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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

O costume dos laranjais madeirenses

O grupo parlamentar do PSD acaba de apresentar, na Assembleia regional, um voto de congratulação pela declaração de independência da República Sérvia do Kosovo. Considera o PSD-Madeira que estava claramente tipificada uma situação colonial e que nas últimas eleições o vencedor tinha anunciado, na campanha, que proclamaria a independência.
Atendendo ao tema - independência - esperam-se referências à situação da Madeira.


Só faltavam os do costume, na Pérola do Atlântico, manifestar regozijo com a independência do Kosovo. Ainda por cima com deturpação do caso kosovar, aludindo a um pretenso colonialismo sérvio. Gostava de saber como se pode colonizar o berço de uma nação.
Na Madeira o PPD regional continua a fazer tudo para procurar demonstrar o que lhe interessa. Até a criação e deturpação de acontecimentos, para justificar o que vários no seio do partido querem e não dizem abertamente: a independência do arquipélago.

P.S.- Faz hoje um ano que Alberto João Jardim anunciou a sua demissão de Presidente Regional e convocar eleições antecipadas, que venceria poucos meses depois. Agora apercebi-me, na recolha da imagem para este post, do hino de campanha da última eleição regional: Alberto amigo/a lutar a vida inteira... uma letra que dispensa comentários!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O perigoso desleixo da linguagem política

«Acho que o dr. Alberto João Jardim quer eternizar-se no poder seguindo o modelo de Augusto Pinochet», disse o porta-voz do PS-M, Jaime Leandro.

Em política, espera-se que quem tem responsabilidades tenha noção do que diz. Por mais que se discorde das opções e atitudes, sobretudo de quem governa, não se pode comparar alhos e bugalhos. Não sou simpatizante nem considero o modelo do Presidente do Governo Regional da Madeira o melhor, mas, felizmente, o arquipélago da Madeira não vive debaixo de um regime como o que existiu no Chile de Pinochet.
Os actuais responsáveis do PS/Madeira, um pouco dados a frases mais do que arrojadas, devem ter isso presente.
Nota-se, aos poucos, por parte de vários políticos, a utilização de um discurso sem memória e, parece, conhecimento de causa.
A linguagem política não se pode banalizar, sob pena de se relativizar a política e actos de regimes autocráticos.