Leio no Atlântico, a propósito da Rússia, que: Quem manda naquela região continua a ser o velho poder decadente, e nunca a aliança atlântica.
Esse é que é o erro de leitura e interpretação no Ocidente*, pensar que a Rússia está em decadência ou é uma força menor ou menos capaz.
Já não estamos na era soviética, nem na czarista, nem em 1992, pois o Kremlin não tem um líder, ou alguém pelo todo-poderoso escolhido, como Yeltsin.
Putin lançou, a partir de 2000, as sementes que hoje dão frutos inquestionáveis: a nova e poderosa Rússia. Seja pela via das armas ou da mais eficaz e poderosa via energética.
* Eis um ponto, da política externa de McCain, que me incomoda, a leitura das relações com a Rússia, como se estivessemos, ainda, na Guerra-Fria. A "liga das Democracias" que nos fala o candidato Republicano tem essa interpretação muito presente.
domingo, 10 de agosto de 2008
Jornada eleitoral tranquila na Bolívia
La jornada de consulta transcurrió en Bolivia con normalidad y sin incidencias, a pesar de que el referendo llegó precedido de una tensa semana dominada por la conflictividad política y social.
Enquanto se aguarda o resultado do referendo de hoje, do balanço que se pode fazer da jornada eleitoral boliviana, tudo correu com grande normalidade. Apenas um pequeno incidente, que não mancha o acto.
Enquanto se aguarda o resultado do referendo de hoje, do balanço que se pode fazer da jornada eleitoral boliviana, tudo correu com grande normalidade. Apenas um pequeno incidente, que não mancha o acto.
O outro lado da intervenção russa na Geórgia - a "sorte" estónia
Há pouco mais de um ano, um conflito entre a Estónia, antiga república soviética báltica, e a Rússia rebentou, por causa de uma estátua removida da cidade de Tallin, que aludia ao triunfo dos soviéticos sobre os nazis. A estátua era encarada, na recém independente república báltica, como uma forma de presença e 'ocupação' russa em território estónio. Tudo isto num país em que cerca de um quarto da população é russa e as relações entre os autóctones e a comunidade russa não são as melhores.
Não fosse a integração da Estónia, em 2004, na NATO e na UE, e provavelmente aquilo que hoje se assiste na Geórgia já se poderia ter verificado no norte do Báltico no ano passado.
Além do ataque cibernético, a intervenção também deveria contar com vários 'utensílios' militares.
Quem pensa que as instituições nada valem e nada contam, fica o exemplo da Estónia, pois não fosse o "escudo", em especial da NATO, e hoje Kalininegrado não seria, talvez, a única região russa mais a ocidente. Não é por acaso que o Presidente georgiano quer a adesão do país à NATO e à UE. Se fosse Estado-membro, nunca a Rússia actuaria como está a proceder.
Não fosse a integração da Estónia, em 2004, na NATO e na UE, e provavelmente aquilo que hoje se assiste na Geórgia já se poderia ter verificado no norte do Báltico no ano passado.
Além do ataque cibernético, a intervenção também deveria contar com vários 'utensílios' militares.
Quem pensa que as instituições nada valem e nada contam, fica o exemplo da Estónia, pois não fosse o "escudo", em especial da NATO, e hoje Kalininegrado não seria, talvez, a única região russa mais a ocidente. Não é por acaso que o Presidente georgiano quer a adesão do país à NATO e à UE. Se fosse Estado-membro, nunca a Rússia actuaria como está a proceder.
O outro lado da intervenção russa na Geórgia - a vingança serve-se fria
Os EUA devem estar a sentir o que Moscovo viveu quando o Tio Sam apoiou e suportou a declaração unilateral de independência do Kosovo.
Todavia, há uma diferença neste caso da Geórgia, com nítida vantagem para a Rússia, Washington perde mais com um enfraquecimento de um aliado no Cáucaso do que a Rússia com a amputação da irmã-eslava Sérvia.
