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terça-feira, 26 de agosto de 2008

A nossa hipocrisia

Ocidente denuncia reconhecimento russo das independências no Cáucaso

Tal como a Rússia denunciou o reconhecimento da independência do Kosovo.
Por vezes falta-nos moralidade para exigir aos outros o que não exigimos a nós.

domingo, 17 de agosto de 2008

Os dois pesos e duas medidas de Washington

A major issue is Russia's contention that the regions of South Ossetia and Abkhazia may not be a part of Georgia's future. But these regions are a part of Georgia, and the international community has repeatedly made clear that they will remain so. Georgia is a member of the United Nations, and South Ossetia and Abkhazia lie within its internationally recognized borders. Georgia's borders should command the same respect as every other nation's.
There's no room for debate on this matter. The United Nations Security Council has adopted numerous resolutions concerning Georgia. These resolutions are based on the premise that South Ossetia and Abkhazia remain within the borders of Georgia and that their underlying conflicts will be resolved through international negotiations. These resolutions are based on the premise that South Ossetia and Abkhazia are to be considered a part of the Georgian territory, and to the extent there's conflicts they will be resolved peacefully.
These resolutions reaffirm Georgia's sovereignty and independence and territorial integrity. Russia itself has endorsed these resolutions. The international community is clear that South Ossetia and Abkhazia are part of Georgia, and the United States fully recognizes this reality.


É por este tipo de posições que os EUA são acusados de atitudes pouco dignas. E, neste caso, com sentido.
O que tem a Sérvia a mais ou a menos do que a Geórgia? Qual a diferença do Kosovo para as duas províncias rebeldes da Geórgia?

domingo, 10 de agosto de 2008

O outro lado da intervenção russa na Geórgia - a vingança serve-se fria

Os EUA devem estar a sentir o que Moscovo viveu quando o Tio Sam apoiou e suportou a declaração unilateral de independência do Kosovo.
Todavia, há uma diferença neste caso da Geórgia, com nítida vantagem para a Rússia, Washington perde mais com um enfraquecimento de um aliado no Cáucaso do que a Rússia com a amputação da irmã-eslava Sérvia.
Se se verificar com cuidado o discurso de Moscovo nestas últimas horas, as palavras são uma cópia fiel do que Washington disse quando interveio nos Balcãs, no final da década de 90. Mais abaixo referi que os russos evocariam a figura da "legítima defesa", Medvedev e Putin referem o combate a um iminente "genocídio" e ser uma intervenção "humanitária".

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Segunda factura

Bruxelas anuncia cheque de 500 milhões de euros para o Kosovo

Depois dos EUA terem anunciado que vão doar 400 milhões de dólares, a UE anuncia que dará ao Kosovo cerca do dobro do cheque norte-americano.
Lá vamos começar a pagar uma independência ridícula.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Primeira factura

Os Estados Unidos vão atribuir ao Kosovo “um pouco mais de 400 milhões de dólares” para o período 2008-2011 durante a conferência de doadores organizada amanhã em Bruxelas, anunciou hoje a directora da agência americana para o desenvolvimento (USAid).

Começa-se a pagar a independência do Kosovo. Os EUA foram os primeiros a despejar dinheiro. Uns trocos para os cofres norte-americanos, é certo, mas que devem ser os primeiros de muitos trocos.

sábado, 19 de abril de 2008

Dois pesos e duas medidas

Integridade da Geórgia é inviolável, dizem UE e EUA

Parece que a UE e os EUA esqueceram-se do que aconteceu no Kosovo, onde, por sinal, os russos disseram que a província sérvia era inviolável.
O precedente abriu-se e os russos não perderam tempo, como seria de calcular.

segunda-feira, 24 de março de 2008

segunda-feira, 17 de março de 2008

Quem segura Mitrovica?

Apesar do apelos do presidente sérvio Boris Tadic, onze elementos da ONU e da NATO ficaram feridos, esta segunda-feira, no Kosovo, devido a uma explosão e outros 22 elementos da força polaca da ONU sofreram ferimentos em confrontos com a população. A ONU já recebeu ordem para abandonar a cidade de Mitrovica.

