domingo, 30 de setembro de 2007

E Gaza?

«Estamos muito satisfeitos com o trabalho dele. Até agora, consideramos que tem feito um excelente trabalho. Está a colaborar muito de perto com os palestinianos, não só com o presidente Abbas mas também com o governo, nomeadamente com o primeiro-ministro. Mas esperamos ainda mais dele», sublinhou Ried Malki.

Questionado sobre o que Blair trouxe de novo ao processo de paz para o Médio oriente, o chefe da diplomacia palestiniano destacou o «bom relacionamento» que o ex-primeiro-ministro britânico tem, em geral, em todo o mundo.

«Trouxe a sua sabedoria, o seu conhecimento, a sua experiência, a sua liderança e a sua ligação com o presidente (norte-americano, George W.) Bush. Trouxe ainda o bom relacionamento que tem com a liderança israelita», respondeu.


A questão de Gaza, território controlado pelo Hamas, tem merecido pouca referência, se bem que seja um dos pontos mais delicados do presente momento. Que Abbas e os novos governantes palestinianos não queiram referir o assunto, e parte da Comunidade Internacional condene o grupo palestiniano, importa não esquecer quem venceu a eleição democrática, na Palestina, de 2005. E, espera-se, que Israel não concretize o plano de ataque à Faixa que já tem preparado. Além de que, merece repúdio a posição israelita de completo isolamento, sem condições, dos cerca de milhão e meio de palestinianos que vivem em Gaza.
Oxalá Blair empregue a sua experiência política, em especial a adquirida no processo da Irlanda do Norte, e alcance o diálogo com os moderados do Hamas.
O Hamas, como a Fatah, é parte da solução. Se o quiserem continuar a fazer parte do problema, pouco se conseguirá de concreto no Médio Oriente. É preciso isolar os radicais, não o grupo.

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