quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Será que o Presidente desconhece o que Madrid tem feito?

O Presidente da República português, Cavaco Silva, defendeu hoje que «é hora» da União Europeia dar prioridade estratégica à América Latina, considerando que o potencial das relações entre as duas regiões está «insuficientemente aproveitado».

Os assessores do Presidente da República deviam estar mais atentos ao que se passa na Europa e no mundo. Caso estivessem, o Presidente não diria o que disse no Chile, pois Madrid há muito tempo que não está a dormir.
Talvez o Chefe de Estado nacional devesse chamar a atenção para as autoridades nacionais competentes estreitarem relações com a América Latina.
Que me lembre, Soares foi ao Chile e Sampaio ao Uruguai - países com quem temos relações históricas antigas, e dos diversos Governos pouca ou nenhuma sequência foi dada a essas visitas oficiais.

Campanha para a Câmara de Lisboa

Passei no Marquês de Pombal e de relance pareceu-me ver um cartaz do PPD com uma mensagem anunciando a vontade do partido ganhar a Câmara de Lisboa.
A sensivelmente dois anos de eleições é um pouco estranho este cartaz com esta mensagem. Ainda por cima quando há pouco tempo os lisboetas foram convocados para eleger um novo Executivo municipal.
Se faltam dois anos para a eleição camarária, faltam poucas horas para os militantes laranja do distrito de Lisboa escolherem a futura direcção distrital do partido.
Fica, assim, mais claro, mesmo antes de se saber quem vai liderar o partido na distrital de Lisboa do PPD, que o candidato em Lisboa é indicado exclusivamente pelo Presidente do partido e, a esta hora, é bem provável que já haja candidato escolhido.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Governo sem oposição

A comunicação social empolou o debate da tarde de hoje. Previa-se, anunciava-se, um duelo de titãs. Ao fim e ao cabo, comprovou-se que continua a faltar um bom tribuno à oposição.
Portas está longe de ser o que já foi - entre a pose de Estado que gosta de mostrar desde que esteve e depois saiu do Governo e o enfurecimento que evidenciou no debate desta tarde, percebe-se que o líder dos centristas ainda está a tentar acertar o tom e está com dificuldades em encontrar. Louçã está gasto e já não causa impacto. Jerónimo não diz nada de novo e chove no molhado, enquanto Santana mostrou porque não é um bom parlamentar. Não é só o passado, pesado, que transporta de meio ano de (des)governação, é a falta de arte e engenho de uma oratória parlamentar que o líder da bancada laranja não tem, pois o seu jeito e habilidade para intervir apenas têm lugar em momentos em que não lhe é pedida nem requerida responsabilidade. Nesses momentos é fácil falar e prometer mundos e fundos.

Pedrada no charco do chavismo

Como una “puñalada” y un “acto de traición” calificó el presidente Hugo Chávez las fuertes críticas que emitió el ex ministro de la Defensa, Raúl Isaías Baduel, contra el proceso de reforma constitucional.

Depois de no Verão Baduel ter dado sinais de que já não acompanhava o trajecto populista de Chávez, quando apresentou a sua renúncia ao mandato de Ministro da Defesa da Venezuela, agora o ex-governante coloca os pontos nos i's, tecendo duras críticas à revisão constitucional que se está a empreender na Venezuela.
Até que enfim, alguém começa a perceber os contornos nada democráticos do actual Presidente venezuelano.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Mais uma cavadela

O chefe da diplomacia da União Europeia, Javier Solana, manifestou-se hoje, em Lisboa, confiante que a conferência internacional de Annapolis (Maryland, EUA) conduza à paz no Médio Oriente.

Por que será que no final deste mês estas palavras não devem corresponder ao que se passou em Annapolis?
Talvez seja simples perceber porquê. Observar quem as proferiu.

Separatismos

¿Kosovo sí, Kurdistán no?

Um artigo muito interessante de Andrés Ortega.

Alargamentos para quando?

A Comissão Europeia só prevê nova adesões à comunidade a médio ou longo prazo, de acordo com um relatório que será publicado amanhã, terça-feira.

Ver-se-á, então, o que expressa amanhã o relatório da Comissão Europeia em matéria de alargamento.
Sobre a Turquia, dada a sua peculiaridade, não vale a pena enquadrá-la com a adesão dos Estados balcânicos, todavia a interpretação que a Comissão faz da adesão das antigas repúblicas jugoslavas merece atenção, pois o documento é apresentado num momento particularmente relevante, uma vez que estamos a poucas semanas da Eslovénia (país balcânico) assumir a Presidência da UE.
Por isso, é estranho o momento de apresentação, que teria mais sentido a partir de Janeiro. Afinal, o alargamento (leia-se: aos Balcãs) é um dos principais interesses da Presidência eslovena. A não ser, claro está, que a Comissão queira limitar os objectivos dos eslovenos. O que, dado o assunto em causa, não seria de excluir.