Se se verificar com cuidado o discurso de Moscovo nestas últimas horas, as palavras são uma cópia fiel do que Washington disse quando interveio nos Balcãs, no final da década de 90. Mais abaixo referi que os russos evocariam a figura da "legítima defesa", Medvedev e Putin referem o combate a um iminente "genocídio" e ser uma intervenção "humanitária".
Todavia, há uma diferença neste caso da Geórgia, com nítida vantagem para a Rússia, Washington perde mais com um enfraquecimento de um aliado no Cáucaso do que a Rússia com a amputação da irmã-eslava Sérvia.
Se se verificar com cuidado o discurso de Moscovo nestas últimas horas, as palavras são uma cópia fiel do que Washington disse quando interveio nos Balcãs, no final da década de 90. Mais abaixo referi que os russos evocariam a figura da "legítima defesa", Medvedev e Putin referem o combate a um iminente "genocídio" e ser uma intervenção "humanitária".
Dia decisivo na Bolívia
Los bolivianos deben acudir a las urnas el domingo para intentar resolver lo que el vicepresidente Álvaro García ha llamado un "empate catastrófico" entre las fuerzas y movimientos políticos antagónicos que ha paralizado al país más pobre de la región en medio de una severa crisis.
Segundo os prognósticos, Morales deverá triunfar hoje. Resta esperar pelo fim do dia e apurar o resultado da situação "catastrófica" que a Bolívia atravessa, como bem denominou o Vice-Presidente boliviano, bem como o que se passará a seguir ao referendo, que não devem ser muito pacíficos, qualquer que seja o resultado.
Segundo os prognósticos, Morales deverá triunfar hoje. Resta esperar pelo fim do dia e apurar o resultado da situação "catastrófica" que a Bolívia atravessa, como bem denominou o Vice-Presidente boliviano, bem como o que se passará a seguir ao referendo, que não devem ser muito pacíficos, qualquer que seja o resultado.
O terrorismo continua bem activo às portas da Europa
Un atentado suicida mata a siete civiles en una playa de Argelia
Se trata del segundo atentado suicida en una semana, después de que el pasado domingo un terrorista suicida hiciese estallar otro coche bomba cerca de la Comisaría de Tizi-Ouzou, capital de la región de la Cabilia. Ese atentado causó 25 heridos, entre ellos cuatro policías, según el Ministerio de Interior.
Não merece destaque de abertura de telejornal e apenas recebe nota de rodapé, passando quase despercebido o que se passa aqui mesmo ao nosso lado: às portas da Europa o terorismo continua activo e eficaz.
A Argélia continua a ser um trágico palco de um grupo ligado à Al-Qaeda que está bastante activo e parece ter livre-trânsito para actuar.
Se trata del segundo atentado suicida en una semana, después de que el pasado domingo un terrorista suicida hiciese estallar otro coche bomba cerca de la Comisaría de Tizi-Ouzou, capital de la región de la Cabilia. Ese atentado causó 25 heridos, entre ellos cuatro policías, según el Ministerio de Interior.
Não merece destaque de abertura de telejornal e apenas recebe nota de rodapé, passando quase despercebido o que se passa aqui mesmo ao nosso lado: às portas da Europa o terorismo continua activo e eficaz.
A Argélia continua a ser um trágico palco de um grupo ligado à Al-Qaeda que está bastante activo e parece ter livre-trânsito para actuar.
Olhe que não, olhe que não!
Num post bastante pertinente, o Pedro Correia indica que: A esquerda europeia anda eufórica com a perspectiva de vitória de Barack Obama nas presidenciais de Novembro.
Sentindo-me elemento deste campo político, caso para parafrasear as célebres palavras empregues num debate famoso de há umas décadas no nosso país: a esquerda europeia eufórica com Obama, pela minha parte: olhe que não, olhe que não!
Sendo indefectível de Hillary, até Edwards, que agora está a ser massacrado pela comunicação social pelos seus assuntos da vida privada, seria melhor candidato que o Senador do Illinois.
Sentindo-me elemento deste campo político, caso para parafrasear as célebres palavras empregues num debate famoso de há umas décadas no nosso país: a esquerda europeia eufórica com Obama, pela minha parte: olhe que não, olhe que não!
