quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

É tempo de contar com um PS activo e forte em Lisboa

Caro Zé,
Se referi o caso francês e não o britânico ou espanhol, é porque no primeiro exemplo, há anos que o PS está na oposição e os dirigentes do partido consideram que estão bem com o rumo que mantêm. Depois admiram-se que os franceses não depositam nas urnas confiança nas propostas dos socialistas. Será que os cidadãos franceses estão errados no apoio que prestam há vários anos?
Ségolène, que deu esperança ao socialismo francês e ao próprio país, acabou por ser alvo dos próprios camaradas, mais interessados em manter a sua situação pessoal do que interessados nos problemas e desafios que se colocam. Ségolène conseguiu abrir o partido, enquanto os instalados há anos apenas o querem à deriva, desde que eles sobrevivam.
Quanto a Blair e González, que referes, não tens ponto de comparação. O primeiro saiu depois de três vitórias consecutivas e o terceiro mandato de Blair já dava sinais de desgaste. É natural. O poder desgasta e cria vícios, por isso os mandatos não devem ser extensivos.
Quanto a González, este saiu de cena quando perdeu as eleições em 1996, ao fim de um longo ciclo de vitórias, que começou no início da década de 80. Assumiu as suas responsabilidades e permitiu a regeneração do PSOE, depois de vários bons mandatos, com os últimos a comprometerem a qualidade inicial. Primeiros mandatos que deram à Espanha as condições de ser hoje a 8ª economia mundial.
Dir-me-ás quando, em Lisboa, a concelhia quis interpretar as derrotas autárquicas de 2001 e de 2005, assim como a escassa vitória de 2007. Não podes dizer, porque não houve essa vontade. Sobretudo na derrota de 2005, quando era avaliado um dos piores mandatos da cidade, com a gestão de Santana e Carmona.
E, na última eleição, que o PS venceu, não fosse a credibilidade e qualidade pessoal e política do nosso candidato, António Costa, e o PS sujeitava-se a um resultado pouco digno, tais os erros que a concelhia assumiu no mandato entre 2005 e 2007, com alguns casos pouco dignos, e que podia ter comprometido a candidatura do PS.
Por outro lado, o PS/Lisboa titubeou e, em momentos decisivos, não quis assumir a clarificação que há muito a cidade e os munícipes queiram na Câmara Municipal, com a desastrosa gestão do PPD, que desde 2001 conseguiu que a cidade começasse a perder a qualidade que as gestões socialistas fomentaram desde 1990.
Em política, é preciso assumir responsabilidades, tanto no momento das vitórias como das derrotas. Em Lisboa, estas responsabilidades não têm sido assumidas. Como se fosse indiferente ganhar ou perder.
Não fosse a agoniante gestão laranja cair de podre e ainda hoje, provavelmente, pela parte da coordenação do PS/Lisboa, a cidade contaria com uma das piores gestões.
António Costa tem realizado um excelente trabalho na Câmara Municipal, perante as inúmeras e árduas dificuldades que encontrou, devido à herança calamitosa que recebeu. Mais do que nunca, é preciso um PS/Lisboa forte e activo. Isto, claro está, se queremos ter um projecto qualificado e dinâmico para as 53 freguesias e para a cidade.
Lisboa merece e exige isso ao PS. Assumamos, então, as nossas responsabilidades como militantes.

P.S.- Concordo contigo Rui, nada como conhecer e debater os programas que serão apresentados. O que se referiu até ao momento é o quadro que nos trouxe até ao presente.

5 comentários:

Pinto de Sousa disse...

Este "lírico" ainda não aprendeu que quem manda no PS é o Sócrates, o Secretariado Nacional e a Comissão Política Nacional. O resto...é para cumprir estatutos.
E então nas concelhias importantes, não dão abébias a ninguém. Julga que o António Costa foi escolha de quem? E que voltará ou não a ser candidato por decisão de quem? Ou acha que a concelhia de Lisboa e o seu líder podem fazer o que bem entendem?

PCV disse...

E os erros que aponta no mandato anterior da câmara começaram efectivamente com quem? Com a Concelhia ou com o Manuel Maria Carrilho, que foi escolha de muitos de actuais apoiantes do Miguel Teixeira?
E que erros são esses da CPC de Lisboa da altura? Foi não ter criticado publicamente MMC quando este não cumpriu o mandato até ao foi? Se calhar foi! Foi não ter retirado mais cedo a confiança politica ao vereador Nuno Gaioso, que publicamente criticava o PS, não tendo sido sequer escolhido pelos militantes do Partido, mas sim uma imposição pessoal do MMC? Se calhar foi?
Mas caro camarada, o que o PS precisa de garantir a cima de tudo na gestão da nossa concelhia são pessoas honestas. Isso sim é que é necessário! Se o camarada critica tanto a gestão do nosso camarada Miguel Coelho, imagine agora com gente desonesta à frente da Concelhia!

Anónimo disse...

O Carlos de Castro depois de ter sido despedido do seu blog com o luis tito só ^tem destas tiradas. na realidade só o vemos criticar nestas alturas, durante os restantes períodos não aparece anda escondido , e não intervém para melhorar o estado das coisas como ele diz. Carlos de Castro já devias ter juízo, olha começa por perguntar ao candidato que tu apoias, quais as responsabilidades políticas que ele já tirou em lisboa, por exemplo na secção dele com os canbdidatos que têm apoiado, ou achas que o resultado em alvalade tem sido limpo e quando lhe proposeram candidatra-se a uma junta de freguesia poeque recusou???? Caro Carlos de Cstro, não podemos dizer mal só por dizer , temos que criticar, quando essas criticas são fundamentadas. quais resultados quais responsabilidades, todos tiramos acaso a desrrotas são só de uma pessoa ou só de uma estrutura do partido

PT de Morais disse...
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Anónimo disse...

Que saudades que eu tenho de quando se fazia política em Lisboa, quando a secção de Benfica até tinha um candidato a apresentar a lider da Concelhia, em vez de andar a reboque de garotos que só procuram protagonismo.
Onde andam militantes credíveis como José Leitão ou Fernando Saraiva?
Será que o actual coordenador da Secção de Benfica vai apoiar o candidato Miguel Teixiera, o tal que quiz chamar a Polícia para o prender quando o substituiu na liderança da Associação de Estudantes da Lusófona?