Al final, lo importante es esto: cuando los talibanes vayan a buscar al hijo de un padre afgano para que luche con ellos, ¿qué hará ese padre? Si ve que los talibanes no tienen ninguna posibilidad de ganar, si ve que su vida está mejorando, y si cree en su Gobierno, dirá que no. Y entonces la insurgencia perderá. Es así de sencillo. Ésas son las condiciones que tenemos que crear, y creo que, el próximo año, empezaremos a ver la luz al final del túnel.
O Secretário-Geral da NATO apresenta, no artigo hoje publicado, uma boa abordagem ao conflito do Afeganistão. Porém, termina com a mais pós-moderna visão ocidental, de que só os bens materiais parecem interessar.
Pode perceber-se que Rasmussen dirige-se aos ocidentais, para granjear mais apoios na sociedade. Mas querer dar a entender que o bem material das novas gerações afegãs se conquista com progressos materiais é não entender nada da cultura e valores daquela sociedade oriental.
Talvez um pouco do tão esquecido, e ocidental, Santo Agostinho ajude Rasmussen a perceber que além desta há outras vidas, ainda que os profetas sejam diferentes.
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Solana termina mandato
Solana dice adiós a tres décadas en primera línea
É, sem dúvida, um dos políticos espanhóis com mais currículo e intervenção no mundo.
Ao longo de 30 anos, Javier Solana este na ribalta da política mundial. Primeiro, como governante espanhol, depois como Secretário-Geral da NATO e, finalmente, como chefe da diplomacia europeia.
Não fui grande entusiasta dos seus mandatos, pois não obstante a áura de grande diplomata, não obteve resultados desejados, como travar o projecto nuclear iraniano, no qual mais pareceu uma marioneta de Teerão, por acreditar que o regime iraniano iria negociar, quando protelou e alcançou sempre os seus objectivos, de não ver o seu projecto travado.
Cedo se habitou a ser indicado e não sufragado para os postos. Ainda há poucos anos, num dos combates mais difíceis do PSOE, pela capital espanhola, Solana rejeitou candidatar-se contra Gallardón. De qualquer modo, um político incontornável, em Espanha e na Europa.
É, sem dúvida, um dos políticos espanhóis com mais currículo e intervenção no mundo.
Ao longo de 30 anos, Javier Solana este na ribalta da política mundial. Primeiro, como governante espanhol, depois como Secretário-Geral da NATO e, finalmente, como chefe da diplomacia europeia.
Não fui grande entusiasta dos seus mandatos, pois não obstante a áura de grande diplomata, não obteve resultados desejados, como travar o projecto nuclear iraniano, no qual mais pareceu uma marioneta de Teerão, por acreditar que o regime iraniano iria negociar, quando protelou e alcançou sempre os seus objectivos, de não ver o seu projecto travado.
Cedo se habitou a ser indicado e não sufragado para os postos. Ainda há poucos anos, num dos combates mais difíceis do PSOE, pela capital espanhola, Solana rejeitou candidatar-se contra Gallardón. De qualquer modo, um político incontornável, em Espanha e na Europa.
sábado, 4 de abril de 2009
Rasmussen assume liderança da NATO
Conforme se referiu, aqui há umas semanas, o Primeiro-Ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, vai ser o próximo Secretário-Geral da NATO.
Se em termos internos dinamarqueses importa verificar se a direita resiste, no Governo, à saída do homem que derrotou a forte esquerda dinamarquesa, Rasmussen terá pela frente desafios bastante complexos na NATO. Desde a reestruturação interna, com a reformulação e adaptação da política da Organização no século XXI, às relações com a Rússia, sem esquecer a espinhosa missão no Afeganistão.
O governante dinamarquês assume os comandos da NATO em Julho e um mês depois, em Agosto, terá o seu primeiro e árduo teste, com as eleições afegãs. Veremos como se sai, um dos políticos europeus mais experientes e creditados pelos seus pares.
