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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

sábado, 23 de agosto de 2008

As promessas de Obama caem com muita facilidade

Joe Biden: quem é o "número dois" de Obama?

Nos últimos dias começou a ganhar força o nome de Joe Biden como possível Vice de Obama, o que se acaba por confirmar.
Porquê Biden? Por causa de McCain.
A Obama faltava apresentar um lado que pudesse tentar anular a reconhecida experiência do candidato Republicano em política externa, e ninguém melhor no campo Democrata como Biden para desempenhar essa função.
O que não deixa de ser interessante nesta escolha é mais uma "promessa" deixada cair por Obama e que ao longo das primárias fazia questão de a usar até às entranhas: o combate ao sistema de Washington. Biden representa, precisamente, um dos rostos do "sistema".
Seja como for, Biden (que votou a favor da intervenção no Iraque - mais uma curiosidade!) é um político experiente e que dá credibilidade à dupla Democrata.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Quando só há imagem, esta cansa

É natural que as pessoas se cansem de ver a mesma coisa, sem nada de novo:
Pesquisa: americanos estão cansados de superexposição de Obama

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Rico humanista este Senador do Illinois

Obama rechaza que la pena de muerte no pueda aplicarse para castigar la violación de menores
El candidato demócrata a la Casa Blanca, reconocido crítico de la pena capital, se muestra en desacuerdo con la sentencia del Supremo que prohíbe aplicarla en estos casos


A pena de morte devia ser banida, de vez, dos Estados Unidos.
Pelos vistos, o candidato Democrata, que tanto gosta de demonstrar que é uma lufada de ar fresco, acaba por defender métodos nada dignos de um Estado que preza a Justiça.
Alguém podia oferecer-lhe a "Utopia", de Thomas Morus, para ler e Obama perceber, realmente, o que é a audácia da esperança de um mundo melhor.
O Supremo Tribunal dos EUA decidiu bem.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Uma lutadora nata

Os manuais dizem e não enganam: não há sistemas eleitorais perfeitos.
Tivesse a eleição primária Democrata o mesmo sistema eleitoral que o adoptado nas eleições presidenciais norte-americanas e, provavelmente, Hillary, por ter ganho os maiores Estados, seria a nomeada Democrata, na corrida à Casa Branca.
Alvo de muitas invejas e difamações, Hillary enfrentava uma luta que não se previa muito difícil. Mas, em Democracia, como se comprova, nada está ganho, sem os votos contados. E hoje, Hillary, perdeu, de vez, a corrida, pois o seu adversário alcançou o número de delegados suficientes para a nomeação.
Infelizmente, a melhor pessoa para suceder a Bush não ganhou a corrida no seio do seu partido e está, desse modo, afastada de se candidatar à eleição de 4 de Novembro.
De qualquer modo, uma vez mais, Hillary demonstrou ser uma lutadora inata pelas causas em que acredita. Contra tudo e contra todos, não atirou a toalha ao chão e sai pela vontade dos eleitores democratas.
É uma pena que o mundo tenha perdido esta oportunidade. Mas a Democracia também não é perfeita, já nos dizia Churchill.
Fica o exemplo de tenacidade e determinação de alguém que tinha muito para dar aos Estados Unidos e ao mundo.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Hoje pode ser um mau dia

Últimas primárias poderão consumar a vitória de Obama e Bill Clinton já admite que a campanha está a terminar

Oxalá, logo à noite, Hillary não diga adeus à corrida. Seria uma péssima notícia!

