A vice-secretária-geral da ONU entende que a crise no Zimbabué é o «momento da verdade» para os líderes africanos. Também na abertura da cimeira dos chefes de Estado e Governo da União Africana, o presidente da comissão desta organização disse que é o momento de África «assumir as suas responsabilidades».
Bem podem os altos representantes da UA manifestar intenção de querer assumir responsabilidades em relação ao que se passa no Zimbabué. Se vários líderes africanos nada fizeram, ou seja, forem complacentes com Mugabe, este continuará dono e senhor do seu país. Afinal, tomar uma decisão em relação ao Zimbabué, provocaria um salutar efeito dominó em todo o continente, pois outros países africanos, e não são poucos, carecem tanto como o Zimbabué de uma intervenção humanitária.
Por isso, não me admiro muito que o encontro de hoje em Sharm el-Sheikh transpire muita vontade de querer intervir e pouca ou nenhuma decisão de concretizar os desejos de quem está realmente preocupado com os zimbabueanos.
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segunda-feira, 30 de junho de 2008
sexta-feira, 27 de junho de 2008
A catástrofe da África austral
L'Afrique australe concentre les deux tiers des séropositifs au monde
signifie qu'au moins une personne sur dix est séropositive en Afrique du Sud, au Zimbabwe, au Lesotho, au Malawi, au Mozambique, en Namibie, au Swaziland et en Zambie.
"L'ampleur et la gravité de l'épidémie du VIH et du sida auraient pu être limitées, mais l'ignorance, l'opprobre, l'inaction politique, l'indifférence et la négligence ont entraîné des millions de décès"
A SIDA continua com fortes aliados em África e as preocupações em combatê-los tem sido pouca. Pelos menos o empenho que merecia.
Ainda hoje li este texto acerca da realidade do Zimbabué, onde as políticas de Mugabe conduziram o país a ter uma taxa de esperança de vida na casa dos 35 anos. E a SIDA é uma das razões presentes.
Esta "catástrofe", como denomina a Cruz Vermelha Internacional, merece mais atenção do que o dia 1 de Dezembro. Por que a SIDA existe.
signifie qu'au moins une personne sur dix est séropositive en Afrique du Sud, au Zimbabwe, au Lesotho, au Malawi, au Mozambique, en Namibie, au Swaziland et en Zambie.
"L'ampleur et la gravité de l'épidémie du VIH et du sida auraient pu être limitées, mais l'ignorance, l'opprobre, l'inaction politique, l'indifférence et la négligence ont entraîné des millions de décès"
A SIDA continua com fortes aliados em África e as preocupações em combatê-los tem sido pouca. Pelos menos o empenho que merecia.
Ainda hoje li este texto acerca da realidade do Zimbabué, onde as políticas de Mugabe conduziram o país a ter uma taxa de esperança de vida na casa dos 35 anos. E a SIDA é uma das razões presentes.
Esta "catástrofe", como denomina a Cruz Vermelha Internacional, merece mais atenção do que o dia 1 de Dezembro. Por que a SIDA existe.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Causas e convicções
Para quem não esteve com grande atenção, foi possível observar, neste fim-de-semana na Cimeira UE/África uma liderança com visão de futuro e responsabilidade do presente por parte do Presidente da Comissão da União Africana.
O ex-Presidente do Mali, Alpha Oumar Konaré, foi uma das vozes mais lúcidas e responsáveis do encontro que ontem terminou. Um bom sinal, pois o grau de exigência que o próprio colocou, não só aos parceiros europeus, como aos africanos foi elevado.
Sem traumas nem ilusões, Konaré mostrou estar interessado no futuro dos povos africanos, com Paz, Democracia e Desenvolvimento.
O ex-Presidente do Mali, Alpha Oumar Konaré, foi uma das vozes mais lúcidas e responsáveis do encontro que ontem terminou. Um bom sinal, pois o grau de exigência que o próprio colocou, não só aos parceiros europeus, como aos africanos foi elevado.
Sem traumas nem ilusões, Konaré mostrou estar interessado no futuro dos povos africanos, com Paz, Democracia e Desenvolvimento.
domingo, 9 de dezembro de 2007
Um novo marco entre UE e África
À escala mundial, temos hoje uma consciência mais clara da nossa interdependência vital e estamos decididos a congregar esforços para enfrentar os principais desafios políticos do nosso tempo, como a energia e as alterações climáticas, as migrações ou as questões de género.