(Publicado no Câmara de Comuns)
Se em termos internos dinamarqueses importa verificar se a direita resiste, no Governo, à saída do homem que derrotou a forte esquerda dinamarquesa, Rasmussen terá pela frente desafios bastante complexos na NATO. Desde a reestruturação interna, com a reformulação e adaptação da política da Organização no século XXI, às relações com a Rússia, sem esquecer a espinhosa missão no Afeganistão.
O governante dinamarquês assume os comandos da NATO em Julho e um mês depois, em Agosto, terá o seu primeiro e árduo teste, com as eleições afegãs. Veremos como se sai, um dos políticos europeus mais experientes e creditados pelos seus pares.
(Publicado no Câmara de Comuns)
terça-feira, 16 de setembro de 2008
As precipitações do Ocidente
Caminho da NATO está aberto para a Geórgia, diz secretário-geral da Aliança
No rescaldo do conflito no Cáucaso, que permitiu o ressurgimento da Rússia militar no palco internacional, as autoridades norte-americanas e europeias estão a proceder de forma precipitada. E a NATO e UE estão a ser as organizações que estão a transmitir este desconforto ocidental. Ainda que surjam de forma imponente, como se fossem intocáveis.
De Washington surgiu, primeiro, o apoio ao aliado Saakashvili, não vislumbrando a Casa Branca que a médio prazo o Presidente georgiano cairá, muito por causa da sua política errónea. Assim que a poeira deste conflito assentar, verificar-se-á como o Presidente georgiano conduziu o seu país para um beco, em vez de o fortalecer no quadro regional.
Depois, emerge um receio, pouco fundado, de uma intervenção análoga da Rússia na Ucrânia, que fez temer Bruxelas (UE). A dimensão da Ucrânia e posição no quadro regional é bastante superior à da Geórgia.
Na semana passada os responsáveis europeus, Sarkozy/Barroso/Solana, fizeram questão de ir a Kiev dizer ao Presidente Yushchenko que o acordo para adesão deste colosso da Europa central à UE será acelerado.
Os convites da NATO e UE aos dois Estados mais não representam uma clara aposta política de segurar os dois políticos, que nos podem ser prejudiciais. As políticas pouco consistentes que estão a seguir na Geórgia e Ucrânia enfraquecem as suas posições internas.
Por outro lado, estes convites, tanto para a NATO como para a adesão à UE, visam atacar indirectamente a Rússia. Mas os ataques diplomáticos feitos à Rússia nos últimos já estão a causar mossa, e se a chegada da embarcação de guerra Pedro, o Grande ao mar do Caribe é um lado visível, há acordos que o Kremlin está a selar e não são dos melhores. Moscovo já vendeu ao Irão armamento de defesa, que qualifica, e em muito, o poderio militar iraniano, num momento em que se sabe que o seu projecto nuclear está a desenvolver-se a bom ritmo, podendo Teerão estar na posse de poderio nuclear dentro de ano e meio.
As cinzas das relações entre o Ocidente e Moscovo ainda estão acesas e o Ocidente, em vez de as apagar, encarrega-se de as atear.
(Publicado no Câmara de Comuns)
No rescaldo do conflito no Cáucaso, que permitiu o ressurgimento da Rússia militar no palco internacional, as autoridades norte-americanas e europeias estão a proceder de forma precipitada. E a NATO e UE estão a ser as organizações que estão a transmitir este desconforto ocidental. Ainda que surjam de forma imponente, como se fossem intocáveis.
De Washington surgiu, primeiro, o apoio ao aliado Saakashvili, não vislumbrando a Casa Branca que a médio prazo o Presidente georgiano cairá, muito por causa da sua política errónea. Assim que a poeira deste conflito assentar, verificar-se-á como o Presidente georgiano conduziu o seu país para um beco, em vez de o fortalecer no quadro regional.
Depois, emerge um receio, pouco fundado, de uma intervenção análoga da Rússia na Ucrânia, que fez temer Bruxelas (UE). A dimensão da Ucrânia e posição no quadro regional é bastante superior à da Geórgia.
Na semana passada os responsáveis europeus, Sarkozy/Barroso/Solana, fizeram questão de ir a Kiev dizer ao Presidente Yushchenko que o acordo para adesão deste colosso da Europa central à UE será acelerado.
