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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Bons sinais vindos de Damasco

Syrian President Basher Assad on Wednesday expressed his hopes that the incoming administration of President-elect Barack Obama would bring about a change to U.S. policy on the Middle East, to allow it to pursue peace throughout the region "sincerely."

On Tuesday, Assad expressed his desire for indirect talks with Israel, saying that they called for "more time and effort", adding that the talks had the potential to lead to direct negotiations between the two countries.

Assad also said Monday he believes direct peace talks with Israel are possible and that they will eventually take place.

Não obstante o conflito aberto nestes dias entre Israel e o Hamas (e importa perceber o alcance desta relação bélica, uma vez que estamos a escassas semanas de eleições legislativas em Israel), há bons sinais vindos do Médio Oriente, em especial da Síria, um dos principais actores da região.
Continua a verificar-se que quanto mais Ahmadinejad fica enfraquecido, mais Assad se aproxima do Ocidente. Uma derrota de Ahmadinejad nas presidenciais iranianas do próximo Verão, com o triunfo da ala moderada iraniana, pode representar uma grande oportunidade para encontrar sólidas vias de diálogo e comprometimento da Paz em todo o Médio Oriente.
O Presidente sírio sabe que tem um papel importante a desempenhar na estabilidade da região, dadas as ligações e relacionamentos, quer no Líbano quer em Gaza, sem esquecer o vizinho Iraque. O envolvimento e participação dos EUA são fundamentais. Se a próxima Administração norte-americana estiver apostada em encontrar a Paz, esta pode estar mais perto de alcançar.

(Publicado no Câmara de Comuns)

domingo, 20 de julho de 2008

A incoerência de Obama

Barack Obama defende reforço das tropas americanas no Afeganistão

Com a leitura correcta de que o Afeganistão é um dos palcos mundiais mais periclitantes e onde a intervenção se deve efectuar para não perder a batalha contra o terrorismo, é o mesmo Obama que quer retirar quanto antes tropas do Iraque, sem garantir a estabilidade do território.
Tal como o Afeganistão, o Iraque é um dos palcos onde a batalha da segurança não se pode perder e retirar contingentes antes de tempo seria tão ou mais trágico do que a errada intervenção de 2003.

(Publicado no Câmara de Comuns)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Por que não bate bem o discurso de Obama

La política exterior, sobre todo en lo que respecta a la guerra de Irak -"mantener a nuestras tropas maniatadas en Irak es la mejor manera de fortalecer a Irán", dijo Obama ayer

Um dos principais problemas no Iraque, como publicamente se sabe, é o financiamento e armamento de milícias xiitas por parte dos iranianos.
Obama, em vez de se preocupar com este combate, com o que pensa/diz, ao defender a saída das tropas norte-americanas do Iraque, mais não faz do que estender um tapete vermelho aos iranianos para fortalecer as milícias que destabilizam o Iraque e fortalecer a posição do Irão.
E disse o Senador do Illinois, ontem, perante uma associação de amigos de Israel, que a defesa deste Estado é inquestionável. Permitindo o fortalecimento do Irão na região é difícil ajudar Israel.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Boa medida

Iraque: Bush anuncia suspensão da retirada militar após Julho

Bush fez bem em não ceder ao populismo de retirar só para cair nas boas graças da opinião pública. A política traçada por Petraeus, que tem obtido bons resultados no comando das tropas na Mesopotâmia, deve ser apoiada e prosseguida. Retirar o tapete a quem tem procedido bem seria um erro caro e os Estados Unidos, como a Comunidade Internacional, não se pode dar ao luxo de cometer mais erros no Iraque.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Das responsabilidades e do descrédito

La motion de censure socialiste, centrée sur l'Afghanistan, sera examinée le 8 avril à l'Assemblée

Portugal reforça missão no Afeganistão

O Governo britânico anunciou, há meses, que este ano retiraria as suas tropas do Iraque. Face aos últimos acontecimentos, o Ministro da Defesa britânico, Des Browne, já informou o Parlamento do prolongamento da missão no Iraque. Uma atitude correcta e responsável, como é hábito nos súbditos de Sua Majestade.
Noutra importante frente de batalha, o Afeganistão, o Governo português, assume responsabilidades, e dá mais uma contribuição para uma luta que se prevê longa e é complexa, mas que importa ganhar, pela segurança global.
Em França, na oposição, os socialistas gauleses opõem-se ao alargamento da intervenção de França, apresentando uma moção de censura, numa atitude totalmente irresponsável.
Três exemplos de socialistas, verificando-se, uma vez mais, o anacronismo do socialismo francês.
Que a liderança do partido mude quanto antes, pois com estes políticos e políticas, o PSF só se desacredita. O Congresso é em Outubro próximo!