Um novo estilo político e diplomático

Nicolas Sarkozy dio ayer un teatral golpe de efecto, diplomático y mediático, al presentarse en Chad y llevarse a Europa en su avión presidencial a tres periodistas franceses y cuatro azafatas españolas de la compañía área Girjet, detenidos en Chad desde el pasado 25 de octubre.

Está a surgir um novo estilo político e diplomático na Europa, e no mundo, corporizado por Sarkozy.
O hiperactivo Presidente gaulês não deixa o crédito nem missões por mãos alheias. Ao invés dos antecessores e homólogos, que se deixa(va)m permanecer junto da secretária, não são emissários nem delegados que são enviados, mas é o número um do Estado que se desloca e fala directamente com quem tem falar para encontrar respostas e saídas para os problemas.
É um novo estilo e tem dado os seus frutos. Primeiro, a libertação de cidadãos búlgaros detidos na Líbia desde 1999, agora a libertação de jornalistas franceses e hospedeiras espanholas detidos no Chade no final do passado mês de Outubro. O caso da franco-colombiana Ingrid Betancourt, capturada pelas FARC, também tem sido assumido por Sarkozy.
De seguir este novo estilo e até onde vai Sarkozy com esta postura, até ao momento, vitoriosa para o Chefe de Estado gaulês, que é merecedora de registo e consideração.

domingo, 4 de novembro de 2007

Falta um ano para a eleição presidencial

Que dentro de um ano se possa estar a celebrar a eleição da nova Presidente dos Estados Unidos da América - Hilary Clinton.

As interpretações dogmáticas e anacrónicas

Um "mar da palha". É esta a expressão usada pelo sociólogo António Barreto para caracterizar o estado actual do PS

Uma vez mais, os comentadores do costume continuam a expressar opiniões pela rama (por acaso ninguém notou na entrevista dada por Maria João Rodrigues à edição da revista do Expresso desta semana que, sem grande dificuldade, desmonta a análise supérflua de António Barreto?).
Será que a actualidade, em termos de realidade partidária, difere da existente há uns anos?
Bem vistas as coisas até difere. Desde logo o maior número de órgãos de comunicação social contribui para isso. Mas há outras dimensões que aos poucos vão sendo possíveis identificar e são relevantes.
Mas para alguns comentadores da praça, a sua maioria, só há vitalidade partidária quando há críticas. São as críticas indesejadas? Não. Não só são desejáveis, como são essenciais, principalmente se contribuírem para a correcção de trajectos que não estão a ser bem percorridos.
Porém, quando a peça jornalística refere um conjunto de nomes como "os actuais críticos", devia apurar-se o tipo e, sobretudo, conteúdo das críticas de quem as profere. E o que se pode constatar? A maioria das criticas transpira o termo "neoliberal". Quem a profere, e cataloga por exemplo este Governo de neoliberal, não sabe o que está a dizer, pois se soubesse não manifestaria tal ponto de vista, visto que saberia o que aconteceria a áreas como a Saúde, Educação e Segurança Social se este Governo fosse neoliberal.
Felizmente o PS português não é o gaulês, ainda que alguns dos seus destacados militantes tenham um estilo bem próximo do de Fabius. No século XXI com pensamento no pré-queda-do-Muro.

Cumprir o acordado na campanha eleitoral

Já não há nenhuma dívida inferior a 10 mil euros por pagar

António Costa tem cumprido o prometido. A missão não é fácil, porém o trabalho tem de ser feito e está a ser realizado com rigor, conforme anunciado, até porque, não esquecer, a dívida da dupla Santana/Carmona deixou a sua marca indelével em Lisboa:
Dispararam e acumularam claramente de 2002 até hoje, sempre a agravar-se, e em particular a
situação financeira. A dívida a credores era de 45 milhões de euros em 2002 e agora é de 500 milhões de euros. Aumentou dez vezes nestes anos.

