Do mesmo modo que Obama convidou um político (Biden) com créditos firmados numa área que pouco domina, como a política externa, não me admiraria muito que McCain* escolha Mitt Romney para o lugar de Vice, dados os poucos conhecimentos na área económica do candidato Republicano.
Romney tem a seu favor dois factores determinantes: é alguém com conhecimento e méritos reconhecidos na área económica e é uma pessoa estimada pela ala mais conservadora dom partido, que desconfia de McCain e dos seus laivos liberais. Além de outra questão, mais importante para o partido do que para o candidato, McCain, se eleito, pode fazer apenas um mandato, e Romney poderá surgir, dentro de quatro anos como o grande candidato do GOP.
Romney, recorde-se, foi o adversário directo de McCain nas primárias Republicanas.
* No início considerei que Joe Lieberman seria o escolhido de McCain, mas como em política muito muda, é provável que para não perder eleitorado do próprio partido, o Senador do Arizona não escolha um independente e opte por um companheiro de partido. De qualquer modo, uma vitória de McCain deve contemplar um posto para Lieberman, como por exemplo, ser sucessor de Condoleeza Rice.
Mostrar mensagens com a etiqueta Republicanos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Republicanos. Mostrar todas as mensagens
domingo, 24 de agosto de 2008
quarta-feira, 2 de abril de 2008
O erro de McCain
Imagino o que não dirias se fosse Obama a ter este erro!!!
Caro Rui,
Se tivesse uma atitude desonesta, fazia de conta que não tomei conhecimento da intervenção de McCain.
Como soube não a podia deixar de referir, tendo em conta o que aqui tenho escrito e as palavras que temos trocado sobre os candidatos presidenciais, em especial Obama e McCain.
Por outro lado, não deixa de ser curioso que o sussurro que corrigiu McCain foi de um político pelo qual não tenho grande simpatia, Lieberman. É a vida! :)
De qualquer modo, foi bom McCain reconhecer o erro de imediato. Se calhar, muitos não o fariam e continuariam a sorrir, como se tivessem dito algo muito verídico.
Mas, cá continuo a torcer por Hillary, apesar de não ver grandes hipóteses no horizonte.
Caro Rui,
Se tivesse uma atitude desonesta, fazia de conta que não tomei conhecimento da intervenção de McCain.
Como soube não a podia deixar de referir, tendo em conta o que aqui tenho escrito e as palavras que temos trocado sobre os candidatos presidenciais, em especial Obama e McCain.
Por outro lado, não deixa de ser curioso que o sussurro que corrigiu McCain foi de um político pelo qual não tenho grande simpatia, Lieberman. É a vida! :)
De qualquer modo, foi bom McCain reconhecer o erro de imediato. Se calhar, muitos não o fariam e continuariam a sorrir, como se tivessem dito algo muito verídico.
Mas, cá continuo a torcer por Hillary, apesar de não ver grandes hipóteses no horizonte.
terça-feira, 1 de abril de 2008
Erro de McCain... corrigido por Lieberman
Há alguns dias, no contexto de uma viagem ao Médio Oriente, o candidato do partido Republicano à Casa Branca, John McCain, declarou durante uma conferência de imprensa que estava preocupado com o facto de o regime iraniano "levar a Al-Qaeda para o Irão, para treiná-los e enviá-los de volta para o Iraque".
(...)
Perante tal gaffe, um apoiante e amigo do Senador McCain, o Senador Lieberman, sussurrou qualquer coisa no ouvido do candidato. Imediatamente McCain tentou pôr água na fervura e precisou: "Desculpem, os iranianos estão a treinar extremistas, mas não a al-Qaeda."
Através deste escrito de Ana Gomes tomo conhecimento da afirmação sem sentido de McCain que Lieberman corrigiu.
Ainda bem que corrigiu o tiro, pois seria causa de apreensão considerar que McCain via alianças (impossíveis) entre o regime de Teerão e a Al-Qaeda.
(...)
Perante tal gaffe, um apoiante e amigo do Senador McCain, o Senador Lieberman, sussurrou qualquer coisa no ouvido do candidato. Imediatamente McCain tentou pôr água na fervura e precisou: "Desculpem, os iranianos estão a treinar extremistas, mas não a al-Qaeda."
Através deste escrito de Ana Gomes tomo conhecimento da afirmação sem sentido de McCain que Lieberman corrigiu.
Ainda bem que corrigiu o tiro, pois seria causa de apreensão considerar que McCain via alianças (impossíveis) entre o regime de Teerão e a Al-Qaeda.
terça-feira, 25 de março de 2008
Nova 'campanha' do NYT contra McCain
What Mr. McCain almost never mentions are two extraordinary moments in his political past that are at odds with the candidate of the present: His discussions in 2001 with Democrats about leaving the Republican Party, and his conversations in 2004 with Senator John Kerry about becoming Mr. Kerry’s running mate on the Democratic presidential ticket.
Enquanto os Democratas não se decidem quanto ao candidato à Casa Branca, os Republicanos preparam-se, muitos a contra gosto, para apoiar a corrida de McCain (político que não agrada à ala mais conservadora do partido).
Depois de há poucas semanas o New York Times ter difundido um potencial envolvimento de McCain com uma lobbista, algo que acabou por não sair muito bem a um dos melhores jornais do mundo, pois deu protagonismo a um rumor sem grandes bases de corroboração, eis que o jornal da Big Apple surge com mais uma campanha contra o Senador do Arizona, por, pretensamente, McCain ter estado em vias de se aproximar dos Democratas.
É evidente que esta notícia, nesta altura do campeonato, em nada contribuirá para a corrida de Hillary e Obama. Esta notícia dirige-se ao eleitorado Republicano conservador, que nunca apreciou McCain pelas suas políticas mais liberais.
