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domingo, 3 de janeiro de 2010

Coisas que não batem certo

A Al-Qaeda estaria a preparar um atentado na capital do Iémen, disse John Brennan, o conselheiro para as medidas anti-terrorismo de Barack Obama, para explicar por que é que a embaixada dos Estados Unidos naquele país foi hoje encerrada. A do Reino Unido encerrou também e a de Espanha fechou ao público.

Há muito que o Iémen apresentava um risco, em especial no quadro regional. Ainda há pouco mais de um mês as forças armadas sauditas intervieram no Iémen para diminuir um foco de conflito, tendo, no momento, Teerão criticado o regime saudita e norte-americano. Suspeitou-se que o regime dos ayatollas apoiava o grupo xiita no Iémen (maioritário). Por onde andariam os elementos da Al-Qaeda? De certeza que não chegaram depois deste conflito. E não é um atentado falhado, a Detroit, que faz levantar o nível de risco, pois ele já era elevado. Como ainda há poucos dias o General Petreaus reconheceu.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Lula a desacreditar-se

O presidente do Brasil, Lula da Silva, exortou hoje os Estados Unidos e a Rússia a desmontarem os seus arsenais nucleares "para terem autoridade moral" para exigir ao Irão que não fabrique a bomba atómica.

De duas uma, ou Lula não tem percepção da História ou está a espalhar-se ao comprido, com estas afirmações.

Será que o Presidente brasileiro, para mostrar a sua vontade pacífica, terminaria com as Forças Armadas brasileiras?

Depois do erro de colocar Zelaya na embaixada brasileira de Tegucigalpa, a defesa acérrima do projecto nuclear iraniano é um erro, tendo em conta a dimensão regional, na qual o Irão se encontra, e mundial, com o "cerco" da Comunidade Internacional ao projecto nuclear. Hoje, já nem Moscovo mete as mãos no fogo por Ahmadinejad.

sábado, 6 de junho de 2009

Outras eleições relevantes

Além das europeias, as parlamentares, de amanhã, no Líbano, e a presidencial de sexta-feira, no Irão.

Para seguir nas próximas horas e dias.

Afinal, nestes dois países também se jogam a estabilidade regional e mundial.

(Publicado no Câmara de Comuns)

terça-feira, 19 de maio de 2009

Do óbvio

A change in leadership in Teheran would be one of form and not substance, according to the latest IDF assessments, which rule out the possibility that a new president would be open to the possibility of freezing the Islamic republic's nuclear program.

A desistência de Kathami, apenas confirmou que o resultado das presidenciais de Junho, que devem ser ganhas por Ahmadinejad, nada irá alterar no Irão.

Teerão agradece

Obama dará até final do ano para avaliar negociações com o Irão

O mundo continua a demonstrar total impotência para travar o processo nuclear iraniano. Com esta postura, Obama continua a dar incentivo a quem, no Irão, pretende armar o país com poderio nuclear.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Um fumo que ameaça fogo

Ankara won’t allow Israel to use Turkish airspace in attacking Iran

Os sinais de fumo, ou seja, a hipótese de Israel pretender destruir bases nucleares iranianas, continuam a existir.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Ahmadinejad na mesma


Ahmadinejad: «Pace tra israeliani e palestinesi? Per l'Iran va bene»
Il presidente iraniano mostra segnali di apertura in un'intervista ad Abc, ma non riconosce Israele


O Corriere dela Sera vê sinais de aberturas de Ahmadinejad onde não existem. Afinal, sem reconhecer o direito à existência do Estado de Israel, como admite o Presidente Iraniano qualquer entendimento?

quinta-feira, 16 de abril de 2009

O imparável Ahmadinejad, com ajuda dos 'amigos' de Washington

El presidente de Irán, Mahmud Ahmadineyad, ha manifestado hoy martes en la ceremonia de apertura de un simposio dedicado a los iraníes residentes en el extranjero: “Irán se halla en el más elevado nivel en las interacciones mundiales y hoy nadie en el mundo puede colocar obstáculos en la senda del progreso del pueblo iraní, un pueblo que ha sido en cualquier época creador de cultura y civilización.”