Como testemunho das nossas ambições, e de tudo o que hoje partilhamos e partilhámos no passado, estamos decididos a construir uma nova parceria política estratégica para o futuro, ultrapassando a tradicional relação doador-receptor e partindo de valores e objectivos comuns, na via da paz, da estabilidade e do Estado de direito, do progresso e do desenvolvimento.
Uma mudança de capítulo na relação entre a UE e África.
Era tempo de cambiar, dadas as novas realidades, e a Cimeira Lisboa serviu de impulso à nova relação que o norte e o sul do Mediterrâneo teve estabelecer.
Dentro de três anos se poderão verificar os resultados obtidos.
Como testemunho das nossas ambições, e de tudo o que hoje partilhamos e partilhámos no passado, estamos decididos a construir uma nova parceria política estratégica para o futuro, ultrapassando a tradicional relação doador-receptor e partindo de valores e objectivos comuns, na via da paz, da estabilidade e do Estado de direito, do progresso e do desenvolvimento.
Uma mudança de capítulo na relação entre a UE e África.
Era tempo de cambiar, dadas as novas realidades, e a Cimeira Lisboa serviu de impulso à nova relação que o norte e o sul do Mediterrâneo teve estabelecer.
Dentro de três anos se poderão verificar os resultados obtidos.
sábado, 8 de dezembro de 2007
Os críticos agora calam-se
Angela Merkel critica situação no Zimbabwe
Há quem tenha por hábito criticar o que se faz, como o que não se faz, não tendo estas pessoas outra postura que não seja criticar só pelo simples acto de desdenhar.
Nestes últimos dias leu-se, ouviu-se, tomou-se conhecimento, de acordo com os que só sabem criticar, de que neste fim-de-semana estaríamos perante mais um momento de hipocrisia dos europeus, por receberem vários ditadores africanos na Cimeira UE/África.
Ora, esses ditadores, que nas suas mansões imperais fazem ouvidos de mercador, primeiro às necessidades do seu povo e do seu país, pouco ligam ao que dizem e consideram a seu respeito no exterior, enquanto governam a seu bel-prazer intramuros. Se há momentos em que é possível dizer, olhos nos olhos, a esses ditadores que a sua política não é benéfica, aliás, é nociva, estes encontros são ocasiões propícias para se expressar o que se considera, mantendo, como é óbvio, respeito pela pessoa e soberania de cada um. Caso contrário pouco se deferiria do autocrata.
As palavras de Merkel, hoje, acerca da situação do Zimbabué, não deixam espaço para dúvidas. É hipocrisia? Não.
Talvez seja tempo de perceber que não bastam meras intenções, mas sim responsabilidades. Esta cimeira parece querer dar esse passo.
Os que tanto criticam, e só respiram essa condição, critiquem, então, a Chanceler alemã, como outros líderes europeus e africanos, que hoje assinalaram o que de grave se passa no Darfur, no Zimbabué ou na Somália.
Há quem tenha por hábito criticar o que se faz, como o que não se faz, não tendo estas pessoas outra postura que não seja criticar só pelo simples acto de desdenhar.
Nestes últimos dias leu-se, ouviu-se, tomou-se conhecimento, de acordo com os que só sabem criticar, de que neste fim-de-semana estaríamos perante mais um momento de hipocrisia dos europeus, por receberem vários ditadores africanos na Cimeira UE/África.
Ora, esses ditadores, que nas suas mansões imperais fazem ouvidos de mercador, primeiro às necessidades do seu povo e do seu país, pouco ligam ao que dizem e consideram a seu respeito no exterior, enquanto governam a seu bel-prazer intramuros. Se há momentos em que é possível dizer, olhos nos olhos, a esses ditadores que a sua política não é benéfica, aliás, é nociva, estes encontros são ocasiões propícias para se expressar o que se considera, mantendo, como é óbvio, respeito pela pessoa e soberania de cada um. Caso contrário pouco se deferiria do autocrata.
As palavras de Merkel, hoje, acerca da situação do Zimbabué, não deixam espaço para dúvidas. É hipocrisia? Não.
Talvez seja tempo de perceber que não bastam meras intenções, mas sim responsabilidades. Esta cimeira parece querer dar esse passo.