Muitos conservadores já disseram que vão abster-se, por não confiarem no projecto político de McCain. E a eleição de Novembro deve ser tão ou mais disputada que a de 2000, quando todos os votos, em cada Estado, contavam. Naturalmente, quanto menos o candidato Republicano contar com as suas bases, as primeiras que devem estar politicamente mobilizadas, mais dificuldades enfrenta.
Resta saber quem será o Vice de McCain. Continuo a considerar que será o ex-Democrata e grande amigo do Senador do Arizona, Joe Liberman, que foi o Vice de Al Gore nas presidenciais de 2000. Uma clara aposta de procurar entrar e recolher apoios no eleitorado Democrata.
Por outro lado, em termos de política externa, ao mesmo tempo que se pode prever um melhor relacionamento transatlântico, se se confirmar Liberman como Vice, e se McCain ganhar, temo que as dificuldades de consolidar dois Estados no Médio Oriente nos próximos quatro anos será mais difícil. Se a isto juntarmos o possível regresso de Netanyahu ao poder em Israel, o que é bem provável, não há Annapolis que valha!
Enquanto os Democratas não se decidem quanto ao candidato à Casa Branca, os Republicanos preparam-se, muitos a contra gosto, para apoiar a corrida de McCain (político que não agrada à ala mais conservadora do partido).
Depois de há poucas semanas o New York Times ter difundido um potencial envolvimento de McCain com uma lobbista, algo que acabou por não sair muito bem a um dos melhores jornais do mundo, pois deu protagonismo a um rumor sem grandes bases de corroboração, eis que o jornal da Big Apple surge com mais uma campanha contra o Senador do Arizona, por, pretensamente, McCain ter estado em vias de se aproximar dos Democratas.
É evidente que esta notícia, nesta altura do campeonato, em nada contribuirá para a corrida de Hillary e Obama. Esta notícia dirige-se ao eleitorado Republicano conservador, que nunca apreciou McCain pelas suas políticas mais liberais.
Muitos conservadores já disseram que vão abster-se, por não confiarem no projecto político de McCain. E a eleição de Novembro deve ser tão ou mais disputada que a de 2000, quando todos os votos, em cada Estado, contavam. Naturalmente, quanto menos o candidato Republicano contar com as suas bases, as primeiras que devem estar politicamente mobilizadas, mais dificuldades enfrenta.
Resta saber quem será o Vice de McCain. Continuo a considerar que será o ex-Democrata e grande amigo do Senador do Arizona, Joe Liberman, que foi o Vice de Al Gore nas presidenciais de 2000. Uma clara aposta de procurar entrar e recolher apoios no eleitorado Democrata.
Por outro lado, em termos de política externa, ao mesmo tempo que se pode prever um melhor relacionamento transatlântico, se se confirmar Liberman como Vice, e se McCain ganhar, temo que as dificuldades de consolidar dois Estados no Médio Oriente nos próximos quatro anos será mais difícil. Se a isto juntarmos o possível regresso de Netanyahu ao poder em Israel, o que é bem provável, não há Annapolis que valha!
Etiquetas:
Democratas,
EUA,
Médio Oriente,
Republicanos
segunda-feira, 17 de março de 2008
O adiamento dos Democratas e o caminho de McCain
O sucesso das tropas norte-americanas no país ajuda McCain em sua campanha, já que sua popularidade aumenta à medida em que a violência diminui em território iraquiano.
Já se percebeu que nem Hillary nem Obama arrecadarão a nomeação através das primárias, uma vez que a decisão recai nos superdelegados, que decidirão quem será o eleito dos Democratas à Casa Branca.
Hillary e Obama desgastam-se entre si, enquanto McCain faz o seu percurso, sem obstáculos.
Os dois principais temas, guerra e economia, já são e vão continuar a ser o prato forte até 4 de Novembro. Se em termos de economia, muito há por perceber quanto às respostas que cada candidato pretende dar, especialmente a este quadro de instabilidade, a nível da guerra do Iraque McCain está a levar a melhor do que os Democratas.
Já se percebeu que nem Hillary nem Obama arrecadarão a nomeação através das primárias, uma vez que a decisão recai nos superdelegados, que decidirão quem será o eleito dos Democratas à Casa Branca.
Hillary e Obama desgastam-se entre si, enquanto McCain faz o seu percurso, sem obstáculos.
Os dois principais temas, guerra e economia, já são e vão continuar a ser o prato forte até 4 de Novembro. Se em termos de economia, muito há por perceber quanto às respostas que cada candidato pretende dar, especialmente a este quadro de instabilidade, a nível da guerra do Iraque McCain está a levar a melhor do que os Democratas.
quarta-feira, 5 de março de 2008
A vitória da determinação
Gostei de ver a consagração de McCain no dia de ontem, pois já conquistou mais de 1191 delegados à Convenção Republicana de Setembro próximo, essenciais para alcançar a nomeação.
Gostei, pois muitos dos conservadores mais arreigados do Partido Republicano que sempre desprezaram McCain devem ter passado uma noite desagradável, com o triunfo de McCain, um homem frontal e de valores, que não sucumbe perante os ventos da conjuntura.
Pelo lado Republicano há um bom candidato, assim os Democratas também se apresentem em Novembro, com Hillary.
A era Bush Jr. está a terminar!
Gostei, pois muitos dos conservadores mais arreigados do Partido Republicano que sempre desprezaram McCain devem ter passado uma noite desagradável, com o triunfo de McCain, um homem frontal e de valores, que não sucumbe perante os ventos da conjuntura.
Pelo lado Republicano há um bom candidato, assim os Democratas também se apresentem em Novembro, com Hillary.
A era Bush Jr. está a terminar!
terça-feira, 4 de março de 2008
Dia decisivo
Caro Rui,
Se Hillary hoje não desistir será um bom sinal, pois isso significa que continua na corrida à Casa Branca.
Se hoje não for bem sucedida, não acredito que faça a figura que Huckabee tem feito no Partido Republicano, de se manter na corrida quando McCain é mais do que seguro como candidato do GOP à presidência.
