El general Than Shwe está dispuesto a mantener un encuentro con la líder de la oposición, Aung San Suu Kyi, que pertenece al partido de la Liga Nacional por la Democracia (LND) si ésta abandona su apoyo a la política occidental de sanciones contra el país
O ditador birmano pode pedir muita coisa e colocar muitos pontos para receber a Prémio Nobel da Paz e defensora da Liberdade na Birmânia, Aund San Suu Kyi, que está em prisão domiciliária por determinação do seu regime autocrático e anacrónico. Não pode, no entanto, esperar que Suu Kyi deixe de lutar pela Democracia no país.
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Frontalidade
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, admitiu que os esforços da organização para pôr fim à repressão dos protestos pacíficos na Birmânia não obtiveram os resultados esperados.
Boa atitude do Secretário-Geral da ONU, reconhecendo o falhanço da missão na Birmânia.
É preferível admitir a realidade do que disfarçar insucessos.
Boa atitude do Secretário-Geral da ONU, reconhecendo o falhanço da missão na Birmânia.
É preferível admitir a realidade do que disfarçar insucessos.
Militantes são gente de encher?
Através do PS Lumiar, tomo conhecimento deste texto: Sócrates devia pôr o PS a pensar.
Entre a referência inicial do texto à mudança que Blair provocou no Labour (outra situação não se colocava ao então líder trabalhista, tal os anos de oposição ao predominante Governo conservador), não é possível, de todo, transpor a realidade britânica para a nacional. Desde logo por condições históricas, sociais e culturais, mas também do sistema político.
Não se pode esquecer a forma, por exemplo, como se elege um deputado no Reino Unido e em Portugal. Só esta dimensão causa profundas diferenças entre as realidades partidárias. Talvez a introdução de círculos uninominais, se se verificar, venha provocar uma mudança no sistema partidário e contribua para uma maior responsabilização e importância do local, em detrimento da vontade centralista, mais predominante (com as virtudes e defeitos que tem).
Por outro lado, o título do texto, por si só, enferma de uma leitura errada, pois um partido, que é de militantes, ou mesmo de quadros, não pode estar totalmente dependente das orientações que o seu líder dá ou deixa de dar. Afinal, de que serve o capital humano dos partidos?
Os militantes devem ser o estímulo da vida partidária, não apenas, e tão só, os quadros dirigentes. Quanto mais os quadros dirigentes (nacionais, regionais e locais) estiverem distantes e não contarem com a participação dos militantes, mais o partido se enfraquece na sociedade.
O mundo muda e os partidos (portugueses) ainda continuam com modelos de militância anacrónicos. Este meio, da internet, é um excelente veículo e aliado estratégico para refundar o papel da militância partidária, assim haja vontade dos militantes para empreender uma nova e mais dinâmica forma de militar.
Não podem os militantes estar à espera que seja apenas o topo a decidir o que o partido faz ou deixa de fazer.
Mais do que ser o Secretário-Geral do PS a colocar o partido a pensar, devem ser os militantes a fazer movimentar o partido.
A máxima de Kennedy, do perguntar o que posso fazer em vez de esperar o que façam por nós, não é apenas soundbyte, é algo mais profundo.
É preciso assumir responsabilidade, que cada pessoa tem, não a depositar no líder... atitude que só o enfraquece, não o fortalece.
Face às críticas, algumas pertinentes, que muitas pessoas fazem aos partidos, estes precisam de assumir novas formas de fazer política, não para agradar à sociedade, mas contribuir para a sua melhoria.
Entre a referência inicial do texto à mudança que Blair provocou no Labour (outra situação não se colocava ao então líder trabalhista, tal os anos de oposição ao predominante Governo conservador), não é possível, de todo, transpor a realidade britânica para a nacional. Desde logo por condições históricas, sociais e culturais, mas também do sistema político.
Não se pode esquecer a forma, por exemplo, como se elege um deputado no Reino Unido e em Portugal. Só esta dimensão causa profundas diferenças entre as realidades partidárias. Talvez a introdução de círculos uninominais, se se verificar, venha provocar uma mudança no sistema partidário e contribua para uma maior responsabilização e importância do local, em detrimento da vontade centralista, mais predominante (com as virtudes e defeitos que tem).