Os radicais sérvios continuam a provocar incidentes no Kosovo e o clima da exasperação está instalado.
Os próximos tempos continuarão a ser de tensão e o clima pode adensar até às legislativas de Maio próximo, acto que poderá ser ganho pela ala nacionalista, liderada por Nicolic, há poucas semanas derrotada, nas presidenciais, pelo grupo pró-europeu de Tadic.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

O costume dos laranjais madeirenses

O grupo parlamentar do PSD acaba de apresentar, na Assembleia regional, um voto de congratulação pela declaração de independência da República Sérvia do Kosovo. Considera o PSD-Madeira que estava claramente tipificada uma situação colonial e que nas últimas eleições o vencedor tinha anunciado, na campanha, que proclamaria a independência.
Atendendo ao tema - independência - esperam-se referências à situação da Madeira.


Só faltavam os do costume, na Pérola do Atlântico, manifestar regozijo com a independência do Kosovo. Ainda por cima com deturpação do caso kosovar, aludindo a um pretenso colonialismo sérvio. Gostava de saber como se pode colonizar o berço de uma nação.
Na Madeira o PPD regional continua a fazer tudo para procurar demonstrar o que lhe interessa. Até a criação e deturpação de acontecimentos, para justificar o que vários no seio do partido querem e não dizem abertamente: a independência do arquipélago.

P.S.- Faz hoje um ano que Alberto João Jardim anunciou a sua demissão de Presidente Regional e convocar eleições antecipadas, que venceria poucos meses depois. Agora apercebi-me, na recolha da imagem para este post, do hino de campanha da última eleição regional: Alberto amigo/a lutar a vida inteira... uma letra que dispensa comentários!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

A UE, uma vez mais, sem posição

Cada Estado-membro da União Europeia (UE) deverá decidir, “segundo as suas práticas nacionais e regras jurídicas", reconhecer ou não a independência do Kosovo, decidiram esta segunda-feira os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE.

A França foi o primeiro país a reconhecer a independência do Kosovo e os Estados Unidos também se juntaram ao reconhecimento, tal como, depois, o Reino Unido e a Itália.
Uma vez mais, a UE não tem uma posição conjunta. Continua a verificar-se o gigante económico e o anão político.

Espanha não reconhece novo país

El ministro español de Asuntos Exteriores, Miguel Ángel Moratinos, confirmó hoy que España "no va a reconocer el acto unilateral" de la proclamación este domingo de la independencia de Kosovo, "porque no respeta la legalidad internacional".

Como seria de esperar, Espanha não se junta ao grupo de países europeus que está disposto a reconhecer o Kosovo independente.
Também não seria para menos. Ontem, após a declaração de independência, a porta-voz do Governo basco já reclamou o Kosovo como exemplo a seguir.
Veremos, hoje, na reunião dos Ministros dos Negócios Estrangeiros a decorrer em Bruxelas, quais as posições de cada um dos 27 Estados-membros.

Mudança geopolítica de França

Ministro francês deseja "boa sorte" ao Kosovo independente

No concerto das nações europeias, estranho a posição da França, de aceder e incentivar, com grande facilidade, a independência do Kosovo, uma vez que era das principais potências continentais europeias a grande aliada dos sérvios.
As palavras de Kouchener, além de levianas, são totalmente descabidas, como se uma declaração, ainda por cima unilateral, em plena Europa, fosse algo normal.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Um Afeganistão na Europa?

Mainstream accounts of the Kosovo War are silent about the role of al Qaeda in training and financing the UCK/KLA, yet this fact has been recognized by experts and to my knowledge never contested by them. For example, James Bissett, former Canadian ambassador to Yugoslavia, said "Many members of the Kosovo Liberation Army were sent for training in terrorist camps in Afghanistan.. Milosevic is right. There is no question of their [al Qaeda's] participation in conflicts in the Balkans. It is very well documented."[50] In March 2002, Michael Steiner, the United Nations administrator in Kosovo, warned of "importing the Afghan danger to Europe" because several cells trained and financed by al-Qaeda remained in the region.

No Parlamento kosovar já se declarou a independência do Kosovo.
Será que o líder da Al-Qaeda vai emitir alguma nota de congratulação? Não me admiraria que considerasse uma vitória na Europa.