O próximo grande Estado em disputa é a Pennsylvania, em 22 de Abril.
Se Hillary hoje não desistir será um bom sinal, pois isso significa que continua na corrida à Casa Branca.
Se hoje não for bem sucedida, não acredito que faça a figura que Huckabee tem feito no Partido Republicano, de se manter na corrida quando McCain é mais do que seguro como candidato do GOP à presidência.
O próximo grande Estado em disputa é a Pennsylvania, em 22 de Abril.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Intervenções da noite
Caro Rui,
Não sei se tiveste oportunidade de ver as intervenções desta madrugada, de McCain, Hillary e Obama. Do rescaldo da eleição de ontem, começa a evidenciar-se que McCain dá por adversário directo em Novembro Obama e Obama começa a virar as baterias para McCain.
E das intervenções dos dois, McCain e Obama, que diferença, entre as palavras e propostas do Senador do Arizona e as do Senador do Illinois.
Melhor conhecedor da realidade mundial, McCain, no breve discurso que realizou, fez uso da sua experiência para lidar com as questões globais. Falou de Cuba (a propósito da saída de Fidel), Paquistão (acerca das eleições de segunda) e Venezuela (da ameaça de Chávez cortar o petróleo aos EUA), abordando as questões das Liberdades, Terrorismo e Energia. E, neste último ponto, gostei de ouvir o candidato Republicano falar do investimento que os Estados Unidos têm de realizar em termos de energias renováveis. Será influência do Governador da Califórnia e seu apoiante? Uma coisa noto do discurso de McCain, felizmente nada tem a ver com o de Bush, que colocava as questões em termos quase apocalípticos, de ele ou o caos.
Quanto ao discurso de Obama, além de extenso, três quartos de hora, mostrou um candidato um pouco cansado, é natural, pelo desgaste que a corrida Democrata está a provocar nos dois contendores, e com propostas, externas, que são de arrepiar. Além de ter cooptado uma proposta que McCain fez há dias, de terminar com a vergonha de Guantanamo, uma boa medida, assumiu, ontem, que em 2009, se eleito Presidente, retirará as tropas do Iraque. E fez uso de um discurso, quanto a mim, demasiado populista, referindo um diálogo que teve com uma pessoa que perdeu o seu jovem filho no Iraque.
Continuo, por isso, a considerar que Obama é um risco em termos de posição mundial que os Estados Unidos devem assumir. De certo modo, faz-me lembrar o Bush dos primeiros meses de presidência, antes do 11 de Setembro, de que os Estados Unidos nada têm a ver com o que se passa no mundo e deve estar concentrado nas suas fronteiras... esta política foi o desastre que se viu.
Quanto a Hillary, centrou a intervenção na sua experiência e trabalho desenvolvido, recordando que foi ela que conseguiu, na China (em 1995), o reconhecimento dos Direitos da Mulher e sublinhou a sua grande aposta no Plano de Saúde.
A vida não está fácil para Hillary, que bem pode alcançar um bom resultado no Texas, devido à maior afinidade que a sua pessoa tem com a comunidade hispânica, mas difícil no Ohio, onde Obama pode passar melhor.
Uma última nota, para assinalar a deselegância da candidatura de Obama, que começou a intervir ainda Hillary estava a proferir o seu discurso.
Não sei se tiveste oportunidade de ver as intervenções desta madrugada, de McCain, Hillary e Obama. Do rescaldo da eleição de ontem, começa a evidenciar-se que McCain dá por adversário directo em Novembro Obama e Obama começa a virar as baterias para McCain.
E das intervenções dos dois, McCain e Obama, que diferença, entre as palavras e propostas do Senador do Arizona e as do Senador do Illinois.
Melhor conhecedor da realidade mundial, McCain, no breve discurso que realizou, fez uso da sua experiência para lidar com as questões globais. Falou de Cuba (a propósito da saída de Fidel), Paquistão (acerca das eleições de segunda) e Venezuela (da ameaça de Chávez cortar o petróleo aos EUA), abordando as questões das Liberdades, Terrorismo e Energia. E, neste último ponto, gostei de ouvir o candidato Republicano falar do investimento que os Estados Unidos têm de realizar em termos de energias renováveis. Será influência do Governador da Califórnia e seu apoiante? Uma coisa noto do discurso de McCain, felizmente nada tem a ver com o de Bush, que colocava as questões em termos quase apocalípticos, de ele ou o caos.
Quanto ao discurso de Obama, além de extenso, três quartos de hora, mostrou um candidato um pouco cansado, é natural, pelo desgaste que a corrida Democrata está a provocar nos dois contendores, e com propostas, externas, que são de arrepiar. Além de ter cooptado uma proposta que McCain fez há dias, de terminar com a vergonha de Guantanamo, uma boa medida, assumiu, ontem, que em 2009, se eleito Presidente, retirará as tropas do Iraque. E fez uso de um discurso, quanto a mim, demasiado populista, referindo um diálogo que teve com uma pessoa que perdeu o seu jovem filho no Iraque.
Continuo, por isso, a considerar que Obama é um risco em termos de posição mundial que os Estados Unidos devem assumir. De certo modo, faz-me lembrar o Bush dos primeiros meses de presidência, antes do 11 de Setembro, de que os Estados Unidos nada têm a ver com o que se passa no mundo e deve estar concentrado nas suas fronteiras... esta política foi o desastre que se viu.
Quanto a Hillary, centrou a intervenção na sua experiência e trabalho desenvolvido, recordando que foi ela que conseguiu, na China (em 1995), o reconhecimento dos Direitos da Mulher e sublinhou a sua grande aposta no Plano de Saúde.
A vida não está fácil para Hillary, que bem pode alcançar um bom resultado no Texas, devido à maior afinidade que a sua pessoa tem com a comunidade hispânica, mas difícil no Ohio, onde Obama pode passar melhor.
