En México, los carteles, que durante años habían operado sin ser muy visibles, se volvieron cínicamente impunes. Se transformaron en poderes fácticos, arrebataron la autoridad al Estado a nivel local, cooptaron a miles de policías y ciudadanos, y desataron violentas guerras por mercados y rutas. Los grandes capos mexicanos estaban a meses de poder hablar por teléfono directamente con la presidencia, tal como ocurrió en Colombia. No había más alternativa que la guerra para recuperar autoridad, instituciones, territorios y población. El pasado de indiferencia "pacífica" ya no era posible, el narcotráfico se había convertido en una amenaza que intimidaba y humillaba a los mexicanos.
La violencia que vive ahora México es el final del régimen de convivencia con el crimen organizado, un final que obviamente será sangriento y doloroso.
Um artigo interessante de Joaquín Villalobos acerca do combate aos carteis de droga mexicanos e que está a provocar, nestes tempos, autênticos motins urbanos, com confrontos diários entre as forças de segurança e os carteis em várias cidades do país.
Tal facto resulta da consolidação do Estado democrático mexicano, que durante sete décadas foi dominado pelo PRI, e ao longo dos quais os carteis se instalaram e predominaram a bel-prazer. Felipe Calderón assumiu e está a enfrentar uma batalha essencial e que não é fácil de travar, da qual já resultaram muitas mortes de polícias, vítimas do combate ao crime organizado.
Por outro lado, o último parágrafo do artigo de Villalobos alerta para os perigos que a mexida no vespeiro mexicano de droga pode provocar noutros Estados da América Central.
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quarta-feira, 4 de junho de 2008
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Combater as drogas na América do Sul
Latinoamérica se rompe por la droga
Los Gobiernos comparten el objetivo de acabar con el narcotráfico, pero se encuentran divididos a la hora de encarar el problema del consumo
Um artigo muito interessante no El País de hoje, referente à forma como os diversos poderes políticos sul-americanos encaram e lidam com as drogas ilícitas.
Exceptuando o Uruguai, que passa à margem da produção e consumo (as Guianas e o Suriname não são referidos), todos os restantes Estados sul-americanos confrontam-se com inúmeros problemas por causa das drogas.
Colômbia, Peru e Bolívia são grandes produtores de coca e o Paraguai de marijuana. Já o Brasil, Chile e Argentina vêem o consumo de drogas subir (leves e pesadas). A Venezuela é quase um Estado pária nesta luta, uma vez que o Presidente do país tem recusado participar em acordos internacionais no combate ao tráfico de droga. Por que será?!
O Equador surge como Estado onde transita a droga que os países vizinhos produzem e onde se produz mais drogas sintéticas na América do Sul.
Los Gobiernos comparten el objetivo de acabar con el narcotráfico, pero se encuentran divididos a la hora de encarar el problema del consumo
Um artigo muito interessante no El País de hoje, referente à forma como os diversos poderes políticos sul-americanos encaram e lidam com as drogas ilícitas.
Exceptuando o Uruguai, que passa à margem da produção e consumo (as Guianas e o Suriname não são referidos), todos os restantes Estados sul-americanos confrontam-se com inúmeros problemas por causa das drogas.
Colômbia, Peru e Bolívia são grandes produtores de coca e o Paraguai de marijuana. Já o Brasil, Chile e Argentina vêem o consumo de drogas subir (leves e pesadas). A Venezuela é quase um Estado pária nesta luta, uma vez que o Presidente do país tem recusado participar em acordos internacionais no combate ao tráfico de droga. Por que será?!
O Equador surge como Estado onde transita a droga que os países vizinhos produzem e onde se produz mais drogas sintéticas na América do Sul.
sexta-feira, 21 de março de 2008
Mais uma 'pérola' do Avante
Segundo o World Drug Report 2006, a produção e tráfico de droga na Colômbia de Uribe totalizou, em 2005, 640 mil toneladas métricas, quase 70% do total mundial. Curiosamente, é num país controlado pelos Estados Unidos onde mais cocaína se produz, e também num país invadido por Washington – o Afeganistão – onde se dá a maior produção de heroína.
Coincidências ou política deliberada do maior consumidor mundial de drogas?
O PCP, fruto da sua inocência, desconhece nem quer saber o que os grupos filantropos colombianos das FARC e os talibans afegãos, no seu entender, fazem nos territórios que controlam.
Ao fim e ao cabo, o que os comunistas portugueses dizem, com a questão final, é que os EUA são parvos, pois se consomem tantas drogas, mais do que os outros, porque não produzem cocaína e heroína dentro das próprias fronteiras? Seria uma pergunta, pelo menos, não tão hipócrita do que a formulada. Mas, como idoneidade é algo pouco abundante no PCP, disfarça-se mal e cinicamente.
Coincidências ou política deliberada do maior consumidor mundial de drogas?
O PCP, fruto da sua inocência, desconhece nem quer saber o que os grupos filantropos colombianos das FARC e os talibans afegãos, no seu entender, fazem nos territórios que controlam.
Ao fim e ao cabo, o que os comunistas portugueses dizem, com a questão final, é que os EUA são parvos, pois se consomem tantas drogas, mais do que os outros, porque não produzem cocaína e heroína dentro das próprias fronteiras? Seria uma pergunta, pelo menos, não tão hipócrita do que a formulada. Mas, como idoneidade é algo pouco abundante no PCP, disfarça-se mal e cinicamente.
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