Os que tanto criticam, e só respiram essa condição, critiquem, então, a Chanceler alemã, como outros líderes europeus e africanos, que hoje assinalaram o que de grave se passa no Darfur, no Zimbabué ou na Somália.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Bom exemplo africano IV
A principal potência da África austral apresenta diversos e, nalguns casos, graves e preocupantes problemas, como a criminalidade urbana.
Todavia, é um país em franca ascensão e com um sistema democrático que começa a consolidar-se.
O Mundial de futebol de 2010 é uma das oportunidades para projectar uma das potências emergentes mundiais.
A transição do apartheid para a socidade de plenos direitos tem sido feita paulatinamente com a estabilidade que a grande referência, Nelson Mandela, imprimiu.
Mauritânia, Cabo Verde, Botswana
Todavia, é um país em franca ascensão e com um sistema democrático que começa a consolidar-se.
O Mundial de futebol de 2010 é uma das oportunidades para projectar uma das potências emergentes mundiais.
A transição do apartheid para a socidade de plenos direitos tem sido feita paulatinamente com a estabilidade que a grande referência, Nelson Mandela, imprimiu.
Mauritânia, Cabo Verde, Botswana
Triunfo da Presidência portuguesa
A Cimeira UE/África era o grande objectivo da Presidência portuguesa.
Muito se duvidou quanto à sua realização. Teria lugar ou não?
Fruto de um bom trabalho da Presidência portuguesa da UE, a Cimeira realiza-se e Portugal dá um forte contributo para o estreitar de relações entre a margem norte e sul do Mediterrâneo, que bem precisam, dados os desafios comuns que ambos têm.
Para quem tanto duvida do nosso papel na Europa e no mundo, eis um bom exemplo das nossas capacidades e qualidades. Quando se antevia o seu adiamento, a Cimeira concretiza-se.
Muito se duvidou quanto à sua realização. Teria lugar ou não?
Fruto de um bom trabalho da Presidência portuguesa da UE, a Cimeira realiza-se e Portugal dá um forte contributo para o estreitar de relações entre a margem norte e sul do Mediterrâneo, que bem precisam, dados os desafios comuns que ambos têm.
Para quem tanto duvida do nosso papel na Europa e no mundo, eis um bom exemplo das nossas capacidades e qualidades. Quando se antevia o seu adiamento, a Cimeira concretiza-se.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Bom exemplo africano III
Desde 1965 que o Botswana tem tido eleições multi-partidárias, que decorreram sempre sem incidentes que inviabilizassem o processo democrático de legitimação do poder.
Não há dúvida de que o Botswana é um país africano em franca expansão económica cuja referência em contexto africano deve ser assinalada. A par da expansão económica também a estabilidade política tem tido um papel determinante na gestão deste território.
Os trechos acima referidos assinalam o bom exemplo do Botswana no quadro africano.
Mauritânia, Cabo Verde
Não há dúvida de que o Botswana é um país africano em franca expansão económica cuja referência em contexto africano deve ser assinalada. A par da expansão económica também a estabilidade política tem tido um papel determinante na gestão deste território.
Os trechos acima referidos assinalam o bom exemplo do Botswana no quadro africano.
Mauritânia, Cabo Verde
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Bom exemplo africano II
A condição geográfica, as questões históricas e a diáspora podem ser importantes, e são, de facto, mas o caso de Cabo Verde merece ser destacado como bom exemplo africano pela prosperidade que o arquipélago tem adquirido nos últimos anos.
Com uma democracia que se consolida e com uma dinâmica própria, Cabo Verde tem todas as condições de se tornar. a médio prazo, um dos países africanos com condições de vida próxima dos melhores padrões mundiais.
Mauritânia
Com uma democracia que se consolida e com uma dinâmica própria, Cabo Verde tem todas as condições de se tornar. a médio prazo, um dos países africanos com condições de vida próxima dos melhores padrões mundiais.
Mauritânia
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Bom exemplo africano
Não querendo contrabalançar os excelentes textos com que o Pedro Correia tem brindado os habituais leitores do Corta-Fitas, acerca dos autocratas do continente africano que estarão em breve em Lisboa (sobre os quais escreverei algo noutra oportunidade), deve-se, por outro lado, referir alguns bons exemplos de África. Poucos, é verdade, mas existem.