Preocupante

Face ao que se tem passado nas últimas horas no Paquistão, como se referiu em Setembro, a sequência de casos confirma-se:

(1) Musharraf vencerá as eleições, provavelmente de (2) forma fraudulenta, como (3) manterá a liderança dos militares.
(4) A sua missão agora é mais complexa, a cada dia que passa: evitar a sua queda, ou por golpe de Estado ou por revolução.

sábado, 3 de novembro de 2007

Escrito nas estrelas

Ele disse que ia andar por aí e, de facto, continua por aí.
As atenções concentram-se no debate de terça-feira, na Assembleia da República, porém, o objectivo do novo presidente da bancada laranja já deve estar bem definido: travar nova batalha autárquica em Lisboa, procurando repetir em 2009 o resultado de 2001.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

O unilateralismo desmascara-se

O primeiro-ministro kosovar, Agim Çeku, pediu hoje à administração internacional da MINUK que informe o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, de que o Kosovo proclamará de forma unilateral a independência pouco depois de 10 de Dezembro
(...) a Sérvia ofereceu ao Kosovo uma autonomia quase total, mas sem assento nas Nações Unidas e sem controlo sobre as políticas de defesa e de relações exteriores.


Fica cada vez mais patente quem está apostado no diálogo e quem radicaliza posições.
Só faltava o governante da província kosovar, a poucos dias de uma reunião importante em Viena quanto ao futuro do Kosovo, mandar avisar o Secretário-Geral da ONU que a independência do Kosovo vai ser declarada.

Erros de palmatória

Mário Lino vai dar "vista de olhos" ao estudo da CIP sobre o novo aeroporto de Lisboa

Já não é a primeira vez que o Ministro das Obras Públicas coloca o pé, ou melhor, a palavra na poça. Depois do "jamais" (en français), surge o "vista de olhos".
Será que o governante não sabe que as suas palavras não são inócuas e qualquer coisa que profira tem sempre impacto?
Duas referências ao novo aeroporto de Lisboa, duas cavadelas.
Espera-se que melhore a comunicação. Bem precisa.

Mais vale tarde que nunca

Condoleezza Rice dice en Ankara que EE.UU. considera al PKK una amenaza y actuará en su contra

Resposta tardia de Washington face aos ataques do terrorismo curdo contra a Turquia. Porém, ainda bem que os Estados Unidos emendaram a mão. Resta saber quando e no que se traduzirá a acção contra o terrorismo curdo.

A montanha pariu um rato

'Corrupção' não convence portuenses

Não sendo eu portuense, também a mim o filme não me convenceu minimamente.
Fraco e sem substância.
Fruto de não ter lido o livro que inspira a película? Talvez, mas o interesse em percorrer tais páginas também não me desperta curiosidade.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Referendar o Tratado de Lisboa

La ratification du traité simplifié, nouvelle cause de divisions au sein du Parti socialiste

O PS francês continua a dar um triste exemplo, e vários dos seus quadros continuam a ter no "não" uma postura inflexível.
Será que fazem parte do partido que já foi liderado por Mitterrand, do qual o projecto de construção europeia era um pilar estruturante?
Agora, é a forma de ratificar o Tratado que serve de arma de guerrilha interna.
Até quando os dinossauros continuarão a ter poder no PSF?

Os prós e contras do biocombustível

Desde el año 2000, la producción mundial de biocombustibles se ha duplicado. EE UU quiere que en una década el 15% de la gasolina que se venda en su país sea verde, mientras que la Comisión Europea se ha propuesto el 10% en 2020. Esto tendrá ventajas, como la reducción de emisiones contaminantes, la posibilidad de universalizar el uso de la energía y la potencial generación de riqueza en los países en desarrollo. Pero encierra riesgos serios como la subida de los precios de los alimentos básicos, la deforestación salvaje, el desplazamiento descontrolado de poblaciones o la explotación laboral de los jornaleros.
(...)
La explosión de los biocombustibles ya se ha dejado notar en la cadena alimentaria. Y es que no sólo se ha disparado el precio de los cultivos destinados a la producción, sino el de las cosechas que han visto caer su producción para el maíz o la caña de azúcar. Así, en los últimos dos años el precio del trigo se ha doblado, mientras que el de la soja y el maíz ha crecido un 62% y un 45%, respectivamente. Entre los principales damnificados se encuentran los consumidores de productos derivados de estas cosechas. A principios de año, por ejemplo, México sufrió una revuelta popular ya que el alza del precio del maíz provocó el encarecimiento de la tortilla, alimento básico de los más pobres. Este proceso, bautizado como etanoinflación, tiene otra derivada. Y es que el sector ganadero también sale perjudicado. Tyson, el principal productor mundial de carne, ha subido el precio de sus productos debido a los mayores costes que tiene que afrontar para alimentar a los animales.


Nem tudo são vantagens na produção de energia verde.
Uma grande Vitória Luís.
Sofrida, mas muito saborosa.
Passou quem mais e melhor jogou no Bonfim.
Passamos a ser, neste momento, a única equipa nacional sem derrotas em competições internas.