Por outro lado, o título do texto, por si só, enferma de uma leitura errada, pois um partido, que é de militantes, ou mesmo de quadros, não pode estar totalmente dependente das orientações que o seu líder dá ou deixa de dar. Afinal, de que serve o capital humano dos partidos?
Os militantes devem ser o estímulo da vida partidária, não apenas, e tão só, os quadros dirigentes. Quanto mais os quadros dirigentes (nacionais, regionais e locais) estiverem distantes e não contarem com a participação dos militantes, mais o partido se enfraquece na sociedade.
O mundo muda e os partidos (portugueses) ainda continuam com modelos de militância anacrónicos. Este meio, da internet, é um excelente veículo e aliado estratégico para refundar o papel da militância partidária, assim haja vontade dos militantes para empreender uma nova e mais dinâmica forma de militar.
Não podem os militantes estar à espera que seja apenas o topo a decidir o que o partido faz ou deixa de fazer.
Mais do que ser o Secretário-Geral do PS a colocar o partido a pensar, devem ser os militantes a fazer movimentar o partido.
A máxima de Kennedy, do perguntar o que posso fazer em vez de esperar o que façam por nós, não é apenas soundbyte, é algo mais profundo.
É preciso assumir responsabilidade, que cada pessoa tem, não a depositar no líder... atitude que só o enfraquece, não o fortalece.
Face às críticas, algumas pertinentes, que muitas pessoas fazem aos partidos, estes precisam de assumir novas formas de fazer política, não para agradar à sociedade, mas contribuir para a sua melhoria.
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
O (correcto) exemplo de Menezes
João Villalobos, numa interpretação que faz da manutenção de Menezes em Gaia com a presidência do PPD, alude a um artigo do Correio da Manhã, que apresenta a justificação do novo Presidente laranja para a acumulação dos dois cargos. Trata-se, seguindo o autarca de Gaia, de “uma visão europeia moderna da assunção de responsabilidades políticas”. Para isso inspirou-se nos antigos primeiros-ministros franceses, Pierre Mauroy, Chaban-Delmas e Alain Juppé
Nunca, como se calhar agora, Menezes foi tão coerente com as suas palavras e actos em política. Ele que nunca se fadou para isso. No congresso de Barcelos disse que não mais seria candidato a Gaia e acabou por ser. Nada que surpreenda.
Porém, em relação a uma das referências que cita, Juppé (e dispenso a leitura sensacionalista do CM quanto à corrupção de que foi acusado o antigo Primeiro-Ministro gaulês, pela qual teve de ficar afastado da vida política salvo erro dois anos; se em França se verificasse e julgasse o que fez um antigo Maire de Paris que depois viria a residir oficialmente no Eliseu durante 12 anos... Juppé sempre foi um bobo da festa), mas, escrevia, Juppé deve ser mesmo a referência de Menezes. Não é mero acaso. Trata-se, apenas e tão só, do político da direita gaulesa contemporânea que mais derrotas nacionais averbou, resumindo a sua glória política à conquista da Câmara de Bordéus, à qual, por acaso, volta a ser candidato, depois de não ter alcançado a eleição para deputado no Verão, condição que Sarkozy impôs na UMP para os Ministros manterem o seu cargo no Governo.
Menezes, como Juppé, tem a sua Bordéus do lado sul do Porto. Outra coincidência? Bordéus também é terra de bom vinho. Percursos análogos? 2009 deve corroborar.
Nunca, como se calhar agora, Menezes foi tão coerente com as suas palavras e actos em política. Ele que nunca se fadou para isso. No congresso de Barcelos disse que não mais seria candidato a Gaia e acabou por ser. Nada que surpreenda.
Porém, em relação a uma das referências que cita, Juppé (e dispenso a leitura sensacionalista do CM quanto à corrupção de que foi acusado o antigo Primeiro-Ministro gaulês, pela qual teve de ficar afastado da vida política salvo erro dois anos; se em França se verificasse e julgasse o que fez um antigo Maire de Paris que depois viria a residir oficialmente no Eliseu durante 12 anos... Juppé sempre foi um bobo da festa), mas, escrevia, Juppé deve ser mesmo a referência de Menezes. Não é mero acaso. Trata-se, apenas e tão só, do político da direita gaulesa contemporânea que mais derrotas nacionais averbou, resumindo a sua glória política à conquista da Câmara de Bordéus, à qual, por acaso, volta a ser candidato, depois de não ter alcançado a eleição para deputado no Verão, condição que Sarkozy impôs na UMP para os Ministros manterem o seu cargo no Governo.