Um, bem recente e a todos os níveis merecedor de admiração e elogio, foi o golpe de Estado perpetrado em 2005 na Mauritânia, que abriu as vias da Liberdade e da Democracia neste país. O regime ditatorial de Sidi Ahmed Taya tombou pela acção dos militares que não extravasaram as suas funções, comuns em períodos de transição (como o nosso exemplo nacional contemporâneo, entre 1974/1982, é prova) e dois anos e meio depois, já se referendou uma Constituição democrática e o país engrena na via democrática.
Aliás, arrancou hoje em Paris a reunião de trabalho do Grupo Consultivo da Mauritânia, que junta à mesma mesa governantes e responsáveis de diversas organizações, de modo a definir uma estratégia de desenvolvimento para a Mauritânia.
Um bom exemplo africano.
Um, bem recente e a todos os níveis merecedor de admiração e elogio, foi o golpe de Estado perpetrado em 2005 na Mauritânia, que abriu as vias da Liberdade e da Democracia neste país. O regime ditatorial de Sidi Ahmed Taya tombou pela acção dos militares que não extravasaram as suas funções, comuns em períodos de transição (como o nosso exemplo nacional contemporâneo, entre 1974/1982, é prova) e dois anos e meio depois, já se referendou uma Constituição democrática e o país engrena na via democrática.
Aliás, arrancou hoje em Paris a reunião de trabalho do Grupo Consultivo da Mauritânia, que junta à mesma mesa governantes e responsáveis de diversas organizações, de modo a definir uma estratégia de desenvolvimento para a Mauritânia.
Um bom exemplo africano.
Os quase puritanismos de todos nós I
Um punhado de destacados escritores europeus e africanos vão aproveitar a cimeira UE/África do próximo sábado para condenar a hipocrisia da UE, por consentir o que se passa no Darfur e no Zimbabué.
Se estas tragédias humanitárias merecem atenção e, principalmente, intervenção, outras áreas há, no continente africano, que têm sido esquecidas e merecem uma intervenção cuidada, pois não é só o Afeganistão, o Paquistão ou o Iraque onde há fonte de terrorismo.
O corno de África é desde há uns anos uma das áreas onde o terrorismo está presente e domina o território e o cuidado prestado a esta região sido bastante diminuto.
Darfur e Zimbabué têm muito destaque negativo, mas outras regiões há, tão negativas, que ninguém refere.
Os escritores africanos e europeus deviam realçar algo mais do que o medidatismo que todos conhecemos. Mais do que a sua responsabilidade, essa devia ser a sua função, evidenciar aquilo que nem sempre se vê.
Se estas tragédias humanitárias merecem atenção e, principalmente, intervenção, outras áreas há, no continente africano, que têm sido esquecidas e merecem uma intervenção cuidada, pois não é só o Afeganistão, o Paquistão ou o Iraque onde há fonte de terrorismo.
O corno de África é desde há uns anos uma das áreas onde o terrorismo está presente e domina o território e o cuidado prestado a esta região sido bastante diminuto.
Darfur e Zimbabué têm muito destaque negativo, mas outras regiões há, tão negativas, que ninguém refere.
Os escritores africanos e europeus deviam realçar algo mais do que o medidatismo que todos conhecemos. Mais do que a sua responsabilidade, essa devia ser a sua função, evidenciar aquilo que nem sempre se vê.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Posição sensata
O primeiro-ministro do pequeno arquipélago já assegurou não se juntar às posições extremas da Zâmbia e Moçambique.
Neste imbróglio que se gerou, pela vinda ou não do Presidente do Zimbabué a Lisboa, para participar na Cimeira UE/União Africana, foram várias as vozes em África que fizeram questão de dizer que se Mugabe não vem, então os seus países não se farão representar ao mais alto nível.
Primeiro a Zâmbia, depois Moçambique. Este último causa mais espanto, dado ser um Estado lusófono, e vizinho do Zimbabué, e poder, neste caso concreto, desempenhar um papel importante, de mediador, no sentido de solucionar, não complicar.
A Cimeira é tão importante para a UE como é para a UA. Se calhar, atendendo à personalidade do actual Presidente moçambicano até se pode perceber. Não estou a ver Chissano actuar deste modo. Se calhar procederia no sentido de resolver este conflito e seria um dos políticos africanos mais interessados no sucesso da Cimeira. A Lusofonia podia ganhar uma dimensão mais relevante. Mas, enfim, um é Estadista, outro não!
De Cabo Verde veio, até ao momento, a posição mais sensata. É preciso realizar um encontro que não tem lugar há sete anos e está muito em causa.