Os convites da NATO e UE aos dois Estados mais não representam uma clara aposta política de segurar os dois políticos, que nos podem ser prejudiciais. As políticas pouco consistentes que estão a seguir na Geórgia e Ucrânia enfraquecem as suas posições internas.
Por outro lado, estes convites, tanto para a NATO como para a adesão à UE, visam atacar indirectamente a Rússia. Mas os ataques diplomáticos feitos à Rússia nos últimos já estão a causar mossa, e se a chegada da embarcação de guerra Pedro, o Grande ao mar do Caribe é um lado visível, há acordos que o Kremlin está a selar e não são dos melhores. Moscovo já vendeu ao Irão armamento de defesa, que qualifica, e em muito, o poderio militar iraniano, num momento em que se sabe que o seu projecto nuclear está a desenvolver-se a bom ritmo, podendo Teerão estar na posse de poderio nuclear dentro de ano e meio.
As cinzas das relações entre o Ocidente e Moscovo ainda estão acesas e o Ocidente, em vez de as apagar, encarrega-se de as atear.
(Publicado no Câmara de Comuns)
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
A ler
hay que evitar tensiones inútiles con Rusia. Pero también debemos intentar que las estrategias para resolver las diferencias y evitar los conflictos no envíen señales de debilidad, especialmente en un momento en el que las interpretaciones triunfalistas del conflicto en Georgia amenazan con alimentar las ilusiones nacionalistas.
¡Qué viejas quedan ahora nuestras recientes obsesiones sobre cuestiones institucionales como el peso de los votos y el tamaño de la Comisión! Ha llegado el momento de que nos tomemos más en serio nuestras responsabilidades estratégicas.
La seguridad es, por supuesto, la dimensión más importante. Debemos estudiar la propuesta del presidente Medvédev para mejorar la arquitectura de la seguridad europea con un espíritu constructivo y abierto que reconozca la aportación concreta de Rusia a nuestra paz y nuestra estabilidad futuras. Pero debemos comprender también que esas discusiones se desarrollarán en paralelo a la ampliación de la OTAN y no la sustituirán de ninguna forma.
Um artigo muito pertinente do ex-Presidente polaco, Aleksander Kwasniewski, com o qual concordo com praticamente todos os pontos referidos.
¡Qué viejas quedan ahora nuestras recientes obsesiones sobre cuestiones institucionales como el peso de los votos y el tamaño de la Comisión! Ha llegado el momento de que nos tomemos más en serio nuestras responsabilidades estratégicas.
La seguridad es, por supuesto, la dimensión más importante. Debemos estudiar la propuesta del presidente Medvédev para mejorar la arquitectura de la seguridad europea con un espíritu constructivo y abierto que reconozca la aportación concreta de Rusia a nuestra paz y nuestra estabilidad futuras. Pero debemos comprender también que esas discusiones se desarrollarán en paralelo a la ampliación de la OTAN y no la sustituirán de ninguna forma.
Um artigo muito pertinente do ex-Presidente polaco, Aleksander Kwasniewski, com o qual concordo com praticamente todos os pontos referidos.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Haja bom-senso
Russia to Continue Cooperation with NATO on Afghanistan
“At present, I think it [halting cooperation on Afghanistan] premature,” Rogozin emphasized, adding, however, that that cooperation could be suspended as well if NATO proceeds with further deterioration of relations.
Que os laços entre a NATO e a Rússia não se quebrem, sob pena de ambas as partes perderem de forma mútua.
O Afeganistão é disso um exemplo.
“At present, I think it [halting cooperation on Afghanistan] premature,” Rogozin emphasized, adding, however, that that cooperation could be suspended as well if NATO proceeds with further deterioration of relations.
Que os laços entre a NATO e a Rússia não se quebrem, sob pena de ambas as partes perderem de forma mútua.
O Afeganistão é disso um exemplo.
domingo, 17 de agosto de 2008
Efeitos positivos para Washington do conflito no Cáucaso
O reticente Governo polaco, de Donald Tusk, quanto à instalação de um escudo anti-míssil norte-americano na Polónia, acelerou conversações sobre esta matéria com Washington após o conflito rebentar no Cáucaso.