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Edwards apoia Obama

John Edwards decidiu manifestar publicamente o apoio a Obama.
Poucos dias depois de Hillary obter um resultado expressivo na Virgínia Ocidental, mas que pouca coisa altera na corrida, dados os poucos delegados que este Estado elege, Obama continua de vento em popa. E, Edwards, provavelmente está a querer demonstrar que pode ser o Vice de Obama, caso este alcance a nomeação, como as circunstâncias presentes indicam.
É um apoio de peso e pode ser decisivo no desefecho Democrata.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

A desgastante corrida Democrata

O que até há pouco tempo era visto como uma eleição disputada no campo Democrata, entre Hillary e Obama, nestes dias a corrida dos dois começa a tornar-se confrangedora, chegando, quase, a roçar o tédio. Além do pouco entusiasmo que gera, a campanha entrou numa fase pouco abonatória para os candidatos, pelas críticas que ambos trocam entre si.
Como nenhum dos dois abdica da corrida e ambos estão dispostos a ir até à Convenção de Agosto para alcançar a nomeação, McCain continua a realizar uma campanha tranquila e reúne melhores condições para surgir na recta final mais fresco, pois nem acumula o cansaço das Primárias, que para si já terminaram, nem é alvo de ataques do Partido Republicano.
Quando se perspectivava que o nomeado Republicano tivesse mais dificuldades, é precisamente este que conta com melhores condições.

domingo, 4 de maio de 2008

Todos os votos contam

O pré-candidato democrata à Presidencia dos EUA Barack Obama saiu vitorioso, mas com uma diferença de apenas sete votos em relação à rival Hillary Clinton

Os candidatos Democratas submeteram-se a votos na paradisíaca ilha de Guam, no Pacífico. Em causa, quatro delegados, que acabaram por ser divididos por Hillary e Obama. Mais dois delegados que permitem ao candidato liderante, Obama, chegar ao número pretendido.
O objectivo é alcançar os 2.025 delegados, que asseguram a nomeação. Antes da eleição da próxima terça, no Indiana e Carolina do Norte, em que estão em jogo 187 delegados, dos eleitos e superdelegados presentemente afectos às candidaturas, neste momento Obama conta com 1.747 e Hillary 1.608 delegados.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Mais um balão de oxigénio para Hillary

A vitória de Hillary na Pensilvânia, com uma diferença de dois digitos percentuais (55% para Hillary e 45% para Obama), é mais um balão de oxigénio para a Senadora de Nova Iorque.
O resultado era um teste para a candidatura. Mesmo uma vitória, por escassa diferença, representaria o sinal do insucesso da candidatura e conduziria à desistência
Ganha e superada com distinção a batalha de Pensilvânia, Hillary tem todas as condições para se manter na corrida e alcançar a nomeação dos Democratas. Dentro de 15 dias mais dois testes, no Indiana e na Carolina do Norte.
Parece que a música de Rocky, Eye of the tiger, agora usada na campanha de Hillary está a funcionar.
Oxalá o paradigma Balboa, que está quase a perder e sem forças mas no momento certo consegue reverter o jogo a seu favor e ganha, se verifique na candidatura de Hillary!

terça-feira, 22 de abril de 2008

Passou-se?

Hillary diz que EUA podem destruir totalmente o Irão

Nem num tom acalorado, comum em campanha, se pode compreender esta leitura de Hillary.

Nova disputa Democrata

Depois de algumas semanas sem eleições primárias, eis que regressa nova disputa na Pennsylvania.
Hillary é dada como favorita, mas Obama tem reduzido a margem, de acordo com as sondagens.
Uma vitória folgada de Hillary, hoje, pode representar nova balão de oxigénio para a candidatura.
O resultado final também receberá uma leitura da capacidade de Obama alcançar eleitorado branco, maioritário na Pennsylvania. Ao fim e ao cabo, uma vitória por escassa margem de Hillary será interpretada como nova vitória de Obama.
Veremos mais tarde, Rui, qual o resultado desta eleição, em que tudo está em aberto.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

O erro de McCain

Imagino o que não dirias se fosse Obama a ter este erro!!!