Sendo indefectível de Hillary, até Edwards, que agora está a ser massacrado pela comunicação social pelos seus assuntos da vida privada, seria melhor candidato que o Senador do Illinois.
Inevitável
Tbilissi quer mediação americana
Geórgia retira as tropas da Ossétia do Sul
Antes que fossem dizimados pelas Forças Armadas russas, os militares georgianos bateram em retirada da Ossétia do Sul, perante a inevitabilidade de um anão não conseguir
travar uma batalha entre iguais com um gigante.
Porém, quanto à pretensão de Tbilissi ter os EUA como mediadores do conflito, Moscovo não aceitará, pois tratar-se-ia de uma derrota diplomática, depois do triunfo militar, uma vez que Washington tudo faria para ajudar o seu aliado do Cáucaso.
Putin já avisou: dificilmente a Geórgia tem condições para manter a soberania na região rebelde. E essa posição pode estender-se, sem grande dificuldade, à Abcázia, que aproveitou a oportunidade para confrontar a Geórgia.
Em suma, como se disse aqui, Saakashvili encurralou-se e, sem querer, foi o melhor amigo de Moscovo. Ao decidir atacar os rebeldes da Ossétia do Sul, mais não fez do que estender um enorme tapete vermelho à Rússia para entrar na Geórgia, com os russos a clamarem legitimidade para a sua intervenção.
(Publicado no Câmara de Comuns)
Geórgia retira as tropas da Ossétia do Sul
Antes que fossem dizimados pelas Forças Armadas russas, os militares georgianos bateram em retirada da Ossétia do Sul, perante a inevitabilidade de um anão não conseguir
travar uma batalha entre iguais com um gigante.
Porém, quanto à pretensão de Tbilissi ter os EUA como mediadores do conflito, Moscovo não aceitará, pois tratar-se-ia de uma derrota diplomática, depois do triunfo militar, uma vez que Washington tudo faria para ajudar o seu aliado do Cáucaso.
Putin já avisou: dificilmente a Geórgia tem condições para manter a soberania na região rebelde. E essa posição pode estender-se, sem grande dificuldade, à Abcázia, que aproveitou a oportunidade para confrontar a Geórgia.
Em suma, como se disse aqui, Saakashvili encurralou-se e, sem querer, foi o melhor amigo de Moscovo. Ao decidir atacar os rebeldes da Ossétia do Sul, mais não fez do que estender um enorme tapete vermelho à Rússia para entrar na Geórgia, com os russos a clamarem legitimidade para a sua intervenção.
(Publicado no Câmara de Comuns)
sábado, 9 de agosto de 2008
Merkel pode contribuir para o silêncio das armas na Geórgia
The Chancellor of Germany expressed profound concern over the situation, the hope for an accelerated and complete cessation of hostilities, the resumption of the negotiating contacts, and her willingness to contribute to this process by political-diplomatic means.
Dmitry Medvedev and Angela Merkel agreed to continue their discussion of this problem as well as a broad range of issues of mutual interest during the upcoming visit of the Federal Chancellor of Germany to Russia on 15 August 2008.
The conversation was held at German initiative.
A visita, na próxima sexta-feira, de Merkel à Rússia, pode ser determinante para o silêncio das armas no Cáucaso.
Berlim esteve bem, ao tomar a iniciativa de contactar directamente com Moscovo, transmitindo a Medvedev a preocupação com o que se está a passar na Geórgia. A situação, não sendo tão dramática em termos humanitários como é para a Geórgia, é bastante preocupante para a Europa.
A Alemanha é dos poucos parceiros europeus com influência na Rússia e Merkel está a fazer desse trunfo uma condição para travar as investidas russas. Veremos se a palavra alemã é suficiente para demover as armas russas.
Dmitry Medvedev and Angela Merkel agreed to continue their discussion of this problem as well as a broad range of issues of mutual interest during the upcoming visit of the Federal Chancellor of Germany to Russia on 15 August 2008.
The conversation was held at German initiative.
A visita, na próxima sexta-feira, de Merkel à Rússia, pode ser determinante para o silêncio das armas no Cáucaso.
