas e ameaça o país com um novo pacote de sanções internacionais.
Teerão continua a ganhar tempo com o seu projecto nuclear, perante uma Comunidade Internacional inoperante. Até quando?
(Publicado no Câmara de Comuns)
A AIEA sublinha ainda que os peritos nucleares iranianos estão a testar diferentes tipos de centrifugadoras nucleares mais sofisticadas em outras instalações nucleares, cuja localização não precisa.
O urânio enriquecido serve como combustível para as centrais nucleares, mas em concentrações muito elevadas pode ser usada no fabrico de ogivas nucleares. Apesar de o Irão garantir que o seu projecto tem fins exclusivamente civis, o Ocidente acusa o país de, a coberto destas actividades, estar a adquirir o conhecimento necessário para o fabrico de bombas atómicas e ameaça o país com um novo pacote de sanções internacionais.
Teerão continua a ganhar tempo com o seu projecto nuclear, perante uma Comunidade Internacional inoperante. Até quando?
(Publicado no Câmara de Comuns)
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Kadima elege quem melhor pode enfrentar o Likud
Realiza-se na próxima quarta-feira a escolha do sucessor de Ehud Olmert na liderança do Kadima. Esta eleição partidária acaba por ter como consequência a designação do próximo Primeiro-Ministro de Israel, dada a saída de Olmert do Governo, devido aos escândalos em que está envolvido. E, esta eleição acaba também por representar a escolha do rosto do partido nas eleições legislativas antecipadas que se perspectivam.
Tenho maior simpatia por Mofaz, mas dificilmente o Ministro dos Transportes baterá Livni, a actual Ministra dos Negócios Estrangeiros, a única política do Kadima, de acordo com as recentes sondagens, que poderá fazer mais frente ao actual favorito nas legislativas, Netanyahu, do Likud.
Tenho maior simpatia por Mofaz, mas dificilmente o Ministro dos Transportes baterá Livni, a actual Ministra dos Negócios Estrangeiros, a única política do Kadima, de acordo com as recentes sondagens, que poderá fazer mais frente ao actual favorito nas legislativas, Netanyahu, do Likud.
Ver para crer
Mugabe rubrica con la oposición un acuerdo para formar un Gobierno de unidad nacional
Tras 30 años de monopolio en el poder, el presidente de Zimbabue seguirá en el cargo mientras que el líder opositor Tsvangirai será primer ministro
Se o entendimento entre Presidente e Primeiro-Ministro durar um ano será um grande feito. Duvido de tal sucesso.
Tras 30 años de monopolio en el poder, el presidente de Zimbabue seguirá en el cargo mientras que el líder opositor Tsvangirai será primer ministro
Se o entendimento entre Presidente e Primeiro-Ministro durar um ano será um grande feito. Duvido de tal sucesso.
domingo, 14 de setembro de 2008
O populismo sempre degradou a coesão social
A Bolívia é o mais candente exemplo de uma nação em que o tecido social e a coesão nacional foram levados ao limite da ruptura por um governo aventureiro. Eleito num momento de crise, o presidente Evo Morales decidiu que isolaria seu país numa recriação do império inca, só que desta vez com fundamentos socialistas. Para concretizar a fantasia, iria governar apenas para uma parcela de eleitores preferenciais -- os indígenas e os pobres -, e tudo faria para cercear os direitos políticos e econômicos do restante da população, acusada de "oligarquia" e escolhida para bode expiatório das mazelas nacionais.
Uma boa síntese das origens e das razões da crise e conflito que hoje se vivem na Bolívia.
Uma boa síntese das origens e das razões da crise e conflito que hoje se vivem na Bolívia.
A sombra de Schröder
Inteligente capa, a do Der Spiegel, aludindo à mudança de liderança no SPD, com a ascensão à liderança de pessoas que foram muito próximas de Schröder.
Que a sombra do ex-Chanceler está mais presente, é uma realidade, porém nem Steinmeier nem Müntenfering são uns acéfalos, que precisam de indicações do actual herr Gazprom germânico.
O primeiro teste da nova direcção tem lugar dentro de 15 dias, com a eleição do Governo bávaro.
Uma vitória é quase impensável, mas destronar a preponderância da liderança intocável da CSU nas últimas décadas seria um bom resultado.
Que a sombra do ex-Chanceler está mais presente, é uma realidade, porém nem Steinmeier nem Müntenfering são uns acéfalos, que precisam de indicações do actual herr Gazprom germânico.
O primeiro teste da nova direcção tem lugar dentro de 15 dias, com a eleição do Governo bávaro.
Uma vitória é quase impensável, mas destronar a preponderância da liderança intocável da CSU nas últimas décadas seria um bom resultado.
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