Menezes, como Juppé, tem a sua Bordéus do lado sul do Porto. Outra coincidência? Bordéus também é terra de bom vinho. Percursos análogos? 2009 deve corroborar.
Salada ucraniana
Ucrânia: Presidente propõe aliança entre pró-ocidentais e pró-russos
Yuschenko está a procurar dividir para reinar.
Obviamente, quem se pode queimar com esta salada ucraniana, Timochenko, não a quer "provar", por isso descarta a coligação dos grandes partidos, pois está a dois anos de alcançar a presidência do país.
Yuschenko está a procurar dividir para reinar.
Obviamente, quem se pode queimar com esta salada ucraniana, Timochenko, não a quer "provar", por isso descarta a coligação dos grandes partidos, pois está a dois anos de alcançar a presidência do país.
Só falta a Polónia
Alcançado acordo na especialidade para o Tratado Europeu
Segundo notícias veiculadas, 26 países já manifestaram o acordo. Falta a já esperada Polónia.
Veremos se dentro de dias os (ainda) responsáveis políticos polacos manifestam a sua concordância, para, em Dezembro, assinar-se o indispensável Tratado Reformador em Lisboa.
Segundo notícias veiculadas, 26 países já manifestaram o acordo. Falta a já esperada Polónia.
Veremos se dentro de dias os (ainda) responsáveis políticos polacos manifestam a sua concordância, para, em Dezembro, assinar-se o indispensável Tratado Reformador em Lisboa.
Haverá?
November 1: the countdown begins
A confirmar, então, na próxima terça-feira se sempre haverá ou não eleições antecipadas no Reino Unido.
A confirmar, então, na próxima terça-feira se sempre haverá ou não eleições antecipadas no Reino Unido.
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Boa notícia para Lisboa
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, confirmou esta terça-feira estar encerrado o projecto para a construção de um terminal de cruzeiros em Santa Apolónia, que previa a construção de um muro com seis metros de altura e 600 de comprimento frente ao rio Tejo.
A Câmara de Lisboa interveio a tempo e não permitiu um atentado urbano.
A Câmara de Lisboa interveio a tempo e não permitiu um atentado urbano.
Os dois pesos e duas medidas
Um apontamento bem referido por Pedro Correia.
Por onde andam agora os que tanto jeito têm para manifestações e vigílias, quando na Birmânia a Junta Militar derruba todos aqueles que se lhe opõe pacificamente?
Do BE sempre dirão que lhes falta os métodos empregues em Silves e o PCP considerará a Junta Militar um regime que tem libertado o país da opressão capitalista.
Se fossem os Estados Unidos...
Por onde andam agora os que tanto jeito têm para manifestações e vigílias, quando na Birmânia a Junta Militar derruba todos aqueles que se lhe opõe pacificamente?
Do BE sempre dirão que lhes falta os métodos empregues em Silves e o PCP considerará a Junta Militar um regime que tem libertado o país da opressão capitalista.
Se fossem os Estados Unidos...
Esquerdas na América Latina
Com a chegada ao poder do pseudo-biblista-bolivarista, temeu-se que a onda de populismo que inunda a Venezuela se alargasse à América Latina.
É bem certo que a Bolívia foi o país mais "afectado" por esta onda, que muito promete, mas só aprofunda a miséria.
O Equador era encarado, há um ano, aquando da eleição presidencial, como mais um país, para juntar à Venezuela e Bolívia, no mergulho da irresponsabilidade política, económica e social.
A campanha populista e de traços análogos ao discurso do señor de Caracas, assumida por Rafael Correa (actual Presidente do Equador) deixava prever mais um país liderado pelo populismo sul-americano.
Pelo que se tem assistido, percebe-se que o estilo populista deu lugar a uma atitude de maior realismo. Não que não haja traços semelhantes ao estilo em voga em Caracas, que há, alguns, porém o "socialismo do século XXI" que se apregoa na América Latina e procura implementar no Equador não é o mesmo da Venezuela, tal como já se percebera que não é, nem de perto nem de longe, o que se desenvolve no Uruguai ou no Chile (as que me parecem as mais sensatas e dignas da América Latina).
No Equador perceberam que o modelo venezuelano não tem traduzido qualquer benefício para o país, antes pelo contrário, tende a agravar as condições. A realidade também não deixa espaços para muita ilusão quanto ao que existe na Venezuela.
