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terça-feira, 3 de março de 2009

Mais uma boa postura de Washington

Dois altos responsáveis da Administração norte-americana vão deslocar-se a Damasco para "conversações preliminares" com o regime sírio, anunciou hoje a secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.

Washington sabe que para alcançar-se a estabilidade no Médio Oriente não se pode prescindir da Síria. O envio de dois elementos norte-americanos a Damasco é um bom passo dado para se encontrarem as pontes de convergência necessárias para encontrar uma base sólida que possa relançar o processo de paz regional.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Retomar conversações

Syrian President Bashar Assad says he would be willing to resume negotiations with Israel after its elections, according to two American delegations that visited him in Damascus recently.

Depois da típica postura de romper negociações de Damasco com Tel Aviv, devido à intervenção militar de Israel em Gaza, a Síria volta a pretender diálogo com Israel. Ainda bem. Resta saber se o próximo quadro político é favorável, a nível interno, tanto em Israel como na Palestina. Tudo dependenrá de como se ajustar a liderança política e estabilidade interna em cada um dos lados.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Bons sinais vindos de Damasco

Syrian President Basher Assad on Wednesday expressed his hopes that the incoming administration of President-elect Barack Obama would bring about a change to U.S. policy on the Middle East, to allow it to pursue peace throughout the region "sincerely."

On Tuesday, Assad expressed his desire for indirect talks with Israel, saying that they called for "more time and effort", adding that the talks had the potential to lead to direct negotiations between the two countries.

Assad also said Monday he believes direct peace talks with Israel are possible and that they will eventually take place.

Não obstante o conflito aberto nestes dias entre Israel e o Hamas (e importa perceber o alcance desta relação bélica, uma vez que estamos a escassas semanas de eleições legislativas em Israel), há bons sinais vindos do Médio Oriente, em especial da Síria, um dos principais actores da região.
Continua a verificar-se que quanto mais Ahmadinejad fica enfraquecido, mais Assad se aproxima do Ocidente. Uma derrota de Ahmadinejad nas presidenciais iranianas do próximo Verão, com o triunfo da ala moderada iraniana, pode representar uma grande oportunidade para encontrar sólidas vias de diálogo e comprometimento da Paz em todo o Médio Oriente.
O Presidente sírio sabe que tem um papel importante a desempenhar na estabilidade da região, dadas as ligações e relacionamentos, quer no Líbano quer em Gaza, sem esquecer o vizinho Iraque. O envolvimento e participação dos EUA são fundamentais. Se a próxima Administração norte-americana estiver apostada em encontrar a Paz, esta pode estar mais perto de alcançar.

(Publicado no Câmara de Comuns)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Bons sinais vindos de Damasco

Hamas leader Meshal 'leaves Syria for Sudan'
Israeli sources believe that the move signals a serious desire on Syria's part to advance the negotiations.


Damasco continua a dar claros sinais de entendimento com Israel. Oxalá as autoridades israelitas prossigam a construção da ponto com um importante vizinho.

domingo, 3 de agosto de 2008

Irão continua irredutível com programa nuclear

Concerning Iran's nuclear program, Ahmadinejad said, "Iranians will never step back from their inalienable rights."

Não poderia haver melhor momento para Teerão aproximar-se de Damasco, quando Israel mergulha numa crise política, com a saída, em breve, do Primeiro-Ministro que estava a abrir uma via para o entendimento regional entre os Estados vizinhos de Israel, Ehud Olmert.
Quanto aos diversos pontos da agenda de Al-Assad, na visita de três dias ao Irão, os principais responsáveis iranianos dão-se por muito satisfeitos com as rondas de entendimentos, que até há bem pouco pareciam mais débeis entre sírios e iranianos, com a possibilidade de Tel Aviv e Damasco aproximarem os seus pontos de vista.
O Irão continua empenhado no seu processo nuclear que, reiteram, é pacífico. Não se percebe, todavia, o secretismo do seu desenvolvimento. Ou melhor, deduz-se facilmente onde conduz o pseudo-pacifismo que as autoridades iranianas candidamente pretendem manifestar: possuir armamento atómico.
O tempo começa a esgotar-se, pois os avanços nucleares iranianos estão à beira de dar os frutos pretendidos pelo regime de Teerão.