Ahmadinejad não podia ter encontrado melhores protagonistas em Washington para levar a sua política ao porto que pretende. Depois de Bush lhe escancarar as portas para o domínio do Iraque, Ahmadinejad surge nestes dias mais confiante, pois Obama está a dar-lhe as condições para desenvolver o seu programa nuclear.
Nos EUA, como na Europa, até podem pensar que os actuais responsáveis políticos iranianos estão mais dialogantes e interessados em negociações, por causa da postura e palavras de Washington. Mas, como estes dias provam, não nos podemos iludir. A Coreia do Norte mandou à fava os parceiros, as conversações e os compromissos, e aí está, de novo, a solo (chapéu chinês, claro!), a desenvolver programas nucleares.

domingo, 5 de abril de 2009

O onirismo de Obama

Obama defende mundo sem armas nucleares

Destas primeiras semanas de Obama, há muito trabalho que esta Administração está a fazer. E na globalidade, está a fazer bem. Porém, em termos de política externa, Obama comete um erro grave: estender o tapete vermelho às autoridades de Teerão. Como as relações internacionais demonstram, o realismo deve ser mais predominante que o onirismo. E se Teerão com todas as pressões que recebeu nos últimos anos conseguiu que não travassem o processo nuclear, a oportunidade para fazer avançar este programa aumenta com o afrouxar de posição da Comunidade Internacional.
Por outro lado, e apesar de não cumprir, e bem, o que prometeu na campanha, de retirar, quanto antes, os militares do Iraque, Obama está, também aqui, a abrir a porta ao Irão para dominar o Iraque, o que representa, a médio prazo, uma grande ameaça para a região. Riade, por exemplo, que o diga.
Agora, em Praga, Obama declara um “mundo sem armas nucleares”. O Presidente norte-americano diz que tal pode não acontecer na sua vida. O que é mais do que uma certeza. Todavia, Obama devia deixar de iludir as pessoas, pois num momento em que a ambição pelo poderio nuclear aumenta, além do Irão, o que se está a passar no Paquistão é deveras preocupante; a Rússia jamais abdicará de um dos pilares que lhe dá posição e força no globo, entre outros Estados, como a Índia, até pela mais ou menos presente ameaça paquistanesa, não vão abdicar do seu arsenal nuclear. E anda o Presidente dos EUA a dizer aos quatro ventos que quer um mundo sem armas nucleares. Com todos os defeitos que os EUA têm, e não são poucos, os EUA continuam a ser o garante da segurança mundial. E Obama não pode esquecer que o seu país tem esta missão, que até ao momento, tem garantido a nossa segurança global.
Será que o que se passou, há poucas horas, com a Coreia do Norte, não é mais uma demonstração das palavras erradas de Obama?

(Publicado no Câmara de Comuns)

quarta-feira, 11 de março de 2009

O mundo continua a girar

Uns dias sem blogar e muito mudou entretanto. Aqui ao lado, em Espanha, os populares voltaram ao poder na Galiza, como se aqui se suspeitou, e os socialistas estão à beira de governar, pela primeira vez, o País Basco, como aqui se referiu.
Na Áustria, a extrema-dereita de Haider sobreviveu ao seu recente desaparecimento e o BOZ, no primeiro e decisivo teste, já sem Haider, ganhou a eleição do land da Caríntia. Uma vez mais com as velhas bandeiras: contra a UE e contra a imigração.
Na Irlanda do Norte regressou o terror dos bandos marginais do IRA, com a tentativa de travar o processo de Paz. Felizmente, Governo britânico e irlandês, assim como o Sinn Fein condenaram as mortes do último domingo.
Mudanças podem ocorrer em breve na Dinamarca, com a forte possibilidade do actual Primeiro-Ministro, Anders Fogh Rasmussen, ser indicado para o lugar de Secretário-Geral da NATO.
Em África, e na sequência da previsível ordem de detenção do Presidente do Sudão, por parte do Tribunal Criminal Internacional, o continente foi quase unânime na recusa da decisão do Tribunal de Haia.
Onde as surpresas infelizmente não abundam é no Zimbabué, onde Mugabe, rei e senhor de um país esgotado e doente, vê o seu Primeiro-Ministro, Tsvangirai, ser alvo de um acidente (?) de carro, do qual ficou ferido e resultou na morte da sua mulher. Não sem antes, numa terra onde a fome prospera, o déspota de Harare comemorar o seu aniversário com um bolo de 85 quilos. Não há fome que dê fartura!
Na Guiné-Bissau, enterrados os assassinatos, a incerteza e a fragilidade do país continuam a perpetuar-se, sem qualquer sinal de saída para o estado calamitoso em que se encontra.
Das Américas vêm as melhores notícias, pois da Ásia, verifica-se um Presidente paquistanês sem mão no país (e a morte de uma equipa de cricket do Sri Lanka em solo paquistanês) apenas é mais um comprovativo de um Estado sem liderança reconhecida e respeitada e no qual o terror continua sem freio.
Na China, o Tibete volta a estar debaixo de atenções, com o Dalai Lama, no exílio, a trocar galhardetes com as autoridades de Pequim, donas da região que não querem autonomizar.
Não menos preocupante são os fechos de site de apoio à candidatura presidencial de Khatami no Irão.
Mas, como se referiu, das Américas vêm boas notícias. A começar nos EUA, com boas medidas de Obama, quer no retomar do financiamento público da investigação das células estaminais quer na profunda reforma na Educação, com o premiar dos docentes competentes e penalizar os medíocres. Também dos Estados Unidos vêm boas notícias nas relações com Cuba, com os primeiros sinais de flexibilização. E, de Havana, a resposta não se fez esperar. Dois dos mais importantes ministros da era Fidel saíram pela mão de Raúl. E em Abril pode haver sinais de encontro público entre responsáveis norte-americanos e cubanos. Veremos.
O que não acontece numa semana... e com tantos posts que ficaram por pingar!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Começa a campanha presidencial iraniana