Berlim esteve bem, ao tomar a iniciativa de contactar directamente com Moscovo, transmitindo a Medvedev a preocupação com o que se está a passar na Geórgia. A situação, não sendo tão dramática em termos humanitários como é para a Geórgia, é bastante preocupante para a Europa.
A Alemanha é dos poucos parceiros europeus com influência na Rússia e Merkel está a fazer desse trunfo uma condição para travar as investidas russas. Veremos se a palavra alemã é suficiente para demover as armas russas.
Intervenção russa entra pela Geórgia adentro
o Exército russo desmentiu hoje que os seus aviões tenham bombardeado "populações civis na Geórgia", apesa da televisão estar a mostrar imagens de vários civis mortos em consequência do lançamento de bombas sobre zonas habitacionais.
De acordo com o lado georgiano, que o russo desmente, a intervenção militar do gigante eslavo ultrapassa as fronteiras da Ossétia do Sul e já ceifou a vida a muitos inocentes.
Por outro lado, importa saber se o pipeline, de petróleo, que passa na Geórgia, que vem do Azerbaijão, é, ou não, alvo da artilharia russa.
De acordo com o lado georgiano, que o russo desmente, a intervenção militar do gigante eslavo ultrapassa as fronteiras da Ossétia do Sul e já ceifou a vida a muitos inocentes.
Por outro lado, importa saber se o pipeline, de petróleo, que passa na Geórgia, que vem do Azerbaijão, é, ou não, alvo da artilharia russa.
Tensão em crescendo na Bolívia
El ministro de Relaciones Exteriores y Cultos de Bolivia David Choquehuanca denunció este viernes que "grupos antidemocráticos" han empezado a realizar acciones violentas para evitar, sabotear y empañar el Referendo Revocatorio del próximo 10 de agosto.
Na véspera do decisivo referendo boliviano (de amanhã), à tensão que vários sectores bolivianos fizeram aumentar nos últimos dias, junta-se a tensão fomentada pelos elementos do regime de Morales.
É bem provável que o dia de amanhã não seja um fim de ciclo, mas a abertura de uma nova e pouco promissora etapa para a Bolívia.
Na véspera do decisivo referendo boliviano (de amanhã), à tensão que vários sectores bolivianos fizeram aumentar nos últimos dias, junta-se a tensão fomentada pelos elementos do regime de Morales.
É bem provável que o dia de amanhã não seja um fim de ciclo, mas a abertura de uma nova e pouco promissora etapa para a Bolívia.
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Saakashvili encurralou-se
Ante la inferioridad de condiciones de su Ejército respecto al ruso, el presidente georgiano solicitó el apoyo de Estados Unidos y aseguró que sus fuerzas armadas están actuando en legítima defensa contra "una agresión directa de Rusia".
el presidente georgiano solicitó la ayuda de Estados Unidos alegando que "no se trata sólo de Georgia, se trata de América y de sus valores". "Somos una nación amante de la libertad que está siendo atacada", prosiguió.
O Presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, entrou num beco sem saída. Desesperado, pede ajuda ao aliado EUA, porém Washington, com os 'afazeres em que está metido', não tem condições para acudir o amigo de Tbilissi, como este gostaria.
Depois de ter sido um herói, com a defesa da Liberdade, através da revolução das rosas, em 2003, Saakashvili coloca-se a jeito de perder o poder. Não perdeu há oito meses por uma joga política de mestre. Mas a sua saída é algo do agrado de Moscovo, dadas as pretensões do Chefe de Estado georgiano querer que o seu país adira à UE e NATO.
Em termos internos, uma derrota na Ossétia do Sul, contribui para a degradação da imagem do comandante supremo.
el presidente georgiano solicitó la ayuda de Estados Unidos alegando que "no se trata sólo de Georgia, se trata de América y de sus valores". "Somos una nación amante de la libertad que está siendo atacada", prosiguió.
O Presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, entrou num beco sem saída. Desesperado, pede ajuda ao aliado EUA, porém Washington, com os 'afazeres em que está metido', não tem condições para acudir o amigo de Tbilissi, como este gostaria.