Felizmente, a esquerda em muitos países na América do Sul não é igual à Venezuela. É um bom sinal.
Porém, não basta não ter muitas afinidades com o populista-mor. Importa salvaguardar Direitos e Garantias de todos, não fazendo do Estado, ou melhor, de quem exerce funções no Estado, dono e senhor de tudo.
Vem este texto a propósito da eleição que se realizou no último fim-de-semana no Equador e que vai permitir mudar a Constituição do país, reforçando os poderes presidenciais.
É bem certo que a Bolívia foi o país mais "afectado" por esta onda, que muito promete, mas só aprofunda a miséria.
O Equador era encarado, há um ano, aquando da eleição presidencial, como mais um país, para juntar à Venezuela e Bolívia, no mergulho da irresponsabilidade política, económica e social.
A campanha populista e de traços análogos ao discurso do señor de Caracas, assumida por Rafael Correa (actual Presidente do Equador) deixava prever mais um país liderado pelo populismo sul-americano.
Pelo que se tem assistido, percebe-se que o estilo populista deu lugar a uma atitude de maior realismo. Não que não haja traços semelhantes ao estilo em voga em Caracas, que há, alguns, porém o "socialismo do século XXI" que se apregoa na América Latina e procura implementar no Equador não é o mesmo da Venezuela, tal como já se percebera que não é, nem de perto nem de longe, o que se desenvolve no Uruguai ou no Chile (as que me parecem as mais sensatas e dignas da América Latina).
No Equador perceberam que o modelo venezuelano não tem traduzido qualquer benefício para o país, antes pelo contrário, tende a agravar as condições. A realidade também não deixa espaços para muita ilusão quanto ao que existe na Venezuela.
Felizmente, a esquerda em muitos países na América do Sul não é igual à Venezuela. É um bom sinal.
Porém, não basta não ter muitas afinidades com o populista-mor. Importa salvaguardar Direitos e Garantias de todos, não fazendo do Estado, ou melhor, de quem exerce funções no Estado, dono e senhor de tudo.
Vem este texto a propósito da eleição que se realizou no último fim-de-semana no Equador e que vai permitir mudar a Constituição do país, reforçando os poderes presidenciais.
O Comité Central vem abaixo?
Em conferência de imprensa, o dirigente comunista Filipe Andrade apontou a necessidade de renovação e a idade de Barros Duarte (73 anos) como as causas para a substituição a meio do mandato.
Pela lógica apresentada para a mudança de líder na Câmara da Marinha Grande, deve deduzir-se quem em breve o Comité Central do PCP deixará de ter quórum, dada a idade de muitos dos seus membros.
Como as desculpas para os despejos do PCP são esfarrapadas.
Pela lógica apresentada para a mudança de líder na Câmara da Marinha Grande, deve deduzir-se quem em breve o Comité Central do PCP deixará de ter quórum, dada a idade de muitos dos seus membros.
Como as desculpas para os despejos do PCP são esfarrapadas.
Mais um despejo autárquico do PCP
PCP substitui presidente da câmara por vice-presidente
O Comité Central (CC) põe e dispõe das pessoas.
Se calhar o PCP devia ser uma excepção no quadro partidário nacional. O partido devia apresentar-se, apenas, com a sigla e não apresentar qualquer candidato, pois para os comunistas pouco importa os rostos e o respeito da individualidade de cada pessoa.
Impera a vontade do colectivo do CC, que tem tanto de democrático como estas mudanças de autarcas.
Depois de Setúbal é a vez da Marinha Grande.
O Comité Central (CC) põe e dispõe das pessoas.
Se calhar o PCP devia ser uma excepção no quadro partidário nacional. O partido devia apresentar-se, apenas, com a sigla e não apresentar qualquer candidato, pois para os comunistas pouco importa os rostos e o respeito da individualidade de cada pessoa.
Impera a vontade do colectivo do CC, que tem tanto de democrático como estas mudanças de autarcas.
Depois de Setúbal é a vez da Marinha Grande.
Chefe dos serviços secretos nomeado para as Forças Armadas?
Pakistan's President Pervez Musharraf has named his successor to take over as army chief, the military says.
A fonte é militar, mas nestas coisas, nada como São Tomé.
Veremos o que se passará até e depois das eleições do próximo dia 15.