A iminência de uma ameaça russa - como se essa alguma vez estivesse no horizonte de Moscovo atacar algum membro da NATO, bem como o inverso! - conduziu ao fim das reticências do Executivo polaco. As dúvidas de ontem esboroaram e deram lugar às certezas de hoje. Assim, já há entendimento entre Varsóvia e Washington para acolher a base anti-míssil em território polaco.
Apesar de ser favorável à sua instalação, não vejo, todavia, o momento actual como o melhor para firmar este importante, e delicado, tema.
É importante fazer ver aos russos que eles não são ameaça mas parte da solução. Infelizmente, nestes dias, o entendimento assim não está a ser assumido. O que não é nada bom, para ninguém, a médio prazo.
A iminência de uma ameaça russa - como se essa alguma vez estivesse no horizonte de Moscovo atacar algum membro da NATO, bem como o inverso! - conduziu ao fim das reticências do Executivo polaco. As dúvidas de ontem esboroaram e deram lugar às certezas de hoje. Assim, já há entendimento entre Varsóvia e Washington para acolher a base anti-míssil em território polaco.
Apesar de ser favorável à sua instalação, não vejo, todavia, o momento actual como o melhor para firmar este importante, e delicado, tema.
É importante fazer ver aos russos que eles não são ameaça mas parte da solução. Infelizmente, nestes dias, o entendimento assim não está a ser assumido. O que não é nada bom, para ninguém, a médio prazo.
domingo, 10 de agosto de 2008
O outro lado da intervenção russa na Geórgia - a "sorte" estónia
Há pouco mais de um ano, um conflito entre a Estónia, antiga república soviética báltica, e a Rússia rebentou, por causa de uma estátua removida da cidade de Tallin, que aludia ao triunfo dos soviéticos sobre os nazis. A estátua era encarada, na recém independente república báltica, como uma forma de presença e 'ocupação' russa em território estónio. Tudo isto num país em que cerca de um quarto da população é russa e as relações entre os autóctones e a comunidade russa não são as melhores.
Não fosse a integração da Estónia, em 2004, na NATO e na UE, e provavelmente aquilo que hoje se assiste na Geórgia já se poderia ter verificado no norte do Báltico no ano passado.
Além do ataque cibernético, a intervenção também deveria contar com vários 'utensílios' militares.
Quem pensa que as instituições nada valem e nada contam, fica o exemplo da Estónia, pois não fosse o "escudo", em especial da NATO, e hoje Kalininegrado não seria, talvez, a única região russa mais a ocidente. Não é por acaso que o Presidente georgiano quer a adesão do país à NATO e à UE. Se fosse Estado-membro, nunca a Rússia actuaria como está a proceder.
Não fosse a integração da Estónia, em 2004, na NATO e na UE, e provavelmente aquilo que hoje se assiste na Geórgia já se poderia ter verificado no norte do Báltico no ano passado.
Além do ataque cibernético, a intervenção também deveria contar com vários 'utensílios' militares.
Quem pensa que as instituições nada valem e nada contam, fica o exemplo da Estónia, pois não fosse o "escudo", em especial da NATO, e hoje Kalininegrado não seria, talvez, a única região russa mais a ocidente. Não é por acaso que o Presidente georgiano quer a adesão do país à NATO e à UE. Se fosse Estado-membro, nunca a Rússia actuaria como está a proceder.
terça-feira, 1 de abril de 2008
Bush a esticar a corda
O presidente norte-americano quer que a Ucrânia e a Geórgia se tornem candidatas à adesão na NATO já na cimeira de Bucareste, que começa esta semana. Entretanto, a Rússia já disse que esta situação provocará uma «crise profunda nas relações russo-ucranianas».
A Aliança Atlântica nada tem a ganhar em espicaçar Moscovo. Seria prudente não querer meter à força a Ucrânia e a Geórgia na NATO.
