quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

De mal a pior

«Faremos tudo para convencer os nossos amigos de Chipre, e não só, de que o Kosovo é uma situação 'sui generis', que não constitui um precedente»

As palavras são do Ministro dos Negócios Estrangeiros esloveno, que em breve coordenará os trabalhos dos Assuntos Externos da UE, quando o seu país assumir, em Janeiro, a Presidência da União.
Porém, de duas uma, ou Dimitrij Rupel acredita piamente no que diz - tendo sido há pouco mais de duas décadas cidadão jugoslavo duvido - ou apresenta a desculpa mais esfarrapada, para justificar o injustificável, o que é pior a emenda que o soneto.

5 comentários:

Pedro Sá disse...

Mas de facto tem razão. Comparar o Kosovo com a RTNC não faz sentido nenhum.

Gabriel disse...

Concordo com o Carlos, é um argumento bastante idiota. Tanto mais que aquilo que possa ser considerado precedente, é exactamente o facto de ter existido e não por ser sui generis, pois cada caso é um caso.

Mas o que caso é relevante, é por levantar, uma vez mais, a questão, do principio em si mesmo: pode uma comunidade decidir o seu próprio destino? A resposta, para quem acredita na liberdade, só pode ser sim.

Tal resposta terá consequencias noutros lados? Obviamente. Mas qual o problema?

Haverá estados a desfazerem-se,outros a criarem-se e fronteiras a serem ajustadas? Uau, que novidade! E não é isso que se passa na Europa, pelo menos nos últimos 2 mil anos?

quem está interessado em amarrar comunidades á força?

Gabriel disse...

«E não é isso que se passa na Europa, pelo menos nos últimos 2 mil anos» acrescento: que se atinja um patamar de civilidade em que tal se processe pacificamente, seria o melhor sinal dos tempos.

CMC disse...

Caro Gabriel,
Qualquer dia teríamos uma Europa quase com o dobro dos actuais Estados.

Gabriel disse...

e qual era o problema? volto a repetir, se forma de forma pacifica, não vejo nenhum inconveniente.

Aliás, como já disse noutro lado, num processo de construção de uma unidade supra-nacional como é a UE,é perfeitamente lógico que as comunidades que se sentem «nacionais (por lingua, religião, história) deixem de ver sentido na sua actual união estadual(e encarem como mais lógica uma situação de parceria equalitária num quadro supra-nacional comum.