A fonte é militar, mas nestas coisas, nada como São Tomé.
Veremos o que se passará até e depois das eleições do próximo dia 15.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Posição sensata
O primeiro-ministro do pequeno arquipélago já assegurou não se juntar às posições extremas da Zâmbia e Moçambique.
Neste imbróglio que se gerou, pela vinda ou não do Presidente do Zimbabué a Lisboa, para participar na Cimeira UE/União Africana, foram várias as vozes em África que fizeram questão de dizer que se Mugabe não vem, então os seus países não se farão representar ao mais alto nível.
Primeiro a Zâmbia, depois Moçambique. Este último causa mais espanto, dado ser um Estado lusófono, e vizinho do Zimbabué, e poder, neste caso concreto, desempenhar um papel importante, de mediador, no sentido de solucionar, não complicar.
A Cimeira é tão importante para a UE como é para a UA. Se calhar, atendendo à personalidade do actual Presidente moçambicano até se pode perceber. Não estou a ver Chissano actuar deste modo. Se calhar procederia no sentido de resolver este conflito e seria um dos políticos africanos mais interessados no sucesso da Cimeira. A Lusofonia podia ganhar uma dimensão mais relevante. Mas, enfim, um é Estadista, outro não!
De Cabo Verde veio, até ao momento, a posição mais sensata. É preciso realizar um encontro que não tem lugar há sete anos e está muito em causa.
O encontro é importante para todas as partes. Houvesse, pois, interesse em encarar a Cimeira como um ponto de união e procura de respostas conjuntas para as múltiplas e complexas questões que se apresentam aos dois lados, e não de discórdia, a Cimeira não estaria, neste momento, à beira de falhar nos seus objectivos.
A atitude dos responsáveis políticos cabo-verdianos dá, por outro lado, em termos lusófonos, um sinal de manifesta ajuda e cooperação a Lisboa. Pena que em Maputo a lusofonia não diga muito a quem tem responsabilidades.
Neste imbróglio que se gerou, pela vinda ou não do Presidente do Zimbabué a Lisboa, para participar na Cimeira UE/União Africana, foram várias as vozes em África que fizeram questão de dizer que se Mugabe não vem, então os seus países não se farão representar ao mais alto nível.
Primeiro a Zâmbia, depois Moçambique. Este último causa mais espanto, dado ser um Estado lusófono, e vizinho do Zimbabué, e poder, neste caso concreto, desempenhar um papel importante, de mediador, no sentido de solucionar, não complicar.
A Cimeira é tão importante para a UE como é para a UA. Se calhar, atendendo à personalidade do actual Presidente moçambicano até se pode perceber. Não estou a ver Chissano actuar deste modo. Se calhar procederia no sentido de resolver este conflito e seria um dos políticos africanos mais interessados no sucesso da Cimeira. A Lusofonia podia ganhar uma dimensão mais relevante. Mas, enfim, um é Estadista, outro não!
De Cabo Verde veio, até ao momento, a posição mais sensata. É preciso realizar um encontro que não tem lugar há sete anos e está muito em causa.
O encontro é importante para todas as partes. Houvesse, pois, interesse em encarar a Cimeira como um ponto de união e procura de respostas conjuntas para as múltiplas e complexas questões que se apresentam aos dois lados, e não de discórdia, a Cimeira não estaria, neste momento, à beira de falhar nos seus objectivos.
A atitude dos responsáveis políticos cabo-verdianos dá, por outro lado, em termos lusófonos, um sinal de manifesta ajuda e cooperação a Lisboa. Pena que em Maputo a lusofonia não diga muito a quem tem responsabilidades.
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Israel ajuda Abbas
Israel will release 30 Palestinian prisoners who reside in the Gaza Strip on Tuesday, one day after the release of 57 prisoners from the West Bank.
(...)
The 87 prisoners are mostly members of Fatah, along with several who are members of smaller Palestinian factions. None belong to Hamas.
Israel aposta em Abbas, procurando demonstrar aos palestinianos que só dialoga com o Presidente da Autoridade Palestiniana.
Penso que os frutos de Paz pretendidos não serão alcançados sem contar com a ala moderada do Hamas.
(...)
The 87 prisoners are mostly members of Fatah, along with several who are members of smaller Palestinian factions. None belong to Hamas.