Uma última nota, para assinalar a deselegância da candidatura de Obama, que começou a intervir ainda Hillary estava a proferir o seu discurso.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Eleição disputada no Wisconsin
Clinton questioned whether Obama could deliver on his rhetoric, saying "I am in the solutions business. My opponent is in the promises business."
Hoje, mais 121 delegados em eleição no campo Democrata. 92 no Wisconsin e 29 no caucus do Hawaii. Sendo a eleição num dos Estados mais antigos dos EUA a principal atenção da noite, onde tudo está em aberto, uma vez que Hillary como Obama podem ganhar, conforme indicam as sondagens.
Os Republicanos também sufragam hoje no Wiscosin, devendo a vitória pertencer a McCain, cada vez mais perto da nomeação.
Quanto aos Democratas, o grande dia eleitoral está a aproximar-se, 4 de Março, com a eleição nos Estados do Texas e Ohio, onde Hillary tem apostado forte.
Uma vitória da Senadora de Nova Iorque, logo à noite, seria um bom estímulo para a sua campanha, que tem enfrentado um Obama imparável nos últimos actos eleitorais.
Hoje, mais 121 delegados em eleição no campo Democrata. 92 no Wisconsin e 29 no caucus do Hawaii. Sendo a eleição num dos Estados mais antigos dos EUA a principal atenção da noite, onde tudo está em aberto, uma vez que Hillary como Obama podem ganhar, conforme indicam as sondagens.
Os Republicanos também sufragam hoje no Wiscosin, devendo a vitória pertencer a McCain, cada vez mais perto da nomeação.
Quanto aos Democratas, o grande dia eleitoral está a aproximar-se, 4 de Março, com a eleição nos Estados do Texas e Ohio, onde Hillary tem apostado forte.
Uma vitória da Senadora de Nova Iorque, logo à noite, seria um bom estímulo para a sua campanha, que tem enfrentado um Obama imparável nos últimos actos eleitorais.
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Por que prefiro McCain a Obama... e aos dois, Hillary!
Caro Rui,
Não sou nenhum anti-Obama. Apesar de não ter grande simpatia com as suas propostas (a nível de política externa, a que mais nos diz respeito), reconheço-lhe capacidade pela grande campanha que está a realizar. Tem conseguido cativar muitas pessoas, sobretudo os jovens, que estão afastados da política e isso, por si, é um grande feito e ninguém pode retirar esse mérito a Obama.
Mas, em política, como bem sabes, não basta apenas a forma (na qual Obama é o melhor de todos os candidatos nestas eleições), é preciso conhecer o conteúdo. Neste âmbito, como já referi, em termos internos, prefiro qualquer candidato Democrata a qualquer Republicano, pelas políticas que cada partido assume. Todavia, eu, enquanto europeu, percepciono com base no que nos diz mais respeito e o que mais directamente nos afecta, ou seja, a política externa, e nesta, entre Obama e McCain tenho mais afinidades com as propostas do Senador do Arizona.
Obama não tem, no meu entendimento, uma leitura acertada do combate ao terrorismo e de como lidar com os principais palcos problemáticos do globo, onde os Estados Unidos estão presentes, a começar pelo Iraque.
A proposta de Obama, de retirar quanto antes do Iraque, é um erro, como é um erro colossal a sua proposta de intervir no Paquistão se as autoridades locais não conseguirem deter os radicais. Para quem tanto critica a intervenção no Iraque, é mais irresponsável cometer um erro ainda maior (não esquecer, o Paquistão é uma potência nuclear).
É óbvio que Obama, que em campanha tanto apregoa ser contra o sistema de Washington, se chegar à presidência, acabará por desiludir muitos dos que hoje acreditam nele, por considerarem que o Senador do Illinois vai mudar o país e o mundo. Para já, em quatro anos não se muda um país, muito menos um sistema que funciona por si, mas em quatro anos pode-se destruir muito, como o primeiro mandato de Bush tragicamente demonstrou.
McCain, o pouco amado entre os Republicanos (basta lembrar que ele foi um dos grandes adversários da política externa de Bush e foi um dos principais críticos pela violação dos Direitos Humanos desta Administração), sabe que os combates externos a travar não são fáceis e não se mudam, da noite para o dia, com meras pretensões. E os problemas do Iraque, do Afeganistão, do Paquistão e a luta contra o terrorismo não vão desaparecer nos próximos quatro anos. McCain não promete milagres, mas garante determinação. Essencial nestes tempos.
De qualquer forma, continuo a torcer para que Hillary vença. Afinal, preenche tanto o que entendo dever fazer-se em política doméstica, em especial em termos de Saúde, como na política exterior.
Não sou nenhum anti-Obama. Apesar de não ter grande simpatia com as suas propostas (a nível de política externa, a que mais nos diz respeito), reconheço-lhe capacidade pela grande campanha que está a realizar. Tem conseguido cativar muitas pessoas, sobretudo os jovens, que estão afastados da política e isso, por si, é um grande feito e ninguém pode retirar esse mérito a Obama.
Mas, em política, como bem sabes, não basta apenas a forma (na qual Obama é o melhor de todos os candidatos nestas eleições), é preciso conhecer o conteúdo. Neste âmbito, como já referi, em termos internos, prefiro qualquer candidato Democrata a qualquer Republicano, pelas políticas que cada partido assume. Todavia, eu, enquanto europeu, percepciono com base no que nos diz mais respeito e o que mais directamente nos afecta, ou seja, a política externa, e nesta, entre Obama e McCain tenho mais afinidades com as propostas do Senador do Arizona.
Obama não tem, no meu entendimento, uma leitura acertada do combate ao terrorismo e de como lidar com os principais palcos problemáticos do globo, onde os Estados Unidos estão presentes, a começar pelo Iraque.