Reformador é a principal ameaça à reeleição de Ahmadinejad
Jornal conservador iraniano avisa que Khatami corre risco de ser assassinado


Parece valer tudo para os radicais intimidarem o candidato presidencial reformador iraniano. Veremos o que isto dá.
Só pela ameaça, a candidatura de Khatami já está a valer a pena. Sinal de bastante nervosismo nas hostes de Ahmadinejad.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Excelente notícia

Mohammad Khatami, ex-Presidente e figura de referência dos renovadores iranianos, anunciou hoje que vai concorrer às eleições de Junho, para defrontar o ultraconservador Mahmoud Ahmadinejad, que já tornou pública a sua recandidatura.

Nem tudo é mau neste tempo. Hoje recebemos uma excelente notícia: o anúncio da candidatura de Khatami à presidência do Irão.
A sua vitória, em Junho próximo, será, seguramente, um passo para a Paz e Estabilidade no mundo.

(Publicado no Câmara de Comuns)

Teerão a engonhar

O presidente do Parlamento iraniano, Ali Larijani, anunciou hoje que Teerão está pronto a discutir com os Estados Unidos, “sem condições prévias” desde que os americanos apresentem “um conceito” para este diálogo.

Os EUA proporcionam a condição de Teerão ganhar mais tempo e eis um dos altos responsáveis políticos de Teerão a manifestar vontade de gastar tempo, com diálogos que não têm ponto de partida, como o Irão faz questão de frisar, e nem quer ter ponto de chegada. Enquanto se gasta tempo, o programa nuclear avança.

Biden não traz nada de novo

“A nossa administração está a reexaminar a política relativamente ao Irão, mas uma coisa é clara: estamos prontos para falar”, disse Joe Biden naquele que era o discurso mais esperado da 45ª Conferência de Segurança de Munique. No entanto, a abertura de Washington continua condicionada à renúncia de Teerão ao seu programa nuclear.
“Estamos prontos a falar com o Irão”, insistiu Biden, “e a dar-lhe uma escolha muito clara: mantenham o rumo actual e conhecerão a pressão e o isolamento; renunciem a prosseguir o vosso programa nuclear ilegal e a apoiar o terrorismo e receberão contrapartidas importantes”


O que Joe Biden disse em Munique já as autoridades de Teerão sabem há muito. O mesmo fora dito pela anterior Administração norte-americana.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Dia histórico na Pérsia

Desde que el 31 de enero de 1979 el imán Jomeini regresara de París aclamado por el pueblo musulmán, hasta el 10 de febrero, fueron denominados aquellos diez días como “Dahe-ye-fajr” (Los diez días del amanecer) y fue entonces cuando se declaró la victoria.
Los niños gritaron en todos los colegios "Alahu Akbar" (Dios es grande) y "muerte a EE.UU." a las 09.30 exactas, la hora en la que hace 28 años el Imán Jomeini aterrizó en el aeropuerto de Mehrabad, Teherán.


Assim começou o primeiro de 10 dias de festa no Irão, a propósito da chegada de Khomeini há 30 anos, depois de década e meio no exílio em França, e derrube da monarquia iraniana e instituição de um Estado teocrático.
Nas ruas, as inocentes crianças ao mesmo tempo que apelavam a Deus desejavam a morte dos EUA. É com este regime que Obama quer dialogar!
A pior resposta que Teerão podia dar, aí está. Usando inocentes como mensageiros daquilo que sempre se percebeu, o regime de Teerão não quer diálogo, nem entendimento, nem compromissos.
A esperança reside na denominada geração K (de Khomeini), pessoas nascidas com e após a ascenção do aiatola e representam, em termos demográficos, 70% do país. Pretendem uma profunda mudança, tanto social como cultural e, por inerência, política. Merece leitura esta peça do El País, a propósito dos jovens iranianos:
A las puertas de la Universidad de Teherán, la mayor y más antigua del país, los colores pardos que impone la estética oficial uniformizan a sus estudiantes. Pero en las calles de la ciudad, la paleta de colores es mucho más amplia. Conformistas o rebeldes, socialmente activos o pasotas, trabajadores o estudiantes, los jóvenes iraníes todavía se permiten soñar con la libertad, aunque vean su futuro sombrío. Y a diferencia de sus vecinos de Oriente Próximo, ya están vacunados contra el radicalismo religioso.