Caro Rui,
Se tivesse uma atitude desonesta, fazia de conta que não tomei conhecimento da intervenção de McCain.
Como soube não a podia deixar de referir, tendo em conta o que aqui tenho escrito e as palavras que temos trocado sobre os candidatos presidenciais, em especial Obama e McCain.
Por outro lado, não deixa de ser curioso que o sussurro que corrigiu McCain foi de um político pelo qual não tenho grande simpatia, Lieberman. É a vida! :)
De qualquer modo, foi bom McCain reconhecer o erro de imediato. Se calhar, muitos não o fariam e continuariam a sorrir, como se tivessem dito algo muito verídico.
Mas, cá continuo a torcer por Hillary, apesar de não ver grandes hipóteses no horizonte.

terça-feira, 25 de março de 2008

Nova 'campanha' do NYT contra McCain

What Mr. McCain almost never mentions are two extraordinary moments in his political past that are at odds with the candidate of the present: His discussions in 2001 with Democrats about leaving the Republican Party, and his conversations in 2004 with Senator John Kerry about becoming Mr. Kerry’s running mate on the Democratic presidential ticket.

Enquanto os Democratas não se decidem quanto ao candidato à Casa Branca, os Republicanos preparam-se, muitos a contra gosto, para apoiar a corrida de McCain (político que não agrada à ala mais conservadora do partido).
Depois de há poucas semanas o New York Times ter difundido um potencial envolvimento de McCain com uma lobbista, algo que acabou por não sair muito bem a um dos melhores jornais do mundo, pois deu protagonismo a um rumor sem grandes bases de corroboração, eis que o jornal da Big Apple surge com mais uma campanha contra o Senador do Arizona, por, pretensamente, McCain ter estado em vias de se aproximar dos Democratas.
É evidente que esta notícia, nesta altura do campeonato, em nada contribuirá para a corrida de Hillary e Obama. Esta notícia dirige-se ao eleitorado Republicano conservador, que nunca apreciou McCain pelas suas políticas mais liberais.
Muitos conservadores já disseram que vão abster-se, por não confiarem no projecto político de McCain. E a eleição de Novembro deve ser tão ou mais disputada que a de 2000, quando todos os votos, em cada Estado, contavam. Naturalmente, quanto menos o candidato Republicano contar com as suas bases, as primeiras que devem estar politicamente mobilizadas, mais dificuldades enfrenta.
Resta saber quem será o Vice de McCain. Continuo a considerar que será o ex-Democrata e grande amigo do Senador do Arizona, Joe Liberman, que foi o Vice de Al Gore nas presidenciais de 2000. Uma clara aposta de procurar entrar e recolher apoios no eleitorado Democrata.
Por outro lado, em termos de política externa, ao mesmo tempo que se pode prever um melhor relacionamento transatlântico, se se confirmar Liberman como Vice, e se McCain ganhar, temo que as dificuldades de consolidar dois Estados no Médio Oriente nos próximos quatro anos será mais difícil. Se a isto juntarmos o possível regresso de Netanyahu ao poder em Israel, o que é bem provável, não há Annapolis que valha!

segunda-feira, 17 de março de 2008

O adiamento dos Democratas e o caminho de McCain

O sucesso das tropas norte-americanas no país ajuda McCain em sua campanha, já que sua popularidade aumenta à medida em que a violência diminui em território iraquiano.

Já se percebeu que nem Hillary nem Obama arrecadarão a nomeação através das primárias, uma vez que a decisão recai nos superdelegados, que decidirão quem será o eleito dos Democratas à Casa Branca.
Hillary e Obama desgastam-se entre si, enquanto McCain faz o seu percurso, sem obstáculos.
Os dois principais temas, guerra e economia, já são e vão continuar a ser o prato forte até 4 de Novembro. Se em termos de economia, muito há por perceber quanto às respostas que cada candidato pretende dar, especialmente a este quadro de instabilidade, a nível da guerra do Iraque McCain está a levar a melhor do que os Democratas.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Candidatura relançada

Sen. Hillary Clinton got her campaign back on track with projected wins in the Texas, Ohio and Rhode Island primaries.