A proposta de Obama, de retirar quanto antes do Iraque, é um erro, como é um erro colossal a sua proposta de intervir no Paquistão se as autoridades locais não conseguirem deter os radicais. Para quem tanto critica a intervenção no Iraque, é mais irresponsável cometer um erro ainda maior (não esquecer, o Paquistão é uma potência nuclear).
É óbvio que Obama, que em campanha tanto apregoa ser contra o sistema de Washington, se chegar à presidência, acabará por desiludir muitos dos que hoje acreditam nele, por considerarem que o Senador do Illinois vai mudar o país e o mundo. Para já, em quatro anos não se muda um país, muito menos um sistema que funciona por si, mas em quatro anos pode-se destruir muito, como o primeiro mandato de Bush tragicamente demonstrou.
McCain, o pouco amado entre os Republicanos (basta lembrar que ele foi um dos grandes adversários da política externa de Bush e foi um dos principais críticos pela violação dos Direitos Humanos desta Administração), sabe que os combates externos a travar não são fáceis e não se mudam, da noite para o dia, com meras pretensões. E os problemas do Iraque, do Afeganistão, do Paquistão e a luta contra o terrorismo não vão desaparecer nos próximos quatro anos. McCain não promete milagres, mas garante determinação. Essencial nestes tempos.
De qualquer forma, continuo a torcer para que Hillary vença. Afinal, preenche tanto o que entendo dever fazer-se em política doméstica, em especial em termos de Saúde, como na política exterior.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Alívio do lado Republicano
Com a inevitável desistência de Romney, dada a esmagadora vitória de McCain na super-terça, o Senador do Arizona assegurou a nomeação do Partido Republicano à Casa Branca.
É uma boa notícia, pois o candidato Republicano à presidência assegura valores e carácter que em muito se distanciam dos últimos oito anos.
Concordando ou não com os seus princípios, e em muitos nada me aproximam de McCain, há dois pontos basilares e que reconheço ao Senador do Arizona: integridade e frontalidade.
Recorde-se que McCain foi dos poucos Republicanos que criticaram esta Administração pela existência de Guantanamo e os métodos aplicados, assim a importância de respeitar os Direitos Humanos.
Não é por acaso que muitos Republicanos estão, a esta hora, indispostos com a vitória de McCain.
Oxalá McCain vire a página de política do Partido Republicano e a corrente neoconservadora mereça um longo afastamento dos principais palcos de execução política.
É uma boa notícia, pois o candidato Republicano à presidência assegura valores e carácter que em muito se distanciam dos últimos oito anos.
Concordando ou não com os seus princípios, e em muitos nada me aproximam de McCain, há dois pontos basilares e que reconheço ao Senador do Arizona: integridade e frontalidade.
Recorde-se que McCain foi dos poucos Republicanos que criticaram esta Administração pela existência de Guantanamo e os métodos aplicados, assim a importância de respeitar os Direitos Humanos.
Não é por acaso que muitos Republicanos estão, a esta hora, indispostos com a vitória de McCain.
Oxalá McCain vire a página de política do Partido Republicano e a corrente neoconservadora mereça um longo afastamento dos principais palcos de execução política.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
A desistência de Giuliani e o apoio dado a McCain
O ex-Mayor de Nova Iorque assumiu uma estratégia audaz e deu-se mal. Apostou nos grandes Estados, considerando que os pequenos não contam. Mas contam. A táctica podia ter dado certo, mas não deu.
Uma vez mais se nota que os favoritos, à partida, nem sempre conseguem alcançar o seu objectivo. Há quatro anos, Howard Dean era o grande favorito Democrata. Sucumbiu nos primeiros Estados.
Giuliani, antes que saísse humilhado, preferiu dar apoio a quem no Partido Republicano está em melhores condições de ganhar as primárias e a eleição de 4 de Novembro.
Se calhar está a guardar-se para 2012. Caso McCain, ao que tudo indica o nomeado Republicano para disputa deste ano, e ganhar a eleição em Novembro, deverá realizar um só mandato. Giuliani bem pode querer surgir, na próxima eleição, como o seu seguidor.
Uma vez mais se nota que os favoritos, à partida, nem sempre conseguem alcançar o seu objectivo. Há quatro anos, Howard Dean era o grande favorito Democrata. Sucumbiu nos primeiros Estados.
Giuliani, antes que saísse humilhado, preferiu dar apoio a quem no Partido Republicano está em melhores condições de ganhar as primárias e a eleição de 4 de Novembro.
Se calhar está a guardar-se para 2012. Caso McCain, ao que tudo indica o nomeado Republicano para disputa deste ano, e ganhar a eleição em Novembro, deverá realizar um só mandato. Giuliani bem pode querer surgir, na próxima eleição, como o seu seguidor.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
À beira da nomeação
McCain tem sido uma surpresa pela positiva. Sinceramente, não tive grandes expectativas do Senador do Arizona estar na pole position dos Republicanos nesta altura das primárias, até porque no início as sondagens indicavam Giuliani como grande favorito (é aqui que se deve empregar a célebre frase: as sondagens valem o que valem).
De facto, McCain é um resistente, como o foi no Vietname, não desiste nem quebra perante as dificuldades.
Quando se poderia pensar que, derrotado em 2000, não mais voltaria ao combate presidencial com as mesma probabilidades de vitória que chegou a ter quando disputou a corrida com George W. Bush, ainda por cima, agora, aos 71 anos, McCain demonstra, neste momento, uma vitalidade invejável. E à medida que ganha, mostra-se mais em forma.
Ontem, com a vitória na Florida, o aspirante à Casa Branca obteve um impulso importante e surge em condições de arrebatar mais Estados na super-terça. E o discurso de vitória, hoje de madrugada, elogiando Romney, Giuliani e Huckabee, pretende já evidenciar que ele se começa a assumir como o nomeado.
Giuliani, que arriscou (quase tudo) na Florida, está à beira de perder o sonho presidencial. Se na próxima terça os resultados nos grandes Estados (Califórnia, New Jersey e Nova Iorque, além dos outros) não forem outros que não a vitória, o ex-Mayor de Nova Iorque termina a sua participação na corrida presidencial, uma semana depois de a ter iniciado (uma vez que praticamente ignorou os primeiros Estados).