Cúmulo do paradoxo

O dia de hoje bem pode despertar em muitos sérvios a homenagem e rendição ao déspota Milosevic, por considerarem a sua intervenção, em 1999, no Kosovo, contra os albaneses, válida.
Tristes e nocivas contradições.
Os Tratados de Versalhes não mais deviam ter lugar na Europa.

Das legitimidades

Locais e factos, deste mundo, que a independência do Kosovo conduz a legitimar, e com mais sentido:

Os bascos declararem a sua independência, afinal a terra há séculos que é por si habitada, antes de se formar o país Espanha... e França. Os bascos não se mudaram para a Euskadi, como os albaneses foram para o Kosovo. Já lá estavam.

Os israelitas continuarem a construir colonatos. Afinal, uma das referências para o Kosovo ser um país independente é a maioria de albaneses e haver uma minoria de sérvios. Os israelitas, se não ocuparem o território, sujeitam-se a ficar sem terra. (Não esquecer a baixa taxa de natalidade existente em Israel e a elevada taxa de natalidade dos países árabes.)

O mundo inteiro reconhecer a República Turca do Chipre do Norte. O país já existe. As instituições também. Porquê continuar a não reconhecer um Estado que só a Turquia legitima?

Conceder o acesso a Taiwan às Nações Unidas. A China não admite, mas se o Kosovo não tem razão de existir e deve passar a existir, qual a razão para os países que reconhecem a independência do Kosovo não apoiarem e defenderem a adesão da Formosa à ONU?

Defender a criação do Estado Curdo, redefinindo, para tal, as fronteiras de cinco países da Ásia.

Pode-se continuar... Sahara, Java, Ossétia do Sul, Sri Lanka, Chechénia, República da Sprska, Cabinda... etc, etc...

Não esquecer a História dos Balcãs: hoje, domingo, não se chega ao fim da História e os povos viverão felizes para sempre debaixo do chapéu de uma sociedade liberal... Antes pelo contrário.


Mas os Kosovars querem lá saber disto e vão avançar, sentindo-se apoiados pelos EUA, Alemanha e outros grandes estados da UE.
Caro Lutz,
Pode prever-se com alguma facilidade. A factura do novo país não vai parar a Washington, mas aos nossos bolsos, aos contribuintes europeus. Eu não me importo, e até devo destacar, que somos, UE, os primeiros contribuintes líquidos de ajuda humanitária ao mundo. Porém, sustentar uma artificialidade, dispenso. Infelizmente, não podemos dispensar o poço de problemas que o novo Estado vai dar ao nosso continente, pois queiramos ou não, ele aí está.


O pouco que aprendi com a fratricida guerra dos Balcãs, é que por aqueles lados não há inocentes. Tito, ainda os segurou durante décadas através de uma ditadura férrea. Com a sua morte, pequenos Titos se multiplicaram.
Caro Carlos,
A memória não devia ser curta. É bem verdade que Tito controlou com mão de ferro as diversas nacionalidades que compunham a Jugoslávia. Mas, vendo com mais atenção o período em que Tito governou, perceber-se-á quem mais sentiu na pele a ditadura: os sérvios. É bem verdade que "por aqueles lados não há inocentes", mas, à luz destes dias, parece que só há um culpado: os sérvios, que ainda por cima tiveram de apanhar com o déspota Milosevic. O ditador que, por sinal, até foi corrido do poder, imagine-se?!: pelos sérvios.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