Caro Rui,
Acertaste em cheio: 3-1. A vitória no Ohio (Estado determinante na vitória de Bush em 2004) foi retumbante.
A corrida está relançada e Hillary pode estar mais perto da nomeação.
Oxalá o julgamento que se processa em Chicago não manche a recta final desta campanha.

terça-feira, 4 de março de 2008

Dia decisivo

Caro Rui,
Se Hillary hoje não desistir será um bom sinal, pois isso significa que continua na corrida à Casa Branca.
Se hoje não for bem sucedida, não acredito que faça a figura que Huckabee tem feito no Partido Republicano, de se manter na corrida quando McCain é mais do que seguro como candidato do GOP à presidência.
O próximo grande Estado em disputa é a Pennsylvania, em 22 de Abril.

A última oportunidade

As primárias de hoje, no Texas e no Ohio, são a derradeira esperança para Hillary alcançar a nomeação e poder chegar à Casa Branca.
Será difícil ultrapassar a dinâmica de Obama, mas enquanto houver esperança, há uma possibilidade de Hillary triunfar.
Oxalá a noite de hoje seja uma grande surpresa.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Hillary estica a corda

"Shame on you, Barack Obama!" the New York senator said at a rally in Ohio

Não sei se esta forma de Hillary fazer campanha lhe trará benefícios, pois Obama pode vitimar-se perante os ataques da Senadora de Nova Iorque. Duvido que alcance sucesso. A nomeação está por um fio e Hillary está a esticar a corda.
Na madrugada de 5 de Março se saberá se a corda rebentou ou ficou mais folgada para Hillary.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Intervenções da noite

Caro Rui,
Não sei se tiveste oportunidade de ver as intervenções desta madrugada, de McCain, Hillary e Obama. Do rescaldo da eleição de ontem, começa a evidenciar-se que McCain dá por adversário directo em Novembro Obama e Obama começa a virar as baterias para McCain.
E das intervenções dos dois, McCain e Obama, que diferença, entre as palavras e propostas do Senador do Arizona e as do Senador do Illinois.
Melhor conhecedor da realidade mundial, McCain, no breve discurso que realizou, fez uso da sua experiência para lidar com as questões globais. Falou de Cuba (a propósito da saída de Fidel), Paquistão (acerca das eleições de segunda) e Venezuela (da ameaça de Chávez cortar o petróleo aos EUA), abordando as questões das Liberdades, Terrorismo e Energia. E, neste último ponto, gostei de ouvir o candidato Republicano falar do investimento que os Estados Unidos têm de realizar em termos de energias renováveis. Será influência do Governador da Califórnia e seu apoiante? Uma coisa noto do discurso de McCain, felizmente nada tem a ver com o de Bush, que colocava as questões em termos quase apocalípticos, de ele ou o caos.
Quanto ao discurso de Obama, além de extenso, três quartos de hora, mostrou um candidato um pouco cansado, é natural, pelo desgaste que a corrida Democrata está a provocar nos dois contendores, e com propostas, externas, que são de arrepiar. Além de ter cooptado uma proposta que McCain fez há dias, de terminar com a vergonha de Guantanamo, uma boa medida, assumiu, ontem, que em 2009, se eleito Presidente, retirará as tropas do Iraque. E fez uso de um discurso, quanto a mim, demasiado populista, referindo um diálogo que teve com uma pessoa que perdeu o seu jovem filho no Iraque.
Continuo, por isso, a considerar que Obama é um risco em termos de posição mundial que os Estados Unidos devem assumir. De certo modo, faz-me lembrar o Bush dos primeiros meses de presidência, antes do 11 de Setembro, de que os Estados Unidos nada têm a ver com o que se passa no mundo e deve estar concentrado nas suas fronteiras... esta política foi o desastre que se viu.
Quanto a Hillary, centrou a intervenção na sua experiência e trabalho desenvolvido, recordando que foi ela que conseguiu, na China (em 1995), o reconhecimento dos Direitos da Mulher e sublinhou a sua grande aposta no Plano de Saúde.
A vida não está fácil para Hillary, que bem pode alcançar um bom resultado no Texas, devido à maior afinidade que a sua pessoa tem com a comunidade hispânica, mas difícil no Ohio, onde Obama pode passar melhor.
Uma última nota, para assinalar a deselegância da candidatura de Obama, que começou a intervir ainda Hillary estava a proferir o seu discurso.