Depois de ter sido um herói, com a defesa da Liberdade, através da revolução das rosas, em 2003, Saakashvili coloca-se a jeito de perder o poder. Não perdeu há oito meses por uma joga política de mestre. Mas a sua saída é algo do agrado de Moscovo, dadas as pretensões do Chefe de Estado georgiano querer que o seu país adira à UE e NATO.
Em termos internos, uma derrota na Ossétia do Sul, contribui para a degradação da imagem do comandante supremo.
As justificações russas para intervir na Geórgia
Comunicado do Presidente russo:
Last night, Georgian troops committed what amounts to an act of aggression against Russian peacekeepers and the civilian population in South Ossetia. What took place is a gross violation of international law and of the mandates that the international community gave Russia as a partner in the peace process.
Georgia’s acts have caused loss of life, including among Russian peacekeepers. The situation reached the point where Georgian peacekeepers opened fire on the Russian peacekeepers with whom they are supposed to work together to carry out their mission of maintaining peace in this region. Civilians, women, children and old people, are dying today in South Ossetia, and the majority of them are citizens of the Russian Federation.
In accordance with the Constitution and the federal laws, as President of the Russian Federation it is my duty to protect the lives and dignity of Russian citizens wherever they may be.
Os combates já cessaram na Ossétia do Sul, mas nada indica que tenham acabado.
A Rússia vai continuar a mostrar o seu músculo à Geórgia, que se colocou a jeito para o gigante eslavo intervir na região separatista georgiana.
Last night, Georgian troops committed what amounts to an act of aggression against Russian peacekeepers and the civilian population in South Ossetia. What took place is a gross violation of international law and of the mandates that the international community gave Russia as a partner in the peace process.
Georgia’s acts have caused loss of life, including among Russian peacekeepers. The situation reached the point where Georgian peacekeepers opened fire on the Russian peacekeepers with whom they are supposed to work together to carry out their mission of maintaining peace in this region. Civilians, women, children and old people, are dying today in South Ossetia, and the majority of them are citizens of the Russian Federation.
In accordance with the Constitution and the federal laws, as President of the Russian Federation it is my duty to protect the lives and dignity of Russian citizens wherever they may be.
Os combates já cessaram na Ossétia do Sul, mas nada indica que tenham acabado.
A Rússia vai continuar a mostrar o seu músculo à Geórgia, que se colocou a jeito para o gigante eslavo intervir na região separatista georgiana.
Previsível
Rússia invade a Geórgia
Saakashvili diz que Geórgia está a ser alvo de agressão russa
Há poucas horas, a propósito da intervenção das Forças Armadas georgianas na Ossétia do Sul no início da noite de ontem, referiu-se aqui que a procissão ia no adro.
Isso constata-se, com a intervenção russa.
Muita água vai correr debaixo da ponte e, lamentavelmente, muito sangue deve ser derramado.
Tbilissi fez pior ao intervir militarmente, porque os russos surgirão candidatamente, na arena internacional, a reclamar a conhecida figura da legítima defesa.
Saakashvili diz que Geórgia está a ser alvo de agressão russa
Há poucas horas, a propósito da intervenção das Forças Armadas georgianas na Ossétia do Sul no início da noite de ontem, referiu-se aqui que a procissão ia no adro.
Isso constata-se, com a intervenção russa.
Muita água vai correr debaixo da ponte e, lamentavelmente, muito sangue deve ser derramado.
Tbilissi fez pior ao intervir militarmente, porque os russos surgirão candidatamente, na arena internacional, a reclamar a conhecida figura da legítima defesa.
Os "piratas do Caribe" são o "eixo da esperança"?
Tariq Ali mostra em "Piratas do Caribe" como as visões do presidente venezuelano Hugo Chávez polarizaram a América Latina e contribuíram para a ascensão de uma esquerda democrática na região. O autor examina a hostilidade dirigida a essas administrações e discute a influência de Fidel Castro sobre o "Eixo da Esperança", que conta ainda com a Bolívia e o Equador.