Pelo menos, com a vitória de McCain há uma certeza: os Republicanos apresentam um candidato que dá condições de confiança e segurança. Razões que nos últimos oito anos estiveram arredadas da Casa Branca.
De facto, McCain é um resistente, como o foi no Vietname, não desiste nem quebra perante as dificuldades.
Quando se poderia pensar que, derrotado em 2000, não mais voltaria ao combate presidencial com as mesma probabilidades de vitória que chegou a ter quando disputou a corrida com George W. Bush, ainda por cima, agora, aos 71 anos, McCain demonstra, neste momento, uma vitalidade invejável. E à medida que ganha, mostra-se mais em forma.
Ontem, com a vitória na Florida, o aspirante à Casa Branca obteve um impulso importante e surge em condições de arrebatar mais Estados na super-terça. E o discurso de vitória, hoje de madrugada, elogiando Romney, Giuliani e Huckabee, pretende já evidenciar que ele se começa a assumir como o nomeado.
Giuliani, que arriscou (quase tudo) na Florida, está à beira de perder o sonho presidencial. Se na próxima terça os resultados nos grandes Estados (Califórnia, New Jersey e Nova Iorque, além dos outros) não forem outros que não a vitória, o ex-Mayor de Nova Iorque termina a sua participação na corrida presidencial, uma semana depois de a ter iniciado (uma vez que praticamente ignorou os primeiros Estados).
Pelo menos, com a vitória de McCain há uma certeza: os Republicanos apresentam um candidato que dá condições de confiança e segurança. Razões que nos últimos oito anos estiveram arredadas da Casa Branca.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
A 'entrada' de Fidel nas presidenciais dos EUA
Giuliani apresenta-se, finalmente, numa corrida das primárias do Partido Republicano para vencer. Depois de vários meses dado como grande favorito, segundo as sondagens, agora é McCain que transporta esta aura.
A Florida surge, assim, como decisiva. Uma derrota de Giuliani na Florida pode comprometer a sua aspiração presidencial. Uma vitória de McCain pode selar o seu favoritismo actual.
A comunidade latina tem um grande peso e em diversos Estados é decisiva (há dias isso foi manifesto no resultado dos Democratas no Nevada, com a maioria dos hispânicos mais próximos de Hillary) e as questões de Cuba, na Florida, dado os 800 mil cubanos residentes neste Estado, são relevantes. Não é por acaso que no vídeo promocional da Florida, Giuliani fala de Fidel,num claro piscar de olhos à comunidade cubana.
Amanhã veremos o resultado, de um Estado importante, onde McCain surge empatado com Romney, seguidos de Huckabee e só depois Giuliani.
A Florida surge, assim, como decisiva. Uma derrota de Giuliani na Florida pode comprometer a sua aspiração presidencial. Uma vitória de McCain pode selar o seu favoritismo actual.
A comunidade latina tem um grande peso e em diversos Estados é decisiva (há dias isso foi manifesto no resultado dos Democratas no Nevada, com a maioria dos hispânicos mais próximos de Hillary) e as questões de Cuba, na Florida, dado os 800 mil cubanos residentes neste Estado, são relevantes. Não é por acaso que no vídeo promocional da Florida, Giuliani fala de Fidel,num claro piscar de olhos à comunidade cubana.
Amanhã veremos o resultado, de um Estado importante, onde McCain surge empatado com Romney, seguidos de Huckabee e só depois Giuliani.
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Balão de oxigénio para Romney e Huckabee
Thompson abandons White House bid
Como se referiu aqui, há dez dias:
Para já, pode ter-se quase a certeza, devido aos resultados obtidos, Thompson, que ainda foi visto como um possível novo Ronald Reagan (por causa da semelhança da carreira de ambos, da 7ª Arte para a política), está fora da corrida Republicana. Resta aguardar a sua desistência.
Consumada, agora, a desistência de Thompson, esta beneficia duas das principais quatro candidaturas do Partido Republicano, as mais conservadoras e de contornos religiosos: Romney e Huckabee. E, isto sucede num momento em que a disputa Republicana tende a afunilar para dois candidatos, McCain e Giuliani.
Com menos uma candidatura, os rostos mais conservadores da disputa primária Republicana recebem um importante balão de oxigénio, dado que o eleitorado de Thompson deverá optar por Huckabee ou Romney.
Há poucos dias verificou-se que Huckabee não triunfou na Carolina do Sul devido à elevada votação que Thompson recolheu.
Uma vez que estão em disputa vários Estados do sul, dos dois beneficiados da saída de Thompson, Huckabee deve ser o que mais ganha, pois a influência de Romney é mais a norte.
Para continuar a acompanhar esta interessante disputa.
Como se referiu aqui, há dez dias:
Para já, pode ter-se quase a certeza, devido aos resultados obtidos, Thompson, que ainda foi visto como um possível novo Ronald Reagan (por causa da semelhança da carreira de ambos, da 7ª Arte para a política), está fora da corrida Republicana. Resta aguardar a sua desistência.
Consumada, agora, a desistência de Thompson, esta beneficia duas das principais quatro candidaturas do Partido Republicano, as mais conservadoras e de contornos religiosos: Romney e Huckabee. E, isto sucede num momento em que a disputa Republicana tende a afunilar para dois candidatos, McCain e Giuliani.
Com menos uma candidatura, os rostos mais conservadores da disputa primária Republicana recebem um importante balão de oxigénio, dado que o eleitorado de Thompson deverá optar por Huckabee ou Romney.
Há poucos dias verificou-se que Huckabee não triunfou na Carolina do Sul devido à elevada votação que Thompson recolheu.
Uma vez que estão em disputa vários Estados do sul, dos dois beneficiados da saída de Thompson, Huckabee deve ser o que mais ganha, pois a influência de Romney é mais a norte.