sexta-feira, 14 de março de 2008

Eureka

EE.UU. admite la falta de vínculos entre Saddam Hussein y Al Qaeda

Esta Administração norte-americana descobriu o que todos já sabiam, que Saddam nada tinha com a Al Qaeda.
Fez-se luz em Washington!... 5 anos depois da intervenção.

quinta-feira, 13 de março de 2008

A nova percepção norte-americana acerca do Iraque

Aumenta el apoyo a la guerra de Irak en EEUU
El incremento es aún mayor entre los que creen que la guerra va "bien" o "muy bien", aunque en este caso no llegan a constituir una mayoría. Hoy son el 48%, respecto al 30% de hace unos meses.
Parte de la explicación reside, además de en la palpable reducción de la violencia en Irak, tanto la que afecta a los soldados estadounidenses como a los civiles, en la personalidad y posiciones de John McCain. Cuando los ataques de la insurgencia iban en aumento, el heterodoxo senador por Arizona fue uno de los únicos políticos que abogaron por un incremento de las tropas y cargó contra Donald Rumsfeld por haber planificado mal la invasión.


A percepção dos norte-americanos em relação ao Iraque está a mudar e em parte deve-se à postura de McCain.
Os Democratas, se não tratam de clarificar a corrida interna e de esclarecer a política a adoptar no Iraque, sujeitam-se a perder um dos campos em que o lado Republicano poderia estar mais vulnerável. É óbvio que o candidato McCain será difícil de criticar, pois sempre assumiu uma posição muito clara e responsável quanto ao que os EUA deviam e têm de fazer na Mesopotâmia.

terça-feira, 4 de março de 2008

A hipocrisia do Presidente iraniano

O Presidente iraniano terminou ontem uma visita oficial de dois dias ao Iraque. Como a demagogia é um dos suportes da hipocrisia, o flamejante de Teerão defendeu a retirada dos soldados norte-americanos do Iraque. Ora, será que nem por um momento Ahmadinejad se recorda da errada intervenção dos EUA no Iraque em 2003, e se não fosse esta, nunca um líder iraniano, qualquer que ele fosse, iria ao Iraque de Saddam, muito menos em visita oficial nestes anos?
Por outro lado, de registar a pouca apreciação dos iraquianos relativamente à visita do iraniano, inclusive entre os xiitas (comunidade predominante no Irão e Iraque).
Muitos iraquianossabem que parte do infortúnio destes tempos se deve ao Irão, que tem armado bandos para destabilizar o país. Será que Ahmadinejad também defendeu o fim de armamento de milícias no Iraque por parte do Irão?
O Presidente do Irão quis mostrar-se amigável, mas a sua visita oficial só demonstrou o inverso.

domingo, 25 de novembro de 2007

Significativa saída de militares do Iraque em 2008

O próximo ano será de viragem, no que à permanência de militares estrangeiros no Iraque diz respeito.
Gordon Brown já anunciou que no próximo ano vários contingentes vão regressar ao Reino Unido. Os Estados Unidos também já deram a entender que vários batalhões regressarão a casa em 2008. Afinal, sendo o ano final do mandato, Bush vai querer deixar uma imagem de uma intervenção bem sucedida, procurando disfarçar o desastre da intervenção.
Para juntar ao "coro" da batida em retirada, os novos Governos da Polónia e Austrália já garantiram que vão retirar todos os militares, cumprindo uma promessa de campanha.
Será que em 2008 o Iraque vai viver um ano de grande mudança, com a saída de milhares de tropas?
Espera-se que a saída de vários milhares de soldados não se traduza numa necessidade de regresso em 2009. Uma factura que sairia demasiado cara à próxima Administração norte-americana e uma factura excessivamente pesada para todos nós.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Melhorias no Iraque