Eis um livro que deve merecer leitura, em especial para tentar encontrar o "eixo da esperança".
Não sendo nenhum dos personagens/'piratas' reais tão interessantes como o ficcionado pirata Sparrow interpretado por Depp, o riso deve ser o mesmo. Afinal, uma 'esquerda democrática' influenciada por Fidel, deve ser, mesmo, muito democrata.
Eis um livro que deve merecer leitura, em especial para tentar encontrar o "eixo da esperança".
Não sendo nenhum dos personagens/'piratas' reais tão interessantes como o ficcionado pirata Sparrow interpretado por Depp, o riso deve ser o mesmo. Afinal, uma 'esquerda democrática' influenciada por Fidel, deve ser, mesmo, muito democrata.
As vozes 'civis' do MPLA
Os tempos de antena do MPLA são de outro campeonato e nem sequer é legítimo estabelecer comparações, tal a discrepância de qualidade e de meios utilizados. Há partidos que se limitam a gravar um discurso e a apresentarem uma imagem estática. A qualidade da imagem é muito baixa e alguns programas apresentam uma séria discrepância entre o som e a imagem.
É sabido que o Jornal de Angola é próximo do MPLA, tão próximo que as suas notícias parecem pessas de campanha do partido que está no poder em Angola. Todavia, por maior proximidade e simpatia que este órgão de comunicação social tenha pelo MPLA, o JA devia moderar o tom, sob pena da sua função, de informar, perder sentido.
É sabido que o Jornal de Angola é próximo do MPLA, tão próximo que as suas notícias parecem pessas de campanha do partido que está no poder em Angola. Todavia, por maior proximidade e simpatia que este órgão de comunicação social tenha pelo MPLA, o JA devia moderar o tom, sob pena da sua função, de informar, perder sentido.
Inevitável
Há poucas horas escreveu-se aqui:
Esta guerra é uma peleja sem grande retorno para Tbilissi. Para os separatistas é um combate a alimentar, tendo em vista não a independência mas a integração na Rússia.
O braço-de-ferro deve continuar. Calculo que o silêncio das armas deve durar pouco.
Nem 12 horas passaram, eis que:
"Georgian troops are storming the city, the city is being bombed," he said.
"Our troops are holding their ground with confidence, the city is well defended; the fighting is tough, and the Georgian side is already suffering losses," the South Ossetian leader said.*
De duas uma, ou Tbilissi está desesperada ou não sabe o que está a fazer, pretendendo, a quente, restabelecer a ordem na província rebelde. O mais provável é estar desesperada e sem saber o que fazer.
* A informação é dada pelo lado russo, que procura evidenciar que os separatistas da Ossétia do Sul estão a fazer frente e a travar as investidas dos militares georgianos.
Esta guerra é uma peleja sem grande retorno para Tbilissi. Para os separatistas é um combate a alimentar, tendo em vista não a independência mas a integração na Rússia.
O braço-de-ferro deve continuar. Calculo que o silêncio das armas deve durar pouco.
Nem 12 horas passaram, eis que:
"Georgian troops are storming the city, the city is being bombed," he said.
"Our troops are holding their ground with confidence, the city is well defended; the fighting is tough, and the Georgian side is already suffering losses," the South Ossetian leader said.*
De duas uma, ou Tbilissi está desesperada ou não sabe o que está a fazer, pretendendo, a quente, restabelecer a ordem na província rebelde. O mais provável é estar desesperada e sem saber o que fazer.
* A informação é dada pelo lado russo, que procura evidenciar que os separatistas da Ossétia do Sul estão a fazer frente e a travar as investidas dos militares georgianos.
As ameaças terroristas à China
A video purportedly from an armed group based in western China has released a video threatening an attack on the Olympic games in Beijing, according to a US internet-monitoring group.
Numa altura em que a China é alvo de todas as atenções, o terrorismo não falta à chamada dos holofotes, o oxigénio indispensável do barbarismo.
Numa altura em que a China é alvo de todas as atenções, o terrorismo não falta à chamada dos holofotes, o oxigénio indispensável do barbarismo.
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