Para continuar a acompanhar esta interessante disputa.
domingo, 20 de janeiro de 2008
O teste decisivo da Florida
Simpatizo com John McCain. Nunca o escondi. Gostei, por isso, que ontem tivesse ganho na Carolina do Sul, um Estado com um valor simbólico particular, pois nos últimos 28 anos o vencedor neste Estado foi o nomeado do Partido Republicano.
Penso que é dos poucos candidatos, dos dois partidos, com sentido de Estado. Só identifico em Hillary esta postura. E esta atitude é essencial.
Há quem, como Obama ou Romney, fale de Washington com desdém, na mera posição de cativar descontentes que olham e encaram os políticos com desconfiança. Porém, o problema não está no sistema de Washington, mas na adopção de políticas que se assume em Washington. E, quando falta sentido de Estado, como faltou nos últimos oito anos, a política ganha o descrédito e o distanciamento dos cidadãos.
McCain não mudou a sua postura. Os seus valores continuam a ser os mesmos de há oito anos, quando disputou a corrida presidencial com Bush, de há 20 e 30 anos.
Hoje, de madrugada, como alguém dizia acertadamente na CNN, ele é um "resistente". Resistiu no Vitenam e quando muitos previram no início desta corrida, eu inclusive, que McCain estava terminado, ele aí está a demonstrar que não terminou.
A Florida será o grande teste. Penso que quem vencer neste Estado (como quem venceu no campo Democrata New Hampshire) será o nomeado do Partido Republicano. E, neste Estado, Giuliani deverá vencer, pelo empenho que tem dedicado à Florida, desprezando, por completo, os Estados que já foram a votos. A verificar no dia 30 de Janeiro e depois no dia 6 de Fevereiro.
Penso que é dos poucos candidatos, dos dois partidos, com sentido de Estado. Só identifico em Hillary esta postura. E esta atitude é essencial.
Há quem, como Obama ou Romney, fale de Washington com desdém, na mera posição de cativar descontentes que olham e encaram os políticos com desconfiança. Porém, o problema não está no sistema de Washington, mas na adopção de políticas que se assume em Washington. E, quando falta sentido de Estado, como faltou nos últimos oito anos, a política ganha o descrédito e o distanciamento dos cidadãos.
McCain não mudou a sua postura. Os seus valores continuam a ser os mesmos de há oito anos, quando disputou a corrida presidencial com Bush, de há 20 e 30 anos.
Hoje, de madrugada, como alguém dizia acertadamente na CNN, ele é um "resistente". Resistiu no Vitenam e quando muitos previram no início desta corrida, eu inclusive, que McCain estava terminado, ele aí está a demonstrar que não terminou.
A Florida será o grande teste. Penso que quem vencer neste Estado (como quem venceu no campo Democrata New Hampshire) será o nomeado do Partido Republicano. E, neste Estado, Giuliani deverá vencer, pelo empenho que tem dedicado à Florida, desprezando, por completo, os Estados que já foram a votos. A verificar no dia 30 de Janeiro e depois no dia 6 de Fevereiro.
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
A importância da Florida
Hillary Clinton, candidata à investidura democrata às presidenciais norte-americanas e o republicano John McCain recuperaram terreno nos últimos dias, revelam as últimas sondagens divulgadas hoje.
Penso que a vitória de Hillary em New Hampshire foi decisiva para a corrida Democrata. Hoje, a Senadora de Nova Iorque, se não cometer deslizes, tem todas as condições de ser a nomeada do seu partido.
Do lado Republicano, a disputa está mais acesa. Obviamente, a vitória de McCain em New Hampshire foi importante. Contudo, a eleição da Florida deverá ser decisiva. Quem a ganhar apresentar-se-á em melhores condições para, no dia de quase todos os testes eleitorais, a super-terça - 5 de Fevereiro, levar a melhor e ter o caminho da nomeação Republicana aberto. Giuliani dá tudo por tudo no Estado que esteve no centro das atenções em 2000. Oito anos volvidos, desta feita nas primárias Republicanas, a Florida volta a ser determinante.
Talvez Giuliani vença e McCain repita a dose frustrante de 2000. Quando esteve à beira de bater Bush Jr. na corrida e perdeu.
A confirmar no próximo dia 30.
Penso que a vitória de Hillary em New Hampshire foi decisiva para a corrida Democrata. Hoje, a Senadora de Nova Iorque, se não cometer deslizes, tem todas as condições de ser a nomeada do seu partido.
Do lado Republicano, a disputa está mais acesa. Obviamente, a vitória de McCain em New Hampshire foi importante. Contudo, a eleição da Florida deverá ser decisiva. Quem a ganhar apresentar-se-á em melhores condições para, no dia de quase todos os testes eleitorais, a super-terça - 5 de Fevereiro, levar a melhor e ter o caminho da nomeação Republicana aberto. Giuliani dá tudo por tudo no Estado que esteve no centro das atenções em 2000. Oito anos volvidos, desta feita nas primárias Republicanas, a Florida volta a ser determinante.
Talvez Giuliani vença e McCain repita a dose frustrante de 2000. Quando esteve à beira de bater Bush Jr. na corrida e perdeu.
A confirmar no próximo dia 30.
sábado, 12 de janeiro de 2008
Giuliani ainda não quis ir a votos
O Partido Republicano já realizou três dos 51 actos eleitorais. Até ao momento, o grande favorito, Giuliani, não se empenhou em nenhum, por isso as suas votações receberam poucos apoios, tanto no Iowa, como no Wyoming e em New Hampshire.
Na próxima semana, realiza-se a primária de Michigan (dia 15), Nevada e Carolina do Sul (dia 19). Mais três momentos desprezados pelo ex Mayor de Nova Iorque, que só quer entrar na disputa, onde já está há algum tempo em campanha, na Florida, para a eleição de 29 de Janeiro, como o seu site anuncia. Enquanto os outros candidatos estão preocupados com a eleição da próxima terça-feira e sábado.