A Aliança Atlântica nada tem a ganhar em espicaçar Moscovo. Seria prudente não querer meter à força a Ucrânia e a Geórgia na NATO.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
O sinal esperado de Moscovo
Putin ameaça dirigir mísseis contra a Ucrânia em caso de adesão à NATO
Como se referiu há poucos dias aqui:
a adesão à NATO revela-se mais sensível, não só pela sensibilidade da população ucraniana, pouco adepta desta opção, mas sobretudo pela vizinha Rússia, que não apreciará aquilo que considerará mais uma ofensiva da Aliança Atlântica junto da sua fronteira.
Se a presença da NATO na fronteira com os Estados bálticos é considerada uma afronta, o que não considerará a Rússia com a presença da Ucrânia na NATO, país com quem tem a sua maior fronteira terrestre a ocidente.
Moscovo não é parceiro menor nem secundário nesta questão.
Putin deu o sinal de qual a posição de Moscovo em relação a uma possível adesão da Ucrânia à NATO. Um sinal esperado.
Como se referiu há poucos dias aqui:
a adesão à NATO revela-se mais sensível, não só pela sensibilidade da população ucraniana, pouco adepta desta opção, mas sobretudo pela vizinha Rússia, que não apreciará aquilo que considerará mais uma ofensiva da Aliança Atlântica junto da sua fronteira.
Se a presença da NATO na fronteira com os Estados bálticos é considerada uma afronta, o que não considerará a Rússia com a presença da Ucrânia na NATO, país com quem tem a sua maior fronteira terrestre a ocidente.
Moscovo não é parceiro menor nem secundário nesta questão.
Putin deu o sinal de qual a posição de Moscovo em relação a uma possível adesão da Ucrânia à NATO. Um sinal esperado.
sábado, 2 de fevereiro de 2008
As pretensas adesões ucranianas
Para a Ucrânia esta é uma questão complicada. Se por um lado, a adesão à União Europeia é apoiada por 70 por cento da população, a questão da entrada na NATO divide a sociedade ucraniana.
A Primeira-Ministra ucraniana, em visita oficial a Bruxelas, apresentou a pretensão da Ucrância aderir à UE e também à NATO, argumentando que conta com o respaldo maioritário da população para a adesão ao grupo comunitário e um apoio, ainda pouco sólido, à Aliança Atlântica.
Neste momento, a entrada deverá mais rápida e viável na NATO do que na UE, dado o congelamento de adesões decretado por Bruxelas para os próximos anos.
Por outro lado, a adesão à NATO revela-se mais sensível, não só pela sensibilidade da população ucraniana, pouco adepta desta opção, mas sobretudo pela vizinha Rússia, que não apreciará aquilo que considerará mais uma ofensiva da Aliança Atlântica junto da sua fronteira.
Se a presença da NATO na fronteira com os Estados bálticos é considerada uma afronta, o que não considerará a Rússia com a presença da Ucrânia na NATO, país com quem tem a sua maior fronteira terrestre a ocidente.
Moscovo não é parceiro menor nem secundário nesta questão.
Quanto à política interna ucraniana, interessante resposta de Timochenko à Euronews, não dizendo se tem ou não um bom relacionamento com o Presidente Yuschenko, com quem partilha a ambição de no próximo ano ganhar as eleições presidenciais. Eles que foram grandes aliados em 2004, aquando da revolução laranja, e pouco tempos depois se desentenderam, por questões de protagonismo e poder. Agora voltam a estar juntos... mas provavelmente não por muito tempo.
E.N - A senhora e Victor Iuchtchenko eram os líderes da revolução, pois trabalharam juntos formando esse binómio "primeiro ministro e presidente". Como estão as vossas relações?
J.T. - Depois da revolução Laranja não tínhamos maioria no parlamento, a maioria estava com o poder precedente, e eis porque tivémos tantas dificuldades depois da revolução laranja. Hoje, há uma unidade e isso é uma base perfeita para fazer verdadeiras reformas no país. E quero dizer-vos que para mim a revolução laranja não são apenas as cores e as fitas, são os princípios, as ideias, que são o sentido da minha vida e o sentido da vida da minha equipa. Queremos que este seja o tempo em que as pessoas se dêem pro satisfeitas por se terem manifestado naquele tempo. Fizeram isso para que os políticos mudassem É a minha fé e tento aplicá-la na vida de todos os dias.