Israel aposta em Abbas, procurando demonstrar aos palestinianos que só dialoga com o Presidente da Autoridade Palestiniana.
Penso que os frutos de Paz pretendidos não serão alcançados sem contar com a ala moderada do Hamas.
Diferenças
O reitor de uma universidade iraniana convidou o presidente norte-americano, George W. Bush, a falar para professores e estudantes e responder às suas questões sobre direitos humanos, terrorismo e Holocausto, noticiou a televisão estatal em Teerão, informa a agência Lusa.
O amável convite da Universidade iraniana ao Presidente dos Estados Unidos não assegura, contudo, o que nos Estados Unidos foi garantido ao Presidente iraniano, não ser detido.
A ala mais reaccionária do regime deve querer repetir o "feito" de 1980.
O amável convite da Universidade iraniana ao Presidente dos Estados Unidos não assegura, contudo, o que nos Estados Unidos foi garantido ao Presidente iraniano, não ser detido.
A ala mais reaccionária do regime deve querer repetir o "feito" de 1980.
Bater no fundo
Caro Jorge,
Foi possível notar durante a campanha como o sector afecto ao Palácio de Belém não se intrometeu muito. Talvez de Belém se queira que o partido bata no fundo para limpar, de vez (2005 não foi suficiente), com o populismo barato e inconsequente do partido.
Por isso, da análise ontem apresentada pelo analista-docente-conselheiro-de-Estado-criador-de-factos-entre-outros, peque por não ter em consideração na conclusão das suas premissas isso.
Belém já deve ter percebido que o partido, para sair deste impasse, precisa sofrer uma forte derrota eleitoral, desta feita sem as desculpas que arranjou em 2005 para fazer esquecer uma derrota vergonhosa. Em 2009, não há desculpas por algum resultado menos bem sucedido.
O aparelho vai ser melhor controlado pelos caciques? Muito provavelmente. Estes senhores não são meninos de coro. Porém, e havendo directas, não há líder, por mais que controle o aparelho, que resista a três derrotas cabais, como se avistam em 2009. À nova direcção do PPD vai faltar tudo: intervenientes qualificados, merecedores de credibilidade e uma visão estruturada do país.
A má moeda, no PPD, só deve mudar depois das legislativas de 2009. Se calhar é a única via do partido voltar a ganhar credibilidade.
Foi possível notar durante a campanha como o sector afecto ao Palácio de Belém não se intrometeu muito. Talvez de Belém se queira que o partido bata no fundo para limpar, de vez (2005 não foi suficiente), com o populismo barato e inconsequente do partido.
Por isso, da análise ontem apresentada pelo analista-docente-conselheiro-de-Estado-criador-de-factos-entre-outros, peque por não ter em consideração na conclusão das suas premissas isso.
Belém já deve ter percebido que o partido, para sair deste impasse, precisa sofrer uma forte derrota eleitoral, desta feita sem as desculpas que arranjou em 2005 para fazer esquecer uma derrota vergonhosa. Em 2009, não há desculpas por algum resultado menos bem sucedido.
O aparelho vai ser melhor controlado pelos caciques? Muito provavelmente. Estes senhores não são meninos de coro. Porém, e havendo directas, não há líder, por mais que controle o aparelho, que resista a três derrotas cabais, como se avistam em 2009. À nova direcção do PPD vai faltar tudo: intervenientes qualificados, merecedores de credibilidade e uma visão estruturada do país.
A má moeda, no PPD, só deve mudar depois das legislativas de 2009. Se calhar é a única via do partido voltar a ganhar credibilidade.
A principal ameaça de Yushchenko
A dois anos das presidenciais o principal adversário do Presidente é, precisamente, ao que tudo indica, a próxima Primeira-Ministra do país, Yulia Tymoshenko.
A parceira da Revolução Laranja, a adversária aquando da divisão do poder quando se instaurou a democracia e, agora, a aliada destes tempos para derrotar a ala pró-russa, revela-se a grande ameaça política para Yuschenko.
Pretendendo o Presidente renovar o mandato, as suas dificuldades serão muitas em 2009. Yuschenko acaba por personalizar o falhanço da melhoria significativa de melhoria de vida que muitos ucranianos esperavam após o fim da era praticamente autocrática de Koutchma.