À beira de se abrir a caixa de Pandora

Primeiro-ministro kosovar confirma proclamação da independência para amanhã

Na quinta, anunciava-se a independência kosovar amanhã, domingo. Ontem, sexta, havia hesitações. Provavelmente, as chancelarias europeias devem ter tido, nas últimas horas, muito trabalho, no sentido de garantirem o apoio e estarem preparadas para dizer sim e dar as boas-vindas ao novo país balcânico.
Em Belgrado e Moscovo, sobretudo na capital sérvia, o sono deve ter sido escasso, pois a declaração de independência do seu berço histórico pressente-se mais perto do que jamais se sentira.
Resta, então, acompanhar com atenção as próximas horas, que podem inscrever um novo capítulo na Europa, o surgimento do mais artificial de todos os Estados europeus.
Na história do secular conflito balcânico, a grande novidade é o surgimento dos albaneses, que até agora não tinham estado, em mais de dois mil anos, nos entendimentos e, principalmente, desavenças dos eslavos dos Balcãs, que emergiram desde a repartição do Império Romano em 395 d.C. (os ocidentais: croatas e, bastante afastados da contenda, os eslovenos, e os orientais: os sérvios; sem esquecer que ficaram no meio: os bósnios, parte dos quais, mais tarde, no século XIV receberam e passaram a ter um nova identidade, com a conquista por parte do Império Otomano).
O precedente kosovar, se existir, como tudo indica, vai acicatar, ainda mais, as brechas da Europa, que há séculos padece de uma grave enfermidade denominada nacionalismo.
Está à beira de nascer o mais pobre e problemático país europeu.
Pobre Europa, esta, que não quer aprender com os erros do passado, nem respeitar as identidades de cada um.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

À beira de um erro seriamente comprometedor para a Europa

O primeiro-ministro do Kosovo, Hashem Thaçi, escusou-se hoje a dar uma data concreta para proclamar a independência da província sérvia, mas disse que, num Kosovo soberano, todos terão uma perspectiva de futuro.
Em conferência de imprensa, em Pristina, depois de o Parlamento aprovar uma moção para a independência desta província sérvia, Thaçi evitou avançar uma data, o que a maioria da população esperavam que fizesse hoje.
Os analistas preveêm que a proclamação de independência ocorra domingo.

Espera-se que não haja uma declaração de independência do Kosovo, seguida da aprovação e apoio por parte de grande parte das chancelarias europeias do novo Estado (sem sentido, nem razão).
Ontem, era quase um dado adquirido que a independência seria declarada no próximo domingo. Hoje, depois da quase interminável conferência de imprensa de Putin (quase cinco horas) de ontem, refere-se a possibilidade de a declaração não ter lugar depois de amanhã.
A Rússia tem rugido, e muito, nestes últimos dias. Parece que o seu eco foi ouvido no mundo.
Mais importante não são as ameaças russas, a ter em consideração, mas o erro que vários Estados europeus, a reboque de Washington, podem dar, reconhecendo o novo país.
O Kosovo, além de ser mais um atentado à integridade e soberania sérvias, sujeita-se a transformar numa terra promotora de insegurança para todo o continente europeu, dadas as ligações do UÇK a grupos nada recomendáveis.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

A poucos dias de se decretar a independência?

Las autoridades albanokosovares se preparan para proclamar su autonomía en los próximos días

Os albaneses que lideram o Kosovo já disseram que o último fim-de-semana foi o derradeiro, antes da independência.
Ontem, foram divulgadas imagens de dezenas de albaneses a viver no estrangeiro a regressar à província sérvia.
Veremos se há chancelarias da União Europea a reconhecer, de imediato, a independência do Kosovo, que se aguarda a todo o momento, tal como importa observar a postura de Moscovo.
De Belgrado já se sabe qual a posição: "anulação" de tal pretensão.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Sobe a tensão no Kosovo

"¡Karadzic, vuelve a Kosovo!"
Un centenar de ultranacionalistas serbios, contrarios a la declaración de independencia de Kosovo, asaltan una exposición de artistas albanos de Pristina en Belgrado


Depois do Primeiro-Ministro da província do Kosovo referir, novamente, que o Kosovo está a dias de alcançar a independência, os radicalismos começam a emergir. Ao ponto de um crimoso de guerra, como Karadzic, ser defendido como um herói.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Provocações

O primeiro-ministro do Kosovo, Hashim Thaçi, revelou hoje que proclamação unilateral da independência da província, formalmente parte integrante da Sérvia, está presa por “uma questão de dias”.

Pelos vistos, os albaneses do Kosovo querem que o candidato nacionalista, Tomislav Nikolic, vença a segunda volta das eleições presidenciais sérvias, do próximo dia 3 de Fevereiro.
Com estas declarações, só pode querer o triunfo do radicalismo.
Nikolic dificilmente encontraria melhor apoio e palavras mais apelativas ao voto na sua candidatura.