A Primeira-Ministra ucraniana, em visita oficial a Bruxelas, apresentou a pretensão da Ucrância aderir à UE e também à NATO, argumentando que conta com o respaldo maioritário da população para a adesão ao grupo comunitário e um apoio, ainda pouco sólido, à Aliança Atlântica.
Neste momento, a entrada deverá mais rápida e viável na NATO do que na UE, dado o congelamento de adesões decretado por Bruxelas para os próximos anos.
Por outro lado, a adesão à NATO revela-se mais sensível, não só pela sensibilidade da população ucraniana, pouco adepta desta opção, mas sobretudo pela vizinha Rússia, que não apreciará aquilo que considerará mais uma ofensiva da Aliança Atlântica junto da sua fronteira.
Se a presença da NATO na fronteira com os Estados bálticos é considerada uma afronta, o que não considerará a Rússia com a presença da Ucrânia na NATO, país com quem tem a sua maior fronteira terrestre a ocidente.
Moscovo não é parceiro menor nem secundário nesta questão.
Quanto à política interna ucraniana, interessante resposta de Timochenko à Euronews, não dizendo se tem ou não um bom relacionamento com o Presidente Yuschenko, com quem partilha a ambição de no próximo ano ganhar as eleições presidenciais. Eles que foram grandes aliados em 2004, aquando da revolução laranja, e pouco tempos depois se desentenderam, por questões de protagonismo e poder. Agora voltam a estar juntos... mas provavelmente não por muito tempo.
E.N - A senhora e Victor Iuchtchenko eram os líderes da revolução, pois trabalharam juntos formando esse binómio "primeiro ministro e presidente". Como estão as vossas relações?
J.T. - Depois da revolução Laranja não tínhamos maioria no parlamento, a maioria estava com o poder precedente, e eis porque tivémos tantas dificuldades depois da revolução laranja. Hoje, há uma unidade e isso é uma base perfeita para fazer verdadeiras reformas no país. E quero dizer-vos que para mim a revolução laranja não são apenas as cores e as fitas, são os princípios, as ideias, que são o sentido da minha vida e o sentido da vida da minha equipa. Queremos que este seja o tempo em que as pessoas se dêem pro satisfeitas por se terem manifestado naquele tempo. Fizeram isso para que os políticos mudassem É a minha fé e tento aplicá-la na vida de todos os dias.
domingo, 6 de janeiro de 2008
Geórgia diz Sim à NATO
Saakashvili reclama vitória nas presidenciais
Como se esperava, Saakashvili venceu, apesar de toda a oposição condenar a eleição, por fraude.
Outro dado relevante, foi o sim das urnas à NATO. 69% disse Sim à adesão do país à Aliança Atlântica.
Em termos globais, acaba por ser o mais relevante do dia de ontem. Provavelmente, Moscovo virá a terreiro considerar uma afronta da NATO a Moscovo, contar, desta feita, com mais um Estado-membro, agora do Cáucaso.
Depois de aberta a frente ocidental russa, com a adesão dos três Bálticos e Polónia, a NATO entra pelo Cáucaso.
Como se esperava, Saakashvili venceu, apesar de toda a oposição condenar a eleição, por fraude.
Outro dado relevante, foi o sim das urnas à NATO. 69% disse Sim à adesão do país à Aliança Atlântica.
Em termos globais, acaba por ser o mais relevante do dia de ontem. Provavelmente, Moscovo virá a terreiro considerar uma afronta da NATO a Moscovo, contar, desta feita, com mais um Estado-membro, agora do Cáucaso.
Depois de aberta a frente ocidental russa, com a adesão dos três Bálticos e Polónia, a NATO entra pelo Cáucaso.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Belgrado também conta
Brok disse que na capital russa viu confirmada a sua percepção de que «a Sérvia, um país orgulhoso, nunca poderá ser negligenciada».
Parece que alguém, na UE, neste caso um elemento do Parlamento Europeu, lembrou-se que Belgrado também conta neste processo kosovar.