De acordo com o previsto, nas próximas presidenciais devem apresentar-se Yuschenko, Tymoshenko e Yanukovich. Só dois passam à segunda volta. Assumindo o resultado de ontem como uma primária, Yuschenko não passará. O seu partido nem chegou a obter 15%. A sua pessoa vale mais do que o partido? Sim. Mas também está mais desgastada junto das pessoas do que a fresca Tymoshenko, que obteve um excelente resultado, mais de 30%, próximo do partido vencedor, e, além disso, teve pouco tempo no poder quando comparado com o Presidente, a quem pode ser assacados alguns falhanços nesta era democrática.
Se fizer um bom mandato à frente do Governo, Tymoshenko terá todas as condições para chegar à presidência do país.
O líder pró-russo Yanukovich chegará, com elevada probabilidade, à segunda volta, pois não tem outro concorrente que reparta os votos junto da população que nutre mais simpatia por Moscovo que pelo ocidente. Do lado pró-ocidental, há uma divisão do eleitorado e, pelo já referido, Tymoshenko apresenta-se, para já, em melhores condições.
A seguir os próximos dois anos com atenção. Tudo valerá para queimar o adversário directo.
A parceira da Revolução Laranja, a adversária aquando da divisão do poder quando se instaurou a democracia e, agora, a aliada destes tempos para derrotar a ala pró-russa, revela-se a grande ameaça política para Yuschenko.
Pretendendo o Presidente renovar o mandato, as suas dificuldades serão muitas em 2009. Yuschenko acaba por personalizar o falhanço da melhoria significativa de melhoria de vida que muitos ucranianos esperavam após o fim da era praticamente autocrática de Koutchma.
De acordo com o previsto, nas próximas presidenciais devem apresentar-se Yuschenko, Tymoshenko e Yanukovich. Só dois passam à segunda volta. Assumindo o resultado de ontem como uma primária, Yuschenko não passará. O seu partido nem chegou a obter 15%. A sua pessoa vale mais do que o partido? Sim. Mas também está mais desgastada junto das pessoas do que a fresca Tymoshenko, que obteve um excelente resultado, mais de 30%, próximo do partido vencedor, e, além disso, teve pouco tempo no poder quando comparado com o Presidente, a quem pode ser assacados alguns falhanços nesta era democrática.
Se fizer um bom mandato à frente do Governo, Tymoshenko terá todas as condições para chegar à presidência do país.
O líder pró-russo Yanukovich chegará, com elevada probabilidade, à segunda volta, pois não tem outro concorrente que reparta os votos junto da população que nutre mais simpatia por Moscovo que pelo ocidente. Do lado pró-ocidental, há uma divisão do eleitorado e, pelo já referido, Tymoshenko apresenta-se, para já, em melhores condições.
A seguir os próximos dois anos com atenção. Tudo valerá para queimar o adversário directo.
Baralha e volta a distribuir
Putin anuncia que se presentará a las elecciones Parlamentarias
Mais uma jogada do Czar Valdimir.
Ao apresentar-se numa lista no próximo mês de Dezembro à eleição legislativa, o Czar quer mostrar que o hiato presidencial a que se obriga por razões constitucionais de não poder cumprir um terceiro mandato (isto, claro, assumindo que quer retomar o mandato presidencial) não significa que esteja fora da vida política.
Trocará com Zubkov? Assumindo este a liderança do país e Putin a do Governo?
Posso estar enganado, mas Zubkov pode ser uma lebre, mais uma do Czar para este jogo de baralhar tudo e todos, na Rússia e no estrangeiro.
Kasparov foi nomeado, há poucos dias, o candidato de um grupo liberal à presidência do país. Porém, deve ter tantas facilidades em ganhar como Putin em perder.
Mais uma jogada do Czar Valdimir.
Ao apresentar-se numa lista no próximo mês de Dezembro à eleição legislativa, o Czar quer mostrar que o hiato presidencial a que se obriga por razões constitucionais de não poder cumprir um terceiro mandato (isto, claro, assumindo que quer retomar o mandato presidencial) não significa que esteja fora da vida política.
Trocará com Zubkov? Assumindo este a liderança do país e Putin a do Governo?
Posso estar enganado, mas Zubkov pode ser uma lebre, mais uma do Czar para este jogo de baralhar tudo e todos, na Rússia e no estrangeiro.
Kasparov foi nomeado, há poucos dias, o candidato de um grupo liberal à presidência do país. Porém, deve ter tantas facilidades em ganhar como Putin em perder.
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