O encontro é importante para todas as partes. Houvesse, pois, interesse em encarar a Cimeira como um ponto de união e procura de respostas conjuntas para as múltiplas e complexas questões que se apresentam aos dois lados, e não de discórdia, a Cimeira não estaria, neste momento, à beira de falhar nos seus objectivos.
A atitude dos responsáveis políticos cabo-verdianos dá, por outro lado, em termos lusófonos, um sinal de manifesta ajuda e cooperação a Lisboa. Pena que em Maputo a lusofonia não diga muito a quem tem responsabilidades.
Neste imbróglio que se gerou, pela vinda ou não do Presidente do Zimbabué a Lisboa, para participar na Cimeira UE/União Africana, foram várias as vozes em África que fizeram questão de dizer que se Mugabe não vem, então os seus países não se farão representar ao mais alto nível.
Primeiro a Zâmbia, depois Moçambique. Este último causa mais espanto, dado ser um Estado lusófono, e vizinho do Zimbabué, e poder, neste caso concreto, desempenhar um papel importante, de mediador, no sentido de solucionar, não complicar.
A Cimeira é tão importante para a UE como é para a UA. Se calhar, atendendo à personalidade do actual Presidente moçambicano até se pode perceber. Não estou a ver Chissano actuar deste modo. Se calhar procederia no sentido de resolver este conflito e seria um dos políticos africanos mais interessados no sucesso da Cimeira. A Lusofonia podia ganhar uma dimensão mais relevante. Mas, enfim, um é Estadista, outro não!
De Cabo Verde veio, até ao momento, a posição mais sensata. É preciso realizar um encontro que não tem lugar há sete anos e está muito em causa.
O encontro é importante para todas as partes. Houvesse, pois, interesse em encarar a Cimeira como um ponto de união e procura de respostas conjuntas para as múltiplas e complexas questões que se apresentam aos dois lados, e não de discórdia, a Cimeira não estaria, neste momento, à beira de falhar nos seus objectivos.
A atitude dos responsáveis políticos cabo-verdianos dá, por outro lado, em termos lusófonos, um sinal de manifesta ajuda e cooperação a Lisboa. Pena que em Maputo a lusofonia não diga muito a quem tem responsabilidades.
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quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Ranking da governação africana
Mauritius is the best run country in sub-Saharan Africa while Rwanda has made the greatest improvements in good governance in recent years, a new study says.
The index ranks 48 countries on five factors: safety and security; rule of law, transparency and corruption; participation and human rights; sustainable economic opportunity; and human development.
As pequenas ilhas africanas do Pacífico, Maurícias e Seicheles, recebem a pontuação máxima em termos de estabilidade, num ranking onde Cabo Verde se encontra em lugar cimeiro dos Estados africanos com mais estabilidade.
Em termos lusófonos, de assinalar o 44º lugar, em 48, da Guiné-Bissau - o pior, e as melhorias verificadas em Angola, que se referem, não obstante a 42ª posição.
Moçambique encontra-se em 23º lugar e São Tomé e Príncipe em 10º.
Destaque, pela positiva, para as melhorias que se verificaram no Ruanda, depois de anos trágicos.
Quem estiver interessado pode obter mais informações no site da Fundação que elaborou o estudo, algo que seguramente é de todo o interesse do Zé Flávio.
P.S.- Nenhum país do norte de África (de Marrocos ao Egipto) entra nesta avaliação.
The index ranks 48 countries on five factors: safety and security; rule of law, transparency and corruption; participation and human rights; sustainable economic opportunity; and human development.
As pequenas ilhas africanas do Pacífico, Maurícias e Seicheles, recebem a pontuação máxima em termos de estabilidade, num ranking onde Cabo Verde se encontra em lugar cimeiro dos Estados africanos com mais estabilidade.
Em termos lusófonos, de assinalar o 44º lugar, em 48, da Guiné-Bissau - o pior, e as melhorias verificadas em Angola, que se referem, não obstante a 42ª posição.
Moçambique encontra-se em 23º lugar e São Tomé e Príncipe em 10º.
Destaque, pela positiva, para as melhorias que se verificaram no Ruanda, depois de anos trágicos.
Quem estiver interessado pode obter mais informações no site da Fundação que elaborou o estudo, algo que seguramente é de todo o interesse do Zé Flávio.
P.S.- Nenhum país do norte de África (de Marrocos ao Egipto) entra nesta avaliação.
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