Por outro lado, é pertinente a referência de um responsável russo:
O chefe da delegação russa na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, Konstantin Kosatchev, indignou-se com o facto de «pela primeira vez na história da ONU duas organizações (UE e NATO) poderem vir a decidir o destino de um país (Sérvia) que não as integra».
A UE e a NATO devem, de facto, ser parte integrante do processo, todavia a ONU não pode eximir-se desta matéria, até porque nenhuma das partes envolvidas pertence a alguma das duas instituições.
Parece que alguém, na UE, neste caso um elemento do Parlamento Europeu, lembrou-se que Belgrado também conta neste processo kosovar.
Por outro lado, é pertinente a referência de um responsável russo:
O chefe da delegação russa na Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, Konstantin Kosatchev, indignou-se com o facto de «pela primeira vez na história da ONU duas organizações (UE e NATO) poderem vir a decidir o destino de um país (Sérvia) que não as integra».
A UE e a NATO devem, de facto, ser parte integrante do processo, todavia a ONU não pode eximir-se desta matéria, até porque nenhuma das partes envolvidas pertence a alguma das duas instituições.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
A legitimidade turca III
Após o encontro com o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, al-Hashemi revelou a existência de alguma sintonia entre os dois países. "O governo iraquiano deve afastar e desafiar estas actividades terroristas no Iraque mas caso o governo do Iraque não consiga fazer tornar-se-á legitimo para a Turquia garantir a sua segurança nacional sempre no quadro de uma estreita coordenação com Bagdade", referiu Tareq al-Hashem.
Mas o apelo à contenção surge de vários sectores incluindo da NATO.
Posição sensata a do governante iraquiano e pouco solidária da NATO.
Mas o apelo à contenção surge de vários sectores incluindo da NATO.
Posição sensata a do governante iraquiano e pouco solidária da NATO.
terça-feira, 16 de outubro de 2007
A legitimidade turca II
Segundo um dos primeiros artigos do Tratado da NATO, um país-membro que é alvo de ataque tal traduz um ataque aos Estados-membros da Organização.
Ora, os turcos têm sido alvo de ataques terroristas dos curdos. Não só têm legitimidade para se defender como deviam contar com a solidariedade dos outros países da NATO. Os Estados Unidos, tão prontos para certas intervenções, não estão, desta feita, do lado castrense.
Percebe-se o porquê, pois a parte curda do Iraque não tem dado problemas, uma vez que os curdos controlam a área. No entanto, os Estados Unidos, do mesmo modo que estão apostados em combater o terrorismo não se podem esquecer que há uma facção curda terrorista. Facção esta que tem atacado e matado militares e civis turcos.
O documento apresentado pelo Governo turco ao Parlamento deve receber amanhã aprovação esmagadora dos parlamentares turcos, recebendo, portanto, o Executivo de Ancara carta verde para intervir quando tal se justificar.
Pena que os Estados Unidos não pressionem os curdos para combater a facção terrorista que está sedeada no norte do Iraque.
A Turquia tem de se defender... e a NATO devia suportar a postura de Ancara.
Ora, os turcos têm sido alvo de ataques terroristas dos curdos. Não só têm legitimidade para se defender como deviam contar com a solidariedade dos outros países da NATO. Os Estados Unidos, tão prontos para certas intervenções, não estão, desta feita, do lado castrense.
Percebe-se o porquê, pois a parte curda do Iraque não tem dado problemas, uma vez que os curdos controlam a área. No entanto, os Estados Unidos, do mesmo modo que estão apostados em combater o terrorismo não se podem esquecer que há uma facção curda terrorista. Facção esta que tem atacado e matado militares e civis turcos.
O documento apresentado pelo Governo turco ao Parlamento deve receber amanhã aprovação esmagadora dos parlamentares turcos, recebendo, portanto, o Executivo de Ancara carta verde para intervir quando tal se justificar.
Pena que os Estados Unidos não pressionem os curdos para combater a facção terrorista que está sedeada no norte do Iraque.
A Turquia tem de se defender... e a NATO devia suportar a postura de Ancara.
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