(Publicado no Câmara de Comuns)

terça-feira, 15 de julho de 2008

Alguns passos importantes alcançados em Paris

O projecto para o Mediterrâneo que Sarkozy lançou no domingo teve mais de espectáculo do que de concreto. De qualquer modo, é indiscutível que a Presidência francesa da UE teve o mérito de sentar à mesma mesa o Presidente sírio e o Primeiro-Ministro israelita. O que é, por si, já um feito.
E foi o Chefe de Estado sírio, Bashar Al-Assad, que acabou por ser a figura proeminente nestes dias. Primeiro, em França, por uma questão da política exterior gaulesa. Sarkozy quebrou, e bem, com um tabu que Chirac tinha instituído, de isolar a Síria (que está pretensamente envolvida com o assassinato de Rafik Hariri, próximo de Chirac). Ora, se da parte de Damasco há vontade de abertura, o momento é de aproveitar a oportunidade, não de excluir quem pode e é parte da solução, em termos de estabilidade no Médio Oriente. E aqui há mérito francês, de corresponder à abertura síria - facto que provocou bastantes indisposições em Teerão, vendo algumas mentes mais ortodoxas como uma traição, a posição de Al-Assad.
Por outro lado, o Presidente sírio manifestou bom-senso. Um entendimento com Israel não dispensa o envolvimento dos EUA. E presentemente, a poucos meses de renovar a Administração de Washington, é desejável estabelecer um entendimento com a futura liderança norte-americana. Quem não se pode descartar das negociações é Israel e Al-Assad foi objectivo e sincero, dada a debilidade da liderança política israelita, com um Governo na iminência de cair, não se pode acordar qualquer entendimento que um futuro Governo de Tel Aviv venha a rasgar. E com o cenário actual, de previsível antecipação de eleições e a possível vitória do Likud, a concretização de um entendimento, especialmente relacionado com os Montes Goulã será difícil.
Do encontro de domingo, saldo positivo, pelo diálogo e acordo entre sírios e libaneses de abertura de embaixadas dos países nos dois Estados. Quanto ao projecto para o Mediterrâneo, continua a evidenciar-se muita vontade mas pouco empenho de muitos dos presentes, em especial da orla sul.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

A arriscada mas necessária política de Olmert

Ehoud Olmert : «Je négocie avec la Syrie pour la paix»

Une première rencontre directe entre vous et le président syrien, Bachar el-Assad, aura-t-elle lieu le 13 juillet, en marge du sommet de l'Union pour la Méditerranée ?
J'ai promis au président Sarkozy de me rendre au sommet. Mais je n'en suis pas l'organisateur, juste l'un des invités. Pour le reste, c'est à lui qu'il faut poser la question car il sait mieux que moi ce qui va se passer à Paris. Lorsque nous nous serons entendus avec la Syrie sur l'agenda précis et sur les points que nous allons discuter, alors il sera temps de lancer les contacts directs. Nous n'en sommes pas éloignés. Si les deux parties sont sérieuses, nous devrions bientôt nous asseoir à une table pour discuter.


Ao mesmo que ao sul, em Gaza se estabelece um frágil mas ainda assim cessar-fogo com o Hamas, que entrou hoje em vigor, ao norte, o Primeiro-Ministro israelita procura estabelecer pontes com Damasco.
Dir-se-á que é uma política arrojada, a de Olmert visar entendimentos regionais. Mas é a indispensável para conquistar a Paz na região. E Israel está a dar os passos necessários nesse sentido. Haja, também, das outras partes envolvidas o mesmo interesse.
Alguns elementos do seu Governo já criticaram o Primeiro-Ministro pelas pontes de diálogo que está a lançar, mas Olmert está agora a ser fiel à política de Ariel Sharon, que o próprio Olmert esboçou para o ex-Chefe de Governo de Israel.
Por outro lado, estas negociações fazem com que a sua questão política, por alegados casos de corrupção, deixem de figurar em primeira página e, desse modo, desviar as atenções dos pedidos de renúncia a Olmert.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Os pequenos e necessários passos para a Paz

The peace talks between Israel and Syria through Turkish mediation resumed on Sunday in Ankara, with negotiators aiming to prepare an agenda for a possible direct meeting next month.

A lenta mas gradual aproximação entre Israel e Síria é um bom sinal, pois os dois lados são estruturais para a consolidação da Paz no Médio Oriente.
Os pequenos passos que as duas partes estão a dar, sem grandes fasquias, são garantes de que há vontade de ambas pretenderem alcançar um entendimento, que não pode, porém, precipitar-se, sob pena de deitar tudo a perder.
Para já, as coisas parecem estar a correr bem.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Bons sinais

Israel, Syria said to have made progress in talks

Bons sinais vindos do Médio Oriente.
Pena que o momento seja o mais delicado para a política israelita, pois a natureza deste entendimento será a base de força do Likud e do mais que provável regresso de Netanyahu ao poder... que provavelmente não estabelecerá diálogo com Damasco. Oxalá me engane redondamente!
É uma realidade contra-natura. Mas não tem sido assim no Médio Oriente?

domingo, 30 de dezembro de 2007