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terça-feira, 25 de março de 2008

Mais uma possível quebra de compromisso do PPD

As divergências entre o PS e PSD continuam a «ameaçar» as mudanças à lei eleitoral autárquica, apesar do adiamento, hoje, da votação na especialidade do diploma e de os sociais-democratas terem apresentado propostas de alteração.

Por este andar, a lei eleitoral autárquica ficará na mesma, pois para esta direcção do PPD, compromissos é algo que se não toma muito a sério.
A lei, apesar de não ser a melhor no meu entender, dava alguns passos no bom caminho, em termos de governabilidade e fiscalização do Poder Local.
Assim, sujeitamo-nos a ter a actual salganhada, com a mistura de funções e poderes dos diversos órgãos.

terça-feira, 11 de março de 2008

Ministro dos Santos agradece

"Dos 139 militantes, 46 tinham capacidade eleitoral, tendo a sua situação regularizada. Destes, 29 foram votar, o que corresponde a 63% de participação. Os 29 votos foram todos para a lista encabeçada por António Branco, que assim recebe 100% dos votos expressos. Tratou-se de uma clara manifestação de confiança dos militantes do PS, que entenderam renovar o seu mandato."

Caro Pedro,
Num concelho como Mafra, que está a receber um dos maiores impulsos de transformação no norte da Área Metropolitana de Lisboa, um partido, com a dimensão do PS, no distrito da capital e no País, contar com a situação acima transcrita, caso para dizer: algo vai mal na vida socialista do município do Convento.
É evidente que José Ministro dos Santos, um dos mais antigos edis, nem precisa de se preocupar muito com os seus adversários políticos.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Oportunidade perdida para o Poder Local?

Foi uma oportunidade perdida para o Poder Local a nova lei autárquica, que ontem PS e PPD aprovaram?
Se calhar não foi, pois as introduções de tornar a Câmara o órgão Execeutivo por excelência e o reforço dos papéis e poderes da Assembleia Municipal não se verificam na nova lei.
O País precisa de reestruturar as funções públicas e o Estado deve começar a reforçar a descentralização.
Quando a Regionalização avançar (isto, se avançar) deve rever-se e preparar-se um novo modelo. Pode ser que nesse momento, então sim, o Poder Local, não só o regional, mas sobretudo o concelhio, assuma e contenha, de vez, os poderes que deve assumir, tendo cada órgão a sua especificidade própria.
O continuar de um Executivo com oposição não faz sentido nenhum, pois continua-se a reduzir e menosprezar o papel da Assembleia Municipal.
As Juntas de Freguesia, as que mais precisam de dignificação, tanto de funções como de meios, continuam a ser um parente pobre.
Como mudar para melhorar? Não é, seguramente, com ligeiros retoques, como o que, em princípio, será dado.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Uma boa medida

Os líderes parlamentares do PS, Alberto Martins, e do PSD, Pedro Santana Lopes, anunciaram esta terça-feira ter chegado a acordo sobre a revisão da lei eleitoral das autarquias para aplicar nas autárquicas de 2009.

Um bom sinal, dado pelos dois maiores partidos portugueses, quanto ao entendimento em termos eleitorais a nível do Poder Local.
Já é tempo de distinguir e clarificar os papéis. O da Câmara Municipal, como poder unicamente executivo, e o da Assembleia Municipal, assumido plenamente como poder deliberativo.