Aos poucos, vários de muitos milhares de refugiados iraquianos começam a regressar ao seu país.
Apesar da realidade demonstrar que ainda está longe de alcançar a estabilidade desejada, começam a encontrar-se sinais de melhoria, como o regresso de muitos iraquianos, sobretudo os oriundos da Síria - o país que acolheu mais refugiados, cerca de 1,7 milhões de pessoas.
Mérito, deve reconhecer-se, de Petreaus, que aos poucos tem sustentado e começado a inverter as várias ondas de atentados.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Mais vale tarde que nunca

Condoleezza Rice dice en Ankara que EE.UU. considera al PKK una amenaza y actuará en su contra

Resposta tardia de Washington face aos ataques do terrorismo curdo contra a Turquia. Porém, ainda bem que os Estados Unidos emendaram a mão. Resta saber quando e no que se traduzirá a acção contra o terrorismo curdo.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Separar o trigo do joio

Caro Pedro,
Importa recordar que o caso cipriota podia ter sido resolvido em 2004, poucos dias antes da adesão da ilha à UE, mas o entendimento não mereceu acordo por parte do lado grego da ilha.
Quanto à intervenção da Turquia nas bases do terrorismo curdo no norte do Iraque, não terá legitimidade Ancara para se defender? Ou é legítimo ao terrorismo curdo continuar a ceifar vidas de civis e militares turcos?
E, por referir os curdos, vale a pena sublinhar como estes têm vindo a receber defesa legal na Turquia. Por exemplo, quer a língua quer o líder do PKK, se hoje têm a sua respeitabilidade garantida isso se deve ao rigor e determinação dos padrões da UE que os turcos seguiram.
Manifestar oposição à entrada da Turquia na UE só porque o país, e com toda a legitimidade, se defende de ataques terroristas?
Devemos distinguir o trigo do joio.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

A legitimidade turca II

Segundo um dos primeiros artigos do Tratado da NATO, um país-membro que é alvo de ataque tal traduz um ataque aos Estados-membros da Organização.
Ora, os turcos têm sido alvo de ataques terroristas dos curdos. Não só têm legitimidade para se defender como deviam contar com a solidariedade dos outros países da NATO. Os Estados Unidos, tão prontos para certas intervenções, não estão, desta feita, do lado castrense.
Percebe-se o porquê, pois a parte curda do Iraque não tem dado problemas, uma vez que os curdos controlam a área. No entanto, os Estados Unidos, do mesmo modo que estão apostados em combater o terrorismo não se podem esquecer que há uma facção curda terrorista. Facção esta que tem atacado e matado militares e civis turcos.
O documento apresentado pelo Governo turco ao Parlamento deve receber amanhã aprovação esmagadora dos parlamentares turcos, recebendo, portanto, o Executivo de Ancara carta verde para intervir quando tal se justificar.
Pena que os Estados Unidos não pressionem os curdos para combater a facção terrorista que está sedeada no norte do Iraque.
A Turquia tem de se defender... e a NATO devia suportar a postura de Ancara.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

A legitimidade turca

Washington, que pretende travar a incursão militar turca em solo iraquiano para destruir as bases do terrorismo curdo no norte do Iraque, escusava de ouvir o que Erdogan disse, e bem.
O Primeiro-Ministro turco recordou à Casa Branca que os Estados Unidos decidiram intervir no Iraque sem qualquer "pedido" de intervenção à Turquia, Estado vizinho do Iraque.
Os turcos têm toda a legitimidade para se defender dos sucessivos ataques de que têm sido alvo e têm ceifado várias vidas de militares turcos.
Se Washington não quiser compreender por que assume a Turquia esta postura, pergunte a Israel por que de vez em quando se vê obrigada a intervir fora das suas fronteiras para defender a integridade do país.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Transformar o Iraque numa nova Bélgica?

Nuri al-Maliki, Iraq's prime minister, has rejected a US senate resolution calling for the creation of separate Sunni, Shia and Kurdish federal regions.
(...)
Turkey, a US ally, would oppose such an initiative, fearful of unrest among its Kurdish population. Ankara feels that a partitioned Iraq would lead outside powers like Iran and Saudi Arabia to boost rival ethnic armed groups.


Em termos de modelo de Estado, a proposta norte-americana tem o seu sentido. Se bem que, questão determinante, devem ser os iraquianos a decidir o modelo a estruturar.
Em termos de realidade, como várias vozes indicam, desde o Primeiro-Ministro iraquiano às autoridades turcas, tal modelo pode possibilitar a fracturação do país. Veja-se o caso da Bélgica.