Veremos se Giuliani é bem sucedido na Florida e uma vitória neste Estado o projecta para a grande terça, no dia 5 de Fevereiro, que irá clarificar quem, de facto, está, nos dois campos, melhor posicionado para disputar a Casa Branca na recta final.
Para já, pode ter-se quase a certeza, devido aos resultados obtidos, Thompson, que ainda foi visto como um possível novo Ronald Reagan (por causa da semelhança da carreira de ambos, da 7ª Arte para a política), está fora da corrida Republicana. Resta aguardar a sua desistência.
Para continuar a acompanhar McCain, Huckabee e Romney.
Na próxima semana, realiza-se a primária de Michigan (dia 15), Nevada e Carolina do Sul (dia 19). Mais três momentos desprezados pelo ex Mayor de Nova Iorque, que só quer entrar na disputa, onde já está há algum tempo em campanha, na Florida, para a eleição de 29 de Janeiro, como o seu site anuncia. Enquanto os outros candidatos estão preocupados com a eleição da próxima terça-feira e sábado.
Veremos se Giuliani é bem sucedido na Florida e uma vitória neste Estado o projecta para a grande terça, no dia 5 de Fevereiro, que irá clarificar quem, de facto, está, nos dois campos, melhor posicionado para disputar a Casa Branca na recta final.
Para já, pode ter-se quase a certeza, devido aos resultados obtidos, Thompson, que ainda foi visto como um possível novo Ronald Reagan (por causa da semelhança da carreira de ambos, da 7ª Arte para a política), está fora da corrida Republicana. Resta aguardar a sua desistência.
Para continuar a acompanhar McCain, Huckabee e Romney.
domingo, 6 de janeiro de 2008
A também vitória de Giuliani
A vitória de Romney, ontem, no Wyoming, foi importante para se manter na corrida Republicana. Depois do triunfo de Huckabee no Iowa e se se confirmar nas urnas o favoristismo de McCain em New Hampshire, é Giuliani quem também lucra com estes resultados.
O ex-Mayor de Nova Iorque assume uma campanha de risco, investindo, em termos de campanha, em grandes Estados, e que lhe são social e culturalmente mais favoráveis, do que Estados onde tem dificuldades em entrar no universo conservador, que prefere, de longe, Huckabee ou Romney.
Por isso, enquanto as vitórias nos pequenos Estados forem divididas pelas várias candidaturas, é Giuliani que também ganha. Se as vitórias começarem a ser polarizadas, as dificuldades de Giuliani aumentam.
O ex-Mayor de Nova Iorque assume uma campanha de risco, investindo, em termos de campanha, em grandes Estados, e que lhe são social e culturalmente mais favoráveis, do que Estados onde tem dificuldades em entrar no universo conservador, que prefere, de longe, Huckabee ou Romney.
Por isso, enquanto as vitórias nos pequenos Estados forem divididas pelas várias candidaturas, é Giuliani que também ganha. Se as vitórias começarem a ser polarizadas, as dificuldades de Giuliani aumentam.
sábado, 5 de janeiro de 2008
Corrida mais disputada
Depois de ter ganho na quinta no Iowa, se hoje, no Wyoming, Huckabee triunfar, penso que um dos favoritos, Mitt Romney, pode ver comprometida a sua corrida. O antigo Governador do Arkansas bem pode posicionar-se como principal favorito neste momento, decorrente das vitórias estaduais que pode começar a acumular e lhe garantem projecção nacional. E como as ondas de vitória ajudam o candidato, em especial no apelo aos indecisos - há sempre quem goste de estar do lado dos vencedores.
Por isso, nesta corrida, com contornos religiosos, e como eles pesam, entre Huckabee e Romney, o último pode perder a batalha.
Por outro lado, o grande favorito, Giuliani, tem praticamente abdicado de fazer campanha em vários Estados, onde a sua imagem de candidato Republicano mais liberal não passa, como no Iowa. A aposta num conjunto de Estados, nomeadamente os grandes, que lhe assegurem a nomeação Republicana, é uma estratégia de risco. Como o ex-Mayor disse na noite de quinta, à CNN, a partir da Florida, enquanto decorria a contagem de votos no Iowa, ele assume esta estratégia e considera que é a melhor para ele. De facto, percebe-se. Em Estados muito conservadores, um homem mais liberal terá dificuldades em bater um candidato com traços mais conservadores.
McCain é outro candidato que ainda avista a nomeação, se bem que não acredito (infelizmente) no seu sucesso. O resultado de New Hampshire, na quarta-feira, pode ser decisivo, para a sua continuação ou não na corrida.
Veremos o resultado de Wyoming e se reforça, ou não, a candidatura de Huckabee.
Por isso, nesta corrida, com contornos religiosos, e como eles pesam, entre Huckabee e Romney, o último pode perder a batalha.
Por outro lado, o grande favorito, Giuliani, tem praticamente abdicado de fazer campanha em vários Estados, onde a sua imagem de candidato Republicano mais liberal não passa, como no Iowa. A aposta num conjunto de Estados, nomeadamente os grandes, que lhe assegurem a nomeação Republicana, é uma estratégia de risco. Como o ex-Mayor disse na noite de quinta, à CNN, a partir da Florida, enquanto decorria a contagem de votos no Iowa, ele assume esta estratégia e considera que é a melhor para ele. De facto, percebe-se. Em Estados muito conservadores, um homem mais liberal terá dificuldades em bater um candidato com traços mais conservadores.
McCain é outro candidato que ainda avista a nomeação, se bem que não acredito (infelizmente) no seu sucesso. O resultado de New Hampshire, na quarta-feira, pode ser decisivo, para a sua continuação ou não na corrida.
Veremos o resultado de Wyoming e se reforça, ou não, a candidatura de Huckabee.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
